terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

Jaracatiá

Jaracatia spinosa (Aubl.) A. DC.



Família Caricaceae

Nomes populares - jaracatiá, mamãozinho, barrigudo, chamburu, mamão-de-veado(PA), mamão-do-mato, mamoeiro-bravo, mamoeiro-de-espinho, mamãozinho-da-mata

Caracteristicas morfológicas - Planta lactescente, dióica e espinhenta, de 10-20 m de altura, com tronco de 70-90 cm de diâmetro. Folhas compostas palmatilobadas, com 8-12 folíolos glabros.

Ocorrência - Sul da Bahia até Rio Grande do Sul e, Minas Gerais e Mato Grosso do Sul, em várias formações florestais.

Madeira - Leve, mole, de baixíssima durabilidade sob quaisquer condições.

Utilidade - Sua madeira não tem nenhuma utilidade, entretanto seu lenho foi outrora muito utilizado para confecção de doces caseiros. Os frutos são comestíveis e avidamente procurados por pássaros e macacos. A árvore é bastante ornamental pela forma bizarra de seu tronco 

e ramos, podendo ser usada com sucesso no paisagismo em geral. Com planta pioneira adaptada a luminosidade direto e de muito  rápido crescimento, deve ser presença obrigatória em qualquer reflorestamento heterogêneo destinado a recomposição da vegetação de áreas degradadas de preservação permanente.

Informações ecológicas - Planta decídua, heliolita, pioneira, caracteristica de solos férteis de fundo de vales  e de planícies aluviais da floresta pluvial. Ocorre tanto no interior da mata primária densa com em clareiras, beira de matas e em formações secundárias em estágios adiantados da sucessão vegetal. Apresenta dispersão  ampla e regular, porém sempre em baixa densidade. É particularmente frequente na floresta semidecídua da bacia do Paraná. Produz anualmente regular quantidade de sementes viavéis.

Fenologia - Floresce a partir de meados de setembro, prolongando-se até outubro. Os frutos amadurecem nos meses de janeiro-março.

Obtenção de sementes - Colher os frutos diretamente da árvore quando maduros ou recolhe-los no chão após sua queda. Em seguia abri-los manualmente para a retirada das sementes, que devem ser lavadas em agua corrente e deixadas secar a sombra. Um quilograma de sementes contém aproximadamente 28.700 unidades.


Produção de mudas - Colocar as sementes para germinação, logo que colhidas e sem nenhum tratamento, em canteiro semi-sombreados contendo substrato organo-argiloso. A emergência ocorre em 10-20 dias e, a taxa de germinação geralmente é elevada. Transplantar  mudas para embalagem individuais quando atingirem 4-5 cm, as quais estarão em condições de serem plantadas no local definitivo em 3-4 meses. O desenvolvimento das plantas no campos é rápido.

Citação: Arvores Brasileiras - Volume 01 - Harri Lorenzi

Da mesma família do mamão . Ontem fui fotografar aves e colhi estes frutos das fotos. Um mamão em tamanho pequeno, muito saboroso.

Trabalho Acadêmico:
Jornal O estado de Minas Gerais
Caderno Agropecuário
21.03.2011
Pesquisadores da Esalq fazem levantamento com fruta exótica da mata atlântica para fazer doce.
Jaracatiá no foco de estudo

A A jaracatia spinosa, arvore originaria do bioma da mata atlantica em risco de extinção em muitos estados brasileiros, cujo latex são usados pelos indigenas para fins medicinais, foi alvo de pesquisa na Escola Superior de Agricultura Luiz  de Queiroz (USP/Esalq)
....  A fruta e o doce na forma de compota do jaracatiá apresentavam-se em risco de extinção há 15 anos e, com envelhecimento das doceiras antigas que dominvama a técnica, o doce parou de ser confeccionado.


