sexta-feira, 30 de dezembro de 2016

Cachoeira da Fumaça

Carrancas/MG.



Parada obrigatória para quem vem a Carrancas, o cartão postal de Carrancas fica pertinho da cidade, cerca de 3 quilômetros, e tem várias piscinas naturais ao seu redor. Parte de um complexo maior, que inclui ainda as cachoeiras do Fundo da Fumaça, Fumaça de Cima, Véu da Noiva e Luciano, a Fumaça encanta pela magnitude: sua queda principal tem mais de 15m de altura e sua largura a torna imponente. Seu nome vem da “fumaça” que se desprende de suas águas ao caírem forte nas pedras. Já teve papel importante no fornecimento de energia da cidade, era com a força de sua queda que a energia era gerada e assim podia ser distribuída na cidade e em alguns sítios e fazendas mais próximos.



Devido a sua beleza ímpar recentemente a cachoeira da Fumaça serviu como cenário para as gravações da novela Alma Gêmea da Rede Globo. A Fumaça é a única cachoeira de Carrancas que fica em uma área pública, pertencente ao município.

Informação Importante
A Prefeitura Municipal de Carrancas, através do Decreto nº 1.545 de 21 de janeiro de 2015, interditou a Cachoeira da Fumaça para as atividades: banhos, nadar, acampamentos, vendas de ambulantes, prática de esportes radicais.


A medida foi tomada devido dois fatores:
1) A poluição das águas da Cachoeira.
2) Alto índice de morte por afogamento.


Citação:

Resultados da pesquisa

Complexo da Fumaça | Carrancas.com.br

www.carrancas.com.br/cachoeiras/fumaca.shtml


As três fotos acima eu as fiz, estando onde as águas caem, ou seja na parte baixa.
Esta ultima foto mostra a formação rochosa que fica na parte alta do entorno da cachoeira., que fica entre a cachoeira da Fumaça e Véu da noiva.



Esta foto eu fiz da parte alta, onde as águas se encontram e iniciam a queda.

As águas que formam esta linda cachoeira são provenientes  do Rio Carrancas.

Carrancas fica a 333 km de Arceburgo/MG. Uma linda cidade de povo hospitaleiro, ótima gastronomia beleza natural. Com apenas 4.000 habitantes, tem uma extensão territorial de 727 km².

Cachoeiras do Brasil             -    Numero 9
Cachoeira de Minas Gerais   -    Numero 7
Cachoeira de Carrancas/MG -    Numero 1
Para saber mais sobre cachoeiras no Blog:

Blog do Ademir Carosia: Cachoeira do Itambé

ademircarosia.blogspot.com/2016/01/cachoeira-do-itambe.html

24 de jan de 2016 - Para os que querem se aventurar no pé da Cachoeira de Itambé, uma trilha com um declive acentuado, onde os visitantes contam apenas ...


Blog do Ademir Carosia: Cachoeira do Mangue

ademircarosia.blogspot.com/2016/04/cachoeira-do-mangue.html

27 de abr de 2016 - Cachoeira Do Mangue · Portal Monumento De Cajuru. Cajuru - Vem de caá (mata) e yuru (boca). A cidade, localizada numa planície entre ...


Blog do Ademir Carosia: Cachoeira dos Escravos

ademircarosia.blogspot.com/2015/08/cachoeira-dos-escravos.html

9 de ago de 2015 - Tive o prazer de conhecer esta linda cachoeira,agora no final das férias de julho. Como era fim de temporada, não tinha ninguém. Descanso ...

segunda-feira, 26 de dezembro de 2016

Surucuá-variado

Trogon surrucura

Surucuás (Trogonídeos)

MACHO


FÊMEA

Fiz estas fotos no Poço das antas. Aqui em Arceburgo/MG, somente avistei esta ave neste local.

Razoavelmente comum, em cerradão, mata de galeria e capoeira. O macho com anel ocular vermelho; cabeça, pescoço e papo azul-intensos e testa, face e garganta pretas; verde-vivo por cima, com vermiculado preto e branco na asa. Peito e barriga vermelho-vivos. A cauda aparece quase toda branca por baixo. Fêmea com meias-luas brancas diante e atrás do olho; cinza por cima, com fino barrado branco na asa. Garganta cinza-escura, clareando em direção ao peito; barriga vermelha. Sob a cauda, penas externas com amplas bordas e pontas brancas, escondendo muito da parte preta. Compare com o surucuá-de-barriga-vermelha (página 157) , menor. O macho com laranja ao redor do olho, barrado por baixo da cauda, e a fêmea com algum  barrado por baixo da cauda, ambos com faixa peitoral branca; também com o surucuá-de-rabo-preto, do NO da região. Comportamento similar ao do surucuá-grande-de-barriga-amarela. O canto é uma série lenta de 20-30 notas "cau", com timbre as vezes caindo na segunda metade, enquanto o ritmo se acelera; é um pouco mais curto, mais acelerado no fim, do que o surucuá-grande-de-barriga-amarela. Dá também vários chamados, como "prrrrr" e "cluc".

