quarta-feira, 4 de junho de 2014

Pimentão

Saltator fuliginosus (22 cm)

(Daudin, 1800)





Ave cada vez mais escassa aparece por aqui e fiz as fotos que aparecem nesta postagem.
Só para se ter uma idéia, no WIKIAVES, maior site do Brasil de  compartilhamento de informações sobre as nossas aves, consta o seguinte:

Estatitisca.
Fotos feitas da ave no Estado de  Minas Gerais =  19.
Numero de cidades que tem registro da ave        =  12.
Numero de cidades de Minas Gerais                    =853.



Outros nomes populares:
 Bico-de-pimenta, bico-de-fogo.

Caracteristicas:
Mede 22 cm de comprimento. Possui o corpo negro com bico vermelho-pimenta bem destacado que facilita sua identificação. Não há dimorfismo sexual entre as fêmeas e os filhotes. Os jovens possuem as partes superiores, cabeça e pescoço anterior preto com o resto do corpo na cor chumbo, nos machos e nas fêmeas predomina a cor chumbo no corpo todo, bico anegrado na parte superior, quando jovem, e totalmente vermelho-pimenta quando adulto.

Alimentação
Acompanha bandos mistos pelo estrato médio à procura de frutas e sementes.

Reprodução
Tem em média 2 2 ninhadas por estação com 3 ovos cada uma.

Hábitos
Substitui o bico-encarnado no Brasil oriental, na Mata Atlântica e nas matas mesófilas residuais no Sudeste. Vive aos casais no interior da mata primária ou em matas secundárias altas. Seu canto é desenvolvido e podem aparecer dialetos regionais.


Distribuição geográfica
Ocorre nas florestas de Pernambuco e do sul da Bahia ao Rio Grande do Sul, Paraguai e nordeste extremo da Argentina.


Referencias

  • IBAMA. IN01-03. 24 jan. 2003. p. 6.
  • SIGRIST, T. Avifauna Brasileira: The avis brasilis field guide to the birds of Brazil, 1ª edição, São Paulo: Editora Avis Brasilis, 2009.
  • WIKIAVES.

AVES DE ARCEBURGO - NUMERO 17


sexta-feira, 23 de maio de 2014

quinta-feira, 22 de maio de 2014

Blog do Ademir Carosia é destaque na Revista Natureza de abril de 2014

REVISTA NATUREZA EDIÇÃO 315 - ABRIL DE 2014

Nas paginas 96 e 96, em almanaque, com o título Jardinagem Virtual, a referida revista da destaque a seis Blogs, que  são feitos por jardinistas da vida real. Tivemos a honra do nosso ter sido escolhido. Confira.


Capa da Revista

Matéria na pagina 96 da revista

Matéria na pagina 97 da revista

segunda-feira, 19 de maio de 2014

Inhame-preto

Colocasia esculenta var. aquatilis
Kassk.

Sin.: Colocasia antiquorum var. aquatilis (Hassk.)
Engl. & K. Krause 

Angiospermae - Familia Araceae


SÉRIE   SITIO ROBERTO BURLE MARX
BARRA DA GUARATIBA
RIO DE JANEIRO - RJ - BRASIL


Foto que fiz no Sitio Roberto Burle Marx, em  18.07.2012, chovia, notem as folhas molhadas

Herbácea perene, ereta, rizomatosa e estolonífera, entouceirada, acaule, de folhagem decorativa, 0,70-1,20 m de altura, originária da Ásia Tropical. Folhas com pecíolo longo, preto-arroxeadas. O tom negro das folhagens diminui em certas épocas do ano. Na base da planta adulta surgem cordões longos e arroxeados (estolões) que crescem sobre a superfície do solo gerando novas plantas.


Foto que fiz no Sitio Roberto Burle Marx, em  18.07.2012, ao lado do lindo lago, compondo a paisagem com bromélias, bananeiras d'Água, plantas aquáticas a linda palmeira-que-anda nos fundos...

