sábado, 17 de janeiro de 2015

Lago Frei Leandro do Jardim Botânico do Rio de Janeiro

Série Jardim Botânico do Rio de Janeiro


Frei Leandro do Sacramento: o botânico do Brasil
Há uns dois anos em visita ao Jardim Botânico do Rio de Janeiro, oficialmente chamado Instituto de Pesquisas Jardim Botânico do Rio de Janeiro, me deparei com o busto de um homem chamado Frei Leandro do Sacramento, onde no busto dizia que o mesmo havia sido o primeiro diretor do jardim. Todavia, decidi investigar um pouco mais sobre tal personagem, e encontrei poucas informações acerca do mesmo.


Porém, passados estes anos, em minhas pesquisas para outros objetivos me deparei com dois documentos publicados na Revista do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro, onde ambos faziam menção a vida e obra de Frei Leandro, considerado um proeminente clérigo, professor, filósofo natural e botânico em seu tempo. Neste texto, vos trago o resultado de minhas pesquisas, sobre esse personagem brasileiro pouco conhecido de nossa história, mas que deixou importantes contribuições para a botânica e a organização do maior jardim botânico do Brasil. Além desses dois documentos, encontrei também várias menções breves ao frei em obras diversas, publicadas nas primeiras décadas do século XX, contudo, os dois textos publicados no IHGB são os mais completos sobre a vida desse botânico.


Nascimento e formação educacional: 

Muitos aspectos da vida de Leandro do Santíssimo Sacramento ainda são desconhecidos, de fato nem ao menos se sabe o dia e mês que ele nasceu. Outro fato é que, Leandro era um homem modesto e atencioso a suas atividades de professor, botânico e frei. Conhece-se mais sobre sua obra do que alguns aspectos de sua vida.


"Fr. Leandro encontrou no Jardim Botânico a plantação de chá, uma parte em bom estado e outra quase sem vigor pelos obstáculos que a ella opunha o crescimento de plantas sylvestres. Cuidou logo de salvar esta plantação, e em colher todos os dados para a publicação de uma memória, em que pudesse transmitir aos agricultores os conhecimentos praticos adquiridos na industria a respeito d'esta utilíssima planta". (GAMA, 1869, p. 200).

Citação: Leandro Vilar- seguindopassoshistoria.blogspot.com


Vitória-régia, ninfeia, árvore-do-viajante, Banana-d'água...decoram o lindo lago.
Fiz estas fotos em 15.07.2012.

segunda-feira, 12 de janeiro de 2015

Biomas Amazônia, Cerrado e Mata Atlântica


PRAÇAS E ÁREAS VERDES DE ARCEBURGO-MG

ÁREA VERDE DESTE PROJETO.......2.790 m²


Com a intenção de educar, e de mostrar árvores de nosso País, e que ocorrem em outros lugares, criei este Espaço. Bioma Mata Atlântica, Bioma Amazônia e Bioma Cerrado. Inicialmente plantamos árvores, mas a intenção era dar continuidade, e ali inserir flores, arbustos, vegetação destes lugares, para caracterizar e mostrar a face do lugar. Arceburgo, predomina Mata Atlântica, mas temos em Minas Gerais o riquíssimo Cerrado.


Em uma área de 30 x 31, totalizando 930 m²,  plantamos 30 árvores, de 15 especies, entre elas o exuberante  Pau de Rosas - Physocalymma scaberrimum. Que se você quiser conhecer melhor, pesquise aqui no Blog


Em uma área de 31 x 37, totalizando 1.147 m², aqui foram plantadas 30  árvores, de 15 espécies entre elas o mogno-brasileiro-Swietenia macrophylla,O Pau-Mulato (Calycophyllum spruceanum) é nativo da Região Amazônica em matas periodicamente inundadas às margens de rioS.


Em uma área de 31 x 23 , totalizando 713 m², aqui também foram plantadas 30 árvores,  de 15 espécies entre elas: Pau-de-viola - Cytharexylum myrianthum, Cedro - Cedrela fissilis Vell.


Todas as árvores receberam uma placa igual a esta, com nome popular e cientifico. Para facilitar o conhecimento da especie, bem como ajudar os alunos da rede escolar, em suas pesquisas.


Vista de um dos espaços, todo cercado. Aos fundos avista-se outro projeto que fizemos, Recuperação da Mata Ciliar do Rio da Onça, lá as árvores já estão formadas.


