segunda-feira, 30 de setembro de 2013

Gambá-de-orelha-branca

Didelphis albiventris Lund, 1840

Outros nomes populares: Gambá, raposa, saruê, micurê, raposinha, sarigué-de-orelha-branca, "mucura",  "saruê" e "sariguê.

Fiz estas fotos em uma composteira, acho que a femea escolheu este local por causa do esterco curtido, que com a fermentação fica quentinho, no quintal da Secretaria de Meio Ambiente.

Possuem porte médio, pesam entre 500 e 2.750g. A cabeça e o corpo tem entre 305 a 440 mm e a cauda de 300 a 490 mm. As femeas adultas de maneira geral são maiores que os machos. ocorre em todo Brasil não amazônico, nordeste da Argentina, Paraguai, Uruguai, além de populações isoladas no Norte da América do Sul, na Venezuela, Suriname e Guiana, e outra questionavel população na porção noroeste da América do Sul, passando pela Colômbia, Equador, Peru e Bolívia. Possui a pelagem longa e lanosa constituída de duas camadas, uma mais curta e esbranquiçada e outra de pelos mais longos, com extremidade preta, caracteristica que provoca variações consideráveis na coloração, com tonalidades que variam de cinzenta a negra com a cabeça e o pescoço brancos, ou amarelo-esbranquiçados; com uma faixa preta entre as orelhas e uma mancha negra ao redor dos olhos. A coloração portanto pode ser muito variável, desde indivíduos bem escuros até quase brancos, com alguns indivíduos intermediários. Ainda assim predomina a coloração grisalha. As orelhas são esbranquiçadas com as bases escuras. As mãos, os pés e o terço posterior da cauda são esbranquiçados. A cauda é forte, preênsil e praticamente nua. Ele é muito semelhante ao gambá-de-orelha-preta, porém os adultos são facilmente distinguiveis pela diferença de coloração das orelhas. Cuidados devem ser tomados na identificação de juvenis porque a cor branca da orelha D. albiventris é muito menos pronunciada em animais jovens. Outa distinção é a extensão dos pelos da cauda, que é maior em D. albiventris.


Encontrados em uma grande variedade de habitats, desde formações vegetais abertas, até florestas úmidas densas, e mesmo em formações dos Liamos venezuelanos, Chaco, Pantanal, cerrado, Caatinga, Floresta Atlântica e Campos Sulinos, planícies, pântanos, pradarias, florestas tropicais e subtropicais. Tolera áreas urbanas, terras cultivadas e zonas desmatadas, é comum abrigarem em forro de casas. Na Caatinga, eles são encontrados em zona de alta e baixa vegetação espinhosa, e em áreas perturbadas. Apresenta hábitos crepusculares e noturnos, buscando abrigo em ocos de árvores, entre suas raízes, ou embaixo de troncos caídos. Apesar de serem essencialmente cursoriais, são bons trepadores, utilizando bem todos estratos da floresta; o que aumenta sua capacidade de sobrevivencia. São animais de dieta onívora. Durante a analise fecal, os cientistas descobriram invertebrados em sua dieta e também consomem oportunamente restos de comida e carniça.

