domingo, 5 de julho de 2015

Papagaio-de-peito-roxo

Parque Nacional das Araucárias


Papagaio-de-peito-roxo

Amazona vinacea

(Kuhl,1820)

Parte 1


Nota do Blog
Conheci  a Vanessa Kanaan, no Avistar deste ano. Logo após minha palestra, tive o prazer de conhecer o trabalho sobre a preservação de mais uma ave brasileira, ameaçada de extinção. Um trabalho, perfeito, que envolve toda comunidade. Educação ambiental, em trabalho de campo, dentro da área urbana, escolas,emissora de radio... estarei divulgando com frequência. Este é a parte 1, outros virão, sempre com o intuito de mostrar  o que esta dando certo, e para que sirva de fonte de inspiração para projetos similares, aqui no Brasil e no exterior, onde o Blog atinge ou seja mais de 100 países. Parabéns a toda equipe. Estão preservando o Papagaio-de-peito-roxo e as Araucárias ao mesmo tempo. Perfeito.
Obrigado  Vanessa, pela colaboração, para esta postagem. Outras virão.

Reintrodução do Papagaio-de-peito-roxo no Parque Nacional das Araucárias

No passado, era comum avistar grupos de papagaios-de-peito-roxo sobrevoando as matas do Parque Nacional das Araucárias, SC. Porém, as ações humanas, como desmatamento e captura de animais para o comércio ilegal, reduziram drasticamente o número dessas aves, que levou à extinção da espécie no local.

Com o intuito de mudar esta realidade, foi iniciado em 2010 o projeto de reintrodução da espécie no parque, oferecendo suporte necessário para a formação de uma população viável à longo prazo. Até o momento, 76 papagaios já foram soltos no local, sendo 13 em Janeiro de 2011, 30 em Setembro de 2012 e 33 em Junho de 2015. Todas as aves passam por um rigoroso processo de reabilitação, que incluem exames clínicos e laboratoriais, além de treinamentos comportamentais que os preparam para a vida na natureza. Após um período de ambientação no parque, os papagaios são soltos e monitorados mensalmente pela equipe do projeto e por membros da comunidade. Para informações técnicas sobre o projeto, confira as publicações. Você também pode acompanhar o nosso dia-a-dia em nossa página no facebook.com/espacosilvestre. 

A educação ambiental também é parte de nossas ações. Atendemos todas as comunidades rurais no entorno do parque e diversos municípios no estado de Santa Catarina. O projeto de geração de trabalho e renda para a comunidade local segue o modelo de economia verde, gerando o desenvolvimento econômico, inclusão social e conservação de espécies ameaçadas.


Parque Nacional das Araucárias - SC

O Parque Nacional das Araucárias é uma Unidade de Conservação (UC) criada em 2005 e como tal tem como objetivo principal a preservação de remanescentes de florestas e de toda a biodiversidade ali existente, ajudando a manter a qualidade de importantes corpos hídricos, como o Rio Chapecó, Chapecozinho, do Mato e Caratuva. 

O parque fica localizado nos municípios de Passos Maia e Ponte Serrada, SC, com uma área de 12.841 hectares. Seu nome remete à floresta de araucárias lá existente, sendo que a espécie predominante, a araucária, integra a lista de espécies da flora brasileira ameaçadas de extinção. Outras plantas ameaçadas também estão presentes no parque, como o xaxim e a imbuia.

Diversas espécies animais podem ser encontradas no parque, entre elas várias ameaçadas e algumas que se encontram com população reduzida como o bugio (Alouatta guariba clamitans), o gato-do-mato-pequeno (Leopardus tigrinus), o puma (Puma concolor), o veado-poca (Mazama nana), a jaguatirica (Leopardus pardalis). 

No entorno do parque existem comunidades rurais que desenvolvem atividades agrícolas, a maioria focada na agricultura familiar. Observa-se a monocultura de espécies florestais exóticas, como o Pinus e o Eucalipto, tanto por pequenos produtores como por grandes indústrias. Também no entorno do parque pode-se observar barramentos dos rios para produção de energia hidrelétrica (PCHs).

