quarta-feira, 23 de julho de 2014

Tatu-galinha

Dasypus novemcinctus 
Linnaeus 1758

Outros nomes populares: Tatu-verdadeiro, tatu-veado, tatu-nove-bandas e tatu-preto.


Gênero Dasypus Linnaeus, 1758
Sete especies reconhecidas neste gênero, quatro estão presentes no Brasil. Dasypus é derivado de uma tradução grega do nome asteca "Azotochtli", que significa aproximadamente "tartaruga coelho". O gênero Dasypus é distribuído a partir do sul dos Estados Unidos para o Rio Negro na Argentina. A  carapaça compreende escudos escapulares e pélvicos com 6-11 bandas moveis que se separam os dois escudos. As orelhas são longas e não tem escamas ou escudos. A cauda longa, geralmente superior a 55% da cabeça e do comprimento do corpo, se reduz a uma ponta delgada. Os dois terços próximos da cauda é coberto de anéis, cada um formado por duas ou mais fileiras de escamas. Os dedos anteriores tem quatro garras longas, mais longas nos dois dígitos no segundo e terceiro dedos. Os dedos posteriores tem cinco garras, mais longa sobre o terceiro digito e a formula dentária é 7-9/7-9.
Especies de Dasypus  são insetívoras,  mas oportunistas e comem pequenos vertebrados e frutas. Eles constroem tocas e trasportam materiais de nidificação, como gramas e folhas, ajuntando-as sob o corpo e pressionando-as contra o abdome com as patas dianteiras, empurrando tudo para a toca com as patas traseiras. Os jovens são geneticamente idênticos, já que o zigoto se une para produzir blastocistos antes da sua implantação no útero.



Este é o mais amplamente distribuído de todos os tatu, pois ocorrem desde o Sul dos EUA para a Argentina, e esta em processo de expandir mais ainda sua distribuição para o norte. Foi registrado no Texas pela primeira vez em 1880  e agora se estende para o leste da Flórida e ao norte de Oklahoma, embora o frio possa retardar o seu avanço mais para o norte. Pode ser encontrado em toda América Central e até mesmo em algumas ilhas do Caribe.
Amplamente distribuído na América do Sul.



O dorso, a cauda e o topo da cabeça são cobertos por placas dérmicas ossificadas que, por sua vez, são cobertas com uma pele rígida. A carapaça dorsal é dividia em três regiões: disco escapular, disco pélvico e região intermediaria (entre estes), geralmente formada por nove (entre 8 e 11) cintas transversais, articuladas entre si e com margem posterior sobreposta à banda seguinte. A carapaça sobre a cabeça é formada por vários escudos, entre eles, um central em forma de trapézio, que ligam ao cranio. A cauda é formada de 12 a 15 anéis com tamanho decrescente em direção a uma ponta afilada recoberta de vários escudos irregulares. As orelhas são grandes e pontudas (40-50% do comprimento da cabeça) com coloração entre cinza e preto. O focinho é rosado, semelhante ao de um porco. As pernas são curtas e robustas. Os pés traseiros possuem cinco dedos, e os dianteiros quatro, com garras largas e pontudas, garantindo grande habilidade em escavar. Possui tamanho corporal variando entre 39,5 e 57 cm, e a cauda entre 29 e 45 cm. O peso situa entre 3,2 e 4,1 kg. A formula dentária é: 8/8, todos molariformes.



Fezes sendo composta basicamente de formigas e cupins e também contém elementos do solo e matéria orgânica vegetal. Normalmente não mais que 2 ou 3 bolotas.
Considerado um insetívoro generalista que explora os alimentos mais facilmente disponíveis em qualquer habitat.

Um dos mais ruidosos andarilhos da floresta: pisa pesadamente em folhas mortas e se enfia pelo mato em retirada.




A visão é pobre e localiza alimentos pelo olfato.

 Nadadores capazes podem entrar na agua para alimentar-se.
As fêmeas são receptivas uma vez por ano, mas os machos produzem esperma o ano todo, e a época principal de reprodução é de agosto a novembro. As femeas ovulam duas vezes por ano é que o acasalamento corre na temporada verão-outono. Machos as vezes são polígamos, mas as fêmeas sempre acasalam com um só parceiro. O período de gestação é de 8 a 9 meses.

Fotos de minha autoria, feitas próximo a Fazenda Itaguassu, aqui em Arceburgo-MG.