Florescimento ocasional, sem importância ornamental.

Cultivada a meia-sombra ou a pleno sol, isoladamente ou em maciços em canteiros ricos em matéria orgânica ou em ambientes aquáticos. Não tolera baixas temperaturas.


Foto que fiz no Sitio Roberto Burle Marx, em  18.07.2012, aqui elas enfeitam vários contornos do lago.

Multiplica-se por divisão de touceira contendo o respectivo rizoma.

Citação: Plantas ornamentais no Basil - Harri Lorenzi e Hermes Moreira de Souza



Exemplar do Inhame-preto, no quintal da minha casa, adquirido no Sitio Roberto Burle Marx.

PLANTAS ORNAMENTAIS DE ARCEBURGO - NUMERO 1
PLANTAS DA MINHA CASA - NUMERO 1
Esta semana o Blog no Brasil foi visto na cidade de JI-Paraná-RO


No exterior em Macau - China.






quarta-feira, 7 de maio de 2014

Cachoeira Casca D'anta parte alta

Situada no Parque Nacional da Serra da Canastra.
São Roque de Minas - Minas Gerais - Brasil -

Coordenadas geográficas
S 20º 17' 56.44", W 46º 31' 22.09"
Bioma predominante: Cerrado.


Daqui da parte alta, ela continua seu curso até desaguar na parte baixa numa queda de 186 metros. O Rio São Francisco segue seu curso e ira banhar 503 cidades, a primeira é Vargem Bonita-MG.





Na parte de cima da Casca d'Anta encontramos o Rio São Francisco calmo e com um refrescante poço ótimo para banho. Logo em seguida a primeira queda surge, muito bonita com um grande poço, não indicado para banho, pois oferece riscos. Em seguida, as águas seguem em direção a um canion rochoso, até despencar de uma altura de 160m de queda livre.
Na parte de cima, existe um mirante de onde se pode observar muito pouco da grande queda, porém vale a pena ver o lindo visual das corredeiras do Velho Chico e o Vale da Canastra.
Para os aventureiros, existe uma trilha ingrime que leva à base da cachoeira, indicada para pessoas acostumadas a esse tipo de caminhada
(aproximadamente 2h de descida e 3h para subida).
O local disponibiliza banheiros aos visitantes.
O principal acesso de carro é feito pela portaria 1, próximo à área urbana do município de São Roque de Minas. São 37km de estrada de terra: siga pela estrada principal e entre à esquerda na bifurcação, aproximadamente depois de 28km.



O principal acesso de carro é feito pelo Distrito de São José do Barreiro. Para quem parte de São Roque de Minas (40km) ou Vargem Bonita, siga em direção ao Distrito de São José do Barreiro e, após passar o distrito, continue por mais 5km.


Trilha da Casca d´Anta - parte baixa e alta:
A trilha tem apenas 5km, mas é muito ingrime e exige muita atenção e preparo físico. Para quem parte de baixo, a trilha começa à esquerda do quiosque de palha e é bem marcada. Para quem pretende fazer a trilha, deve começar a caminhada pela parte de baixo, mas procure ir em horários com sol mais moderado, pois a trilha é bem aberta.
Fonte:www.serradacanastrapousadas.com.br





Nos limites do Parque Nacional da Serra da Canastra, onde nasce, o rio São Francisco percorre cerca de 14km até atingir a escarpa da Serra da Canastra, onde forma sua primeira cachoeira, a Casca D'Anta. O nome Casca D'Anta vem de uma espécie de árvore conhecida popularmente como Casca de Anta Drymis brasiliensis que antigamente ocorria nas proximidades da cachoeira.