O Parque Nacional das Araucárias ainda está em fase inicial de desapropriação das áreas em seu interior, e por isso ainda não existe previsão de abertura para uso público, embora ocorram atividades de educação ambiental e pesquisa científica. 

O parque também dispõe de um conselho consultivo, formado por instituições públicas e sociedade civil local (prefeituras, órgãos ambientais, associações, ONGs e sindicatos, entre outros), que colabora na gestão da unidade.

Importantes pesquisas científicas têm sido desenvolvidas neste Parque Nacional. Uma delas é o projeto de reintrodução do papagaio-de-peito-roxo (Amazona vinacea). Trata-se de uma espécie que ocorria na região, mas foi extinta dentro do parque e que agora tem uma oportunidade de povoar novamente essa floresta protegida. Outras pesquisas importantes são as que envolvem diversas espécies exóticas invasoras, como a rã-touro (Lithobates catesbeianus) e o javali (Sus scrofa). Essas espécies, que não são nativas da região, assim como os pínus e eucaliptos, causam diversos problemas ambientais e econômicos, devendo ser retiradas da área do parque para que não interfiram mais na biota nativa.

As principais vias de acesso para quem se desloca partindo da capital do Estado, vindo do litoral, são as BR-282 e BR-470. A BR-153 também é um acesso importante para que vem de outras regiões.O aeroporto localizado no município de Chapecó é o mais próximo do Parque Nacional das Araucárias, distante aproximadamente 100 km.

Para saber mais sobre o Parque Nacional das Araucárias, SC, e ter acesso ao Plano de Manejo, mapas interativos e outras informações, clique aqui. Veja também o termo de apoio do parque ao projeto



Vanessa Kanaan, PhD
Diretora técnica 



É pós- doutora em Ecologia pela Universidade Federal de Santa Catarina (2012), doutora em Ciências Animais pela Purdue University, USA (2008) e Psicóloga e Bióloga pela Campbellsville University, EUA (2002). Especializada em Etologia, Bem-Estar animal e Conservação, atuando principalmente nos seguintes temas: reabilitação, soltura e monitoramento de animais silvestres; comportamento social, condicionamento e enriquecimento ambiental. Idealizadora, responsável técnica e coordenadora do projeto de reintrodução do papagaio-de-peito-roxo (Amazona vinacea) no Parque Nacional das Araucárias, SC e diretora técnica do Instituto Espaço Silvestre.



Vanessa Tavares Kanaan e Élen Soares
Hoje os roxinhos receberam anilhas de soltura do Cemave Icmbio. Cada ave poderá ser identificada por anilhas, microchip e rádios-colares! Rumo à terceira soltura! 

Educação Ambiental

O programa de educação ambiental foi criado para atender a população residente do entorno do parque com o objetivo de educá-los sobre a importância do papagaio-de-peito-roxo para a região , as principais ameaças que sofre por conta das ações humanas e do projeto como um todo.

Além de visitas às propriedades, palestras são ministradas mensalmente em escolas e empresas em mais de 15 comunidades rurais em Passos Maia e Ponte Serrada. Atendemos também diversos municípios no estado de Santa Catarina.

Uma campanha de proteção ao papagaio-de-peito-roxo também foi iniciada com a distribuição de panfletos explicativos, histórias em quadrinho e adesivos. 

Alguns papagaios que visitam áreas próximas às comunidades, se tornaram embaixadores do projeto, permitindo que os moradores visualizem as aves e demonstra a importância do programa para o sucesso do projeto. A espécie, que foi extinta do local devido às ações humanas, hoje é protegida pelos moradores.







quinta-feira, 25 de junho de 2015

Barba-de-velho

Tillandsia usneoides (L.) L.

Angiospermae - Bromeliaceae


Nomes populares - Barba-de-velho, spanish-moss

Epífita, crescendo pendente de árvores em galhos acima de 8 m de altura, desprovido de raízes. Folhas verdes com denso indumento cinéreo, filiformes.

Flores verdoengas, muito reduzidas, sendo quase imperceptíveis. Fruto capsula cilíndrica.