ARVORES ARCEBURGO - NUMERO 16
FRUTAS DE ARCEBURGO - 3

Esta semana no Exterior o Blog foi visto no Uruguai , e no Brasil em Uiraúna-PB.


sexta-feira, 24 de janeiro de 2014

Hugo Eiras Furquim Werneck


Presidente do Centro para Conservação da Natureza em Minas Gerais.

Borboletas e Mariposas
Pranchas

Eduardo Parentoni Brettas - Ilustrações
Fernando Correia Campos Neto e Luiz Soledade Otero - Textos
Cyro José Soares - Projeto Gráfico

Jardim das Borboletas

FUNDAÇÃO ZOO-BOTÂNICA DE BELO HORIZONTE
Fevereiro-2000


CAPA

PRANCHAS


 Existem pessoas que passam pela nossa vida por tão pouco, mas mesmo assim deixam marcas profundas. Comigo aconteceu isto em relação ao Professor Hugo Werneck.
Eu estava em Poços de Caldas Minas Gerais, para reunião do Comitê dos afluentes dos Rios Mogi e Pardo. Eis que lá na frente um senhor dirigiu-se a plateia e falou se tinha algum prefeito, ou secretário de meio ambiente na reunião. Minha amiga secreria do comitê, citou o meu nome e ele chamou-me a frente. Ali o conheci, ele entregou-me o material citado acima e que abaixo mostrarei fotos. BORBOLETAS E MARIPOSAS. Entregou-me e disse que era para trabalhar com as Borboletas em minha cidade. Coincidências, trama da Natureza, eu que já estava trabalhando com beija-flores, e, neste dia, por mais um capricho da Natureza estava iniciando o trabalho com Borboletas; no mesmo instante em que recebia este material, deixei minha equipe plantando 60 flamboianzinhos na entrada de Arceburgo-MG. O tempo passou, o projeto Borboletário ao céu aberto, livres, tomou corpo. Aí enviei para o professor o primeiro material com fotos.
Certa noite, tocou o telefone na minha casa, era o professor.  Falamos por mais de meia hora. Ele elogiou muito meu pequenino projeto e num determinado momento, simpaticamente, passou o telefone a sua esposa que também nos elogiou. Fiquei muito emocionado com os dois, minha esposa estava ao meu lado. Queria ter gravado esta conversa na qual ele mais falou, e só coisas belas, sabedoria. Uma delas guardei:Ele disse-me que enquanto conversávamos naquela hora da noite, em vários pontos lagartas procuravam calmamente um local para se instalarem e ali transformar em casulo, depois nas lindas borboletas. A metamorfose. "As borboletas fazem isto uma vez"E nós Ademir, dizia ele, podemos fazer a metamorfose todo instante da nossa vida. Jamais esquecerei. Que Deus o tenha.

EU E O PROFESSOR HUGO WERNECK - POÇOS DE CALDAS - MINAS GERAIS

BORBOLETAS DE ARCEBURGO -  Eunica bechina ( Lep., Nymphalidae ).

ACASALAMENTO DAS BORBOLETAS

FLAMBOIANZINHO QUE PLANTADOS NA ENTRADA DE ARCEBURGO, CITADOS ACIMA


Plantamos das tres cores, para atrair além dos beija-flores, as borboletas

Esta semana no exterior o Blog foi visto na Suiça, Turquia e Nigéria.




sexta-feira, 10 de janeiro de 2014

Nascentes do Parque Ambiental "Casa do Sr.Dito"

PRAÇA E ÁREAS VERDES DE ARCEBURGO - MG

ÁREA 600 mts²

Educação Ambiental
Proteção de Nascentes

Os problemas sociais criam estes tipos de situações. Aqui é o entorno de várias nascentes, um cidadão construiu seu barraco, e todo tipo de lixo, esgoto eram despejados nas imediações de onde brotam várias nascentes.




ANTES


Num trabalho durante o período diante da Secretaria de Meio Ambiente, mudamos a pessoa para outro local e limpamos a  área. Vejam o lixo tirado.


ANTES

Depois da limpeza da área, preparamos o terreno e iniciamos o plantio de arvores nativas.