Agradeço ao amigo
Luiz Pires, Zootecnista, Diretor do Zoo/Bauru/SP.
Presidente da SZB.
pela identificação da  espécie

É muito caçado por sua carne delicada e branca.
Eles cavam tocas com várias entradas de cerca de 20 cm de diâmetro

O tatu-galinha é conhecido como um portador do protozoário Trypanosoma cruzi, que é responsável pela Doença de Chagas.
Citação: Mamíferos do Brasil - Tomas Sigrist

BICHOS DE ARCEBURGO - NUMERO 9

Esta semana o Blog foi visto na França e Filipinas



domingo, 13 de julho de 2014

Aves de Arceburgo-MG

150 ESPÉCIES
46 FAMÍLIAS
(em andamento, outras espécies virão)

LEVANTAMENTO QUE FAÇO DAS AVES DA MINHA CIDADE.
UM TRABALHO PARA ESTUDOS, PESQUISA E ENTRETENIMENTO.
UMA COLABORAÇÃO MINHA PARA ARCEBURGO-MG, ESTADO DE MINAS GERAIS, BRASIL, EXTERIOR, TUDO COM LOCAL, GPS.
ESTAVA PREPARANDO A CIDADE PARA RECEBER OBSERVADORES DE AVES DO BRASIL E EXTERIOR, ALGUNS COMEÇARAM A VIR POR AQUI, OUTROS AINDA VÊEM,  ENFIM...
TAMBÉM FAÇO ISTO COM BORBOLETAS,FLORES, ARVORES, ABELHAS, VESPAS, PEIXES, COBRAS, OUTROS ANIMAIS.



MUSICAS
CHEIRO DE RELVA
PAULA FERNANDES
SONIDOS DEL BOSQUE PRIMAVERA
BARCELONA ZEN

POSTADO ONTEM NO YOUTUBE.

segunda-feira, 7 de julho de 2014

Jequitibá-rosa

Cariniana legalis (Mart.) Kuntze


Família Lecythidaceae

Nomes populares - Jequitibá-rosa, jequitibá-vermelho, jequitibá-cedro, jequitibá-de-agulheiro, estopa, jequitibá-grande, pau-caixão, pau-carga, jequitibá-branco, congolo-de-porco, caixão.

Sinonima botânica - Cariniana brasillensis Casar.. Couratari legalis Mart.


Série Jequitibás
"O Patriarca"
Parque Estadual Vassununga
Santa Rita do Passa Quatro-SP.

Caracteristicas morfólogicas - Altura de 30-50 m, com tronco de 70-100 cm de diâmetro. Folhas membranáceas, glabras, de 4-7 cm de comprimento por 2,0-4,0 cm e largura. É uma das maiores árvores da flora brasileira.  Flores pequenas de cor creme. Fruto pixídio lenhoso.

Ocorrência - Espirito Santo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, São Paulo e Mato Grosso do Sul, tanto na floresta pluvial atlântica como na latifoliada semidecídua da bacia do Paraná.

Madeira - Leve (densidade 0,53 g/cm³), macia ao corte, grã direita, textura média, de baixa resitencia ao ataque de organismos xilogafos, quando exposta em condições adversas.  




Utilidade - A madeira é própria para construção civil, obras internas, para contraplacados, folhas faqueadas, moveis, para confecção de brinquedos, salto de calçados, lápis, cabos de vassouras, etc. A árvore é exuberante e muito ornamental, podendo ser empregadas no paisagismo de parques e praças publicas. Esta árvore é tão monumental e admirada que emprestou seu nome a cidades, ruas, palácios, parques, etc. Com planta tolerante à luz direta é excelente para plantios mistos.


Informações ecológicas - Planta semidecídua, heliofica ou esciofita, caracteristica da floresta latifoliada semidecídua. Apresenta dispersão bastante irregular e descontinua, ocorrendo em alta densidade em determinadas áreas e faltando completamente em outras. Ocorre principalmente no interior no interior da floresta primaria densa, onde ocupa o dossel superior; entretanto tolera ambientes abertos.


Fenologia - Floresce durante os meses de dezembro-fevereiro. A maturação dos frutos verifica-se no período agosto-setembro.

Obtenção de sementes - Colher os frutos diretamente da árvore quando os primeiros iniciarem a abertura a abertura espontânea. Em seguida leva-los ao sol para completar a abertura e liberação das sementes. Um quilograma contém aproximadamente 22.470 sementes.