Originaria das Américas tropical e subtropical, esta difere muito na forma de crescimento das outras bromélias. Suas folhas muito finas e extremamente alongadas formam extensos fios , os quais são completamente desprovidos de raízes quando o individuo é adulto. Tais fios caem entrelaçados dos galhos altos das árvores em locais ensolarados e onde exista umidade disponível no ar.


Ocorre em abundancia devido ao seu método de proliferação, pedaços das folhas espalhadas e quebradas pelo vento se entrelaçam em outros galhos e a partir dai crescem. Esta espécie é tão especializada a esse tipo de hábito, que sua queda no chão representa sua morte. Tolera geadas e corre também em todo sul do país.

Citação - As Plantas Topicais de R. Burle Marx - Harri Lorenzi, Luiz Emygdio de Mello Filho.


Nota do Blog - Esta sequencia de fotos são de minha autoria, feitas no quintal de minha casa. Na primeira foto nota-se que fiz uma cortina dela, que enrolei em uma mangueira preta de plastico com aspersores. Estes aspersores são para molhar a Bromélia, ao mesmo tempo as plantas do entorno, banho das aves (olha o Beija-flor-tesoura)
 Deixei o aspersor ligado para se ter noção da beleza da planta com ele ligado, local de paz, meditação, observação de aves, sol filtrado pelos raios solares, em meio troncos, ramos das  plantas. Por aqui gosto de fazer minhas orações e Louvar a Deus.
Ia esquecendo algumas aves, usam os os raminhos para fazerem seus ninhos. Perfeito.

Bromélias de Arceburgo-MG - Numero 4


Foto de Sérgio Bordignon
Feita em RS, Santo Antonio da Patrulha, Campestre

Inclui esta foto, para mostrar a planta em seu estado nativo






quarta-feira, 10 de junho de 2015

Cipó- tapiá

Camptosema grandiflorum Benth.




Sin.: Camptosema spectabilis (Tul.) Burkart

Angiospermae - Familia Leguminosae-Papilionoideae

Nomes populares - Cipó-tapiá, cipó-tapé, cuitelo, farinha-do-campo.

Trepadeira volúvel, muito ramificada, vigorosa e florífera, nativa do Brasil, com folhagem densa. Folhas compostas com três folíolos ovalados, grandes, de cor verde-escura.

Inflorescências axilares, muito longas, pendentes, com flores vistosas, vermelhas ou róseas, formadas no outono-inverno.

Nativa na beira de matas ao longo de estradas 
Foto que fiz na beira da rodovia, vindo de Passos-Mg para Arceburgo-MG. Aqui é Pratápolis-MG, região de Cerrado, com Coordenadas geográficas S 20º 51' 8.32", W 46º 52' 55.02". Vi muito dela nesta região. 

Em São Paulo, fu visitar o Jardim Botânico, na entrada tem um lindo pergolado, com o Cipó-tapiá. Dai pensei, quando tiver um espaço farei isto na minha cidade. Ai está,com alguma semelhança, a foto é antiga, e a planta tomou conta dele todo, e esta pendente em todo as laterais com lindas flores.

e ao ser cultivada necessita de apoio ou arrimo, representado por caramanchões e pérgolas, cercas e muros que permitem a apreciação de cachos de flores pendentes. Tolerante a geadas e a baixas temperaturas. As flores são muito visitadas por beija-flores.


Veja o beija-flor visitando-a, na planta do caramanchão que mencionei acima


Multiplica-se por sementes ou também com facilidade por alporquia e com maior dificuldade por estacas.
Citação- Plantas ornamentais no Brasil- Harri Lorenzi - Hermes Moreira de Souza.

Jardim dos Beija-flores - Planta numero 19

Plantas ornamentais    - Planta numero 4

Trepadeiras - Planta numero 1

quarta-feira, 27 de maio de 2015

Russélias do muro do campo da A.A.A.

PRAÇAS E AREAS VERDES DE ARCEBURGO-MG.