Os invertebrados consistiram principalmente de insetos. Na província de Missiones, Argentina, nos estômagos examinados foram encontrados grande numero de vermes em conjunto com formigas, pássaros pequenos, cascas de ovos, e vegetação. No norte da Argentina se alimenta durante o madurecimento de uvas e outras frutas em pomares. Frutos silvestres, sementes e vertebrados também foram encontrados na dieta desses animais, inclusive atacam sistematicamente serpentes venenosas como a jararaca Bothorops jararaca, visto que é imune ao veneno desta, e as matam com uma mordida na região do pescoço ou cabeça. também podem consumir roedores e aves de pequeno porte, rãs, lagartos, insetos, caranguejos. Devido o grande consumo de frutos e ao fato das sementes destes serem capazes de germinar após sua ingestão, a espécie pode ser considerada uma importante agente dispersora de sementes. É solitário , como outros marsupiais, com exceção da época reprodutiva, o que ocorre pelo menos uma vez por ano. A reprodução é sazonal, e varia de acordo com os padrões de chuva entre final de inverno e inicio de primavera; de setembro a maio. as femeas atingem a maturidade sexual ao nove meses e possuem marsúpio, com abertura voltada para a extremidade anterior. O tamanho médio da ninhada é  seis, variando entre quatro e quatorze. A gestação varia  entre 12 e 14 dias e os filhotes se desenvolvem na bolsa das femeas que possuem de 9 a 13 mamas, por aproximadamente 46 dias. As femeas permanecem com seus filhotes na fase do seu desenvolvimento. Após aproximadamente 60 dias os filhotes iniciam o desmame, que completa entre 70 e 100 dias. Os testículos dos machos jovens descem no momento do desmame Pode ocupar uma área de vida de 3,2 ha. Um estudo realizado em Tucuman, Argentina, encontrou uma área de vida média minima de 0,57 ha. para seis animais.
É considerada como baixo risco de extinção pela IUCN (2006), sub-categoria preocupação menor, embora seja um dos animais nativos mais atropelados em nossas rodovias.
Citação: Mamiferos do Brasil - Tomas Sigrist.


BICHOS DE ARCEBURGO - NUMERO 8

Esta semana no exterior o Blog foi visto na Indonésia.
No Brasil nas cidades de:Triunfo-RS, Santo Anastacio-SP, Presidente Prudente-SP e Monte Alto-SP.


quinta-feira, 19 de setembro de 2013

Abacaxi-pendente

Acanthostachys strobilacea


Bromélias Nativas de Arceburgo-MG.

Plantas que atraem beija-flores.

Resgate.


Aqui ainda é encontrada na natureza, aqui na nossa cidade, mas já estão bem escassas por causa do extrativismo. Ainda pouco difundida no Paisagismo é difícil encontra-la em viveiros. também é pequena a literatura falando sobre ela.
Tenho algumas aqui em casa, estarei colocando  no seu habitat.
Uma bromélia epífita, nativa do Brasil. Bastante rústica, é excelente para jardins verticais. Diferente das outras bromélias, essa não acumula água. Tem uma cor verde acinzentada e flores vermelhas alaranjadas. Indicada para meia sombra.





  • Origem: Brasil, Paraguai e Argentina
  • Ciclo de Vida: Perene
  • Por: Rômulo Cavalcanti Braga

Foto que fiz em Arceburgo-MG, em seu habitat.

Acanthostachys (do grego “acanthos” = espinhoso + “stachys” = espiga), é um gênero botânico pertencente à família das Bromeliaceas e da subfamília Pitcairmioidaeae. São plantas endêmicas do Brasil, Paraguai e Argentina. As Acanthostachys, ao contrário da maioria das outras Bromélias, são epífitas  e / ou saxícola. Descrição – Possuem longas folhas pendentes, suculentas, longas e finas como chicote  na cor verde escuro com tricomas cinzas.  São comuns em regiões de grandes altitudes. A maioria apresenta folhas com bordas serrilhadas munidas de espinhos muito fortes. Inflorescência – Possui inflorescência de cana com hastes de flores amarelas e gotejamento de frutos em forma de cone amarelo e  vermelho com néctar com cheiro e gosto de frutas, o que atrai o seu principal polinizador – o Beija-Flor. Suas sementes são disseminadas por aves frutívoras. Composição Cênica – Uma vez que são saxícolas  e / ou epífitas, estas plantas impressionantes ficam ótimas em cestos suspensos em uma janela, quente e ensolarada, ou ao ar livre, em jardineiras e  canteiros. São plantas com tendências aglutinativas, por esse motivo ficam bem em qualquer situação que forem dispostas. O excesso de efeitos especiais, é toda aberta e arejada. Uma vez que é naturalmente é meia epífita esta é uma planta exuberante para acrescentar variedade aos arranjos de árvores de Bromélias. Cultivo – Apreciam solo rico em matéria orgânica bem drenado, com sol pleno e pouca umidade. Irrigação – A água dever pura e desmineralizada sem cloro. As regas devem ser feitas em dias alternados com auxilio de um aspersor / pulverizador. Adubação – As adubações devem ser mensais com um fertilizante liquido hidrossolúvel na formulação NPK 10-10-10 ou 14-14-14 com baixa ou nem uma concentração do elemento COBRE , na proporção de ¼ da força recomendada pelo fabricante diluída em um litro de água e aplicado com aspessor em horários amenos  ou de sol frio. Reprodução – Nas plantas matrizes e / ou mãe após florescerem, posteriormente começará a surgir nas axilas dos exemplares pequenos brotos (filhotes), começam então a planta matriz começará a morrer lentamente, deixando em seu lugar de três a cinco filhotes que crescerão formando lindas touceiras.  Munido de uma faca afiada, retire a compensação com as raízes da planta mãe.