Produção de mudas - Colocar as sementes para germinar, logo que colhidas e sem nenhum tratamento, em canteiros semi-sombreados ou diretamente em recipientes individuais, contendo substrato organo-argiloso. A emergência ocorre em 12-20 dias e geralmente a 50% com sementes novas.
Citação: Árvores Brasileiras - Volume 01 - Harri Lorenzi.

Nota do Blog

Informações da árvore em placa mo Parque:
Diâmetro - 4 metros
Altura - 40 metros.
Especie ameaçada de extinção - Categoria vulnerável.
Polinizada por abelhas
Para abraça-la precisa de cerca de 12 pessoas
Especie de vida longa, podendo atingir mais de 500 anos

Placa anterior, a de cima, e que esta meio escondida...dizia...
que a árvore tem 11,5 m de circunferência, e que a arvore já tinha mais de 2.500 anos, quando Cabral chegou ao Brasil.

Fiz esta fotos ontem, 06.07.2014



COORDENADAS GEOGRÁFICAS DO JEQUITIBÁ
S 21º 43' 20.61", W 47º 35' 48.09"
BIOMA PREDOMINANTE: MATA ATLÂNTICA














segunda-feira, 23 de junho de 2014

Pato-mergulhão

Mergus octosetaceus

Biologia e conservação  no Parque Nacional da Serra da Canastra e entorno (MG)


MACHO - APÓS MERGULHO...COM AS PENAS LEVEMENTE ERIÇADAS.
Autor:Sávio Bruno

Fotos e textos do livro de Sávio Freire Bruno, gentilmente cedidos para esta postagem, meu agradecimento pela atenção e disponibilidade em atender.

O Pato-mergulhão talves seja uma das espécies brasileiras mais representativas da resistência dos ambientes naturais ante a destruição antrópica. (Henrique Rajão)

Categorizado sob o critério da União Internacional para Conservação da  Natureza como criticamente ameaçado de extinção, é considerado uma das aves aquáticas mais raras do mundo

LOCAIS PARA PRESERVAÇÃO DA ESPECIE
Serra da Canastra - Minas Gerais
Jalapão - Tocantis
Chapada dos Veadeiros - Goiás


Autor:Sávio Bruno

Distribuição geográfica
Ave exclusivamente sul-americana. ocorre em regiões desconexas de sua área de distribuição histórica destacando-se, no Brasil as bacias hidrografias dos rios São Francisco, Tocantis, Paraná, Doce, Araguaia, Paraíba do Sul e Itajaí. Há registros de sua presença também no Paraguai e Argentina.

Habitat
Exímio pescador que persegue sua presa no ambiente aquático. Portanto, a agua cristalina permite que ele visualize a presa.
Neste contexto, o ambiente mais favorável ao estabelecimento  de populações de patos-mergulhões são rios de  florestas tropicais, caudalosos e ricos em corredeiras, altitudes que atingem até 1.300 metros. São também rios de agua límpida e oxigenada que flui entre rochas, tão comum em seus leitos.

Autor:Sávio Bruno
Livro do pato-mergulhão (capa), de onde tiramos os textos, para esta postagem.

Caracteristicas/descrição
De acordo com a incidência de luz, a cor de suas penas adquiri tonalidades distintas, próprias de um fenômeno conhecido com iridescencia, no qual algumas superfícies tem a capacidade de reproduzir cores encontradas no arco-iris. É o caso das penas dos beija-flores, com também do pato mergulhão. Os adultos apresentam a porção baixa do pescoço e o peito um cinza-acastanhado, com delicadas interseções de branco. Da cabeça, surge um penacho nucal, que no macho é normalmente maior. Esse penacho foi fundamental para estabelecimento do nome cientifico da especie Ao descreve-lo, em 1.817, o naturalista francês Vieillot contou oito finas penas nessa estrutura. Estas penas lhe lembraram seta - dai, octosetaceus.
O bico negro, fino, estreito e retilíneo é recurvado nas extremidades, particularmente na superior. Ambas as porções são serrilhadas, que garantem a fixação da presa.
Machos e femeas são bastante semelhantes, mas, quando colocados lado a lado, além da frequente diferença do penacho, o macho costuma ser um pouco mais robusto, especialmente com relação a cabeça. Seus pés, como na agrande maioria das aves, são anisodáctilos, ou seja, possuem três dedos dirigidos para frente e um para trás.
A muda consiste na renovação das penas e, regra geral, ocorre duas vezes por ano: a muda parcial ou pré-nupcial ocorre antes da nidificação; a completa ou pós-nupcial, após esta.


