segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Maior criadouro de animais silvestre do Brasil

Criadouro Poços de Caldas

O empresário Moacir de Carvalho Dias é seguramente o maior expoente na preservação de aves raras ameaçadas de extinção no Brasil. Em sua fazenda, em Poços de Caldas-MG, conseguiu desenvolver técnicas de reprodução em cativeiro de inúmeras espécies que, posteriormente, são devolvidas em seu habitat natural. Cit.Dalgas Frisch - Aves Brasileiras.

Visitando o Cridouro do Sr. Moacir, produzi este video. Por ser amador, a qualidade não ficou satisfatória..
Porém, dá para se ver a beleza dos mutuns, araras, pombos...






 
História do Criadouro

O criadouro Poços de Caldas, maior criadouro de animais silvestre do Brasil, localizado em Poços de Caldas, possui cerca de 4000 aves de 325 diferentes espécies mantidas em longos viveiros de alvenaria, recintos abertos e possui grandes lagos onde nadam, lado a lado, os cisnes europeus e os, cada vez mais raros, cisnes brasileiros.
Seu proprietário atual, também é seu fundador, que milita a muitos anos em causas conservacionistas dedicando-se pessoalmente em tempo integral ao perfeito funcionamento de todo o criatório com a preocupação de estar usando a melhor tecnologia existente na manutenção do mesmo.
A paixão pelas aves começou muito cedo na vida de Moacyr Dias: ele conta que ainda criança, aos 6 anos, montava viveiros de taquara para as saracuras e inhambus que capturava e que ficava estudando. Ao longo de toda a vida, Moacyr sempre manteve viveiros com algumas aves, estudava a sua reprodução, testava a melhor forma de alimentá-las e de oferecer material para a fabricação do ninho. Mas isso não atrapalhou sua vida profissional, voltada para a indústria de laticínios que, certo momento procurou a Danone, na França e conseguiu trazer a tecnologia de produção de iogurtes para o Brasil. Os franceses, em pouco tempo, convenceram-se do imenso potencial do país e tornaram-se líderes de mercado, até hoje.
Em 1994, a já então Danone do Brasil, ampliando, adquiriu 40 % e depois o restante das ações de Moacyr e de seus familiares e amigos.
Depois de 52 anos trabalhando com laticínios, Moacyr Dias se viu bem estabilizado e com tempo suficiente para se dedicar à sua paixão, a criação de aves silvestres.


Em 1980, Moacyr comprou  umas terras na mesma rua onde fica a fábrica da Danone. Nos seus 13 ha  montou os primeiros viveiros para criar tinamídeos, perdizes, codornas e zabelês. Numa nova etapa, começou a reproduzir também psitacídeos, muitos dos quais os papagaios mais ameaçados. Com o passar do tempo, adotou modernas técnicas para melhorar a reprodução e o bem estar das aves, como separação das aves por casal em viveiros menores e com solário, música nos corredores para mantê-las calmas, entre outros.
Em agosto de 1999, recebeu de um criador, através do IBAMA, 10 casais de Mutum de Alagoas, aves descendentes de um grupo de 3 espécimes, as últimas de seus semelhantes não ocorrem mais em liberdade. Extintas em seu bioma original.  
Separando os casais, começaram a por ovos, chocados em chocadeiras artificiais, e hoje o sítio possui perto de 80 Mutuns, aves estas motivo de vários estudos e convênios com universidades e com o Instituto Chico Mendes. No momento, está em andamento um trabalho científico para o mapeamento por DNA de toda a população existente. Através deste trabalho, programar-se-ão cruzamentos ideais para tornar o grupo mais viável e possivelmente no futuro teremos um sonho realizado ao poder devolver às matas do Nordeste, tão nobre ocupante.
Outra característica do criadouro, é o seu lado cultural e educativo. Mantendo anotações de tudo que é realizado, desta forma, através do seu banco de dados pode contribuir com a manutenção de diversas espécies.
Há o trabalho de desenvolvimento de algumas rações específicas para animais que ainda não haviam sido mantidas no Brasil.
O criatório tem produzido alguns artigos científicos e através de convênios com universidades, vem treinando biólogos e veterinários que abraçam questões conservacionistas.
Desta forma, como acima descrito, o criadouro Poços de Caldas, tem feito a sua parte social, distribuindo conhecimento e contribuindo com a cultura e preservação no Brasil.

