terça-feira, 26 de novembro de 2013

Fruta-do-sabiá

Acnistus arborescens

Família: Solanaceae

Também conhecida por Marianeira


Árvore de pequeno porte, chega atingir 4 metros. Folhas simples. Flores brancas, perfumadas, que atraem Beija-flores, abelhas, borboletas...
Após a bela florada surgem os frutos, que atraem várias espécies de pássaros. É tido por alguns ornitólogos brasileiros como a planta mais atratativa na nossa flora. Alguns dos pássaros que as visitam: beija-flores, cambacicas, sanhaços, tucanos, sabiás, pombas, gaturamos, bem-te-vis, saís-azul, saís-andorinhas e muito outros.
Também é alimento humano.
Serve de alimento para peixes, o lagarto teiú também aprecia seu fruto.
Floresce e frutifica quase o ano todo, mas seu auge é na primavera-verão
De crescimento rápido, propaga-se por sementes e estacas.




Conforme a placa ilustra criei aqui em Arceburgo-MG, um espaço com esta planta, local de observação de aves, um verdadeiro banquete para as aves e outros bichinhos.






Beija-flor-de-orelha-violeta (Colibri serrirostris) na florada da fruta-do-sabiá.











Fiz todas estas fotos aqui em Arceburgo-MG, nos projetos que criei.



Dedico esta postagem a minha amiga Vilminha Art, de Goiânia-GO, que tanto divulga esta planta.

ÁRVORES DE ARCEBURGO - NÚMERO 15

FRUTAS DE ARCEBURGO - NUMERO 2








sexta-feira, 15 de novembro de 2013

Boto-cinza

Sotalia guianensis


Familia: Delphinidae
Hábito: Costeiro e estuarino
Tamanho: Recém-nascidos: 0,9 m;
Adultos: 1,5 a 2,1 m
Peso: até 120 kg
Idade: aproximadamente 30 anos
Status de conservação: dados deficientes (IBAMA 2001)
Distribuição: Áreas protegidas como estuários e enseadas, distribuídos desde Honduras, na América Central, até Santa Catarina, no sul do Brasil.

O boto-cinza, não importa com a presença humana, aqui eles nadam perto da bióloga Mariana. Fiz esta sequencia de fotos no Lagamar, estavamos indo de Iguapé para a Ilha do Cardoso, com fotos mostrando várias situações do ambiente de proteção.

Coloração: O recém-nascido possui coloração predominantemente rosada, escurecendo a medida em que crescem. O adulto é cinza escuro no dorso e laterais, possuindo o ventre claro.
Estrutura social: No Lagamar, o boto-cinza geralmente nada em pequenos grupos de 2 a 3 individuos, podendo se juntar temporariamente em grupos maiores (acima de 4 indivíduos) para pescar ou se deslocar. Individuos solitários podem ser avistados mais raramente.


Alimentação: O boto-cinza passa a maior parte do seu tempo se alimentando. A base da sua dieta são peixes, lulas e camarões.
Comportamento: Pesca: São capazes de elaborar complexas estratégias de pesca.
Cuidado parental: Forte vinculo entre mãe e filhote. Outros adultos também podem cuidar de filhotes, protegendo-os de possiveis riscos.

Descanso: O boto-cinza, assim como os outros cetáceos, não dorme, e sim descansa permanecendo com o corpo parcialmente na superficie por curtos intervalos de tempo ao longo do dia.
Citação: Projeto Boto-Cinza/IPeC - Folheto educativo


Foto Museu de Iguape-SP.

BICHOS - NUMERO 8

quinta-feira, 31 de outubro de 2013

Polybia sericea


Vespa enxameante

Marimbondo chiador

Este enxame se instalou em uma arbusto no meu quintal, onde fiz esta sequência de fotos.
Arceburgo-Minas Gerais
Bioma predominante:Mata Atlântica
Coordenadas geográficas
S 21º 21' 45.39", W 46º 56' 15.15"