Autor:Sávio Bruno

Camuflagem
Na natureza, os animais evoluíram conjuntamente em seu ambiente de origem, desenvolvendo mecanismos de defesa que não asseguram, mas pelo menos aumentam suas chances de sobrevivencia. Entre estes mecanismos, destaca-se a camuflagem.
O pato-mergulhão camufla-se com admirável eficiência em seu meio, o rio, com suas pedras e margens. Nestas, também pode esconder-se em meio à folhagem que ali se desenvolve, tanto durante alguma atividade, como, por exemplo, a pesca ou simplesmente enquanto permanece parado, silencioso e atento, esperando que alguma ameaça se afaste.
Quando repousa sobre uma pedra, sua cor e forma se assemelham à própria rocha.


Acima falamos de camuflagem, como forma de defesa. Aqui o autor se camuflou também, para poder observar, fotografar e estudar.

Alimentação
O pato-mergulhão é um exímio pescador. Muitas aves piscívoras, como garças e socós, utilizam estratégias que incluem movimentos lentos ou mesmo a espera paciente, até que, com o bico, desfiram o golpe certeiro na presa. O pato-mergulhão  pesca ativamente, explorando a agua, nadando na superfície com a cabeça submersa e efetuando movimentos de vaivém com o pescoço. O bico longo,  fino e serrilhado favorece enormemente sua destreza na pesca, que deverá sempre ocorrer em aguas de boa visibilidade, ou seja aguas limpas e translúcidas. O lambari (Astyanax sp.) faz parte da sua dieta


CASAL - ALIMENTANDO
Autor:Sávio Bruno

A  femea aproxima-se do macho, interessada em apanhar o lambari (Astyanax sp.), que ele capturou

Reprodução
Formado o par, permanecem unidos, vivendo em um mesmo território, por toda vida. Por isso são considerados monogâmicos sedentários. Na Serra da Canastra, o período reprodutivo abrange o fim do outono e os três primeiros meses do inverno: inicia-se em maio e se estende até agosto, mês que nascem os últimos filhotes da temporada.. De posse de um território, o ponto de partida do casal é decidir onde será estabelecido o ninho. A partir da segunda quinzena de maio e nas primeiras horas da amanhã, o casal visita a área onde intenciona estabelecer seu ninho, nadando lado a lado, observando detalhadamente a região.

O ninho
Próximo às margens do rio, o ninho poderá ser estabelecido em uma árvore, em barrancos rochosos ou não, mesmo na própria rocha.

Ovipostura
Posto o primeiro ovo, a pata dará continuidade à  ovipostura com intervalos de 24 a 48 horas, ou, eventualmente 72 horas. Desde o primeiro ovo, ela já começa a retirar penugens do seu corpo, especialmente do ventre. A pata põe até oito ovos, de coloração branca cremoso, e medindo, em média, 61,6mm.
A incubação dura cerca de 33 dias, mas pode chegar até 38 dias.
O casal parece reutilizar o ninho por algum tempo. Acompanhamos um ninho ativo por cinco anos, até que no ultimo o casal o abandonou com sete ovos.

Corte e cópula
A cópula ocorre mais freqüentemente pela manhã. Para melhor entendimento da corte e da copula, pode-se destacar três momentos: pré-copulatório (corte), copulatório e  pós-copulatório. No caso do pato-mergulhão, pode-se considerar que a cópula propriamente dita ocorre quando o macho esta sobre a femea, prendendo seu penacho nucal com o bico, de forma a sustentar-se sobre ela. A cópula dura em média nove segundos.
Na corte, as femeas exibem para os companheiros certas ações (displays) mais ou menos constantes, como o estiramento do corpo. Ao mesmo tempo, em 50% das copulas dirigem a eles um vocalização rouca. Os machos contam com um repertório de ações mais rico, com pelo menos 12 displays que se alternam, durando em média de 30 segundos a um minuto. Entre a mais frequentes, se destaca a chamada "falsa pesca", em que ele afunda parcialmente a cabeça na agua, como se estivesse pescando.