CACHOEIRAS DE MINAS GERAIS - NUMERO 2
CACHOEIRAS DE SÃO ROQUE DE MINAS - NUMERO 1
CACHOEIRAS DA SERRA DA CANASTRA - NUMERO 1
CACHOEIRAS DO BRASIL - NUMERO 02

segunda-feira, 28 de abril de 2014

Canário-da-terra

Sicalis flaveola (14 cm)

Outros nomes populares: Canário-da-terra-verdadeiro, Chapinha, Canário-da-telha e Canario-do-chão.


MACHO
Foto minha aqui em Arceburgo-Mg, de um macho, em cima da cabeça de vaca, onde ele gosta de fazer seu ninho.

Comum, de ocorrência ampla em áreas abertas com árvores, incluindo pastos, plantações e sedes de fazendas; mais numeroso no Pantanal.  O macho é amarelo, com testa laranja, mais oliváceo por cima e com dorso rajado. A femea por cima parda rajada de marrom, por baixo branco-suja com fino estriado marrom. Compare com o canário-tipiu, pouco frequente perto das casas, mais oliváceo, em especial por cima, e com rajado mais forte no dorso; também com o canário-do-amazonas, no no N da região. Alimenta-se sobretudo no chão; pode formar grandes bandos, às vezes com outras espécies. Em fazendas, frequenta os arredores de casas e visita comedouros. Canto, uma série variável de notas bem enunciadas e frases curtas, "tsip, tsi-tit, ts, tsiti, tsi, tsiti", musical e agradável. Popular como "ave de gaiola", é tão perseguido que em muitos locais desapareceu.
Citação: Aves do Brasil - Pantanal & Cerrado  - John A.Gwynne, Robert S. Ridgely, Guy Tudor e Martha Argel.


FEMEA
Foto da femea, que fiz aqui em Arceburgo-MG, em cima do mourão de cerca de arame farpado, outra opção/preferência de ninho da especie.

FAMILIA FRINGILLIDAE
SUBFAMILIA EMBERIZINAE
Subordem Passeri [=Oscines]

Ordem Passeriformes
TRIBO THRAUPINI

Sicalis - do grego sikalis ou sukalis = pequeno pássaro de cabeça preta, mencionado por Epicharmus e Aristóteles;
flaveola - diminutivo do latim flavus = amarelo-ouro.
Citação: Aves Brasileiras - Johan, Christian Dalgas Frisch.


CASAL



MACHO/FILHOTES
Macho alimentando filhotes, o ninho foi feito na cabaça, outra opção de ninho para a especie.
Este ninho é no prédio, onde ficava minha sala na Secretária de meio Ambiente.

Nota: É uma das minhas aves preferidas. Pela beleza de plumagem, pelo belo canto, seu modo de nidificar: cabaças, cabeças de vaca, mourões de cerca, casinhas de madeira, etc.
Na minha infância, perto da minha casa tinha uma maquina de beneficiar arroz ( década de 1960), em cima da palha do arroz eles  ficavam de bando, alimentando das quireras de arroz. Depois eles sumiram da cidade e do campo, aqui em Arceburgo-MG não se via nem um em liberdade, apenas em gaiolas. Em 1.985 comecei a trazer alguns de Goiás e soltar nos sítios, fazendas de amigos meus. Começamos um trabalho de conscientização, soltura, palestras, doação de casinha para eles criarem em liberdade, distribuição de camisetas aos alunos de escolas no Dia da Ave, falando do Canário. Achei que minha geração não voltaria a vê-los em liberdade. Graças a DEUS e pelo nossos empenho, empenho de amigos e população eles estão em toda parte. Desperto com eles cantando nas árvores de frente e fundos da minha casa. Estão nas praças, sítios, fazendas, beira de estrada, postes, comedouros...

Fizemos em 03 de fevereiro de 2012, uma sugestão ao Secretário de Meio Ambiente, de Minas Gerais, Excelentíssimo Senhor Adriano Magalhães Chaves, com um material técnico,  na qual a cidade de Arceburgo-MG, propõe que o Canario-da-terra seja AVE SIMBOLO DE MINAS GERAIS. Sugestão esta que me foi dada pelo amigo Johan Dalgas Frisch. Este material tramitou por alguns setores da burocracia, perdi o fio da meada da tramitação. Fica meu registro.