Atualmente, Moacyr de Carvalho Dias é considerado pelo IBAMA e pelo Instituto Chico Mendes, o maior criador de aves silvestres do Brasil.
                         
Através do mesmo interesse, a paixão por pássaros, nasceu uma amizade entre duas famílias, os Carvalho Dias e KOOIJ, da Holanda - “Waterfowl Breeding Farm”.

Recentemente, os KOOIJ entrou para o quadro com a finalidade de unir forças e participar no Criadouro de Moacyr e assim poder continuar com esta linda coleção. 
  
Esta família têm reproduzido aves por quatro gerações e tem tido ótimos resultados na reprodução e muita experiência em importação e exportação de aves em todo o mundo.
Fonte:Google:Criadouro Poços de Caldas.

domingo, 30 de janeiro de 2011

Pau-de-viola

Citharexylum myrianthum Cham.



Caracterísitcas morfológicas - Altura de 8-20, com tronco de 40-60 cm de diâmetro. Folhas subcoriáceas, face inferior de coloração mais clara e com nervuras pubescentes e de coloração marrom-clara, de 10-20 cm comprimento por 3-7 cm de largura.

Ocorrência - Bahia ao Rio Grande do Sul, na floresta pluvial atlântica e matas de galeria.



Madeira -  Leve, macia ao corte, textura grossa, de baixa durabilidade natural,  principalmente quando exposta.



Utilidade - A madeira pode ser aproveitada para tabuado em geral, para forros, confecção de brinquedos, artefatos leves, caixotaria, etc. Os frutos são apreciados por várias especies de pássaros. As flores são melíferas. Planta pioneira de crescimento rápido e adaptada a terrenos muitos úmidos e brejosos, é indispensável nos plantios mistos destinados a recomposição de áreas ciliares degradadas

Informações ecológicas - Planta decídua, heliolita, seletiva higrofila, caracteristica das florestas de galeria e pluvial atlântica.

Citação Harri Lorenzi -Arvores Brasileiras - Volume 1



Como Secretário de Meio ambiente fiz muito uso desta árvore, pela sua versatilidade.
Para abelhas
Beija-flores
Aves:
Produz grande quantidade de frutos, vermelhos, que são alimento para:
Tucanos, sanhaços, sabiás, jacutingas, pombas, bem-te-vis, tesouras, guaxes, suiriris...
Espaço de árvores nativas
Usei no Espaço Mata Atlântica
Recuperação de mata ciliar...

Suas flores são perfumadas.
Pela beleza de seus frutos, de longe parecem flores...



Árvores de Arceburgo - Numero 7

Plantas apícolas - Numero 4

Jardim dos beija-flores - Planta Numero 15

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Tesourinha

Tyrannus savana

(30-40cm)

Tyrannidae

FAMÍLIA TYRANNIDAE

Bem-te-vis e afins
Esta é a maior família de pássaros suboscines das Américas e a maior do Brasil.
Ocupam todos tipos de ambientes, desde florestas e cerrados até ambientes abertos, lacustres e montanhosos. Apresentam bicos com achatamentos os mais diversos, às vezes providos de um dente na ponta da maxila terminada em gancho, com que capturam insetos.

Floresta Mesófila
Mata ou Floresta de Galeria
Mata ou Floresta Ciliar
Restinga
Campos
Ambiente Aquático
Buritizais
Cerrado
Pantanal
Áreas Antrópicas

Cit. Guia de Campo - Tomas Sigrist


Distribuidos do Alasca até a terra do Fogo, há mais de 300 espécies destes "papa-moscas" típicos das Américas. O Brasil possui cerca de um terço das espécies desta subfamília, que se caracteriza, principalmente, pelo bico chato, adaptado a captura de insetos, e pelo topete mais ou menos acentuado que lhes adorna a cabeça. -
Tyrannus- do latim tyrannus = tirano, déspota, rei (referência á bonita crista ou coroa desta ave e ao seu comportamento agressivo); savana - do nome francês savane = savana (referência ao local preferido desta ave, planícies alagadiças com árvores esparsas e vegetação rasteira.
Cit.Aves Brasileiras- Johan/Christian Dalgas Frisch



Fiz esta foto no Parque Ambiental, e o Dalgas, fala do seu   comportamento agressivo, pude ver a tesourinha brigando com um Chupim, para defender seu ninho.