Sávio  Freire Bruno, autor do livro, e coordenador do projeto pato-mergulhão, em trabalho de campo.O miracemense Sávio Freire Bruno, filho do saudoso médico e político Dr. Sebastião Bruno, é diretor do Hospital Veterinário da Universidade Federal Fluminense, professor vinculado à Faculdade de Veterinária há longos anos e da disciplina Zoologia na faculdade de Biologia. 

Predadores
A lontra logicaudis é tida como um potencial predador do pato-mergulhão.
Também se incluem alguns gaviões.

Ameaças antrópicas
As ameças ao pato-mergulhão tem sido classificadas em cinco categorias: desconhecida, baixa, média, alta e critica reconhecendo a necessidade desta abordagem, tais categorias serão consideradas somente em situações oportunas. A seguir, trataremos apenas das ameaças ocasionadas direta e indiretamente pela ação humana.

MACHO - CUIDANDO DA PLUMAGEM
Autor:Sávio Bruno

Perda e degradação de habitat
-Interferencias na paisagem, desde e imprudentes e ilegais transformações até a destruição quase completa das caracteristicas naturais de certas regiões, ou parte delas, tem sido a maior causa de perda de diversidade biológica no país, e não seria diferente em relação ao pato-mergulhão.
-Uma das mais graves consequencia do desmatamento e da substituição da vegetação nativa por gramíneas para pastagens são as voçorocas, formas avançadas de erosão. A terra desprendida neste processo, que envolve a força das chuvas, segue em direção ao rio e ao mar - são toneladas de solo perdidas a cada voçoroca.
-A presença de animais de criação no rio, como cavalos e bois, é outro motivo de graves prejuízos ambientais. A vegetação local sofre com o pisoteio, há risco de poluição fecal, deslocamento de solo e contaminação por parasitos ou outros patógenos.
-O cerrado tem sido destruído não só para dar lugar as pastagens, como também para a implantação de lavouras de soja, milho e outros grãos, além da cana-de-açúcar. Recentemente começam a aparecer grandes plantações de eucalipto.
-Muitos  esportes, difundidos como ecológicos ou de aventura, nem sempre tem praticantes conscientes.
-Além destes citados acima as  queimadas, caça e predação de ovos, a mineração são constantes ameaçadas a vida do pato-mergulhão.


Autor:Sávio Bruno
Agradeço aqui mais uma vez ao amigo Sávio Freire Bruno, autor do livro PATO-MERGULHÃO, e coordenador do do Projeto Mergus - UFF, desenvolvido por ele e sua equipe na Serra da Canastra, iniciado em  2002.  Trabalho espetacular para conhecimento e preservação da especie. Devorei o livro em poucos dias, escrito de maneira técnica, porém, com leveza e romantismo daqueles que amam a natureza, as várias formas de vida...lembrou-me muitas vezes nós mineiros, na nossa simplicidade observando o pato-mergulhão com seus filhotes, em aguas límpidas lutando para sobreviver. Mais umas vez obrigado por nos presentear com belo estudo e livro. Parabéns Sávio Freire Bruno e sua equipe. Viva o Pato-mergulhão um sobrevivente da Serra da Canastra...até quando...(Ademir Carosia)




Uma foto espetacular, muito interessante, o autor, Sávio Bruno escondido entre as pedras, como é dificill localiza-lo.


Referencia da matéria

BRUNO, Sávio Freire. Pato-mergulhão: biologia e conservação do pato-mergulhão no Parque Nacional da Serra da Canastra e entorno (MG). Niterói: Editora da UFF, 2013. 255 p.




AVES - NUMERO 15





quarta-feira, 4 de junho de 2014

Pimentão

Saltator fuliginosus (22 cm)

(Daudin, 1800)





Ave cada vez mais escassa aparece por aqui e fiz as fotos que aparecem nesta postagem.
Só para se ter uma idéia, no WIKIAVES, maior site do Brasil de  compartilhamento de informações sobre as nossas aves, consta o seguinte:

Estatitisca.
Fotos feitas da ave no Estado de  Minas Gerais =  19.
Numero de cidades que tem registro da ave        =  12.
Numero de cidades de Minas Gerais                    =853.



Outros nomes populares:
 Bico-de-pimenta, bico-de-fogo.