AREA VERDE DESTE PROJETO 260 m²


ANTES

A lateral do campo da Associação Atlética Arceburguense, era igual a própria foto do antes mostra. Alguns moradores até com boa intenção, cultivavam alguns tipos de hortaliças ali. Porém eram cercados por estrados velhos, pedaços de madeira, colocados de qualquer maneira, arame farpado, pondo em risco as crianças que por ali brincavam, etc. Fui conversando um a um com eles e convencendo-os a fazer do local um Jardim para Beija-flores, e disse caso eles quisessem, continuar com a horta, nós cederíamos espaço na Secretária de Meio, que era perto, e com espaço para cultivar as hortaliças, enfim...nasceu mais um espaço para os beija-flores,com muita história para contar.
-Ótimo local para observadores de aves.
-Cinco especies já avistei por lá, mas acredito que seja um numero maior.
-O visual é bonito, russélias de duas cores, florescendo quase que o ano todo.
-Várias matérias  de TV, já foram feitas ali.

DEPOIS

Planta utililizada:

Russélia

Russelia equisetiformis Schltdl.& Cham.

Sin. Russelia juncea Zucc.
Angiospermae - Família Scrophulariaceae

O espaço é 130 x 2 mts.
Plantamos  200 mudas, que tem 4.000 ramos, então termos em torno de 96.000 flores tubulares, a disposição dos nossos amiguinhos beija-flores.  É um número razoável.

OBSERVAÇÃO DE AVES

Recebemos a visita do amigo, e observador de aves, Emerson Rodrigues, que veio de Batatais-SP, nos visitar. Vejam na foto o beija-flor, no galho da russélia, enquanto ele fazia suas fotos.



Assunto(s): Ave
Sexo: Macho
Idade: Adulto


Local de Observação
Paredão do Campo de Futebol - Arceburgo/MG
Feita em: 08/05/2012
Publicada em: 09/05/2012
Câmera: NIKON D90
Observação do autor: Quero dedicar a foto 500 no wikiaves ao amigo Ademir Carosia, que com seu projeto de paisagismo na vizinha cidade de Arceburgo, tem criado um habitat especialmente adequado para os beija-flores.
Ao entardecer, haviam pelo menos 5 aves libando néctar nestas pequenas flores, brancas e vermelhas, permitindo boa aproximação para as fotos.

Aqui informações, que estão no WIKAVES, do amigo Hernán Piñón Arias, que também esteve aqui, fazendo suas fotos, leiam a observação dele. Obrigado amigo


Várias matérias foram feitas aqui, nesta especificamente, enquanto a repórter Aline Bertoli, fazia sua matéria um beija-flor, ficou voando ao seu lado.


Estas fotos são de minha autoria, feitas no local


ÁREA VERDE ANTERIOR..............  43.079 m²

ÁREA VERDE DESTE PROJETO......   260 m²

TOTAL........................................... 43.339 m²


PRAÇAS E ÁREAS VERDES DE ARCEBURGO - NUMERO 11

segunda-feira, 25 de maio de 2015

Japacanim (Donacobius atricapilla), cantando, em Arceburgo-MG.

Dia 24.05.2015, as 11.30 horas da manhã. Suponho ser o casal. Região brejosa. Fique muito tempo admirando esta beleza da Natureza, que compartilho, com os amigos do Blog.



quarta-feira, 20 de maio de 2015

Dynamine tithia

Dynamine tithia



A lagarta é verde, bem pequena e apresentas cerdas, contudo não é urticante.

Sua planta alimento são trepadeiras urticantes do gênero Dalechampia sp onde as lagartas se alojam e se alimentam do botão floral.

Citação: Texto acima e identificação da especie, feitos do amigo João Angelo Cerignoni - Tecnico do Departamento de Entomologia e Acarologia da Esalq/USP - Piracicaba-SP
Autor do livro Borboletas.