Bromélias de Arceburgo-MG - Numero 1

Esta semana no exterior o Blog foi visto na Polinésia, Panamá e Malasia.
No Brasil nas cidades de: Jacarei-SP, Laranjal Paulista-SP, e Pau dos Ferro-RN.

quinta-feira, 5 de setembro de 2013

Tesourão

Fregata magnificens


MACHO

Foto gentilmente cedida para esta postagem por Renato Grimm, feita na Ilha North Seymour - Ecuador -fora do Brasil/EX, feita em 31.02.2006.

Durante a época de reprodução, o macho apresenta uma pele vermelha na região do pescoço que infla, igual a esta foto,  como uma bola no ritual do acasalamento

O tesourão (Fregata magnificens) é uma ave pelecaniformes da família Fregatidae. Também, conhecido por fragata, fragata-comum, pirata-do-mar e ladrão-do-mar


FÊMEA - ADULTO 

Foto gentilmente cedida para esta postagem por Luiz Damasceno, feita em Niterói-RJ, em 11.04.2008.

Características                                                                                     

Tem cerca de um metro de comprimento e mais de dois de envergadura, pesa apenas 1,5 quilograma. É a ave com maior superfície de asa por unidade de peso. O macho é preto e distingue-se por um saco gular vermelho. A fêmea é maior, tem cabeça anegrada e peito branco. Os juvenis têm cabeça branca.                                                                                                                                                                      

Alimentação

Alimenta-se de peixes capturados na superfície, não mergulha porque não sabe nadar.      

Reprodução

As ilhas Moleques do Sul é o limite austral de ocorrência de colônia de reprodução e o único sítio de nidificação no estado de Santa Catarina. Os ninhos, em geral, são construídos sobre arbustos e árvores, com gravetos retirados do local e compactados com as próprias fezes. Coloca apenas um ovo de cor branca, que é incubado por aproximadamente 40 a 45 dias em turnos alternados pelo casal.                                                                                                                                                                 

NINH0 - OVO
Foto gentilmente cedida para esta postagem por Ivan Sazima, feita em PM Abrolhos - Caravelas/BA, feita em 13.12.1999.


HÁBITOS

Molesta as outras aves à procura de peixes regurgitados. Muitas vezes os atobás em geral e a grazina conseguem se livrar das fragatas pousando na água, uma vez que estas aves não conseguem nadar.
No dia 18 de dezembro de 2007 foram observados diversos indivíduos imaturos e um subadulto de fragata (Fregata magnificens Mathews, 1914) brincando em vôo com um objeto pequeno e leve, semelhante a um chumaço de algodão, na ilha da Queimada Grande (24°29`S; 46°41`W), litoral sul do estado de São Paulo. Um indivíduo carregava o objeto no bico enquanto outros tentavam roubá-lo. O indivíduo detentor do objeto deixava-o cair por vezes, realizando um mergulho no ar para pegá-lo de volta. Nessas ocasiões, às vezes o objeto era pego por outro indivíduo e as perseguições continuavam. Esse comportamento é sem dúvida um tipo de treinamento para a fase adulta, quando as fragatas roubam os peixes de outras aves marinhas, como os atobás e trinta-réis, e competem por alimento com outros indivíduos da espécie (Sick 1997), servindo para desenvolver a musculatura, criar laços sociais, e adquirir habilidades na obtenção e manipulação de presas (Ficken 1977), uma vez que os jovens não são tão eficientes em parasitar outras.
FEMEA - ADULTO
Foto gentilmente cedida para esta postagem, por Leonardo Casadei, feita na ponta da Praia, Santos-SP, em 04.05.2013.