Local onde as Vespas se instalaram em outubro-2013

ECOLOGIA Insetos conhecidos por suas ferroadas podem ajudar a conter pragas

Vespas: de vilãs a parceiras

As vespas, insetos pertencentes ao mesmo grupo que formigas e abelhas, são mais conhecidas por
suas dolorosas ferroadas do que por sua ecologia. Na verdade, elas são inimigos naturais de outros insetos que se alimentam de plantas. Uma colônia de vespas do gênero Polybia com 40 mil indivíduos,
por exemplo, pode capturar mais de mil lagartas de borboletas por dia. Estudos sobre a atuação predatória de vespas sociais têm demonstrado o seu potencial para o controle biológico de várias espécies
de insetos consideradas pragas agrícolas, o que reforça a importância de investigar melhor as interações ecológicas entre vespas e herbívoros. Por Fábio Prezoto, Simone Alves de Oliveira Cortes e
André Carneiro Melo, do Programa de Pós-graduação em Ciências Biológicas (Comportamento e Biologia Animal), do Laboratório de Ecologia Comportamental da Universidade Federal de Juiz de Fora (MG).
As vespas são insetos com dois pares de asas membranosas, ‘cintura fina’ e um ferrão, embora tais características não estejam presentes em todas as espécies. Há cerca de 100 mil espécies conhecidas, amplamente distribuídas pelo planeta, exceto nas regiões mais geladas, e podem ser classificadas, de acordo com sua organização social, em solitárias e sociais. No Brasil, muitas dessas espécies também são chamadas de marimbondos
O grupo das vespas solitárias, com mais de 98% das espécies conhecidas, inclui as parasitóides e/ou predadoras de um amplo leque de invertebrados, como lagartas, grilos, percevejos, pulgões, baratas e aranhas. As parasitóides põem os ovos sobre as vítimas e suas larvas alimentam-se do corpo destas. A palavra inglesa wasp (que deu origem a ‘vespa’) significa ‘carregador de cadáver’, e provavelmente foi atribuída a tais insetos porque algumas espécies carregam as presas para seus ninhos (figura 1). Entre as vespas solitárias há desde espécies com poucos milímetros de comprimento, como as do gênero Trichogramma, que parasitam ovos de outros insetos, até algumas com mais de 5 cm, como as do gênero Pepsis, que caçam aranhas.
Algumas vespas solitárias põem seus ovos sobre as vítimas no ambiente natural, como Cotesia flavipes, parasitóide da lagarta Diatraea saccharalis (conhecida como broca da cana-de-açúcar), mas outras precisam de um ninho para abrigar a prole. Para isso, podem ocupar cavidades preexistentes (saliências no solo ou em troncos), cavar orifícios no solo ou construir ninhos com barro – estes associados, com freqüência, a construções humanas.
As vespas sociais
Nas espécies de vespas sociais os indivíduos vivem juntos e formam colônias, nas quais se observam diferenças de comportamento entre os integrantes e, em algumas espécies, também diferenças morfológicas, o que resulta na presença de castas especializadas. São reconhecidas, nesses casos, duas castas básicas: as fêmeas maiores (identificadas pelo abdômen avantajado) são as rainhas, responsáveis pela postura dos ovos. Os demais indivíduos, menores, são os operários, que mantêm o ninho, buscam alimentos e defendem a colônia contra inimigos.
São conhecidas pouco mais de 900 espécies de vespas sociais, das quais 552 (56,67% do total) vi-
vem nas Américas e 319 (32,75%) só no Brasil. Essas vespas exibem três características fundamentais: presença de cooperação entre integrantes da colônia no cuidado com a prole, sobreposição de gerações convivendo na colônia e divisão de tarefas (rainhas e operárias).
Essas vespas constroem ninhos – ‘vespeiro’, ‘caixa de marimbondo’, ‘enxu’ etc. – embaixo de folhas, em troncos de árvores e em cavidades naturais de rochas ou cupinzeiros abandonados. Os ninhos também são instalados em áreas urbanas, seja em construções humanas (em beirais, vigas de madeira e outros locais) ou em plantas de praças e jardins (figura 2). Para a feitura dos ninhos, as vespas geralmente usam fibras vegetais decompostas. Elas trituram as fibras nas mandíbulas e misturam com saliva, produzindo um material semelhante ao papel, que protege contra a umidade e ajuda a manter a temperatura interna. Algumas espécies adicionam barro no processo, o que confere ao ninho coloração e resistência particulares.
Os ninhos são muito diversos, variando desde um único favo descoberto, com cerca de 5 cm de diâmetro e poucas dezenas de células, até ninhos com mais de 50 cm de comprimento, que podem permanecer ativos por anos, com vários favos sobrepostos envoltos por uma ‘capa’, abrigando milhões de células (figura 3). A formação de novas colônias ocorre em geral na época quente e úmida do ano (primavera e verão), por ‘enxameagem’ ou fundação independente. No primeiro processo, um enxame com várias rainhas e centenas ou milhares de operárias deixa a colônia original e busca um local adequado para instalar o novo ninho. Na fundação independente, a nova colônia é iniciada por apenas uma vespa ou um grupo com poucos indivíduos.