Aves de Arceburgo - Número 5

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Caliandra-rosa

Calliandra brevipes Benth.

Caliandra-rosa, esponja, esponjinha, manduruvá, quebra-foice

Sin.: Calliandra selloi (Spreng.) J.F. Macbr.

Angiospermae - Família leguminosae-Mimosoideae

Arbusto lenhoso, muito ramificado, nativo do Brasil, de 1-2 m de altura, de florescimento exuberante.

As flores são pequenas, numerosas reunidas em capítulos densos, com estames cor de rosa e também brancos ou roxo em outras variedades. O florescimento ocorre durante a primavera-verão, correndo a lenda  de que ele prenuncia a chuva.

É cultivado como planta isolada ou formando conjuntos, mas o efeito ornamental mais notável é como cerca-viva podada a intervalos, mantida sempre a pleno sol.
Tolerante a geadas e ao frio, seu florescimento é mais exuberante na região sul do, país.
Multiplica-se por estacas, mas com maior facilidade através de sementes, originando plantas mais vigorosas.
Cit. Plantas Orn.no Brasil (H.Lorenzi/Hermes Moreira de Souza


Foto feita no Parque Ambiental a beira do lago.

Jardim do Beijas-Flores - Planta numero 5


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terça-feira, 11 de janeiro de 2011

escovinha, escova-de-macaco-alaranjada, flor-de-fogo


Combretum fruticosum (Loefl.)Stuntz
Sin.: Gaura fruticosa Loefl., Combretum  loeflingii Eichler, Combretum oxypetalum G.Don
Angiospermae – Família Combretaceae
Origem: Brasil.
Trepadeira, lenhosa, vigorosa, folhas bronzeadas quando novas.
Inflorescências densas, formadas durante o verão e constituídas de flores dispostas à maneira de uma escova, razão dos nomes populares. O destaque é o conjunto dos estames longos que o colorido alaranjado à inflorescência.

É ideal para revestir caramanchões pela folhagem densa e ornamental, bem como bem como para revestimentos de cercas e portais, sempre a pleno sol, em solo fértil e bem permeável. É tolerante a geadas e suas flores são muito visitadas por Beija-Flores. Pode ser cultivada em quase todo país.

Multiplica-se por sementes e estacas cortadas no final do inverno.
Cit.Plantas Orn.no Brasil-H.Lorenzi/Mermes M. de Souza

Foto que fiz no quintal de minha casa, lá está o tesourão defendendo sua área de alimentação e se deliciando com o néctar da bela escova-de-macaco.

Jardim dos Beija-Flores - Planta numero 4

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

Beija-flor-de-orelha-violeta

Colibri serrirostris

( 12,1  cm)
FAMÍLIA TROCHILIDAE
Subfamília Trochilinae
Ordem Trochiliformes

Colibri - do espanhol colibri = beija-flor (originalmente, este nome veio de uma tribo indígena do Caribe);
serrirostris - do latim serra =  serra, serrote + rostris = bico ( referência aos minúsculos recortes em forma de serrilhas no bico desta ave).

cit. Aves Brasileiras Johan/Christian Dalgas Frisch


Conforme ele movimenta,  e com os raios solares ficam mais a mostra toda sua beleza , em especial da garganta e  peito.
 Ele esta pousado em um ramo do lindo arbusto Cambará ( Lantana camara), veja abaixo a sua linda flor.