DEPOIS


Atualmente o espaço esta assim. Árvores formadas, nascentes preservadas.


HOJE
Informamos que a pessoa que aqui morava, foi para uma casa adequada, digna, com toda infra-estrutura.

ÁREAS VERDES DE ARCEBURGO - NUMERO 5


RESUMO DAS ARES VERDES
ANTERIOR.........................................29.350 MTS²
Nascentes do Parque ambiental..........    600 mts²
TOTAL.................................................29.950 MTS²

domingo, 15 de dezembro de 2013

Besouro desfoliador

Familia Chrysomelidae  




 Ademir, este é um besouro-desfoliador da família Chrysomelidae e ele aparenta ser Eumolpinae: Eumolpini, além disso é muito difícil te garantir por que muitos crisomelídeos possuem esta coloração verde ou azul metálico e podem confundir bastante. Eu acredito que ele seja Eumolpus sp., mas se este for o caso, você talvez tenha notado que a cabeça dele normalmente não é vista de uma visão superior.
     O que você pode dizer sobre Chrysomelidae: Eumolpinae é que muitas espécies são pragas para a agricultura. Pode ler sobre eles na pág. 171 do tomo 9 de Insetos do Brasil.
Citação: Insetologia - Identificação de Insetos e outros Artrópodes
www.insetologia.com.br

INSETOS DE ARCEBURGO-MG 
NUMERO 1






quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

Arceburgo - Minas Gerais

1958

Coincidencias.

Eu estava no Jardim Botânico do Rio de Janeiro, fazendo fotos, pesquisando. Começou a chover.
Dirigi-me até a Biblioteca, fiquei perdido no meio de tanta literatura. Naquela imensidão, o primeiro livro que peguei era este.


O Brasil tem 5.564 municípios. O Estado com maior numero é Minas Gerais, com 853. Arceburgo é um deles e esta entre os menores municípios de Minas Gerais.



Jardim da Matriz, um belo traçado para a época.



Jardim da Matriz, hoje, tive o prazer de fazer sua revitalização em 2003.



Área, altitude, coordenadas geográficas.



Nesta época 75,11 da população estava na zona rural. O numero de homens e mulheres eram muito próximos.



Nesta época a cidade tinha 2 cinemas.
Quem forneceu estes dados foi meu tio Alvino Carosia,que era  Agente de Estatística do IBGE.



De mais de 7.000 habitantes, somente 2.681 sabiam ler e escrever.
A cidade tinha duas Bibliotecas com 1.427 volumes.



Avenida da saudade, na minha infância, me lembro dos pintassilgos cantando nestes chorões.
Após longa ausência hoje surgem alguns pela cidade, como este que fotografei, perto deste local.



terça-feira, 26 de novembro de 2013

Fruta-do-sabiá

Acnistus arborescens

Família: Solanaceae

Também conhecida por Marianeira


Árvore de pequeno porte, chega atingir 4 metros. Folhas simples. Flores brancas, perfumadas, que atraem Beija-flores, abelhas, borboletas...
Após a bela florada surgem os frutos, que atraem várias espécies de pássaros. É tido por alguns ornitólogos brasileiros como a planta mais atratativa na nossa flora. Alguns dos pássaros que as visitam: beija-flores, cambacicas, sanhaços, tucanos, sabiás, pombas, gaturamos, bem-te-vis, saís-azul, saís-andorinhas e muito outros.
Também é alimento humano.
Serve de alimento para peixes, o lagarto teiú também aprecia seu fruto.
Floresce e frutifica quase o ano todo, mas seu auge é na primavera-verão
De crescimento rápido, propaga-se por sementes e estacas.




Conforme a placa ilustra criei aqui em Arceburgo-MG, um espaço com esta planta, local de observação de aves, um verdadeiro banquete para as aves e outros bichinhos.






Beija-flor-de-orelha-violeta (Colibri serrirostris) na florada da fruta-do-sabiá.