Distribuição: ocorre praticamente no Brasil inteiro, exceto na Amazônia.

Postura: 3 a 5 ovos.

Incubação: 13 dias.

Territorialista

MACHO - BANHO
No prédio que ficava minha sala, da Secretária de Meio Ambiente, tinha um bom espaço construímos este local para banho das aves. Valeu a pena vejam a foto que fiz.


Canário-da-terra-verdadeiro

O canário-da-terra-verdadeiro, conhecido também como canário-da-horta, canário-da-telha (Santa Catarina), canário-do-campo, chapinha (Minas Gerais), canário-do-chão (Bahia), coroinha, canário-da-terra e cabeça-de-fogo, é uma ave admirada pelo canto forte e estalado e por isso é freqüentemente aprisionada como ave de cativeiro (está entre as 10 mais apreendidas, segundo o IBAMA) mesmo tal ato sendo considerado crime federal inafiançável pela Lei de Crimes Ambientais (Lei 9.605/98). Graças a ação das autoridades e da conscientização da população, registros do canário-da-terra-verdadeiro vêm se tornando mais freqüentes nos últimos anos.
Citação:Wikiaves.

Ave territorialista, canário de fibra, fiz esta foto na FSULDEMINAS - Campus MUZAMBINHO-MG, aqui este macho passou boa parte do dia, brigando com o espelho do meu carro.

Pelo fim do Canário-da-terra em cativeiro.
5 de Outubro, Dia da Ave, Asas em liberdade, Canário-da-terra (dizeres na camiseta que usei) Neste dia no Colégio Arceburguense fizemos uma ação em prol desta ave. Distribuímos camisetas iguais a que uso neste dia aos alunos, presença da mídia, na nossa fala pedimos aos alunos presentes, que caso algum deles mantivessem em cativeiro o Canário-da-terra ,que era para liberta-los.

Pelo fim das aves em cativeiro no Brasil.

Não prenda aves, observe-as na natureza, livres. Como Deus as criou cantando em arvores ,não em gaiolas.

AVES DE ARCEBURGO- NUMERO 16

sexta-feira, 11 de abril de 2014

Veado-campeiro

Ozotoceros bezoarticus (Linnaeus, 1758)

Outros nomes populares: Veado-branco, veado-galheiro e veado-de-galhada.



FAMÍLIA CERVIDAE

É a família representada pelos veados, cervo, cervo-do Pantanal, bode-bravo, veado-catingueiro, veado-mateiro, veado-galheiro ou campeiro. São animais muito visados por causa da  carne, couro e caça esportiva.
Os cervídeos constituem os únicos ruminantes propriamente ditos existentes na América do Sul.

O nome cientifico da especie é originária de bezoar = pedra, uma massa calcaria supostamente encontrada nos estômagos deste veado. Ocorre no Paraguai, Uruguai, Argentina e Brasil, são carcteristicas dos ambientes abertos desde o sul da Amazônia, nos estados de Rondônia, Mato Grosso e Tocantis, passando pelo Mato Grosso do Sul e Goiás, chegando até o rio São Francisco em Minas Gerais, além dos estados de São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. (Reis et al., 2006).