Caracteristicas:
Mede 22 cm de comprimento. Possui o corpo negro com bico vermelho-pimenta bem destacado que facilita sua identificação. Não há dimorfismo sexual entre as fêmeas e os filhotes. Os jovens possuem as partes superiores, cabeça e pescoço anterior preto com o resto do corpo na cor chumbo, nos machos e nas fêmeas predomina a cor chumbo no corpo todo, bico anegrado na parte superior, quando jovem, e totalmente vermelho-pimenta quando adulto.

Alimentação
Acompanha bandos mistos pelo estrato médio à procura de frutas e sementes.

Reprodução
Tem em média 2 2 ninhadas por estação com 3 ovos cada uma.

Hábitos
Substitui o bico-encarnado no Brasil oriental, na Mata Atlântica e nas matas mesófilas residuais no Sudeste. Vive aos casais no interior da mata primária ou em matas secundárias altas. Seu canto é desenvolvido e podem aparecer dialetos regionais.


Distribuição geográfica
Ocorre nas florestas de Pernambuco e do sul da Bahia ao Rio Grande do Sul, Paraguai e nordeste extremo da Argentina.


Referencias

  • IBAMA. IN01-03. 24 jan. 2003. p. 6.
  • SIGRIST, T. Avifauna Brasileira: The avis brasilis field guide to the birds of Brazil, 1ª edição, São Paulo: Editora Avis Brasilis, 2009.
  • WIKIAVES.

AVES DE ARCEBURGO - NUMERO 17


sexta-feira, 23 de maio de 2014

quinta-feira, 22 de maio de 2014

Blog do Ademir Carosia é destaque na Revista Natureza de abril de 2014

REVISTA NATUREZA EDIÇÃO 315 - ABRIL DE 2014

Nas paginas 96 e 96, em almanaque, com o título Jardinagem Virtual, a referida revista da destaque a seis Blogs, que  são feitos por jardinistas da vida real. Tivemos a honra do nosso ter sido escolhido. Confira.


Capa da Revista

Matéria na pagina 96 da revista

Matéria na pagina 97 da revista

segunda-feira, 19 de maio de 2014

Inhame-preto

Colocasia esculenta var. aquatilis
Kassk.

Sin.: Colocasia antiquorum var. aquatilis (Hassk.)
Engl. & K. Krause 

Angiospermae - Familia Araceae


SÉRIE   SITIO ROBERTO BURLE MARX
BARRA DA GUARATIBA
RIO DE JANEIRO - RJ - BRASIL


Foto que fiz no Sitio Roberto Burle Marx, em  18.07.2012, chovia, notem as folhas molhadas

Herbácea perene, ereta, rizomatosa e estolonífera, entouceirada, acaule, de folhagem decorativa, 0,70-1,20 m de altura, originária da Ásia Tropical. Folhas com pecíolo longo, preto-arroxeadas. O tom negro das folhagens diminui em certas épocas do ano. Na base da planta adulta surgem cordões longos e arroxeados (estolões) que crescem sobre a superfície do solo gerando novas plantas.


Foto que fiz no Sitio Roberto Burle Marx, em  18.07.2012, ao lado do lindo lago, compondo a paisagem com bromélias, bananeiras d'Água, plantas aquáticas a linda palmeira-que-anda nos fundos...

Florescimento ocasional, sem importância ornamental.

Cultivada a meia-sombra ou a pleno sol, isoladamente ou em maciços em canteiros ricos em matéria orgânica ou em ambientes aquáticos. Não tolera baixas temperaturas.


Foto que fiz no Sitio Roberto Burle Marx, em  18.07.2012, aqui elas enfeitam vários contornos do lago.

Multiplica-se por divisão de touceira contendo o respectivo rizoma.

Citação: Plantas ornamentais no Basil - Harri Lorenzi e Hermes Moreira de Souza



Exemplar do Inhame-preto, no quintal da minha casa, adquirido no Sitio Roberto Burle Marx.

PLANTAS ORNAMENTAIS DE ARCEBURGO - NUMERO 1
PLANTAS DA MINHA CASA - NUMERO 1
Esta semana o Blog no Brasil foi visto na cidade de JI-Paraná-RO


No exterior em Macau - China.






quarta-feira, 7 de maio de 2014

Cachoeira Casca D'anta parte alta

Situada no Parque Nacional da Serra da Canastra.
São Roque de Minas - Minas Gerais - Brasil -

Coordenadas geográficas
S 20º 17' 56.44", W 46º 31' 22.09"
Bioma predominante: Cerrado.