Beija-Flores de Arceburgo - Número 4

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

RUAS GANHAM NOME DE PÁSSAROS EM CONDOMÍNIO

Estamos sempre preocupados em proteger e divulgar as aves; onde houver uma possibilidade neste sentido lá estaremos!
O painel na entrada da cidade com foto de Beija-Flor e uma flor que é visitada pela ave é um exemplo disto. Despertar para oberservar, conhececer, e consequentemente proteger.
Recentemente colocamos as placas com nomes de ruas nas chácaras do Condomínio São Francisco. Estas ganharam nomes de aves. Tem um certo romantismo morar em uma rua que tem o nome de ave, além disto nos remete ao lado educativo.
As placas além do nome da rua, traz também uma foto da ave.
Os nomes da ruas são: Curió, Tico-Tico, Bem-te-vi, Tucano, Tiziu...



AÇÃO EM PROL DAS AVES - NÚMERO 2

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Dryas iulia

Família:  Nymphalidae
Subfamilia: Heliconiinae
Planta-alimento das lagartas: Diversas Passifloraceae, como Passiflora suberosa, P. pohlii, P. misera, e P. capsularis.
Ocorrência: Todo o Brasil
Envergadura: 8 cm
Seus ovos são depositados preferencialmente próximos à planta, mas não diretamente sobre a mesma. Trata-se de uma estratégia de sobrevivência, pois suas lagartas são muito canibais. Assim, ela evita o contato entre ovos e lagartas e adia o encontro entre lagartas de tamanhos diferentes. No inicio da manhã as borboletas procuram pontos ensolarados onde, de asas abertas, aquecem seu corpo.
Cit.(Borboletas e Mariposas, Fund.Zoobotanica de Belo Horizonte)

Identificação: Jaceri/Prof.Sinval/Esalq.USP

BORBOLETAS DE ARCEBURGO - NUMERO 2

quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Beija-flor-tesoura

Eupetomena macroura

Gênero EUPETOMENA Gould

Outros nomes populares: Tesourão,  Rabo-de-tesoura

FÊMEA - NINHO - CHOCANDO -

Foto feita no Bosque dos Pássaros, pela minha filha Marília, a fêmea choca seus ovos na Eritrina Candelabro, local perfeito, ninho feito na planta que também lhe fornece alimento.
Defende sua área de alimentação, quase que o dia todo , como temos muitas plantas para Beija Flores em Arceburgo, as vezes tenho a sensação que eles vigiam todas as plantas que lhe fornecem alimento.

Os beija-flores são sem dúvida um dos grupos de aves mais típicos do continente americano, com suas cores iridescentes, rapidez descomunal, capacidade de pairar no ar e tamanho reduzido. O beija-flor-tesoura é talvez o integrante mais famoso desse grupo, ao menos no Brasil não amazônico, provavelmente pela sua abundância em locais urbanizados, pela beleza de sua coloração, pela tesoura facilmente reconhecível e principalmente pelos seu comportamento abusado, é um dos maiores e mais briguentos beija-flores. É também conhecido como beija-flor-rabo-de-tesoura e tesourão.
Apresenta 5 subespécies:
  • Eupetomena macroura macroura (Gmelin, 1788).
  • Eupetomena macroura boliviana (Zimmer, 1950).
  • Eupetomena macroura cyanoviridis ( Grantsau, 1988 ).
  • Eupetomena macroura hirundo ( Gould,1788 ).
  • Eupetomena macroura simoni ( Hellmayr, 1929).

    NINHO - FILHOTES -
    Fiz esta foto aqui em Arceburgo-MG, em 21.04.2012, no Parque Ambiental. O ninho foi feito na Paineira-Vermelha-da-Índia