Fiz todas estas fotos aqui em Arceburgo-MG, nos projetos que criei.



Dedico esta postagem a minha amiga Vilminha Art, de Goiânia-GO, que tanto divulga esta planta.

ÁRVORES DE ARCEBURGO - NÚMERO 15

FRUTAS DE ARCEBURGO - NUMERO 2








sexta-feira, 15 de novembro de 2013

Boto-cinza

Sotalia guianensis


Familia: Delphinidae
Hábito: Costeiro e estuarino
Tamanho: Recém-nascidos: 0,9 m;
Adultos: 1,5 a 2,1 m
Peso: até 120 kg
Idade: aproximadamente 30 anos
Status de conservação: dados deficientes (IBAMA 2001)
Distribuição: Áreas protegidas como estuários e enseadas, distribuídos desde Honduras, na América Central, até Santa Catarina, no sul do Brasil.

O boto-cinza, não importa com a presença humana, aqui eles nadam perto da bióloga Mariana. Fiz esta sequencia de fotos no Lagamar, estavamos indo de Iguapé para a Ilha do Cardoso, com fotos mostrando várias situações do ambiente de proteção.

Coloração: O recém-nascido possui coloração predominantemente rosada, escurecendo a medida em que crescem. O adulto é cinza escuro no dorso e laterais, possuindo o ventre claro.
Estrutura social: No Lagamar, o boto-cinza geralmente nada em pequenos grupos de 2 a 3 individuos, podendo se juntar temporariamente em grupos maiores (acima de 4 indivíduos) para pescar ou se deslocar. Individuos solitários podem ser avistados mais raramente.


Alimentação: O boto-cinza passa a maior parte do seu tempo se alimentando. A base da sua dieta são peixes, lulas e camarões.
Comportamento: Pesca: São capazes de elaborar complexas estratégias de pesca.
Cuidado parental: Forte vinculo entre mãe e filhote. Outros adultos também podem cuidar de filhotes, protegendo-os de possiveis riscos.

Descanso: O boto-cinza, assim como os outros cetáceos, não dorme, e sim descansa permanecendo com o corpo parcialmente na superficie por curtos intervalos de tempo ao longo do dia.
Citação: Projeto Boto-Cinza/IPeC - Folheto educativo


Foto Museu de Iguape-SP.

BICHOS - NUMERO 8

quinta-feira, 31 de outubro de 2013

Polybia sericea


Vespa enxameante

Marimbondo chiador

Este enxame se instalou em uma arbusto no meu quintal, onde fiz esta sequência de fotos.
Arceburgo-Minas Gerais
Bioma predominante:Mata Atlântica
Coordenadas geográficas
S 21º 21' 45.39", W 46º 56' 15.15"