Distribuição Geográfica

É uma espécie de ampla distribuição geográfica; no Brasil são encontradas colônias em Fernando de Noronha, Bahia, Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná e Santa Catarina.

Referências

sábado, 24 de agosto de 2013

Cariota-de-espinho

Aiphanes aculeata Willd.


Série Jardim Botanico do Rio de Janeiro

Foto que fiz da Palmeira no Jardim Botânico do Rio de Janeiro, aqui o Pintor-verdadeiro, Tangara fastuosa, alimenta com seu fruto.
Nota: . Esta ave é endêmica do Nordeste, e tem uma anilha, o que demonstra que ela foi solta ou escapou de algum criatório. Fiquei três dias no Jardim Botânico e só observei esta, sorte minha e dos amigos do Blog, já que ela aparece somente em alguns pontos do nordeste
Um nordestino ameaçado de extinção
O Pintor-verdadeiro, uma das mais belas aves da fauna do Nordeste, encontra-se na lista vermelha das aves ameaçadas de extinção.

Características gerais - caule simples, de até 10 m de altura e 6-10 cm de diâmetro, com muitos espinhos negros em toda sua extensão.  Folhas 10-15 por planta; pinas distribuídas irregularmente na raque formando aglomerados de 4 pinas distribuídas irregularmente na raque formando aglomerados de 4 pinas inseridas em planos diferentes. Inflorescencias interfoliares multirramosas; profilo de difícil visualização e bráctea peduncular coberta de espinhos. Frutos globosos, 1,5-2,0 cm de diâmetro, com epicarpo vermelho e mesocarpo alaranjado, bastante oleosos.


Toda esta sequência de fotos fiz no Jardim Botânico do Rio de Janeiro.

Habitat - ocorre no Brasil apenas na parte ocidental do Estado do Acre, nas matas secas, em solos bem drenados.

Utilidade - bastante ornamental. Produz cachos de frutos muito vistosos. Na Colômbia encontram-se frutos nos mercados, devido a riqueza da polpa em caroteno. Esta é a única especie do gênero nativa e largamente cultivada no Brasil, principalmente pela exuberante coloração vermelha da sua infrutescência. Serve muito bem para parques de grandes dimensões e canteiros centrais de avenidas. Devido aos espinhos do caule a planta é bem protegida dos depredadores. Cultiva-se também em jardins residenciais. Quando adulta tolera períodos secos.



Produção de mudas - um kg de frutos contém 900 unidades; após despolpadas as sementes germinam com facilidade em 2 a 3 meses. Quando jovens seu desenvolvimento é melhor à sombra, tolerando o pleno sol quando adultas.
Citação: Palmeiras Brasileiras e Exóticas Cultivadas - Harri Lorenzi, Hermes Moreira de Souza, Luiz Sérgio Coelho de Cerqueira, Judas Tadeu de Medeiros Costa e Evandro Ferreira

Agradeço a colaboração da minha amiga Rosy do Rio de Janeiro, na identificação da Palmeira, bem como nas fotos ai No jardim Botânico.

Palmeiras do Brasil - Número 3
Palmeiras do Rio de Janeiro - Numero 2



quarta-feira, 14 de agosto de 2013

Rhinella ornata

SAPOS

CÁSSIA DOS COQUEIROS - SP.

Basicamente é uma especie pequena de sapo, pertencente a familia Bufonidae.

antigamente era uma unica espécie distribuida em todo Brasil...
agora foram subdivididos em varias espécies separadas basicamente pela distribuição geográfica.
essa manchinha abaixo do olho e a distribuição sao caracteristicas da espécie.
vivem preferencialmente em mata e borda de mata.
se reproduzem em lagoas, poças e margens de lagos.
os girinos sao pretos e ficam agrupados.
Colaboração, texto e identificação da espécie
Felipe Bittioli R. Gomes
Biólogo, Mestre em Ecologia e Comportamento Animal, Doutorando
Programa de Pós-graduação em Ecologia - PPG-Eco
Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia - INPA
Manaus - AM



Fiz esta sequencia de fotos na cidade de Cássia dos Coqueiros-SP


Fotografei o ambiente para traduzir o local onde vive a espécie, riacho para reprodução, ambiente de mata ciliar.