ÁREA VERDE ANTERIOR..............  40.289 m²

ÁREA VERDE DESTE PROJETO......2.790 m²

TOTAL..............................................43.079 m²


PRAÇAS E ÁREAS VERDES DE ARCEBURGO - NUMERO 10

quinta-feira, 8 de janeiro de 2015

Beija-flor-de-bochecha-azul cuidando dos filhotes

Trata-se de mais uma espécie de beija-flor para Arceburgo-Minas Gerais.
Fiz este vídeo, estou fotografando a especie, há vários dias.
O ninho esta na beira de uma estrada rural,fico na torcida para que nenhum predador, os encontre, haja visto que só avistei este exemplar aqui na cidade.
Este vídeo está também no Youtube.






BEIJA- FLORES DE ARCEBURGO - NÚMERO 13


quarta-feira, 31 de dezembro de 2014

Melão-de-são-caetano

Momordica charantia L.



Angiospermae - Cucurbitaceae

Nomes populares - melão-de-são-caetano, melãozinho, erva-das-lavadeiras, fruto-de-cobra, fruto-de-negro.

Características - o melãozeiro-de-são-caetano é fruteira pantropical, originária da África e Asia, que cresce espontaneamente em beira de cercas e terrenos baldios de quase todo país. É uma planta anual, herbácea trepadeira, monóica, muito vigorosa. Folhas membranáceas, variavelmente lobadas, de 4-12 cm de comprimento. Flores solitárias e unissexuais. Os frutos são cápsulas carnosas deiscentes, com sementes envoltas por densa polpa (arilo) suculenta, vermelha, de sabor adocicado.




Utilidades - os frutos são consumidos exclusivamente in natura, porém não muito apreciados. Como são deiscentes, devem ser colhidos antes de se abrirem quando ainda não totalmente amarelos (maduros).

Multiplicação - propaga-se por sementes.

Citação - FRUTAS BRASILEIRAS e Exóticas Cultivadas (de consumo in natura)  - Harri Lorenzi, Luis Bacher, Marcos Lacerda, Sérgio Sartori.



PLANTA MEDICINAL

Usos - a literatura etnofarmacológica brasileira registra o emprego de suas folhas no tratamento caseiro da verminose, hemorróidas inflamadas e diarreias simples ou sanguinolentas, por via oral e aplicação da ramagem verde batida com agua, no banho para eliminar carrapatos de animais domésticos e afugentas pulgas, bem como misturada com agua e sabão para lavagem de roupa no meio rural. A planta asiática tem sido estudada intensamente em seus países de origem com sucesso quanto às suas propriedades como antidiabético, antitumoral pelas momordicinas e os momordicosídios e antiviral para AIDS pela tricosantina, substancia proteica inibidora da replicação do vírus. Em contraposição, a composição química e propriedades farmacologicas da variedade sulamericana tem sido pouco estudadas no Brasil, embora já tenha sido evidenciada a presença de momordicina II na forma tipica. As duas podem ser distinguidas pela natureza química de suas lectinas. O amplo emprego desta planta nas medicinas popular e as numerosas informações cientificas sobre a variedade asiática são motivos para que sejam desenvolvidos estudos da variedade brasileira.

Citação - PLANTAS MEDICINAIS NO BRASIL -Nativas e Exóticas -Harri Lorenzi, F.J.Abreu Matos.


NOTA DO BLOG 
-Tive um infância, pobre, porém rica em contato com a Natureza e brincadeiras de criança.
Jogava bola (bola de meia, meia furada da mãe, irmã), nadava em rios, córregos, subia em arvores, brincava de bate-caixão, salva...andava de bicicleta, carrinho de rolimã, comia frutas da estação nos quintais, nos sítios, fazendas...manga, goiaba, macaúba, coquinho-amarelo Melão-de-São Caetano, desta postagem, que nós crianças chamávamos de caetana.
Eu sempre na rua, minha mãe gritava, Ademir vêem estudar...que nada. rs. Nesta época crianças iguais a mim, eram chamados de "moleques de rua", era pejorativo. Com eu gostava disto e me orgulho deste título.

-No alambrado do Parque ambiental, tinha vários pés do Melão-de-são-caetano, as aves faziam o banquete, um funcionário do Parque cortou todas...falta de conhecimento.