O clima tropical, no Brasil, favorece o desenvolvimento das colônias durante todo o ano. Nas regiões
de clima temperado, as vespas só estão ativas na primavera e no verão, passando, principalmente durante o inverno, por um período de hibernação.
Vespas adultas alimentam-se de néctar, obtido de flores variadas, em especial as de corola curta, já que o aparelho bucal curto desses insetos dificulta a coleta de néctar nas de corola longa. Ao buscar néctar, as vespas podem carregar o pólen em seu corpo de uma flor para outra, contribuindo para a polinização da
planta visitada, em mais um importante papel ecoló-
gico (figura 4). As larvas das vespas precisam de proteínas, obtidas das presas capturadas pelos adultos (figura 5), mas larvas de vespas sociais também podem consumir o néctar coletado nas flores.
Controle de pragas
As vespas obtêm cerca de 90% a 95% da proteína que consomem de lagartas de borboletas ou mariposas, segundo estudos de vários pesquisadores. A preferência por esse grupo específico de presas revela o potencial de uso de vespas sociais para o controle biológico de pragas de diversas culturas, já que as lagartas representam o principal grupo de herbívoros que ataca plantas cultivadas.
Do ponto de vista ecológico, o emprego de vespas para eliminar as lagartas das plantações é vantajoso se comparado ao uso de inseticidas. Além de não ter efeitos tóxicos para os humanos e o ambiente, a predação por um inimigo natural não leva ao surgimento de resistência, em curto prazo, no inseto-praga. Além disso, o manejo de colônias de vespas sociais junto às lavouras tem custo mais baixo que o do controle químico de pragas.
O controle biológico pode ser bem eficaz. Uma
colônia bem desenvolvida da vespa Polybia paulista pode abrigar cerca de 50 mil indivíduos adultos, que capturam mais de mil presas por dia. Assim, uma colônia da espécie ativa por quatro anos pode eliminar
desenvolvida da vespa Polybia paulista pode abrigar cerca de 50 mil indivíduos adultos, que capturam mais de mil presas por dia. Assim, uma colônia da espécie ativa por quatro anos pode eliminar mais de 1,5 milhão de lagartas nesse período. Em estudo pioneiro realizado no Brasil, por um dos autores (Prezoto) e pela entomóloga Vera Lígia Machado, a associação de colônias da vespa social Polistes simillimus ao redor de uma plantação de milho resultou em grandes reduções da incidência de lagartas que atacam essa cultura: 77,16% no caso da lagarta-do-cartucho (Spodoptera frugiperda) e 80% no caso da lagarta-da-espiga (Helicoverpa zea), após
a introdução das colônias na plantação. Os pesquisadores constataram aumento de cerca de 15%
na produtividade das culturas associadas a colônias de vespas, em relação a culturas sem essa associação, mantidas nas mesmas condições.
Outros estudos, sobre presas capturadas pela ves-pa social Polybia platycephala em ambiente urbano, mostraram que as principais ‘vítimas’ dessa espécie foram larvas de mosquitos (33,4% do total de presas), além de formas aladas de cupins e formigas. Esse resultado indica o potencial dessa espécie de vespa na redução da população desses outros insetos, considerados pragas urbanas. Além do controle biológico, as vespas representam um potencial inexplorado para variadas áreas da ciência, entre elas a medicina e a sociobiologia.
Os maiores obstáculos para o uso de vespas no controle de pragas talvez sejam o temor das ferroadas
e o desconhecimento de seu valor econômico, como inimigo natural de herbívoros, e de suas características ecológicas e comportamentais. É importante lembrar que a ferroada é um comportamento defensivo, que só ocorre quando a colônia é perturbada. É possível estudar e manejar as colônias evitando o risco de ferroadas, mas para isso é preciso conhecer o comportamento das espécies e treinar de modo adequa-
do o pessoal envolvido.
O pouco conhecimento da ecologia das vespas torna difícil afirmar quais espécies estão ameaçadas
de extinção. É possível, no entanto, que algumas já
estejam desaparecendo, já que a eliminação e a redução da cobertura vegetal original contribuem diretamente para extinção desses insetos. Para avaliar esse aspecto e definir estratégias de manejo e conservação das espécies são necessários estudos científicos em diferentes ambientes (preservados e com interferência humana).
As vespas sociais de regiões neotropicais, como o Brasil, constituem um recurso valioso da biodiversidade, em função de suas interações ecológicas e do seu potencial como agente de controle biológico. Ampliar os conhecimentos sobre a ecologia, a biologia e os comportamentos desses insetos ajudará a diminuir a impressão negativa que a população tem sobre eles. É preciso divulgar cada vez mais que esses insetos são benéficos e estão mais para amigos do que para inimigos da humanidade.

