segunda-feira, 28 de abril de 2014

Canário-da-terra

Sicalis flaveola (14 cm)

Outros nomes populares: Canário-da-terra-verdadeiro, Chapinha, Canário-da-telha e Canario-do-chão.


MACHO
Foto minha aqui em Arceburgo-Mg, de um macho, em cima da cabeça de vaca, onde ele gosta de fazer seu ninho.

Comum, de ocorrência ampla em áreas abertas com árvores, incluindo pastos, plantações e sedes de fazendas; mais numeroso no Pantanal.  O macho é amarelo, com testa laranja, mais oliváceo por cima e com dorso rajado. A femea por cima parda rajada de marrom, por baixo branco-suja com fino estriado marrom. Compare com o canário-tipiu, pouco frequente perto das casas, mais oliváceo, em especial por cima, e com rajado mais forte no dorso; também com o canário-do-amazonas, no no N da região. Alimenta-se sobretudo no chão; pode formar grandes bandos, às vezes com outras espécies. Em fazendas, frequenta os arredores de casas e visita comedouros. Canto, uma série variável de notas bem enunciadas e frases curtas, "tsip, tsi-tit, ts, tsiti, tsi, tsiti", musical e agradável. Popular como "ave de gaiola", é tão perseguido que em muitos locais desapareceu.
Citação: Aves do Brasil - Pantanal & Cerrado  - John A.Gwynne, Robert S. Ridgely, Guy Tudor e Martha Argel.


FEMEA
Foto da femea, que fiz aqui em Arceburgo-MG, em cima do mourão de cerca de arame farpado, outra opção/preferência de ninho da especie.

FAMILIA FRINGILLIDAE
SUBFAMILIA EMBERIZINAE
Subordem Passeri [=Oscines]

Ordem Passeriformes
TRIBO THRAUPINI

Sicalis - do grego sikalis ou sukalis = pequeno pássaro de cabeça preta, mencionado por Epicharmus e Aristóteles;
flaveola - diminutivo do latim flavus = amarelo-ouro.
Citação: Aves Brasileiras - Johan, Christian Dalgas Frisch.


CASAL



MACHO/FILHOTES
Macho alimentando filhotes, o ninho foi feito na cabaça, outra opção de ninho para a especie.
Este ninho é no prédio, onde ficava minha sala na Secretária de meio Ambiente.

Nota: É uma das minhas aves preferidas. Pela beleza de plumagem, pelo belo canto, seu modo de nidificar: cabaças, cabeças de vaca, mourões de cerca, casinhas de madeira, etc.
Na minha infância, perto da minha casa tinha uma maquina de beneficiar arroz ( década de 1960), em cima da palha do arroz eles  ficavam de bando, alimentando das quireras de arroz. Depois eles sumiram da cidade e do campo, aqui em Arceburgo-MG não se via nem um em liberdade, apenas em gaiolas. Em 1.985 comecei a trazer alguns de Goiás e soltar nos sítios, fazendas de amigos meus. Começamos um trabalho de conscientização, soltura, palestras, doação de casinha para eles criarem em liberdade, distribuição de camisetas aos alunos de escolas no Dia da Ave, falando do Canário. Achei que minha geração não voltaria a vê-los em liberdade. Graças a DEUS e pelo nossos empenho, empenho de amigos e população eles estão em toda parte. Desperto com eles cantando nas árvores de frente e fundos da minha casa. Estão nas praças, sítios, fazendas, beira de estrada, postes, comedouros...

Fizemos em 03 de fevereiro de 2012, uma sugestão ao Secretário de Meio Ambiente, de Minas Gerais, Excelentíssimo Senhor Adriano Magalhães Chaves, com um material técnico,  na qual a cidade de Arceburgo-MG, propõe que o Canario-da-terra seja AVE SIMBOLO DE MINAS GERAIS. Sugestão esta que me foi dada pelo amigo Johan Dalgas Frisch. Este material tramitou por alguns setores da burocracia, perdi o fio da meada da tramitação. Fica meu registro.

Distribuição: ocorre praticamente no Brasil inteiro, exceto na Amazônia.

Postura: 3 a 5 ovos.

Incubação: 13 dias.

Territorialista

MACHO - BANHO
No prédio que ficava minha sala, da Secretária de Meio Ambiente, tinha um bom espaço construímos este local para banho das aves. Valeu a pena vejam a foto que fiz.


Canário-da-terra-verdadeiro

O canário-da-terra-verdadeiro, conhecido também como canário-da-horta, canário-da-telha (Santa Catarina), canário-do-campo, chapinha (Minas Gerais), canário-do-chão (Bahia), coroinha, canário-da-terra e cabeça-de-fogo, é uma ave admirada pelo canto forte e estalado e por isso é freqüentemente aprisionada como ave de cativeiro (está entre as 10 mais apreendidas, segundo o IBAMA) mesmo tal ato sendo considerado crime federal inafiançável pela Lei de Crimes Ambientais (Lei 9.605/98). Graças a ação das autoridades e da conscientização da população, registros do canário-da-terra-verdadeiro vêm se tornando mais freqüentes nos últimos anos.
Citação:Wikiaves.

Ave territorialista, canário de fibra, fiz esta foto na FSULDEMINAS - Campus MUZAMBINHO-MG, aqui este macho passou boa parte do dia, brigando com o espelho do meu carro.

Pelo fim do Canário-da-terra em cativeiro.
5 de Outubro, Dia da Ave, Asas em liberdade, Canário-da-terra (dizeres na camiseta que usei) Neste dia no Colégio Arceburguense fizemos uma ação em prol desta ave. Distribuímos camisetas iguais a que uso neste dia aos alunos, presença da mídia, na nossa fala pedimos aos alunos presentes, que caso algum deles mantivessem em cativeiro o Canário-da-terra ,que era para liberta-los.