Daqui da parte alta, ela continua seu curso até desaguar na parte baixa numa queda de 186 metros. O Rio São Francisco segue seu curso e ira banhar 503 cidades, a primeira é Vargem Bonita-MG.





Na parte de cima da Casca d'Anta encontramos o Rio São Francisco calmo e com um refrescante poço ótimo para banho. Logo em seguida a primeira queda surge, muito bonita com um grande poço, não indicado para banho, pois oferece riscos. Em seguida, as águas seguem em direção a um canion rochoso, até despencar de uma altura de 160m de queda livre.
Na parte de cima, existe um mirante de onde se pode observar muito pouco da grande queda, porém vale a pena ver o lindo visual das corredeiras do Velho Chico e o Vale da Canastra.
Para os aventureiros, existe uma trilha ingrime que leva à base da cachoeira, indicada para pessoas acostumadas a esse tipo de caminhada
(aproximadamente 2h de descida e 3h para subida).
O local disponibiliza banheiros aos visitantes.
O principal acesso de carro é feito pela portaria 1, próximo à área urbana do município de São Roque de Minas. São 37km de estrada de terra: siga pela estrada principal e entre à esquerda na bifurcação, aproximadamente depois de 28km.



O principal acesso de carro é feito pelo Distrito de São José do Barreiro. Para quem parte de São Roque de Minas (40km) ou Vargem Bonita, siga em direção ao Distrito de São José do Barreiro e, após passar o distrito, continue por mais 5km.


Trilha da Casca d´Anta - parte baixa e alta:
A trilha tem apenas 5km, mas é muito ingrime e exige muita atenção e preparo físico. Para quem parte de baixo, a trilha começa à esquerda do quiosque de palha e é bem marcada. Para quem pretende fazer a trilha, deve começar a caminhada pela parte de baixo, mas procure ir em horários com sol mais moderado, pois a trilha é bem aberta.
Fonte:www.serradacanastrapousadas.com.br





Nos limites do Parque Nacional da Serra da Canastra, onde nasce, o rio São Francisco percorre cerca de 14km até atingir a escarpa da Serra da Canastra, onde forma sua primeira cachoeira, a Casca D'Anta. O nome Casca D'Anta vem de uma espécie de árvore conhecida popularmente como Casca de Anta Drymis brasiliensis que antigamente ocorria nas proximidades da cachoeira.






CACHOEIRAS DE MINAS GERAIS - NUMERO 2
CACHOEIRAS DE SÃO ROQUE DE MINAS - NUMERO 1
CACHOEIRAS DA SERRA DA CANASTRA - NUMERO 1
CACHOEIRAS DO BRASIL - NUMERO 02

segunda-feira, 28 de abril de 2014

Canário-da-terra

Sicalis flaveola (14 cm)

Outros nomes populares: Canário-da-terra-verdadeiro, Chapinha, Canário-da-telha e Canario-do-chão.


MACHO
Foto minha aqui em Arceburgo-Mg, de um macho, em cima da cabeça de vaca, onde ele gosta de fazer seu ninho.

Comum, de ocorrência ampla em áreas abertas com árvores, incluindo pastos, plantações e sedes de fazendas; mais numeroso no Pantanal.  O macho é amarelo, com testa laranja, mais oliváceo por cima e com dorso rajado. A femea por cima parda rajada de marrom, por baixo branco-suja com fino estriado marrom. Compare com o canário-tipiu, pouco frequente perto das casas, mais oliváceo, em especial por cima, e com rajado mais forte no dorso; também com o canário-do-amazonas, no no N da região. Alimenta-se sobretudo no chão; pode formar grandes bandos, às vezes com outras espécies. Em fazendas, frequenta os arredores de casas e visita comedouros. Canto, uma série variável de notas bem enunciadas e frases curtas, "tsip, tsi-tit, ts, tsiti, tsi, tsiti", musical e agradável. Popular como "ave de gaiola", é tão perseguido que em muitos locais desapareceu.
Citação: Aves do Brasil - Pantanal & Cerrado  - John A.Gwynne, Robert S. Ridgely, Guy Tudor e Martha Argel.


FEMEA
Foto da femea, que fiz aqui em Arceburgo-MG, em cima do mourão de cerca de arame farpado, outra opção/preferência de ninho da especie.