- A sequência das fotos, são de minha autoria, colhidas na Fazenda Santa Rosa, do meus amigos Paulo Filho/Marta, aqui em Arceburgo-MG.



FRUTAS DE ARCEBURGO - NUMERO 5

PLANTAS MEDICINAIS DE ARCEBURGO - NUMERO 1

ALIMENTO PARA AS AVES




sábado, 27 de dezembro de 2014

Quero-quero

Vanellus chilensis

33-35 cm


BATUÍRAS e QUERO-QUEROS (Caradriídeos) São aves pernaltas, de bicos curtos.Não entram na água e algumas especies vivem longe dela. Várias especies são migratórias.


Na primavera, a fêmea põe normalmente de três a quatro ovos.

Comum, de ocorrência ampla em áreas abertas, como pastos e plantações; frequenta o entorno de casas. Inconfundível. Longa crista rala. Bico rosa choque com ponta preta.Cabeça e pescoço cinzentos; com mancha branca na face e linha preta da  testa ao meio do papo. Pardo-escuro por cima, com escapulares bronze e verde e esporão rosa no ombro; rabadilha branca e cauda preta; pernas rosadas. Em voo, vistoso padrão preto, branco e cinza; asas largas e arrendondadas, faixa branca por cima, por baixo contraste entre coberteiras brancas e penas de voo pretas. Em par, trios ou pequenos grupos barulhentos; às vezes ativo à noite. Na reprodução, defende com valentia o entorno do ninho ou filhotes, ataca intrusos com voo rasantes, gritando muito. O grito é um "quéru-quéru-quéru..." estridente, dado à menor pertubação; pode ser bem irritante.

Citação: AVES DO BRASIL - PANTANAL & CERRADO - John A. Gwynne, Robert S. Ridgely, Guy Tudor, Martha Argel.


FAMILIA CHARADRIIDAE
SUBFAMILIA CHARADRIINAE
Ordem Ciconiiformes  [ex Charadriiformes]

Etimologia:
Vanellus - do latim vanellus = ventoinha (referencia ao movimento desajeitada, caido e desengonçado de bater as asas da especie.
Chilensis - referente ao Chile.

Citação: AVES BRASILEIRAS - Johan Dalgas Frisch, Christian Dalgas Frisch


Os filhotes são nidífugos: capazes de abandonar o ninho quase que imediatamente após o descascamento do ovo.

NOTA DO BLOG: Todas esta fotos são de minha autoria. Aves fiz as fotos na Fazenda Brejão, o ninho com ovos em um pasto na Fazenda Capitão (Poço das Antas). O filhote fiz no Jardim Botânico de Curitiba-PR. Como o nosso amiguinho-barulhento tem plumagem linda, somente após fazer estas fotos fui notar isto.


AVES DE ARCEBURGO - NUMERO 18

sábado, 20 de dezembro de 2014

Magnólia-roxa

Magnolia liliflora Desr.


Angiospermae - Familia Magnoliaceae

Nomes populares - Magnólia-roxa, magnólia-preta

Arbusto vigoroso, originário da China e Japão, de 1,5-3,0 m de altura, com muitos ramos eretos, de folhas grandes, elítico-ovaladas, coriáceas e decíduas. Apresenta o hábito de emitir brotos da raiz, gerando uma verdadeira touceira.

Flores grandes, solitárias, internamente de cor branca e externamente arroxeada, formadas durante o inverno após a queda das folhas. Na variedade nigra Rehd., mais rara, as flores são roxo-escuras por fora e róseas por dentro.


É cultivado como planta isolada ou formando grupos, a pleno sol, em terrenos bem drenados. Aprecia o frio e seu florescimento é menos abundante em climas subtropicais.

Multiplica-se por estacas cortadas durante o inverno ou por alporque.

Citação - Plantas Ornamentais no Brasil - Harri Lorenzi, Hermes Moreira de Souza.


Fotos de minha autoria, feitas aqui em Arceburgo-MG, no Parque Ambiental. Gosto muito da magia das estações. O inverno nos remete a uma época onde somos mais calmos, reflexivos, contemplativos. Eu estava em Campos do Jordão, fui a uma floricultora, e adoro garimpo de plantas. Plantas que estão esquecidas num canto, de pouco uso do modismo que impera no Paisagismo. Daí achei e trouxe esta Magnólia para minha cidade e a plantamos ao lado de uma Cerejeira-do-Japão...um pedacinho de Campos do Jordão, Monte-Verde,  Gonçalves, por aqui. O ano que esfria um pouco mais elas ficam lindas.