Apresentam cabeça-corpo 90-120 cm (machos) e 85-90 cm (femeas), cauda 10-14 cm, altura 65-70 cm (machos) e 60-65 cm (femeas); Peso dos machos 24-34 kg (até 40 kg) e de femeas 22-29 kg; machos, são em média 15-20% mais pesados que as femeas. A cor da pelagem vai do pálido marrom-avermelhado ao marrom-amarelado. Áreas esbranquiçadas ao redor dos olhos, lábios, garganta, peito e zona tarsal As femeas tem duas pequenas manchas brancas na testa. Filhotes são manchados de branco ou malhados por três meses. As glândulas preorbital, nasal, do tarso e glândulas interdigitais traseiras estão sempre presentes. Glândulas metatarsais são, por vezes inexistentes. Dentição permanente de 32 dentes. Galhadas dos adultos medem cerca de 30 cm de comprimento e normalmente tem três pontas, uma na testa, bem desenvolvida, e uma forquilha terminal.
Pedículos começam a crescer menos aos cinco meses de idade; os primeiros chifres são botões ou espinhos curtos e direcionados para a frente. As galhadas são sazonais e localmente sincronizadas, mas com tempo variável de acordo com a latitude, a queda no outono (Brasil) ou no inverno (Argentina e Uruguai). A rebrota começa imediatamente e dura aproximadamente 100 dias. A fórmula dentária é: C 0/1, P 3/3, M 3/3.


O veado-campeiro é um habitante de áreas abertas existentes ao longo de sua distribuição. Assim pode-se encontrar essa especie nas fisionomias vegetais do Pantanal, Cerrado e nos Pampas. Além desses ambientes, é frequente a visualização de rastros em paisagens alteradas pelo plantio de monoculturas como milho, mandioca e soja (Miranda, et al., 2009). prefere pastagens (pampas,parques do cerrado também sazonalmente inundados,



Ainda comum no Parna Emas, Goiás, estima-se que existam cerca de 1.000 indivíduos. Regionalmente, nos estados do sul e sudeste do Brasil, como Rio Grande do Sul, Paraná, São Paulo e Minas Gerais, é classificado como criticamente em perigo.

A destruição, fragmentação, alteração na qualidade do habitat, juntamente com os efeitos das atividades de caça ilegal, são as causas potenciais de ameça de extinção das populações do veado-campeiro no Brasil (Reis et al., 2006)


Esta sequência de fotos são de minha autoria.
Parque Nacional da Serra da Canastra.
São Roque de Minas-MG
Bioma Predominante: Cerrado
Foto feita em  03.04.2014, mais ou menos as 17.00 horas
Coordenadas Geográficas
S 20º 13' 5.21", W 46º 28' 42.73"

Cerca de 1.100 vivem no Uruguai (El Tapado no norte-oeste com 800 indivíduos e Los Anjos, com 300 veados). Na Argentina onde originalmente havia meio milhão de quilômetros de pastagens disponíveis, restam apenas agora quatro pequenas populações sobreviventes, para um total de 1.200-1.400 indivíduos . Quase desapareceu no Nordeste da Bolívia. Também eram caçados com o objetivo de retirar as pedras bezoares que se encontravam no seu estomago, às quais se atribuíam propriedades medicinais (DUARTE, 1997 in Reis, et al., 2005).  Essa redução deve-se ainda à transmissão de doenças e à competição por alimento principalmente relacionadas à a criação de ovelhas.
Citação: Mamíferos do Brasil - Tomas Sigrist


Outras informações

Hábitos Alimentares:
Pasta diversas espécies de capim e os brotos de outras plantas. Nos cerrados é facilmente encontrado nos locais de queimadas recentes, e a vegetação esta rebrotando.

Reprodução:
O periodo de gestação é de quase 9 meses e nasce só um filhote por ano, todo pintadinho.

Particularidades:
Quando um filhote de galheiro e a mãe são surpreendidos juntos, ela pode ficar imóvel até que o filhote consiga se esconder e só depois tenta fugir devagarinho. No entanto, é capaz de corridas rapidíssimas. A velocidade é seu principal recurso para escapar dos predadores.
Citação: Campos e Cerrados - Nestlé - Surpresa.


BICHOS - NUMERO 9
















quinta-feira, 27 de março de 2014

Figo-da índia

Opuntia ficus-indica (L.) Mill.