Identificação da espécie e texto, colaboração do

PROF. DR. FÁBIO PREZOTO
Laboratório de Ecologia Comportamental - LABEC
Depto. de Zoologia - ICB
Universidade Federal de Juiz de Fora
Campus Universitário - Martelos
Juiz de Fora - MG, Cep. 36.036-900
Fone/fax: (32) 3229-3223



VESPA ENXAMEANTE DE ARCEBURGO-MG- NUMERO 1


segunda-feira, 21 de outubro de 2013

Saí-andorinha

Tersina viridis 
15 cm

MACHO - ADULTO
Foto que fiz em Arceburgo-MG, na Fazenda Cascatinha
S 21º 18' 20.85", W 46º 55' 43.94"

De ocorrência ampla, mas nômade, em áreas abertas com árvores e em borda de mata e cerradão; parece deslocar-se seguindo a frutificação de certas plantas. Inconfundível pela silhueta e colorido intenso. Bico largo e chato; em voo lembra uma andorinha. O macho é azul turquesa com face e gargantas pretas, constantes.; flancos barrados de preto, meio da barriga branco. A femea é verde-viva, meio da barriga e do peito amarelado, com barrado escuro nos flancos (ausente de outras saíras verdes parecidas); o macho jovem semelhante, mas com manchas azuis irregulares, que com o tempo vão ficando mais extensas. Sociável, vive em bandos em que sempre há mais aves de plumagem verde. ´E fácil de detectar. Costuma pousar em locais altos e expostos (galhos ou mesmo fiação), dai levanta voo para capturar insetos no ar; também come frutos e pode até mesmo aparecer em árvores frutificando no ambiente urbano, em praças e ruas arborizadas. Aninha em buracos em troncos ou em barrancos. Chamado, um "tzip" muito agudo caracteristico.
Citação: Aves do Brasil - John A. Gwynne, Robert S.Ridgely, Guy Todor e Martha Argel.

FEMEA - ADULTO 
Foto que fiz no Parque Ambiental aqui em Arceburgo-MG.

Etimologia: Tersina - do francês la Tersine, nome dado a esta ave por Buffon, em 1770, diminutivo do latim tersus = maravilhoso, lustroso, polido, esmerado, limpo;
viridis - do latim viridis = verde.
Citação: Aves Brasileiras - Johan, Christian Dalgas Frisch.

MACHO - ADULTO
Foto que fiz em Arceburgo-MG, na Chácara do Tartino Faria; Esta foto foi publicada na Revista Natureza, Edição especial de 25 anos.

FEMEA -ADULTO
Foto que fiz no Parque Ambiental, aqui a ave esta alimentando com frutos da árvore Tapiá.
Tapiá
Alchornea iricurana Casar.
Árvore brasileira, de 10-20 mts, de Mata Atlântica, faz parte do nosso Bioma.
É visitada por várias espécies de pássaros.

AVES DE ARCEBURGO-MG - NÚMERO 15

Esta semana no exterior o Blog foi visto na India.
No Brasil nas cidades de: Senges-PR,  São Sebastião do Paraiso-MG, São José do Rio Preto-SP e Santo Antonio da Platina-PR.

sexta-feira, 11 de outubro de 2013

Atyria dichroides

 Atyria dichroides (Lep., Geometridae, Larentiinae).

Coordenadas geograficas
Local da foto
S 21º 20' 35.70", W 46º 54' 56.26"
Fiz estas fotos no mato da Fazenda Grama, aqui em Arceburgo-MG, eram muitas ao longo da estrada.