Citação: Gwynne, John A., Ridgely, Robert S., Tudor, Guy & Argel, Martha (2010)
Aves do Brasil. Vol. 1. Pantanal & Cerrado.
Editora Horizonte.

AVES DE ARCEBURGO/MG - NUMERO 23

Registramos nossas aves aqui, e no WikiAves; que apresenta no momento o seguinte quadro:

223 especies registradas.
54 familias.
Em Minas Gerias, dos 853 municipios aparecemos na 68 lugar, no quesito numeros de aves observadas/registradas.





domingo, 25 de dezembro de 2016

Cachoeira do Luquinha 1

Delfinópolis/MG
Serra da Canastra - Brasil


Distancias
Arceburgo/MG         145 km
Belo Horizonte/MG 420 km
Rio de Janeiro/RJ     850 km
São Paulo/SP           500 km
Campinas/SP           325 km

Fica a 32 km de Delfinópolis O acesso não é muito fácil com carros comuns o ideal é 4x4. Porém vale a pena , lugar lindo..
 São várias cachoeiras , todas com trilhas sinalizadas.

Cachoeiras do Brasil         -        Numero 8

Cachoeira de Minas Gerais   -    Numero 6
Cachoeiras da Serra da Canastra - Numero 4
Cachoeira de Delfinópolis/MG - Numero 1
Para saber mais sobre cachoeiras no Blog:

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24 de jan de 2016 - Para os que querem se aventurar no pé da Cachoeira de Itambé, uma trilha com um declive acentuado, onde os visitantes contam apenas ...


Blog do Ademir Carosia: Cachoeira do Mangue

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27 de abr de 2016 - Cachoeira Do Mangue · Portal Monumento De Cajuru. Cajuru - Vem de caá (mata) e yuru (boca). A cidade, localizada numa planície entre ...


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9 de ago de 2015 - Tive o prazer de conhecer esta linda cachoeira,agora no final das férias de julho. Como era fim de temporada, não tinha ninguém. Descanso ...


sexta-feira, 16 de dezembro de 2016

Sete-cascas

Samanea tubulosa (Benth.) Barneby & J.W. Grimes


Família Leguminosae-Mimosoideae

Nomes populares - alfarobo, abobreira, farinha-seca, sete-cascas, feijão-cru, pau-de-cangalha, ingá-de-pobre

Características morfológicas- Altura 4-18 m, dotada de copa arrendondada. Tronco mais ou menos ereto e cilíndrico, revestido por casca grossa,


 fissurada e muito suberosa, de 25-45 cm de diâmetro. Folhas compostas bipinadas, com eixo comum (pecíolo + raque ) tomentoso de 8-28 cm. Pinas opostas ou alternas, com numero de 1-4 pares, com eixo comum de 1-7 cm. Folíolos opostas, discolores, glabrescentes na face superior e tomentosos na inferior, curto-peciolulados, de 2-5 cm de comprimento por 1-4 cm de largura. Inflorescências em capítulos terminais em agrupamentos de 6-15 cada um com 12-20 flores, sobre pendunculos de 4-10 cm de comprimento. Fruto legume séssil indeiscente 1-2 por capitulo, geralmente eretos, de 10-18 cm de comprimento, com 20-30 sementes. É muito semelhante a especie Samanea inopinata (Harms) Barneby & Grimes que ocorre na mata higrofila sul baiana.


Ocorrência - Mato Grosso do Sul  e Mato Grosso no Pantanal Matogrossense e Chapada dos Guimarães, sul do Pará e BaixoAmazonas e Bahia no vale do São Francisco. Também no Paraguai e Peru.

Madeira - Pesada (densidade 0,78 g/cm³), dura, textura média, grã direita, de média resistência mecânica e moderadamente durável.

Utilidade - A\ madeira é empregada apenas localmente para marcenaria, moirões e para lenha. A árvore é ornamental e muito cultivada para arborização rural. A vagem é forrageira para o gado vacunO.