Local onde as Vespas se instalaram em outubro-2013

ECOLOGIA Insetos conhecidos por suas ferroadas podem ajudar a conter pragas

Vespas: de vilãs a parceiras

As vespas, insetos pertencentes ao mesmo grupo que formigas e abelhas, são mais conhecidas por
suas dolorosas ferroadas do que por sua ecologia. Na verdade, elas são inimigos naturais de outros insetos que se alimentam de plantas. Uma colônia de vespas do gênero Polybia com 40 mil indivíduos,
por exemplo, pode capturar mais de mil lagartas de borboletas por dia. Estudos sobre a atuação predatória de vespas sociais têm demonstrado o seu potencial para o controle biológico de várias espécies
de insetos consideradas pragas agrícolas, o que reforça a importância de investigar melhor as interações ecológicas entre vespas e herbívoros. Por Fábio Prezoto, Simone Alves de Oliveira Cortes e
André Carneiro Melo, do Programa de Pós-graduação em Ciências Biológicas (Comportamento e Biologia Animal), do Laboratório de Ecologia Comportamental da Universidade Federal de Juiz de Fora (MG).
As vespas são insetos com dois pares de asas membranosas, ‘cintura fina’ e um ferrão, embora tais características não estejam presentes em todas as espécies. Há cerca de 100 mil espécies conhecidas, amplamente distribuídas pelo planeta, exceto nas regiões mais geladas, e podem ser classificadas, de acordo com sua organização social, em solitárias e sociais. No Brasil, muitas dessas espécies também são chamadas de marimbondos
O grupo das vespas solitárias, com mais de 98% das espécies conhecidas, inclui as parasitóides e/ou predadoras de um amplo leque de invertebrados, como lagartas, grilos, percevejos, pulgões, baratas e aranhas. As parasitóides põem os ovos sobre as vítimas e suas larvas alimentam-se do corpo destas. A palavra inglesa wasp (que deu origem a ‘vespa’) significa ‘carregador de cadáver’, e provavelmente foi atribuída a tais insetos porque algumas espécies carregam as presas para seus ninhos (figura 1). Entre as vespas solitárias há desde espécies com poucos milímetros de comprimento, como as do gênero Trichogramma, que parasitam ovos de outros insetos, até algumas com mais de 5 cm, como as do gênero Pepsis, que caçam aranhas.
Algumas vespas solitárias põem seus ovos sobre as vítimas no ambiente natural, como Cotesia flavipes, parasitóide da lagarta Diatraea saccharalis (conhecida como broca da cana-de-açúcar), mas outras precisam de um ninho para abrigar a prole. Para isso, podem ocupar cavidades preexistentes (saliências no solo ou em troncos), cavar orifícios no solo ou construir ninhos com barro – estes associados, com freqüência, a construções humanas.
As vespas sociais
Nas espécies de vespas sociais os indivíduos vivem juntos e formam colônias, nas quais se observam diferenças de comportamento entre os integrantes e, em algumas espécies, também diferenças morfológicas, o que resulta na presença de castas especializadas. São reconhecidas, nesses casos, duas castas básicas: as fêmeas maiores (identificadas pelo abdômen avantajado) são as rainhas, responsáveis pela postura dos ovos. Os demais indivíduos, menores, são os operários, que mantêm o ninho, buscam alimentos e defendem a colônia contra inimigos.
São conhecidas pouco mais de 900 espécies de vespas sociais, das quais 552 (56,67% do total) vi-
vem nas Américas e 319 (32,75%) só no Brasil. Essas vespas exibem três características fundamentais: presença de cooperação entre integrantes da colônia no cuidado com a prole, sobreposição de gerações convivendo na colônia e divisão de tarefas (rainhas e operárias).
Essas vespas constroem ninhos – ‘vespeiro’, ‘caixa de marimbondo’, ‘enxu’ etc. – embaixo de folhas, em troncos de árvores e em cavidades naturais de rochas ou cupinzeiros abandonados. Os ninhos também são instalados em áreas urbanas, seja em construções humanas (em beirais, vigas de madeira e outros locais) ou em plantas de praças e jardins (figura 2). Para a feitura dos ninhos, as vespas geralmente usam fibras vegetais decompostas. Elas trituram as fibras nas mandíbulas e misturam com saliva, produzindo um material semelhante ao papel, que protege contra a umidade e ajuda a manter a temperatura interna. Algumas espécies adicionam barro no processo, o que confere ao ninho coloração e resistência particulares.
Os ninhos são muito diversos, variando desde um único favo descoberto, com cerca de 5 cm de diâmetro e poucas dezenas de células, até ninhos com mais de 50 cm de comprimento, que podem permanecer ativos por anos, com vários favos sobrepostos envoltos por uma ‘capa’, abrigando milhões de células (figura 3). A formação de novas colônias ocorre em geral na época quente e úmida do ano (primavera e verão), por ‘enxameagem’ ou fundação independente. No primeiro processo, um enxame com várias rainhas e centenas ou milhares de operárias deixa a colônia original e busca um local adequado para instalar o novo ninho. Na fundação independente, a nova colônia é iniciada por apenas uma vespa ou um grupo com poucos indivíduos.