Sin.: Cactus ficus-indica L., Opuntia megacantha Salm

Angiospermae - Cactaceae


Caracteristicas - a figueira-da-índia é uma frutífera exótica e suculenta, originária de regiões áridas do México, de 3-5 m de altura, cultivado em quase todo país, porém geralmente com fins ornamentais. Folhas caducas de tamanho diminuto (3 mm de comprimento). Filocládios ( ramos fotossintetizantes com a forma de folha) muito ramificados e providos de pequenos espinhos deiscentes (gloquídeos). Flores solitárias, grandes, androginas, diurnas, que crescem diretamente dos cladódios, formados durante a primavera e verão.


 Os frutos são bagas de cor vermelha ou alaranjada, com superfície também provida de gloquídeos e polpa suculenta de sabor doce com muitas sementes duras, que amadurecem durante os meses de verão.


Utilidades - os frutos são consumidos apenas in natura e facilmente encontrados no mercado.


Multiplicação - propaga-se por sementes, porém é mais usada por estacas.


Citação - Frutas Brasileiras e Exóticas Cultivadas - Harri Lorenzi, Luis Bacher, Marco Lacerda e Sergio Sartori.


FRUTAS DE ARCEBURGO-MG - NUMERO 4


Também muito atrativa paras aves.

Esta semana no exterior o Blog foi visto no Paquistão e na Republica Tcheca

segunda-feira, 10 de março de 2014

Uma raridade de beija-flor aparece em Arceburgo-MG.

Heliomaster furcifer Swaw, 1821


BICO-RETO-AZUL


Outro nome popular: Bico-grande-azul-violeta.


Fotografei esta especie aqui em Arceburgo-Minas Gerais.
Com ele completo até o momento 11 espécies para o Município.
No Wikiaves, maior site de compartilhamento sobre aves do Brasil, registram apenas:
19 fotos dele em todo Estado de Minas Gerais, sendo que 2 fiz aqui em Arceburgo-MG.
302 em todo Brasil.

                                                               MACHO - ADULTO

Foto que fiz na Fazenda Santa Rosa, as margens da BR-491, no dia 10.06.2013.



MACHO -A DULTO

Foto que fiz na Fazenda Santa Rosa, as margens da BR-491, no dia 11.06.2013.


COORDENADAS GEOGRÁFICAS DO LOCAL DA FOTO
S 21º 21' 5.53", W 46º 56' 30.00"

Curiosidade o Bioma predominante de Arceburgo-MG, é Mata Atlântica, e aqui neste lugar registrou Cerrado, seria já área de transição?

Outro grande achado, parabéns com louvor Ademir!
Ótima foto!
Kleber Silveira 

Agradeço ao amigo Kleber Silveira, de Alfenas-MG, que atentou para este detalhe



BEIJA-FLORES DO BRASIL
BEIJA-FLORES DE ARCEBURGO-MG

terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

Beija-flor-vermelho

Chrysolampis mosquitus

Gênero CHRYSOLAMPIS  Boie

Outro nome popular: Colibri rubi.


MACHO - ADULTO - VOANDO

Esta foto foi gentilmente cedida para esta matéria por Adams Serra, feita em Governador Valadares-MG, nas Chacaras Braunas em 27.07.2010. É a foto mais bem avaliada no WIKIAVES da espécie, e  já foi visualizada 8.866 vezes. 
Observação do autor: Esta figurinha apareceu e ficou no meu quintal quatro dias, depois de muita briga com o beja-flor-tesoura que se acha o dono do pedaço, ele desapareceu.

Distribuição geográfica: Colômbia, Guianas, Ilhas de Trinidad Tobago, Aruba, Curaçau, Bonaire, Brasil,Venezuela,  Bolívia. No Brasil desde Rio Branco até o Paraná com exceção do Amazonas e Rondônia.