PLANTAS ORNAMENTAIS DE ARCEBURGO - NUMERO 2









segunda-feira, 15 de dezembro de 2014

Tamanduá-mirim

Gênero Tamandua Gray, 1825

Tamandua tetradactyla  (Linnaeus, 1758)

Nomes populares: Tamanduá-mirim, melete, meleto, michila, jaleco.


Por possuir uma ampla distribuição esta espécie se encontra na categoria LC pela IUCN Red List of Threatened Species - 2005 . Ocorre na América do Sul, a leste dos Andes, da Venezuela até o norte da Argentina, sul do Brasil e norte do Uruguai (WETZEL, 1982, 1985a; NOWAK, 1999).

Description
A pelagem é curta e densa e sua coloração é amarela pálida, com duas listras pretas que avançam da região escapular até a porção posterior do animal, lembrando um colete. (Rodrigues et al 2008) O comprimento de corpo é geralmente entre 47 e 77 cm, com uma cauda de 40 a 68 cm, e o peso em torno de sete kg (Rodrigues et al, 2008)


 Biology
 O tamanduá mirim possui a cauda sendo que preênsil sendo sua extremidade desprovidos de pêlos. Os membros anteriores são muito desenvolvidos e cada um apresenta quatro dedos com garras recurvadas, sendo que a garra do terceiro dedo é a maior, mas proporcionalmente não tão longa quanto a equivalente no tamanduá-bandeira. Já o membro posterior apresenta cinco dedos com garras menores. Quando o tamanduá- mirim é atacado, sua defesa consiste em assumir uma postura ereta, sob um tripé formado por suas pernas traseiras e sua cauda, deixando assim as garras dianteiras livres para o combate (Rodrigues et al, 2008)


 Habitat
Esta espécie utiliza de diferentes habitats., como floresta decídua, floresta úmida, cerrado etc. No Brasil, a espécie ocorre em todos os biomas (Amazônia, Caatinga, Cerrado, Mata Atlântica, Pantanal e Campos Sulinos; FONSECA et al., 1996).

Threats
 As ameaças são parecidas com as dos tamanduás bandeira, a destruição dos ambientes naturais é a principal ameaça à espécie, ao longo de toda a sua área de ocorrência. Também são comumente atropelados e as queimadas também é uma grande ameaça para a espécie


Agradeço ao amigo
Luiz Pires, Zootecnista, Diretor do Zoo/Bauru/SP.
Presidente da SZB.
identificação da espécie, texto acima.


Fotos de minha autoria, feitas no Parque Estadual de Vassununga, Santa Rita do Passa Quatro-SP. Fui fotografar este Jequitibá-rosa (Patriarca), após ficar ali admirando-o por um bom tempo, subi a trilha, ouvi um barulho, entrei na mata e deparei com este lindo Tamanduá, que subia lentamente em uma árvore.


As garras servem para defesa e para escavar formigueiros, cupinzeiros e colméias.

O tamanho do território é de cerca de 350-400ha e um individuo em cativeiro viveu 9 anos e 6 meses.

Tamanduás tem sido relatados como presa para jaguatiricas e onças, e os jovens provavelmente estão vulneráveis a outros felinos e raposas. Eles são mortos por seres humanos por sua carne, bem como pela sua pele dura.

O período de gestação é de 130 a 190 dias. Nasce um filhote por parto
Citação: Mamíferos do Brasil - Tomas Sigrist


Exemplar embalsamado existente no espaço do Parque. Vitima com certeza de algum atropelamento. Atropelamento que é um problema para os Tamanduás e outros bichos. Ano passado viajei para o Rio de Janeiro, e achei interessante um bom trecho da rodovia com telas protetoras. Idéia que devia espalhar pelo Brasil afora.Sonhei em fazer isto por aqui, como Secretário de Meio Ambiente. 


BICHOS - NUMERO 12



segunda-feira, 8 de dezembro de 2014

Timbó

Lonchocarpus muehlbergianus Hassi




A sequência de fotos aqui apresentadas, são de minha autoria, veja aqui as beleza das flores purpúreas.


Familia Leguminosae-Papilionoideae (Fabaceae)

Nomes populares: guaianã, embira-de-sapo, feijão-cru (PR), Timbó (MG), rabo-de-bugiu, rabo-de-macaco, rabo-mole, rabo-de-mico.