Informações ecológicas - Planta caducifolia, heliofita, seletiva higrofita, pioneira, características da mata semidecídua do Pantanal Matogrossense, da mata caducifolia do vale do São Francisco e das savanas Amazônicas. Apresenta frequência geralmente baixa, com dispersão bastante descontinua e irregular ao longo da sua área de distribuição. Ocorre preferencialmente em capoeiras e áreas abertas como colonizadora em várzeas aluviais e beiras de rios, onde o solo é bastante suprido de água e de boa fertilidade. Produz anualmente moderada quantidade de sementes viáveis, disseminadas por animais domésticos.

Fenologia - Floresce durante os meses de agosto a novembro. Os frutos amadurecem no final da estação chuvosa (maio-julho).

Obtenção de sementes - Colher os frutos (vagens) diretamente da árvore quando iniciarem a queda espontânea ou recolhe-los no chão sob a planta-mãe logo após a queda. Em seguida devem ser abertos manualmente para a retirada das sementes. Um kg contém aproximadamente 1.200 unidades.


Produção de mudas -  Colocar as sementes para germinação logo que colhidas em canteiros de semeadura a pleno sol contendo contendo substrato organo-arenoso. Em seguida cobri-las com uma camada de 0,5 cm de substrato peneirado e irrigar duas vezes ao dia. A emergência ocorre em 4-6 semanas e a taxa de germinação geralmente é baixa. Sua escarificação melhora a germinação. O crescimento das plantas no campo é rápida.

Citação - Árvores Brasileiras - Volume 02 - Harri Lorenzi.

Nota do Blog - Especie que introduzi aqui em Arceburgo/MG. Fiz estas fotos na mata ciliar do nosso Rio da Onça. Neste dia avistei vários beija-flores visitando-a, de umas 3 especies, além de algumas borboletas.

ARVORES DE ARCEBURGO/MG - NUMERO 23

JARDIM   DOS  BEIJA-FLORES  -  NUMERO 23

quarta-feira, 14 de dezembro de 2016

Calango Verde

Ameiva ameiva (Linnaeus, 1758),
Foto feita no Parque Ambiental.
Ameiva ameiva (Linnaeus, 1758)conhecido popularmente como calango-verde ou ainda tijubina é um lagarto que ocorre em quase todo território nacional. Tem ampla distribuição geográfica, sendo encontrado em áreas abertas na América do Sul e em Galápagos (Vanzolini et al, 1980), no Panamá e em Ilhas do Caribe (Schwartz et al, 1991). Geralmente abundante nos locais onde ocorre e apresenta alta densidade tanto em ambientes naturais quanto antropicamente alterados (Vitt e Colli, 1994).

A. ameiva possui aproximadamente 30 cm os machos apresentam geralmente tamanho maior que as fêmeas. É um lagarto terrícola e habita diversos (veja também: origem e diversificação dos lagartos) locais como áreas de bordas de mata, clareiras no interior de matas, e em áreas que foram alteradas pelo homem, como jardins, quintais e roçados.


Fiz estas duas fotos  no Parque Ambiental, aqui em Arceburgo/MG, segundo Philippe Nicolau , que identificou a especie, disse tratar de um jovem.

Alimentam-se principalmente de invertebrados artrópodes (Vitt, L. J. & Colli G. R. 1994.), mas também podem se alimentar de algumafrutas. É um animal de hábitos diurnos. Sua reprodução é ovípara e pode ocorrer durante todo o ano havendo uma redução no período de seca. O tamanho da ninhada varia de 1 a 11 ovos por desova.Sua cor chama bastante atenção, pois apresenta um dorso verde brilhante.


Texto por Rafaela Moura, estagiária NUROF-UFC 

REFERÊNCIAS:
Silva, T. F., et al. “Ecologia de Ameiva ameiva (SauriaTeiidae) na Restinga deGuriri, São Mateus, Espírito Santo, sudeste do Brasil.” Boletim do Museu de Biologia Mello Leitão 15 (2003): 5-15.
Schwartz, A. & Henderson, R. W. 1991. Amphibians and reptiles of the West Indies: Description, Distribution and Natural History. University of Florida Press. Gainesville.
Vanzoline, P.E., Ramos-Costa, A.M.M., & Vitt, L.J. 1980. Repteis das caatingas. Academia Brasileira de Ciências, Rio de Janeiro.
Vitt, L. J. & Colli G. R. 1994. Geographical ecology of a neotropical lizard: Ameivaameiva (Teiidae) in Brazil. Canadian Journal of Zoology, 72: 1986–2008.

SITE ACESSADO:

Citação:

Calango-verde, Ameiva ameiva | Blog do NUROF-UFC

https://blogdonurof.wordpress.com/2016/02/20/calango-verde-ameiva-ameiva/



20 de fev de 2016 - O Ameiva ameiva (Linnaeus, 1758), conhecido popularmente como calango-verde ou ainda tijubina é um lagarto que ocorre em quase todo ...