Essa mariposa foi usada num livro de criança chamada" O caso da borboleta Atiria", onde a autora usou diversos insetos para resolver um caso na qual essa "borboleta" era a vitima do "bandido" Calligo. (Livro interessante).


Agradeço ao meu amigo João Angelo Cerignoni, autor do livro Borboletas, pela identificação desta espécie, e pelo texto


BORBOLETAS DE ARCEBURGO-MG - NÚMERO 7

Esta semana o Blog foi visto na Colombia e Cabo Verde.

segunda-feira, 30 de setembro de 2013

Gambá-de-orelha-branca

Didelphis albiventris Lund, 1840

Outros nomes populares: Gambá, raposa, saruê, micurê, raposinha, sarigué-de-orelha-branca, "mucura",  "saruê" e "sariguê.

Fiz estas fotos em uma composteira, acho que a femea escolheu este local por causa do esterco curtido, que com a fermentação fica quentinho, no quintal da Secretaria de Meio Ambiente.

Possuem porte médio, pesam entre 500 e 2.750g. A cabeça e o corpo tem entre 305 a 440 mm e a cauda de 300 a 490 mm. As femeas adultas de maneira geral são maiores que os machos. ocorre em todo Brasil não amazônico, nordeste da Argentina, Paraguai, Uruguai, além de populações isoladas no Norte da América do Sul, na Venezuela, Suriname e Guiana, e outra questionavel população na porção noroeste da América do Sul, passando pela Colômbia, Equador, Peru e Bolívia. Possui a pelagem longa e lanosa constituída de duas camadas, uma mais curta e esbranquiçada e outra de pelos mais longos, com extremidade preta, caracteristica que provoca variações consideráveis na coloração, com tonalidades que variam de cinzenta a negra com a cabeça e o pescoço brancos, ou amarelo-esbranquiçados; com uma faixa preta entre as orelhas e uma mancha negra ao redor dos olhos. A coloração portanto pode ser muito variável, desde indivíduos bem escuros até quase brancos, com alguns indivíduos intermediários. Ainda assim predomina a coloração grisalha. As orelhas são esbranquiçadas com as bases escuras. As mãos, os pés e o terço posterior da cauda são esbranquiçados. A cauda é forte, preênsil e praticamente nua. Ele é muito semelhante ao gambá-de-orelha-preta, porém os adultos são facilmente distinguiveis pela diferença de coloração das orelhas. Cuidados devem ser tomados na identificação de juvenis porque a cor branca da orelha D. albiventris é muito menos pronunciada em animais jovens. Outa distinção é a extensão dos pelos da cauda, que é maior em D. albiventris.


Encontrados em uma grande variedade de habitats, desde formações vegetais abertas, até florestas úmidas densas, e mesmo em formações dos Liamos venezuelanos, Chaco, Pantanal, cerrado, Caatinga, Floresta Atlântica e Campos Sulinos, planícies, pântanos, pradarias, florestas tropicais e subtropicais. Tolera áreas urbanas, terras cultivadas e zonas desmatadas, é comum abrigarem em forro de casas. Na Caatinga, eles são encontrados em zona de alta e baixa vegetação espinhosa, e em áreas perturbadas. Apresenta hábitos crepusculares e noturnos, buscando abrigo em ocos de árvores, entre suas raízes, ou embaixo de troncos caídos. Apesar de serem essencialmente cursoriais, são bons trepadores, utilizando bem todos estratos da floresta; o que aumenta sua capacidade de sobrevivencia. São animais de dieta onívora. Durante a analise fecal, os cientistas descobriram invertebrados em sua dieta e também consomem oportunamente restos de comida e carniça.