Caracteristicas morfológicas - Altura 15-25 m, com tronco de 40-.50 cm de diâmetro. 



Folhas compostas imparipinadas, com 7-13 folíolos glabros na face superior e pubescentes e de cor mais clara na inferior, de 6-12 cm de largura. Inflorescências em racemos axilares, com flores purpúreas. Frutos vagens achatadas indeiscentes.

Ocorrência - Minas Gerais, Mato Grosso do Sul até Rio Grande do Sul, principalmente na floresta latifoliada semidecídua da bacia do Paraná.

Madeira - Moderadamente pesada (densidade 0,72 g/cm³), medianamente dura, textura média, grã direita, brilho moderado, fácil de trabalhar, muito sujeita ao ataque de organismos xilófagos.



Olha o beija-flor ai, eles  apreciam muito esta flor. Agora que acabou por aqui a florada do Pau-de-viola, as flores do Timbó, vem fazer a substituição. A Natureza no seu revezamento de alimento, florada...

Utilidade - A madeira é empregada para tabuado em geral, para carpintaria leve, cabos de ferramentas, caixotaria, lenha, etc. A árvore é bastante ornamental principalmente quando em flor, podendo ser usada com sucesso no paisagismo em geral. Planta pioneira e rústica, não pode faltar nos plantios mistos destinados à recomposição de áreas degradadas.



Informãçoes ecológicas - Planta decídua, heliófita, características das florestas semidecíduas (de altitude e da bacia do Paraná). Apresenta larga, porém descontinua e pouco expressiva dispersão, preferindo solos profundos, férteis e úmidos. É considerada padrão de terra boa. produz anualmente grande quantidade de sementes viáveis.

Fenologia - Floresce a partir de meados de outubro, prolongando-se até janeiro. A maturação dos seus frutos ocorre durante os meses de julho-agosto.



Até o caminho, a estrada rural fica enfeitada pelas flores que caem. É a Natureza, adornando a Natureza. Deus não esqueceu de nada. A linda estradinha do Esmeril que vai para o  sitio do João Barreto/Celi... que vai para o Córrego do Moinho...que vai...

Obtenção de sementes - Colher os frutos diretamente da árvore quando iniciarem a queda expontanea, ou recolhe-las no chão após a queda. Em seguida deixa-los ao sol para secar e facilitar a abertura manual para a retirada das sementes. Um quilograma contém aproximadamente 1.160 unidades, cuja viabilidade é curta.

Produção de mudas - Colocar as sementes para germinação, logo que colhidas e sem nenhum tratamento, em canteiros ou diretamente em recipientes individuais contendo substrato organo-argiloso e, mantidos em ambiente semi-sombreado; cobri-las com uma camada de 0,5 cm de substrato peneirado e irrigar diariamente. A emergência ocorre em 15-25 dias e, a taxa de germinação é geralmente alta. As mudas desenvolvem-se rapidamente, ficando prontas para plantio em lugar definitivo em menos de 5 meses. O desenvolvimento das plantas no campo é rápido, alcançando 3,5 m aos 2 anos.
Citação: ÁRVORES BRASILEIRAS, HARRI LORENZI, VOLUME I



Fiz esta foto para mostrar o colorido do Timbó no verde da Mata. Cada época do ano um colorido diferente, tendo como pano de fundo sempre o verde. Gosto até do tom da Embaúba, quando vou para a Mata Atlântica, o verde claro da parte inferior das folhas; que dá um efeito especial nas cores da floresta



ÁRVORES DE ARCEBURGO - NUMERO 18

JARDIM DOS BEIJA-FLORES - PLANTA NUMERO 17

PLANTA APÍCOLA - NUMERO 5






quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

Vespa amassa-barro

Sceliphron fistularium



Esta foto é de minha autoria e aparece na pesquisa Google.


Esta linda amiguinha, se instalou na minha varanda, da minha rede pude contemplar esta maravilha, lidando com o barro molhado, fazendo o passo-a-passo, onde surgirão novas crias. Lá dentro deixará alguma aranhas, para servir de primeiro alimentar, ao que virá.


Local onde a Vespa esta construindo sua casinha. Em um ramo verde, da Trepadeira Sapatinho-de-judia, na parte alta.