Características

15 a 19 cm, sendo um dos maiores e mais briguentos beija-flores brasileiros, peso em torno de 9 gramas. Cabeça, pescoço e parte superior do tórax de um profundo azul violeta; resto da plumagem verde-escuro iridescente. Pequena mancha branca atrás dos olhos; rêmiges castanho-escuro; raques das primárias externas alargadas, embora sejam bem menos evidentes que as espécies do gênero Campylopterus; cauda azul-escuro; calções brancos; bico ligeiramente curvado para baixo e preto. Tem como característica principal a cauda longa e profundamente furcada que toma quase 2/3 do seu tamanho total. Esporadicamente apresenta as penas azuladas da fronte tingidas de branco, amarelo, ou de cores diversas, em virtude do acúmulo de pólen proveniente das flores que poliniza. A fêmea é igual ao macho, mas é um pouco menor e mais pálida. Imaturo é igual à fêmea, mas a cabeça é particularmente mais pálida e tingida de marrom.
  • Ssp. macroura: As partes azuis são ultramarino e as partes verdes são profundas verde-garrafa.
  • Ssp. bolivianus: Tem cabeça mais verde do que azul e as partes verdes são brilhantes.
  • Ssp. cyanoviridis: As partes azuis são tingida de verde e as partes verdes, são verdes bronze douradas.
  • Ssp. hirundo: O azul é opaco. A cauda é menos profundamente bifurcada.
  • Ssp. Simoni: As partes azuis são azul royal escuras . As partes verdes são tingidas de azul.
Os beija-flores têm o metabolismo mais acelerado entre as aves. Podemos dizer que eles vivem em outro rítmo, pois tudo é acelerado. Quando em vôo podem bater as asas dezenas de vezes por segundo. O canto é muito agudo e rápido, parecendo um simples assovio para nossos ouvidos, mas quem estuda bioacústica sabe que quando a vocalização destas aves é analisada com cuidado em um sonograma esta mostra-se muito complexa e até melodiosa (para os ouvidos dos beija-flores).




Leucismo
O leucismo (do grego λευκοσ, leucos, branco) é uma particularidade genética devida a um gene recessivo, que confere a cor branca a animais geralmente escuros.
O leucismo é diferente do albinismo : os animais leucísticos não são mais sensíveis ao sol do que qualquer outro. Pelo contrário, são mesmo ligeiramente mais resistentes, dado que a cor branca possui um albedo elevado, protegendo mais do calor.
O oposto do leucismo é o melanismo.
AVE - POUSADA -
Fiz esta foto perto da mata ciliar do Rio da Onça, aqui em Arceburgo-MG, em em 27.11.2012.
Assim como outros beija-flores alimenta-se basicamente de néctar de flores, mas também caça pequenos insetos com grande habilidade em voos curtos. Tem um papel importante na polinização de muitas plantas




Reprodução

Na época do acasalamento, o macho faz a corte pairando em pleno voo em frente da fêmea empoleirada. Depois macho e fêmea realizam voos de zigue-zague, ocorrendo voos rasantes do macho sobre a fêmea. O macho separa-se da fêmea imediatamente após a cópula. Um macho pode acasalar com várias fêmeas e com toda a probabilidade, a fêmea também vai acasalar com vários machos. A fêmea é a responsável pela escolha do local e pela construção do ninho. O ninho, em forma de tigela, é assentado em um ramo mais ou menos horizontal ou numa forquilha de arbusto ou árvore, a cerca de 2 a 3 metros do solo. O material utilizado na construção é composto por fibras vegetais macias incluindo painas. Fragmentos de folhas, musgos e líquens, são aderidos extremamente com teias de aranha. Põe de dois a três ovos brancos e alongados nos meses de janeiro e fevereiro. Somente a fêmea incuba os ovos e os filhotes nascem após 15 a 16 dias e são alimentados pela fêmea principalmente com insetos, enquanto o macho defende seu território e as flores com que e alimenta. Os filhotes deixam o ninho com 22 a 24 dias.
NINHO - OVOS -
Fiz esta foto aqui em Arceburgo-MG, no Parque Ambiental, em 12.09.2010. O ninho foi feita na árvore Piracanta, que tem espinhos, e protege o ninho de predadores

Hábitos


É frequentemente o beija-flor mais comum do Brasil centro-oriental. Vive em áreas semiabertas, bordas de florestas, capoeiras, parques e jardins, sendo comum até em grandes metrópoles. Não costuma ter medo do ser humano, aproximando-se das pessoas para se alimentar nas garrafas com água e açúcar, ou nas flores de seus jardins. É territorialista e extremamente agressivo, principalmente na época da reprodução, quando é capaz de atacar outros pássaros muito maiores e pequenos mamíferos. Em algumas épocas do ano quando há menos disponibilidade de néctar, adota uma única árvore, que pode ser um mulungu ou um ipê como a sede de seu território e a defende ferozmente contra qualquer outra ave, principalmente contra outros beija-flores e contra o cambacica. Ocorrem lutas ritualísticas intraespecíficas em voo em defesa do território.
Voz: “Tsak”forte; chilrear fraco entremeado de “tja-tja-tja”.