Os invertebrados consistiram principalmente de insetos. Na província de Missiones, Argentina, nos estômagos examinados foram encontrados grande numero de vermes em conjunto com formigas, pássaros pequenos, cascas de ovos, e vegetação. No norte da Argentina se alimenta durante o madurecimento de uvas e outras frutas em pomares. Frutos silvestres, sementes e vertebrados também foram encontrados na dieta desses animais, inclusive atacam sistematicamente serpentes venenosas como a jararaca Bothorops jararaca, visto que é imune ao veneno desta, e as matam com uma mordida na região do pescoço ou cabeça. também podem consumir roedores e aves de pequeno porte, rãs, lagartos, insetos, caranguejos. Devido o grande consumo de frutos e ao fato das sementes destes serem capazes de germinar após sua ingestão, a espécie pode ser considerada uma importante agente dispersora de sementes. É solitário , como outros marsupiais, com exceção da época reprodutiva, o que ocorre pelo menos uma vez por ano. A reprodução é sazonal, e varia de acordo com os padrões de chuva entre final de inverno e inicio de primavera; de setembro a maio. as femeas atingem a maturidade sexual ao nove meses e possuem marsúpio, com abertura voltada para a extremidade anterior. O tamanho médio da ninhada é  seis, variando entre quatro e quatorze. A gestação varia  entre 12 e 14 dias e os filhotes se desenvolvem na bolsa das femeas que possuem de 9 a 13 mamas, por aproximadamente 46 dias. As femeas permanecem com seus filhotes na fase do seu desenvolvimento. Após aproximadamente 60 dias os filhotes iniciam o desmame, que completa entre 70 e 100 dias. Os testículos dos machos jovens descem no momento do desmame Pode ocupar uma área de vida de 3,2 ha. Um estudo realizado em Tucuman, Argentina, encontrou uma área de vida média minima de 0,57 ha. para seis animais.
É considerada como baixo risco de extinção pela IUCN (2006), sub-categoria preocupação menor, embora seja um dos animais nativos mais atropelados em nossas rodovias.
Citação: Mamiferos do Brasil - Tomas Sigrist.


BICHOS DE ARCEBURGO - NUMERO 8

Esta semana no exterior o Blog foi visto na Indonésia.
No Brasil nas cidades de:Triunfo-RS, Santo Anastacio-SP, Presidente Prudente-SP e Monte Alto-SP.


quinta-feira, 19 de setembro de 2013

Abacaxi-pendente

Acanthostachys strobilacea


Bromélias Nativas de Arceburgo-MG.

Plantas que atraem beija-flores.

Resgate.


Aqui ainda é encontrada na natureza, aqui na nossa cidade, mas já estão bem escassas por causa do extrativismo. Ainda pouco difundida no Paisagismo é difícil encontra-la em viveiros. também é pequena a literatura falando sobre ela.
Tenho algumas aqui em casa, estarei colocando  no seu habitat.
Uma bromélia epífita, nativa do Brasil. Bastante rústica, é excelente para jardins verticais. Diferente das outras bromélias, essa não acumula água. Tem uma cor verde acinzentada e flores vermelhas alaranjadas. Indicada para meia sombra.





  • Origem: Brasil, Paraguai e Argentina
  • Ciclo de Vida: Perene
  • Por: Rômulo Cavalcanti Braga

Foto que fiz em Arceburgo-MG, em seu habitat.

Acanthostachys (do grego “acanthos” = espinhoso + “stachys” = espiga), é um gênero botânico pertencente à família das Bromeliaceas e da subfamília Pitcairmioidaeae. São plantas endêmicas do Brasil, Paraguai e Argentina. As Acanthostachys, ao contrário da maioria das outras Bromélias, são epífitas  e / ou saxícola. Descrição – Possuem longas folhas pendentes, suculentas, longas e finas como chicote  na cor verde escuro com tricomas cinzas.  São comuns em regiões de grandes altitudes. A maioria apresenta folhas com bordas serrilhadas munidas de espinhos muito fortes. Inflorescência – Possui inflorescência de cana com hastes de flores amarelas e gotejamento de frutos em forma de cone amarelo e  vermelho com néctar com cheiro e gosto de frutas, o que atrai o seu principal polinizador – o Beija-Flor. Suas sementes são disseminadas por aves frutívoras. Composição Cênica – Uma vez que são saxícolas  e / ou epífitas, estas plantas impressionantes ficam ótimas em cestos suspensos em uma janela, quente e ensolarada, ou ao ar livre, em jardineiras e  canteiros. São plantas com tendências aglutinativas, por esse motivo ficam bem em qualquer situação que forem dispostas. O excesso de efeitos especiais, é toda aberta e arejada. Uma vez que é naturalmente é meia epífita esta é uma planta exuberante para acrescentar variedade aos arranjos de árvores de Bromélias. Cultivo – Apreciam solo rico em matéria orgânica bem drenado, com sol pleno e pouca umidade. Irrigação – A água dever pura e desmineralizada sem cloro. As regas devem ser feitas em dias alternados com auxilio de um aspersor / pulverizador. Adubação – As adubações devem ser mensais com um fertilizante liquido hidrossolúvel na formulação NPK 10-10-10 ou 14-14-14 com baixa ou nem uma concentração do elemento COBRE , na proporção de ¼ da força recomendada pelo fabricante diluída em um litro de água e aplicado com aspessor em horários amenos  ou de sol frio. Reprodução – Nas plantas matrizes e / ou mãe após florescerem, posteriormente começará a surgir nas axilas dos exemplares pequenos brotos (filhotes), começam então a planta matriz começará a morrer lentamente, deixando em seu lugar de três a cinco filhotes que crescerão formando lindas touceiras.  Munido de uma faca afiada, retire a compensação com as raízes da planta mãe.