Identificação:
www.insetologia.com.br

Vespas/Marimbondos de Arceburgo-MG - Numero 2






terça-feira, 2 de dezembro de 2014

Billbergia alfonsi-joannis

Nomes populares: Poço-de-Jacó, gravatá, monjola e Bromélia.

Billbergia alfonsi-joannis


Bromélias Nativas de Arceburgo-MG.

Plantas que atraem beija-flores.

Resgate.


Flora brasileira ameaçada

A flora brasileira é uma das que tem a maior diversidade do mundo, mas apesar disso é muito mal explorada, ocasionando condições desfavoráveis à sobrevivência de muitas espécies, quer pelo mau gerenciamento, quer pela exploração excessiva, ou ainda pela degradação ambiental, o que tem levado a uma substancial lista de espécies ameaçadas de extinção.

Portaria IBAMA Nº 37-N, de 03 de abril de 1992
O Presidente do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis – IBAMA, no uso das atribuições
que lhe são conferidas pela Lei nº 7.735, de 22 de fevereiro de 1989, alterada pela Lei nº 7.804/89 e 7.951/89 e tendo em vista
o Decreto nº 78 de 05/04/91 que aprova a Estrutura Regimental do IBAMA, resolve:
Art. 1º Reconhecer como Lista Oficial de Espécies da Flora Brasileira Ameaçada de Extinção, a seguinte relação:
Art. 2º A presença de determinada espécie na Lista Ofícial de Espécies da Flora Brasileira Ameaçada de Extinção, implica
dizer que todas as suas subespécies - se existirem – estão ameaçadas.
Lista Oficial da Flora Ameaçada de Extinção
Classificação Taxonômica das espécies de plantas ameaçadas de extinção no País, Portaria IBAMA Nº 37-N, de 03 de abril de
1992, de acordo com o Sistema Cronquist (1988):


INSTRUÇÃO NORMATIVA No
 06, DE 23 DE SETEMBRO DE 2008
O MINISTRO DE ESTADO DO MEIO AMBIENTE, no uso de suas atribuições, e tendo
em vista o disposto no art. 27, § 6o
, da Lei no
 10.683, de 28 de maio de 2003, e
Considerando os compromissos assumidos pelo Brasil na Convenção sobre Diversidade
Biológica-CDB, ratificada pelo Decreto Legislativo no
 2, de 8 de fevereiro de 1994 e promulgada pelo
Decreto no
 2.519, de 16 de março de 1998, particularmente aqueles explicitados no art. 7o
, alíneas “b” e
“c”; 8o
, alínea “f”; 9o
, alínea “c”, e 14 e na Convenção sobre o Comércio Internacional das Espécies da
Flora e Fauna Selvagens em Perigo de Extinção-CITES, ratificada pelo Decreto Legislativo no
 54, de 24
de junho de 1975 e promulgada pelo Decreto no
 92.446, de 7 de março de 1986;
Considerando o disposto nas Leis nos 4.771, de 15 de setembro de 1965, 9.605, de 12 de
fevereiro de 1998 e 11.428, de 22 de dezembro de 2006 e no Decreto no
 3.179, de 21 de setembro de
1999;


Billbergia alfonsijoannis Reitz LC

Data: 04-04-2012
Criterio:
Avaliador: Miguel d'Avila de Moraes
Revisor: Tainan Messina
​Billbergia alfonsijoannis é endêmica do Brasil e possui distribuição ampla (EOO=243.946,38 km²). A espécie ocorre em áreas de Floresta Ombrófila Densa, Floresta Ombrófila Mista, Floresta Estacional Semidecidual e Afloramentos Rochosos da Mata Atlântica, nos Estados do Espírito Santo, Minas Gerais, Paraná e Santa Catarina. A espécie está protegida por unidades de conservação (SNUC) e foi classificada como "Menos preocupante" (LC).

Especialistas Botânicos: , Andrea Costa, Elton Martinez Carvalho Leme, Leonardo Versieux, Maria das Gra, Rafael Louzada, Rafaela Campostrini Forzza, Raquel Fernandes Monteiro.
Analistas de Dados: Diogo Marcilio Judice, Eduardo Pinheiro Fernandez, Rafael Augusto Xavier Borges, Thiago Serrano de Almeida Penedo.
Analistas SIG: Nina Pougy Monteiro.



