Características: medidas:Medidas:  Comprimento 90 mm. Bico 9-11 mm. Asa 58. Cauda 37. Peso 4,1 g. Vibrações de asa 30 p.s Temperatura 41 C. Dimensões e peso dos ovos: 14,2 mm. x 9 mm. 0,45 g. Dimorfismo sexual, muito diferenciado.


SEXO - IDADE - INDETERMINADO - POUSADO -

Esta foto foi gentilmente cedida para esta matéria por Pedro Ávila, feita em Lajedo dos Beija-flores, Boa Nova-BA, em 25.11.2012. É uma das mais bem avaliadas no WIKIAVES.
Observação do autor: O lajedo dos beija-flores, cujo topo é uma vasta extensão (34 ha.) de pedra recoberta por arbustos esparsos e grande quantidade de cabeças-de-frade floridas, é um dos recantos mais fascinantes do parque. 
Guiados por Josafá, em companhia de Marcus Mello e do ecólogo Rafael Furtado.

Habitat: Mata virgem, secundaria, scrub, cerrado e savana.

Migração: Grande migratória.

Descrição: Lado dorsal, marrom-castanho-escuro; parte emplumada do bico, fronte, vértice e nuca,  vermelho-magenta-iridescente. Lado ventral com mento, garganta e peito alto amarelo-topázio-iridescente; restante do corpo marrom-enegrecido; crisso com tufos brancos salientes; infracaudais vermelho-castanho claro. Retrizes vermelho-castanho com uma estreita faixa terminal enegrecida. Fêmea: dorsalmente verde-fosco-bronzeado; ventralmente branco-acinzentada; infracaudais quase brancas; retrizes centrais verde bronzeadas, as demais com base negro-purpura, seguida de faixa avermelhada e pontas brancas. Jovens, como a a fêmea.
FÊMEA - NINHO - CHOCANDO -

Foto gentilmente cedida para esta matéria por Vital Teixeira, feita Estrada do Machadinho, Itagibá-BA, em 07.09.2010.

MACHO - ADULTO - PERFIL -

Esta foto foi gentilmente cedida para esta matéria por Marcos Ribeiro, feita na fazenda Pedra D'Anta, Lagoa dos Gatos-PE, em 13.10.2010. Esta linda foto mostra a beleza também do perfil ave, e é uma das mais bem avaliadas no WIKAVES. Já foi visualizada 1.182 vezes


Biótopos para nidificação, banho, canto, descanso, parada nupcial e dormir. 
Esta espécie nidifica de preferência em scrub e savana, sendo seu ninho apoiado sobre um ramo ou mesmo em forquilha. Em formato de taça, construído totalmente de material macilento, de painas diversas, preso nas paredes externas, constituídas de fragmentos muitos finos de córtex ou raramente de algum pequeno líquen. É de coloração pardo-claro, e esta a uma altura que varia de 1 a 3 metros do solo. Só a fêmea cuida do ninho, incubação e prole. A incubação é de 14-15 dias. O banho é tomada nas folhas úmidas pela chuva ou orvalho, de preferência com folhas de pequeno porte, como certas mirtáceas e folíolos de leguminosas etc. O canto é bastante sonoro, pois seu tliii, tliii, tliii... é repetido por muito tempo em horas de sol, quando esta em seu pouso preferido. O banho de sol é muito apreciado por esta espécie em quase todos os momentos, pois abre toda cauda, vira a cabeça para que o sol o atinja o mento e eriça as penas da cabeça, e virando de um lado para o outro. O dormir  é sempre em local de vegetação densa e emaranhada. A parada nupcial se realiza nas fases de perseguição da fêmea, apresentação e exibição da plumagem com vôos, seguidos de canto. Na fase de exibição da plumagem, o macho, em voo de libração, de cauda aberta em leque e com movimentos seguidos, eriça e abaixa as penas da pterila cefálica, que avança como um baixo topete até as regiões posterior e inferior da nuca. Ainda contrai a mácula da garganta, que forma assim uma nuance iridescente que vai do verde-escuro ao ouro-brilhante. Esse todo e mais a cabeça em magenta-iridescente, formam um jato resplandescente de luz em movimento, rodeando a fêmea, que, pousada, não tarda a se encantar, pois a cauda sempre aberta em leque que o macho exibe o torna espetacularTambém a fêmea, de quando em quando, distende a cauda, enquanto assiste esta exibição do macho, sua cauda também tem várias faixas entre o cinza-metalizado, o castanho e o esbranquiçado. Isto parece excitar ainda mais o macho e este, então, cantando sua frase dissilábica continuamente, acompanha todos movimentos da fêmea em pouso, até que recebe o consentimento de acasalamento.