Vários angulos para mostrar sua beleza 


Esta semana no exterior o Blog foi visto na Costa Rica, China, Israel e Irlanda.
No Brasil nas cidades de: Taboão da Serra-SP, Uruçuca-Ba, Serra-SP E São Sebastião do Paraiso-MG.


BICHOS - NUMERO 7

sexta-feira, 9 de agosto de 2013

Cobra D'agua

Helicops sp.

Cobra não venenosa.
Alimenta-se de peixes e rãs.
Pode morder se ameaçada ou manipulada.


Fiz estas duas fotos aqui em Arceburgo-MG, perto do sitio dos meus primos João Barreto/Celi.
Ela estava atravessando a estrada. Parei o carro para fazer as fotos, e para que ela pudesse seguir seu trajeto. Perto do córrego do moinho, ambiente de mata ciliar.

Identificação do meu amigo
Marcelo Ribeiro Duarte
Laboratório de Coleções Zoológicas
Instituto Butantan
Av. Vital Brazil, 1500
São Paulo, SP - Brasil
CEP: 05503-900

BICHOS DE ARCEBURGO-MG - NUMERO 7
COBRAS DE ARCEBURGO-MG - NUMERO 3

Esta semana o Blog foi visto na Venezuela


sexta-feira, 2 de agosto de 2013

Pedra da Caveira

Araruna 
Paraíba



Foto e colaboração para esta matéria da minha amiga Amanda Paiva C. Damasceno, que é do Rio Grande do Norte. Ela tem um lindo Blog:http://simplicidadepenochao.blogspot.com.br//


Situada no Parque Ecológico Estadual da Pedra da Boca, vizinho ao Sítio Água Fria, no município de Araruna-PB, a Pedra da Caveira faz parte de um complexo rochoso de composição granítica porfirítica, possuindo vestígios de gnaisses e quartzitos apresentando umas faces arredondadas, assim como as demais rochas do parque.
Assim como muitas pedras famosas no parque ecológico, a Pedra da Caveira chama atenção, por seus formatos distintos, que impressionam  quem a vê. Porém esta denominação “Pedra da Caveira” é recente, antes moradores de Araruna e arredores a conheciam por “Pedra do Anselmo”, pois, havia um senhor chamado Anselmo, morador da Água Fria, que praticamente morava na rocha.
Contam os habitantes do povoado local, incluído na área do parque ecológico, que o Senhor Anselmo passou quase que toda sua vida subsistindo nas proximidades da rocha, se alimentando, dormindo e tendo praticamente todas as suas atividades normais nela, como se fosse sua verdadeira casa. Mesmo após a morte deste homem já bem idoso, tendo mais menos uns 80 anos de idade, o local já estava batizado empiricamente pelas pessoas como “A Pedra do Anselmo”.
Com a criação do Parque Estadual da Pedra da Boca no ano 2000, e o incremento da atividade turística na região e o falecimento do Anselmo que os visitantes novos não conheceram, a rocha teve sua denominação praticamente rebatizada, pois realmente aparenta aos que tem imaginação, características que se aproximam a uma face humana, com boca, olhos e nariz, mais precisamente a um crânio. Esta rocha que é uma das mais famosas do Parque, de Araruna e por não dizer da Paraíba, fica lado a lado com a majestosa Pedra da Boca que empresta o nome ao Parque.
Embora o Senhor Anselmo já tenha falecido, e a rocha seja conhecida por outro nome, é impossível aos habitantes do local não associá-lo a rocha, mesmo depois de sua morte, alguns chegam até a dizer que a rocha possuí a face do Anselmo, e que sua alma circunda a Pedra da Caveira, assombrando quem se aproxima de seu lugar preferido no mundo, onde lá morava, lá pensava, lá sonhava. 
Wellington Rafael

segunda-feira, 22 de julho de 2013

Pedra da Boca - Teófilo Otoni - Minas Gerais -

Pedra da Boca
Teófilo Otoni - Minas Gerais

Coordenadas Geográficas
S 17º 55' 6.53", W 41º 11' 20.49"
Bioma predominante mata atlântica

Saindo de Arceburgo-MG, rumo a Teixeira de Freitas na Bahia, me deparei com esta pedra, fiquei perplexo


O cavaleiro é uma pessoa muito simpatica, mora na casa ao lado da pedra.
Nesta casa mora o cavaleiro, a pedra ao fundo é outra, estão bem proximas.