Dados Espaciais

Endêmica do Brasil
Espécie endêmica do Brasil, de ocorrência em Cerrado e Mata Atlântica, nos Estados de Minas Gerais, Espírito Santo, Paraná e Santa Catarina (Forzza et al, 2010; Martinelli et al, 2008).
Extensão de ocorrência243.946,380km²
Área de ocupação56km²
AltitudeEntre 600m e 1100m


Dados ecologicos

Forma de Vida; Herbácea
Domínios fitogeograficosMata Atlântica
FitofisionomiasFloresta Ombrófila Densa, Floresta Ombrófila Mista, Floresta Estacional Semidecidual e Afloramentos Rochosos (Martinelli et al, 2009). Espécie ocorrente no interior das florestas da Serra Geral, no alto Vale do Itajaí (Reitz, 1983).

Ações de conservação

4.4 Protected areas
Situação: Em andamento
Observações: Ocorre no P.E. Ibitipoca, Lima Duarte - MG (Lima, 2008).

Usos

Ornamental
Observações: Considerada a bromélia mais ornamental de Santa Catarina, é cultivada pelos bromeliógos do estado e de outros lugares do país (Reitz, 1983).

Bibliografia

  • KLEIN, R. M. Espécies raras ou ameaçadas de extinção do estado de Santa Catarina. IBGE, Diretoria de Geociências, 1990. 287 p.
  • FORZZA, R.C.; COSTA, A.; SIQUEIRA FILHO, J.A.; MARTINELLI, G. Bromeliaceae in Lista de Espécies da Flora do Brasil. Jardim Botânico do Rio de Janeiro. Disponivel em: <http://floradobrasil.jbrj.gov.br/2010/FB005921>.
  • MARTINELLI, G.; VIEIRA, C. M.; GONZALEZ, M. ET AL. Bromeliaceae da Mata Atlântica Brasileira: Lista de Espécies, Distribuição e Conservação, Rodriguésia, Rio de Janeiro, v.59, 2008.
  • REITZ, R. Bromeliáceas e a Malária - Bromélia Endêmica. 1983. 808 p.
  • THAIS TRINDADE DE LIMA. Bromeliaceae da Serra da Mantiqueira: Distribuição Geografica e Conservação. Dissertação de Mestrado. São Paulo: Instituto de Botânica da Secretaria de Estado do Meio Ambiente, 2008.
  • KLEIN, R.M. Ecologia da flora e vegetação do Vale do Iajaí. Sellowia, v. 31, 1979.
  • MARTINELLI, G.; VIEIRA, C. M.; LEITMAN, P. ET ALSTEHMANN, J. R.; FORZZA, R. C.; SALINO, A. ET AL. Bromeliaceae. 2009. 186 p.
  • MINISTÉRIO DO MEIO AMBIENTE. Instrução Normativa n. 6, de 23 de setembro de 2008. Espécies da flora brasileira ameaçadas de extinção e com deficiência de dados, Diário Oficial [da] República Federativa do Brasil, Poder Executivo, Brasília, DF, 24 set. 2008. Seção 1, p.75-83, 2008.
Citação:


  1. BROMELIACEAE Billbergia alfonsijoannis Reitz - CNCFlora

    cncflora.jbrj.gov.br/plataforma2/book/pub.php?id=5921

    Data: 04-04-2012. Criterio: Avaliador: Miguel d'Avila de Moraes. Revisor: Tainan Messina. ​Billbergia alfonsijoannis é endêmica do Brasil e possui distribuição ..

Identificação:
Boa tarde, Ademir.
Segundo o consultor Valerio Romahn, essa bromélia é um Billbergia alfonsi-joannis.
É nativa da costa brasileira e pode ser encontrada entre o Espírito Santo e Santa Catarina.
Atenciosmente,
Equipe Natureza

Bromélias de Arceburgo-MG - Numero 2
Plantas que atraem Beija-flores - 16

-A sequência de fotos são de minha autoria, feitas aqui em Arceburgo-MG, no Sitio do Tonho Mineiro.
-Nota-se o beija-flor tesoura. Que esta ao lado da planta, vigiando seu território de alimentação, e volta e meia vai lá sugar o néctar.
Nota-se nas duas portarias do Ibama de 1.998. e 2002, na Bromélia na lista das especies ameaçadas, por aqui vi ela em dois sítios. Aqui no do Tonho Mineiro e na Ponte Preta do Tuniquinho Terra.
-Coordenadas geográficas do lugar:
S 21º 18' 44.48", W 46º 58' 14.59"