Bromélias de Arceburgo-MG - Numero 1

Esta semana no exterior o Blog foi visto na Polinésia, Panamá e Malasia.
No Brasil nas cidades de: Jacarei-SP, Laranjal Paulista-SP, e Pau dos Ferro-RN.

quinta-feira, 5 de setembro de 2013

Tesourão

Fregata magnificens


MACHO

Foto gentilmente cedida para esta postagem por Renato Grimm, feita na Ilha North Seymour - Ecuador -fora do Brasil/EX, feita em 31.02.2006.

Durante a época de reprodução, o macho apresenta uma pele vermelha na região do pescoço que infla, igual a esta foto,  como uma bola no ritual do acasalamento

O tesourão (Fregata magnificens) é uma ave pelecaniformes da família Fregatidae. Também, conhecido por fragata, fragata-comum, pirata-do-mar e ladrão-do-mar


FÊMEA - ADULTO 

Foto gentilmente cedida para esta postagem por Luiz Damasceno, feita em Niterói-RJ, em 11.04.2008.

Características                                                                                     

Tem cerca de um metro de comprimento e mais de dois de envergadura, pesa apenas 1,5 quilograma. É a ave com maior superfície de asa por unidade de peso. O macho é preto e distingue-se por um saco gular vermelho. A fêmea é maior, tem cabeça anegrada e peito branco. Os juvenis têm cabeça branca.                                                                                                                                                                      

Alimentação

Alimenta-se de peixes capturados na superfície, não mergulha porque não sabe nadar.      

Reprodução

As ilhas Moleques do Sul é o limite austral de ocorrência de colônia de reprodução e o único sítio de nidificação no estado de Santa Catarina. Os ninhos, em geral, são construídos sobre arbustos e árvores, com gravetos retirados do local e compactados com as próprias fezes. Coloca apenas um ovo de cor branca, que é incubado por aproximadamente 40 a 45 dias em turnos alternados pelo casal.                                                                                                                                                                 

NINH0 - OVO
Foto gentilmente cedida para esta postagem por Ivan Sazima, feita em PM Abrolhos - Caravelas/BA, feita em 13.12.1999.


HÁBITOS

Molesta as outras aves à procura de peixes regurgitados. Muitas vezes os atobás em geral e a grazina conseguem se livrar das fragatas pousando na água, uma vez que estas aves não conseguem nadar.
No dia 18 de dezembro de 2007 foram observados diversos indivíduos imaturos e um subadulto de fragata (Fregata magnificens Mathews, 1914) brincando em vôo com um objeto pequeno e leve, semelhante a um chumaço de algodão, na ilha da Queimada Grande (24°29`S; 46°41`W), litoral sul do estado de São Paulo. Um indivíduo carregava o objeto no bico enquanto outros tentavam roubá-lo. O indivíduo detentor do objeto deixava-o cair por vezes, realizando um mergulho no ar para pegá-lo de volta. Nessas ocasiões, às vezes o objeto era pego por outro indivíduo e as perseguições continuavam. Esse comportamento é sem dúvida um tipo de treinamento para a fase adulta, quando as fragatas roubam os peixes de outras aves marinhas, como os atobás e trinta-réis, e competem por alimento com outros indivíduos da espécie (Sick 1997), servindo para desenvolver a musculatura, criar laços sociais, e adquirir habilidades na obtenção e manipulação de presas (Ficken 1977), uma vez que os jovens não são tão eficientes em parasitar outras.
FEMEA - ADULTO
Foto gentilmente cedida para esta postagem, por Leonardo Casadei, feita na ponta da Praia, Santos-SP, em 04.05.2013.


Distribuição Geográfica

É uma espécie de ampla distribuição geográfica; no Brasil são encontradas colônias em Fernando de Noronha, Bahia, Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná e Santa Catarina.