Reconhecimento em seu habitat:  O canto inconfundível, a coloração vermelho-castanha, com as partes iridescentes do macho, magenta e dourado, o cinza-esbranquiçado da fêmea, com a coloração variada da cauda, os distinguem de imediato logo que pousam à luz do sol, o que sempre fazem distendendo a cauda.

MACHO -ADULTO - BRIGANDO -

Esta foto foi gentilmente cedida para esta matéria por Adams Serra, feita em Governador Valadares-MG, nas Chacaras Braunas em 28.07.2010.
Observação do autor:  Depois de quatro dias no meu quintal, o beija flor vermelho cansou de ser atacado pelo tesoura e não voltou mais. Nesta foto estava focalizando o vermelho que esta pousado tranquilo, quando o tesoura apareceu. Infelizmente tem sempre um galhinho para atrapalhar. 

Observações: Entre as flores preferidas encontram-se as verbenáceas, voquisiáceas, acantáceas, cactáceas, rutáceas, rubiáceas, labiadas, musáceas. eles gostam muito das voquisiáceas...

MACHO - ADULTO - ALIMENTANDO -

Esta foto foi gentilmente cedida para esta matéria por Stephen Jones, feita na Fazenda Pedra D'anta - Lagoa dos Gatos-PE, em 13.10.2010.

Ruschi fez muitos estudo à partir de 1.943, anilhando e acompanhando esta espécie.
Esta espécie é muito belicosa, mas, quando em migração, torna-se tímida e é muito perseguida na área de alimentação das células de repovoamento. Por isso permanecem por poucos dias nessas áreas.
Nos campos floridos, porém, continuam e passam a nidificar nessa área, e , após procriarem, emigram para o Sul, em outubro, e em abril e maio vem do Sul para o Norte.
Citação: Aves do Brasil - beija-flores - Augusto Ruschi


 FÊMEA - FILHOTES - 

Foto gentilmente cedida para esta matéria por Michel Giraud Audine, feita na Guiana Francesa (Fora do Brasil/EX), em 17.08.2008


FAMILIA TROCHILIDAE
SUBFAMILIA TROCHILINAE
Ordem trochiliformes

Chrysilampis - do grego khrysolampis = vaga-lume, pirilampo.
mosquitus    - do espanhol mosquito = mosquito, pequena mosca (referência ao tamanho pequeno e ao zumbido desta ave durante o vôo).
Citação: Aves Brasileiras, Johan, Christian Dalgas Frisch


OVO - NINHO 

Foto gentilmente cedida para esta matéria por Vital Teixeira, feita Estrada do Machadinho, Itagibá-BA, em 12.09.2010
Observação do autor: Quando cheguei o ninho estava sem a ave, quando comecei a fotografar ela chegou, saí para não causar um estresse maior, sem tirar, talvez, uma foto 

BEIJA-FLORES DO BRASIL - NÚMERO 7

Esta semana no exterior o Blog foi visto no Egito.

No Brasil nas cidades de: Muzambinho-MG,  Pirajuí-SP, Pereira Barreto-SP, Resende-RJ  e Serra Azul-SP.