Esta bem proxima da Pedra da Boca, porém é menor.

Aproximada.

Detalhes , com foto aproximada.
Fiz esta sequencia de fotos em 03/07/2013 as 11,17 horas.


A pedra da Boca ou pedra da Baleia pode ser vista no trajeto da BR-418, conhecida por estrada do Boi. O inselberg de aproximadamente 970 
metros de altitude fica exatamente às margens dessa BR, dentro da propriedade rural do SrJ osé Rogério Dantas, na divisa dos municípios mineiros de Ataléia e Teófilo Otoni. A montanha recebeu esse nome devido a presença de uma grande fenda horizontal localizada em sua parede, semelhante à boca de uma grande baleia. A pedra da Boca, além de chamar a atenção de vários motoristas que circulam pela BR diariamente e turistas que avançam rumo às praias capixabas e baianas, sendo alvo de inúmeros cliques fotográficos, também já faz parte do roteiro de muitas equipes de escaladores de montanhas espalhados pelo Brasil, atraídas pela beleza natural e pela imponência da rocha. 
mundodasmontanhas.blogspot.com -



Alguns afirmam que esse grande monólito tem o formato de uma baleia, sendo que a fenda frontal em formato de uma boca deu origem ao nome da pedra.
A boca na verdade, é o que restou de um grande desmoronamento, formando uma fenda horizontal em 
forma de arco com cerca de 200m de extensão e um negativo de 20m de altura a 100m da base da pedra.
www.dzai.com.br/paredesdeminas/blog/cascagrossaclimb?tv_pos_id...

terça-feira, 16 de julho de 2013

Abelha Mandaçaia

Melípona quadrifasciata

As abelhas fazem parte da engrenagem que mantém os ecossistemas, são polinizadoras que merecem atenção. Paralelamente ao aquecimento global decorrente das alterações ambientais causadas pela industrialização descontrolada e aumento da população humana na terra, desapareceram aceleradamente inúmeras espécies de abelhas e com elas as espécies vegetais dependentes da polinização cruzada.
Albert Einstein já alertava sobre o desaparecimento das abelhas e comentou ser este fato o ponto de partida para o Homem iniciar seriamente as atitudes para reverter os processos degradantes do Planeta.

As abelhas sociais nativas(Apidae) do Brasil são representadas por mais de 200 espécies de Meliponinae (KEER & MAULE, 1964), 7 espécies de mamangavas (Bombinae) (MOURE & SAKAGAMI, 1962) e muitas de Euglossini. Existem mais de 5.000 espécies de abelhas solitárias que realizam a mesma função polinizadora. 



Entrada da colméia, o barro

O interesse pela criação de abelhas é justificado pelo uso nutricional e terapêutico do:
-mel
-pólen
-cera
-própolis
geoprópolis
-apitoxina
-geléia real

O Brasil é 0 4° produtor mundial de mel

Sabemos que as Melíponas coletam barro misturando-o a resinas vegetais produzindo geoprópolis. O acumulo de geoprópolis nas frestas das colméias, p´rinciplamente entre a tampa e a caixa propriamente dita, aumenta o peso da colonia e isto não quer dizer que esteja com muitas abelhas ou reservas alimentares. O acréscimo de geoprópolis é muito influenciado pelo manejo inadequado do meliponicultor, principalmente quando a caixa é aberta com muita frequência. A cada abertura, novas frestas são formadas e as operárias depositam cada vez mais geoprópolis nessas frestas.

Em Ribeirão Preto-SP e regiões próximas, (caso de Arceburgo-MG) o autor recomenda a Melipona quadrifasciata, Melipona rufiventris e Scaptotrigona postica.