O clima tropical, no Brasil, favorece o desenvolvimento das colônias durante todo o ano. Nas regiões
de clima temperado, as vespas só estão ativas na primavera e no verão, passando, principalmente durante o inverno, por um período de hibernação.
Vespas adultas alimentam-se de néctar, obtido de flores variadas, em especial as de corola curta, já que o aparelho bucal curto desses insetos dificulta a coleta de néctar nas de corola longa. Ao buscar néctar, as vespas podem carregar o pólen em seu corpo de uma flor para outra, contribuindo para a polinização da
planta visitada, em mais um importante papel ecoló-
gico (figura 4). As larvas das vespas precisam de proteínas, obtidas das presas capturadas pelos adultos (figura 5), mas larvas de vespas sociais também podem consumir o néctar coletado nas flores.
Controle de pragas
As vespas obtêm cerca de 90% a 95% da proteína que consomem de lagartas de borboletas ou mariposas, segundo estudos de vários pesquisadores. A preferência por esse grupo específico de presas revela o potencial de uso de vespas sociais para o controle biológico de pragas de diversas culturas, já que as lagartas representam o principal grupo de herbívoros que ataca plantas cultivadas.
Do ponto de vista ecológico, o emprego de vespas para eliminar as lagartas das plantações é vantajoso se comparado ao uso de inseticidas. Além de não ter efeitos tóxicos para os humanos e o ambiente, a predação por um inimigo natural não leva ao surgimento de resistência, em curto prazo, no inseto-praga. Além disso, o manejo de colônias de vespas sociais junto às lavouras tem custo mais baixo que o do controle químico de pragas.
O controle biológico pode ser bem eficaz. Uma
colônia bem desenvolvida da vespa Polybia paulista pode abrigar cerca de 50 mil indivíduos adultos, que capturam mais de mil presas por dia. Assim, uma colônia da espécie ativa por quatro anos pode eliminar
desenvolvida da vespa Polybia paulista pode abrigar cerca de 50 mil indivíduos adultos, que capturam mais de mil presas por dia. Assim, uma colônia da espécie ativa por quatro anos pode eliminar mais de 1,5 milhão de lagartas nesse período. Em estudo pioneiro realizado no Brasil, por um dos autores (Prezoto) e pela entomóloga Vera Lígia Machado, a associação de colônias da vespa social Polistes simillimus ao redor de uma plantação de milho resultou em grandes reduções da incidência de lagartas que atacam essa cultura: 77,16% no caso da lagarta-do-cartucho (Spodoptera frugiperda) e 80% no caso da lagarta-da-espiga (Helicoverpa zea), após
a introdução das colônias na plantação. Os pesquisadores constataram aumento de cerca de 15%
na produtividade das culturas associadas a colônias de vespas, em relação a culturas sem essa associação, mantidas nas mesmas condições.
Outros estudos, sobre presas capturadas pela ves-pa social Polybia platycephala em ambiente urbano, mostraram que as principais ‘vítimas’ dessa espécie foram larvas de mosquitos (33,4% do total de presas), além de formas aladas de cupins e formigas. Esse resultado indica o potencial dessa espécie de vespa na redução da população desses outros insetos, considerados pragas urbanas. Além do controle biológico, as vespas representam um potencial inexplorado para variadas áreas da ciência, entre elas a medicina e a sociobiologia.
Os maiores obstáculos para o uso de vespas no controle de pragas talvez sejam o temor das ferroadas
e o desconhecimento de seu valor econômico, como inimigo natural de herbívoros, e de suas características ecológicas e comportamentais. É importante lembrar que a ferroada é um comportamento defensivo, que só ocorre quando a colônia é perturbada. É possível estudar e manejar as colônias evitando o risco de ferroadas, mas para isso é preciso conhecer o comportamento das espécies e treinar de modo adequa-
do o pessoal envolvido.
O pouco conhecimento da ecologia das vespas torna difícil afirmar quais espécies estão ameaçadas
de extinção. É possível, no entanto, que algumas já
estejam desaparecendo, já que a eliminação e a redução da cobertura vegetal original contribuem diretamente para extinção desses insetos. Para avaliar esse aspecto e definir estratégias de manejo e conservação das espécies são necessários estudos científicos em diferentes ambientes (preservados e com interferência humana).
As vespas sociais de regiões neotropicais, como o Brasil, constituem um recurso valioso da biodiversidade, em função de suas interações ecológicas e do seu potencial como agente de controle biológico. Ampliar os conhecimentos sobre a ecologia, a biologia e os comportamentos desses insetos ajudará a diminuir a impressão negativa que a população tem sobre eles. É preciso divulgar cada vez mais que esses insetos são benéficos e estão mais para amigos do que para inimigos da humanidade.