A identificação da espécie foi feita por Philippe Nicolau ,Biólogo e Mestrando em Biologia de Vertebrados pela Pontifícia Universidade Católica (PUC Minas). Com experiência nas áreas da educação, meio ambiente, pesquisa em ecologia e comportamento das aves, e curadoria de laboratórios.

BICHOS DE ARCEBURGO/MG    -  NUMERO 16

LAGARTOS DE ARCEBURGO/MG - NUMERO 3

sexta-feira, 9 de dezembro de 2016

Inimigos naturais do beija-flor - Caburé - (Glaucidium brasilianum)



Entre as aves é o maior predador no Brasil. Este caburezinho é diurno e crepuscular, agindo mais intensamente pela madrugada e ao entardecer, durante o dia esta refugiado em local de vegetação mais cerrada, onde há movimentação de aves de pequeno e médio portes. Logo que é percebido por alguma ave e esta da sinal de alarme, várias especies de aves chegam para agredir o inimigo comum e entre essas agressoras estão os beija-flores, por vezes de várias especies. Os beija-flores e as demais aves, como sabiás, bem-te-vis, tico-ticos, tiês todos em alvoroço e emitindo altos sons de alarme, continuam por meia hora ou mais se o caburé que vai sendo escorraçado levanta voo para outro lado então; o turbilhão de pássaros o segue, inclusive os beija-flores e, assim continua a repetição da cena de ataques, até que uma a uma as especies se vão, mas os beija-flores continuam,, afastando-se e regressando ao ataque, chegando mesmo a darem arranco em penas do caburé com seu bico. mas, é numa dessas investidas que por vezes o caburé consegue capturar um beija-flor que logo é morto entre suas garras e é carregado  para um pouso em folhagem, bem sombreado e escuro, e mesmo ali é descoberto por alguns dos beija-flores que participavam das agressão, e o caburé vai depenando e se alimentado da sua presa
Citação - Aves do Brasil - Volume IV - Augusto Ruschi.


Conforme a narrativa de Augusto Ruschi, presenciei o  caburé - (Glaucidium brasilianum), pousado num galho, pequenino, ave bonita rodeado de vários beija-flores, de várias espécies, bem como outras aves. As aves estavam inquietas com a presença dele, cantavam, voavam em volta dele. Dava-se a impressão de fragilidade do caburé. Por alguns dias, voltei ao mesmo lugar e a cena se repetia. Ontem porém, so ficou o  caburé - (Glaucidium brasilianum) e o .e beija-flor-de-fronte-violeta (Thalurania glaucopis)., conforme mostra foto.



Na primeira foto que fiz nota-se que estão próximos, mais ou menos meio metro de distancia, um do outro.



Vídeo que fiz mostra o beija-flor cantando sem parar, querendo intimidar ou afugentar o caburé.


terça-feira, 6 de dezembro de 2016

Mapeamento das abelhas sem ferrão de Arceburgo/MG - Ponto numero 5

Fazenda Marimbondo

Ponto 5


Borá

Tetragona clavipes



É o segundo enxame verificado nesta Fazenda que deixa evidente que é uma área bem preservada.


Local que o enxame esta instalada na parte alta do tronco, um ponto escuro. A árvore é um Jacaranda, esta viva, num altura aproximada de 8 mts do solo.



Bioma Mata Atlântica

No ponto numero 1 
Borá
Tetragona clavipes

No ponto numero 2 
Mandaguari
Scaptotrigona postica


No ponto numero 3 
Abelha boca de sapo

Partamona helleri


No ponto numero 4 
Tubuna
Scaptotrigona bipunctata

No ponto numero 5
Borá

Tetragona clavipes


Portanto agora já são 4 espécies identificadas na natureza, porém são 6 enxames, porque no ponto 2 são dois enxames numa mesma árvore.

Ajudou na identificação da espécie o amigo do Grupo MELIPONICULTURA- ABELHAS SEM FERRÃO:

e
Ajudou na identificação da espécie o amigo do Grupo MELIPONICULTURA- ABELHAS SEM FERRÃO:

Ação em prol das abelhas

Voluntariado

Comecei este trabalho, incentivado pelo professor Spencer da USP - Ribeirão Preto/SP. A necessidade de se proteger nossas árvores, plantar mais. Parabéns amiga Cristina Rappa por você e sua família protegerem tanto este berçário das abelhas, e de outros animais, já são dois enxames com duas espécies tem mais ainda.