FAMILIA FRINGILLIDAE
SUBFAMILIA EMBERIZINAE
Subordem Passeri [=Oscines]

Ordem Passeriformes
TRIBO THRAUPINI

Sicalis - do grego sikalis ou sukalis = pequeno pássaro de cabeça preta, mencionado por Epicharmus e Aristóteles;
flaveola - diminutivo do latim flavus = amarelo-ouro.
Citação: Aves Brasileiras - Johan, Christian Dalgas Frisch.


CASAL



MACHO/FILHOTES
Macho alimentando filhotes, o ninho foi feito na cabaça, outra opção de ninho para a especie.
Este ninho é no prédio, onde ficava minha sala na Secretária de meio Ambiente.

Nota: É uma das minhas aves preferidas. Pela beleza de plumagem, pelo belo canto, seu modo de nidificar: cabaças, cabeças de vaca, mourões de cerca, casinhas de madeira, etc.
Na minha infância, perto da minha casa tinha uma maquina de beneficiar arroz ( década de 1960), em cima da palha do arroz eles  ficavam de bando, alimentando das quireras de arroz. Depois eles sumiram da cidade e do campo, aqui em Arceburgo-MG não se via nem um em liberdade, apenas em gaiolas. Em 1.985 comecei a trazer alguns de Goiás e soltar nos sítios, fazendas de amigos meus. Começamos um trabalho de conscientização, soltura, palestras, doação de casinha para eles criarem em liberdade, distribuição de camisetas aos alunos de escolas no Dia da Ave, falando do Canário. Achei que minha geração não voltaria a vê-los em liberdade. Graças a DEUS e pelo nossos empenho, empenho de amigos e população eles estão em toda parte. Desperto com eles cantando nas árvores de frente e fundos da minha casa. Estão nas praças, sítios, fazendas, beira de estrada, postes, comedouros...

Fizemos em 03 de fevereiro de 2012, uma sugestão ao Secretário de Meio Ambiente, de Minas Gerais, Excelentíssimo Senhor Adriano Magalhães Chaves, com um material técnico,  na qual a cidade de Arceburgo-MG, propõe que o Canario-da-terra seja AVE SIMBOLO DE MINAS GERAIS. Sugestão esta que me foi dada pelo amigo Johan Dalgas Frisch. Este material tramitou por alguns setores da burocracia, perdi o fio da meada da tramitação. Fica meu registro.

Distribuição: ocorre praticamente no Brasil inteiro, exceto na Amazônia.

Postura: 3 a 5 ovos.

Incubação: 13 dias.

Territorialista

MACHO - BANHO
No prédio que ficava minha sala, da Secretária de Meio Ambiente, tinha um bom espaço construímos este local para banho das aves. Valeu a pena vejam a foto que fiz.


Canário-da-terra-verdadeiro

O canário-da-terra-verdadeiro, conhecido também como canário-da-horta, canário-da-telha (Santa Catarina), canário-do-campo, chapinha (Minas Gerais), canário-do-chão (Bahia), coroinha, canário-da-terra e cabeça-de-fogo, é uma ave admirada pelo canto forte e estalado e por isso é freqüentemente aprisionada como ave de cativeiro (está entre as 10 mais apreendidas, segundo o IBAMA) mesmo tal ato sendo considerado crime federal inafiançável pela Lei de Crimes Ambientais (Lei 9.605/98). Graças a ação das autoridades e da conscientização da população, registros do canário-da-terra-verdadeiro vêm se tornando mais freqüentes nos últimos anos.
Citação:Wikiaves.

Ave territorialista, canário de fibra, fiz esta foto na FSULDEMINAS - Campus MUZAMBINHO-MG, aqui este macho passou boa parte do dia, brigando com o espelho do meu carro.

Pelo fim do Canário-da-terra em cativeiro.
5 de Outubro, Dia da Ave, Asas em liberdade, Canário-da-terra (dizeres na camiseta que usei) Neste dia no Colégio Arceburguense fizemos uma ação em prol desta ave. Distribuímos camisetas iguais a que uso neste dia aos alunos, presença da mídia, na nossa fala pedimos aos alunos presentes, que caso algum deles mantivessem em cativeiro o Canário-da-terra ,que era para liberta-los.

Pelo fim das aves em cativeiro no Brasil.

Não prenda aves, observe-as na natureza, livres. Como Deus as criou cantando em arvores ,não em gaiolas.

AVES DE ARCEBURGO- NUMERO 16