Distribuição Geográfica

R ( Comitê Brasileiro de Registros Ornitológicos ). Ocorre das Guiana à Bolívia e Paraguai, todo o Brasil, exceto certas regiões da Amazônia.
  • Ssp. macroura: Guianas e norte, centro e sudeste do Brasil ( Amapá, Pará, Mato Grosso, Goiás, Minas Gerais, São Paulo e Paraná ) até o Paraguai.
  • Ssp. boliviana: Nordeste da Bolívia ( Beni ).
  • Ssp. cyanoviridis: Sudeste do Brasil na Serra do Mar, São Paulo.
  • Ssp. hirundo: Leste do Peru ( Huiro ).
  • Ssp. Simoni: Nordeste do Brasil ( Sul do Maranhão, Piauí, Ceará, Pernambuco e Bahia ) até o centro de centro de Goiás e Minas Gerais.
Status de conservação: LC ( IUCN ); Appendix II ( CITES ).

Referências


CITAÇÃO: WIKIAVES

AVE - ALIMENTANDO -

Fiz esta foto no jardim da minha casa, aqui em Arceburgo-MG, em 11.12.2010

Etimologia:
Eupetomena - do grego eu = agulhão + petomenos = voando
macroura     -  do grego makros = longo, comprido + ouros = rabo, cauda.
Citação: Johan, Christian Dalgas Frisch.


 Eupetomena macroura

FAMÍLIA TROCHILIDAE
SUBFAMÍLIA TROCHILINAE
Ordem Trochiliformes
Eupetomena - do grego eu = agulhão + petomenos = voando; macroura - do grego makros = longo, comprido + ouros =  rabo, cauda.
cit.,Dalgas , Aves Brasileiras.  

A espécie é solitária.
Tem bastante agilidade no voo e é uma das poucas espécies que plana bastante e com frequência especialmente no momento da agressão em luta contra os invasores de sua área de alimentação.
 O numero de batimentos cardíacos 1.100, quando em movimento, e até 30 por minuto, quando hibernado.
A sua alimentação constitui de 95% de néctar e 5% de insetos e outros invertebrados.
A parada nupcial que precede a construção do ninho, é repleta de mominentos e constitui 5 fases, como em todas espécies: 1. aproximação - 2. perseguição - 3. apresentação - 4. exibição de plumagem - 5. copula
cit. Ruschi, Beija-flores.

Beija-flores de Arceburgo - Número 3
Beija-flores do Brasil        -  Numero 11

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

CALÇADAS ECOLÓGICAS

CALÇADAS ECOLÓGICAS EM ARCEBURGO-MG

Estamos adotando esta mentalidade aos poucos em nossa cidade.
É o lado educativo falando mais alto, outra vez.
Já implantamos nas  Escolas, Prefeitura, Almoxarifado da Prefeitura, Garagem Municipal e nas calçadas de alguns moradores que nos solicitam.
As pessoas observam, questionam, perguntam e passam, a saber, o seu significado, e benefícios:

-Infiltração das águas das chuvas, alimentando o lençol freático.
-Evitar as enchentes.
-Redução dos raios solares.
-Melhoria do visual da cidade e da frente das casas.
-Com o plantio das árvores melhora a qualidade do ar, diminui a poluição sonora.
-Valorização do imóvel.
-Melhoria da umidade relativa do ar.
-Melhoria no aspecto emocional das pessoas.

 Já imaginaram uma cidade com todas as casas , com calçadas ecológicas, gramas, árvores, flores, aves , borboletas, abelhas, joaninhas, etc...


É possível fazer uma cidade melhor, ainda que as ações sejam pequenas.

Rua: Cel.Cândido Souza Dias, em frente Consultório Marcos André e  Neto do João Barreto, em frente antiga Farmácia Nelsão da Marta, avista-se Loja da Nagila e Romel, Casa dos pais da minha prima Maria Marta Jacob, casa do Flavinho/Fabricia, filhos do Claudio e Nesmar