Pelo fim das aves em cativeiro no Brasil.

Não prenda aves, observe-as na natureza, livres. Como Deus as criou cantando em arvores ,não em gaiolas.

AVES DE ARCEBURGO- NUMERO 16

sexta-feira, 11 de abril de 2014

Veado-campeiro

Ozotoceros bezoarticus (Linnaeus, 1758)

Outros nomes populares: Veado-branco, veado-galheiro e veado-de-galhada.



FAMÍLIA CERVIDAE

É a família representada pelos veados, cervo, cervo-do Pantanal, bode-bravo, veado-catingueiro, veado-mateiro, veado-galheiro ou campeiro. São animais muito visados por causa da  carne, couro e caça esportiva.
Os cervídeos constituem os únicos ruminantes propriamente ditos existentes na América do Sul.

O nome cientifico da especie é originária de bezoar = pedra, uma massa calcaria supostamente encontrada nos estômagos deste veado. Ocorre no Paraguai, Uruguai, Argentina e Brasil, são carcteristicas dos ambientes abertos desde o sul da Amazônia, nos estados de Rondônia, Mato Grosso e Tocantis, passando pelo Mato Grosso do Sul e Goiás, chegando até o rio São Francisco em Minas Gerais, além dos estados de São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. (Reis et al., 2006).



Apresentam cabeça-corpo 90-120 cm (machos) e 85-90 cm (femeas), cauda 10-14 cm, altura 65-70 cm (machos) e 60-65 cm (femeas); Peso dos machos 24-34 kg (até 40 kg) e de femeas 22-29 kg; machos, são em média 15-20% mais pesados que as femeas. A cor da pelagem vai do pálido marrom-avermelhado ao marrom-amarelado. Áreas esbranquiçadas ao redor dos olhos, lábios, garganta, peito e zona tarsal As femeas tem duas pequenas manchas brancas na testa. Filhotes são manchados de branco ou malhados por três meses. As glândulas preorbital, nasal, do tarso e glândulas interdigitais traseiras estão sempre presentes. Glândulas metatarsais são, por vezes inexistentes. Dentição permanente de 32 dentes. Galhadas dos adultos medem cerca de 30 cm de comprimento e normalmente tem três pontas, uma na testa, bem desenvolvida, e uma forquilha terminal.
Pedículos começam a crescer menos aos cinco meses de idade; os primeiros chifres são botões ou espinhos curtos e direcionados para a frente. As galhadas são sazonais e localmente sincronizadas, mas com tempo variável de acordo com a latitude, a queda no outono (Brasil) ou no inverno (Argentina e Uruguai). A rebrota começa imediatamente e dura aproximadamente 100 dias. A fórmula dentária é: C 0/1, P 3/3, M 3/3.


O veado-campeiro é um habitante de áreas abertas existentes ao longo de sua distribuição. Assim pode-se encontrar essa especie nas fisionomias vegetais do Pantanal, Cerrado e nos Pampas. Além desses ambientes, é frequente a visualização de rastros em paisagens alteradas pelo plantio de monoculturas como milho, mandioca e soja (Miranda, et al., 2009). prefere pastagens (pampas,parques do cerrado também sazonalmente inundados,



Ainda comum no Parna Emas, Goiás, estima-se que existam cerca de 1.000 indivíduos. Regionalmente, nos estados do sul e sudeste do Brasil, como Rio Grande do Sul, Paraná, São Paulo e Minas Gerais, é classificado como criticamente em perigo.

A destruição, fragmentação, alteração na qualidade do habitat, juntamente com os efeitos das atividades de caça ilegal, são as causas potenciais de ameça de extinção das populações do veado-campeiro no Brasil (Reis et al., 2006)


Esta sequência de fotos são de minha autoria.
Parque Nacional da Serra da Canastra.
São Roque de Minas-MG
Bioma Predominante: Cerrado
Foto feita em  03.04.2014, mais ou menos as 17.00 horas
Coordenadas Geográficas
S 20º 13' 5.21", W 46º 28' 42.73"

Cerca de 1.100 vivem no Uruguai (El Tapado no norte-oeste com 800 indivíduos e Los Anjos, com 300 veados). Na Argentina onde originalmente havia meio milhão de quilômetros de pastagens disponíveis, restam apenas agora quatro pequenas populações sobreviventes, para um total de 1.200-1.400 indivíduos . Quase desapareceu no Nordeste da Bolívia. Também eram caçados com o objetivo de retirar as pedras bezoares que se encontravam no seu estomago, às quais se atribuíam propriedades medicinais (DUARTE, 1997 in Reis, et al., 2005).  Essa redução deve-se ainda à transmissão de doenças e à competição por alimento principalmente relacionadas à a criação de ovelhas.
Citação: Mamíferos do Brasil - Tomas Sigrist


Outras informações

Hábitos Alimentares:
Pasta diversas espécies de capim e os brotos de outras plantas. Nos cerrados é facilmente encontrado nos locais de queimadas recentes, e a vegetação esta rebrotando.

Reprodução:
O periodo de gestação é de quase 9 meses e nasce só um filhote por ano, todo pintadinho.

Particularidades:
Quando um filhote de galheiro e a mãe são surpreendidos juntos, ela pode ficar imóvel até que o filhote consiga se esconder e só depois tenta fugir devagarinho. No entanto, é capaz de corridas rapidíssimas. A velocidade é seu principal recurso para escapar dos predadores.
Citação: Campos e Cerrados - Nestlé - Surpresa.


BICHOS - NUMERO 9