A única forma de coletar enxames de meliponíneos é colocar caixa-iscas preparadas com a cera dessas abelhas como atrativo em locais estratégicos onde existam enxames naturais fortes. De preferência deve-se utilizar a mesma cera da espécie que se deseja coletar. Isto facilita a atração das abelhas batedoras que procuram ocos para fundar seu novo ninho.
Há relatos mais antigos de populações indígenas que praticavam a meliponicultura e dividiam as colonias para  formação de novas.

Arquitetura dos ninhos
Embora não possuam ferrão desenvolvido, os meliponíneos são capazes de defender sua colonia de forma passiva construindo seus ninhos em locais de difícil acesso. A entrada do ninho da maioria das especies é guardada por abelhas que atacam os inimigos que tentam entrar, chamadas abelhas guardas. O ninho apresenta uma entrada, que normalmente é caracteristica para cada espécie ou gênero. A esta segue um túnel construído de cerume, resina ou geoprópolis ( mistura de barro e resina), que vai até a região onde é armazenado o alimento, potes de pólen e néctar.

MORFOLOGIA EXTERNA E FISIOLOGIA DAS ABELHAS
O corpo das abelhas apresenta exoesqueleto de quitina com inúmeras articulações e coberto de minúsculos pêlos. ´é dividido em 3 partes: cabeça, tórax e abdômen. Na cabeça os órgãos de sentido: olfato, visão e audição. No tórax órgãos de locomoção: musculatura das asas e pernas. No abdômen, os órgãos respiratórios, reprodutores e aparelho digestivo.

Manutenção dos Espermatozóides na Espermateca
Uma rainha de abelhas, assim como em outros insetos sociais, pode sobreviver por até 7 anos com suas atividades fisiológicas normais.  Põe ovos e mantém a colonia sempre populosa, pronta para sobreviver as intempéries ambientais e predadores. Como os acasalamentos ocorrem sempre em um só período, é necessário que haja um mecanismo de permanência dos espermatozóides vivos e aptos a fecundar os óvulos dentro da rainha. Durante a cópula o macho deixa seu pênis (capsula genital) e parte do intestino preso à  "Bursa Copulatrix" da rainha, sendo que a ejaculação ocorre segundos depois. Minutos após a cópula, o macho morre e a rainha entra na colméia e ai permanece por longo período pondo ovos.
Citação A Mandaçaia - Davi Said Aidar

Visão da abertura da caixa, potes de mel, polén, crias, resina.
O perfume que exala é uma delicia.

Aqui em Arceburgo-MG, como Secretário de Meio Ambiente, criei no Parque Ambiental um Espaço das Abelhas Indígenas sem ferrão. Também criei um Espaço de Plantas Apícolas de diversas espécies, espalhei pela arborização urbana, mata ciliar plantas apícolas.
Também tenho na minha casa uma coleção desta abelhas, como hobby preservacionista.
Em conjunto com  o professor Rubens Marcelo de Castro, da IFSULDEMINAS -Câmpus de Muzambinho-MG, mantemos um grupo de pessoas que doamos abelhas um para om outro, plantas apícolas, informações. Esta Mandaçaia da matéria foi um presente dele.

Abelhas de Arceburgo-MG - Número 2


domingo, 23 de junho de 2013

Cachoeira Véu das Noivas

Poços de Caldas - Minas Gerais - Brasil

Pontos turísticos

Mostrando a Natureza, agua , verde.

Situada no Ribeirão das Antas, a cachoeira Véu das Noivas é formada por três quedas d’água, sendo que a principal possui 10 metros de altura por 15 metros de largura. As águas formam corredeiras e avançam em uma velocidade que encanta. Mata ciliar e rochas associam-se à paisagem. No local, há um trenzinho que realiza passeios nos limites do parque no qual é possível contemplar a beleza natural do local, composta por pinheiros, flores e plantas ornamentais. Além de feira de artesanato funciona no antigo restaurante.



Estas duas fotos, eu as fiz em janeiro deste ano, período chuvoso.


Assista o vídeo para sentir a beleza do local.



CACHOEIRAS DE MINAS GERAIS - NUMERO 1
CACHOEIRAS DE POÇOS DE CALDAS/MG - NUMERO 1
CACHOEIRAS DO BRASIL - NUMERO 1