Referências

sábado, 24 de agosto de 2013

Cariota-de-espinho

Aiphanes aculeata Willd.


Série Jardim Botanico do Rio de Janeiro

Foto que fiz da Palmeira no Jardim Botânico do Rio de Janeiro, aqui o Pintor-verdadeiro, Tangara fastuosa, alimenta com seu fruto.
Nota: . Esta ave é endêmica do Nordeste, e tem uma anilha, o que demonstra que ela foi solta ou escapou de algum criatório. Fiquei três dias no Jardim Botânico e só observei esta, sorte minha e dos amigos do Blog, já que ela aparece somente em alguns pontos do nordeste
Um nordestino ameaçado de extinção
O Pintor-verdadeiro, uma das mais belas aves da fauna do Nordeste, encontra-se na lista vermelha das aves ameaçadas de extinção.

Características gerais - caule simples, de até 10 m de altura e 6-10 cm de diâmetro, com muitos espinhos negros em toda sua extensão.  Folhas 10-15 por planta; pinas distribuídas irregularmente na raque formando aglomerados de 4 pinas distribuídas irregularmente na raque formando aglomerados de 4 pinas inseridas em planos diferentes. Inflorescencias interfoliares multirramosas; profilo de difícil visualização e bráctea peduncular coberta de espinhos. Frutos globosos, 1,5-2,0 cm de diâmetro, com epicarpo vermelho e mesocarpo alaranjado, bastante oleosos.


Toda esta sequência de fotos fiz no Jardim Botânico do Rio de Janeiro.

Habitat - ocorre no Brasil apenas na parte ocidental do Estado do Acre, nas matas secas, em solos bem drenados.

Utilidade - bastante ornamental. Produz cachos de frutos muito vistosos. Na Colômbia encontram-se frutos nos mercados, devido a riqueza da polpa em caroteno. Esta é a única especie do gênero nativa e largamente cultivada no Brasil, principalmente pela exuberante coloração vermelha da sua infrutescência. Serve muito bem para parques de grandes dimensões e canteiros centrais de avenidas. Devido aos espinhos do caule a planta é bem protegida dos depredadores. Cultiva-se também em jardins residenciais. Quando adulta tolera períodos secos.



Produção de mudas - um kg de frutos contém 900 unidades; após despolpadas as sementes germinam com facilidade em 2 a 3 meses. Quando jovens seu desenvolvimento é melhor à sombra, tolerando o pleno sol quando adultas.
Citação: Palmeiras Brasileiras e Exóticas Cultivadas - Harri Lorenzi, Hermes Moreira de Souza, Luiz Sérgio Coelho de Cerqueira, Judas Tadeu de Medeiros Costa e Evandro Ferreira

Agradeço a colaboração da minha amiga Rosy do Rio de Janeiro, na identificação da Palmeira, bem como nas fotos ai No jardim Botânico.

Palmeiras do Brasil - Número 3
Palmeiras do Rio de Janeiro - Numero 2



quarta-feira, 14 de agosto de 2013

Rhinella ornata

SAPOS

CÁSSIA DOS COQUEIROS - SP.

Basicamente é uma especie pequena de sapo, pertencente a familia Bufonidae.

antigamente era uma unica espécie distribuida em todo Brasil...
agora foram subdivididos em varias espécies separadas basicamente pela distribuição geográfica.
essa manchinha abaixo do olho e a distribuição sao caracteristicas da espécie.
vivem preferencialmente em mata e borda de mata.
se reproduzem em lagoas, poças e margens de lagos.
os girinos sao pretos e ficam agrupados.
Colaboração, texto e identificação da espécie
Felipe Bittioli R. Gomes
Biólogo, Mestre em Ecologia e Comportamento Animal, Doutorando
Programa de Pós-graduação em Ecologia - PPG-Eco
Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia - INPA
Manaus - AM



Fiz esta sequencia de fotos na cidade de Cássia dos Coqueiros-SP


Fotografei o ambiente para traduzir o local onde vive a espécie, riacho para reprodução, ambiente de mata ciliar.


Vários angulos para mostrar sua beleza 


Esta semana no exterior o Blog foi visto na Costa Rica, China, Israel e Irlanda.
No Brasil nas cidades de: Taboão da Serra-SP, Uruçuca-Ba, Serra-SP E São Sebastião do Paraiso-MG.


BICHOS - NUMERO 7