Identificação da espécie e texto, colaboração do

PROF. DR. FÁBIO PREZOTO
Laboratório de Ecologia Comportamental - LABEC
Depto. de Zoologia - ICB
Universidade Federal de Juiz de Fora
Campus Universitário - Martelos
Juiz de Fora - MG, Cep. 36.036-900
Fone/fax: (32) 3229-3223



VESPA ENXAMEANTE DE ARCEBURGO-MG- NUMERO 1


segunda-feira, 21 de outubro de 2013

Saí-andorinha

Tersina viridis 
15 cm

MACHO - ADULTO
Foto que fiz em Arceburgo-MG, na Fazenda Cascatinha
S 21º 18' 20.85", W 46º 55' 43.94"

De ocorrência ampla, mas nômade, em áreas abertas com árvores e em borda de mata e cerradão; parece deslocar-se seguindo a frutificação de certas plantas. Inconfundível pela silhueta e colorido intenso. Bico largo e chato; em voo lembra uma andorinha. O macho é azul turquesa com face e gargantas pretas, constantes.; flancos barrados de preto, meio da barriga branco. A femea é verde-viva, meio da barriga e do peito amarelado, com barrado escuro nos flancos (ausente de outras saíras verdes parecidas); o macho jovem semelhante, mas com manchas azuis irregulares, que com o tempo vão ficando mais extensas. Sociável, vive em bandos em que sempre há mais aves de plumagem verde. ´E fácil de detectar. Costuma pousar em locais altos e expostos (galhos ou mesmo fiação), dai levanta voo para capturar insetos no ar; também come frutos e pode até mesmo aparecer em árvores frutificando no ambiente urbano, em praças e ruas arborizadas. Aninha em buracos em troncos ou em barrancos. Chamado, um "tzip" muito agudo caracteristico.
Citação: Aves do Brasil - John A. Gwynne, Robert S.Ridgely, Guy Todor e Martha Argel.

FEMEA - ADULTO 
Foto que fiz no Parque Ambiental aqui em Arceburgo-MG.

Etimologia: Tersina - do francês la Tersine, nome dado a esta ave por Buffon, em 1770, diminutivo do latim tersus = maravilhoso, lustroso, polido, esmerado, limpo;
viridis - do latim viridis = verde.
Citação: Aves Brasileiras - Johan, Christian Dalgas Frisch.

MACHO - ADULTO
Foto que fiz em Arceburgo-MG, na Chácara do Tartino Faria; Esta foto foi publicada na Revista Natureza, Edição especial de 25 anos.

FEMEA -ADULTO
Foto que fiz no Parque Ambiental, aqui a ave esta alimentando com frutos da árvore Tapiá.
Tapiá
Alchornea iricurana Casar.
Árvore brasileira, de 10-20 mts, de Mata Atlântica, faz parte do nosso Bioma.
É visitada por várias espécies de pássaros.

AVES DE ARCEBURGO-MG - NÚMERO 15

Esta semana no exterior o Blog foi visto na India.
No Brasil nas cidades de: Senges-PR,  São Sebastião do Paraiso-MG, São José do Rio Preto-SP e Santo Antonio da Platina-PR.