Tithian Sailor

Dynamine tithia (Hübner, 1823)
Família: Nymphalidae
Identificação: Masculino é iridescente azul esverdeado acima, enquanto no sexo feminino é azul esverdeado com mancha branca perto do canto inferior da asa anterior. Abaixo da asa posterior é branca acetinada com linhas marrom-avermelhadas.
Subfamília: Biblidinae
Envergadura: 1 1/8 - 1 5/16 polegadas (2,9-3,3 cm).
História de vida: Desconhecido. Flight: durante todo o ano nos trópicos.
Food Adulto: excrementos de pássaros, os fluxos de seiva, e os frutos fermentados.
Hosts Caterpillar: Provavelmente espécies Deschampia em família Euphorbia. Habitat: As florestas tropicais.
Range: Columbia e Venezuela para o sul para Argentina e Paraguai. Um espécime marcado Brewster County, Texas está na coleção Inquérito Natural Illinois. Parece muito pouco provável que esta borboleta poderia ter se desviado para o Texas, mas não há prova contrária.
Conservação: Não é necessário para stray raro. NCGR: G5 - comprovadamente seguro globalmente, embora possa ser bastante raro em partes de sua escala, especialmente na periferia. Gestão de Necessidades: Nenhum relatado.
Taxonomia Notas:



Algumas borboletas se alimentam do néctar das flores, outras de suco das frutas e outras sugam barro.
Existem no mundo provavelmente 30.000 borboletas e mais de 150.000 mariposas, existentes no mundo.
Citação Criação de Borboletas - CP- Prof.. Prof. Osmar Salles


Nota do Blog

Esta sequências de fotos são de minha autoria. Projeto Borboleta,criamos com a ideia de um Borboletário ao céu aberto, e deu certo. com plantas quem as alimentassem na fase adulta,e na fase de lagarta.

Coordenadas Geográficas do local das fotos das borboletas

S 21º 20' 56.08", W 46º 54' 48.92"

Para saber mais sobre Borboletas, vá em pesquisar e digite o que procura.
Borboletas que já falamos sobre elas no Blog:
Eunica bechina
Dryas iulia
Junonia evarete
Danaus plexippus
Estaladeira
Siproeta stelenes
Atyria dichroides
Dynamine tithia


Dedico esta postagem para Aloma Carvalho, de São Paulo, Bamboo Editorial. Por me ajudar a voltar a sonhar. Até com sonhos que não tinha imaginado. Obrigado amiga.


Aqui alunos da Rede Escolar de Mococa-SP, visitam o Projeto Borboleta. Ao lado canteiro que alimenta elas na fase adulta, Vejam as folhas da Árvore Nativa Embaúba, que é planta hospedeira de algumas Borboletas.

Borboletas de Arceburgo -numero 8

domingo, 10 de maio de 2015

Cigarra-do-coqueiro

Tiaris fuliginosus (Wied, 1830)
11,5 cm



MACHO - ADULTO - CANTANDO

Rara, de ocorrência em capoeirinhas, capinzais, campo sujo e borda de mata; poucos registros (talvez passe despercebida). Bico preto, com base rósea no macho, amarelada na fêmea. Macho preto fuliginoso, cinza por baixo. fêmea marrom-olivácea  por cima, parda por baixo, meio da barriga branco. Compare o macho com o tiziu, preto mais luzidio. Fêmea difícil de identificar se sozinha, mas geral junto com o macho; compare com a cigarra parda. Em casal ou grupinhos, fica no solo ou em baixa altura, muitas vezes com os papa-capins; frequenta taquarais em frutificação. Canto fino, uma sequencia sonora de notas muito agudas, dissonantes, "scrirililili".
Citação: Aves do Brasil - Pantanal & Cerrado - John A. Gwynne, Robert S. Ridgely - Guy Tudor - Martha Argel.



MACHO - ADULTO

A cigarra-do-coqueiro é uma ave passeriforme da família Thraupidae.

Seu nome significa: do (grego) tiaris = tiara; e do (latim) fuliginosa, fuliginosus, fuligo, fuliginis = esfumaçado, fuliginoso, com fuligem, cor de fuligem. ⇒ (Ave) com tiara cor de fuligem ou (pássaro) cor de fuligem com tiara.
Também conhecida como cigarra-preta, cigarrinha-do-coqueiro e trigolino. Vive à beira da mata, brejos, jardins e capinzais.
Alimentação
Granívoro. Alimenta-se de frutos da taquara, Merotachys sp ("arroz-de taquara").


Reprodução


Cada ninhada geralmente tem entre 2 e 3 ovos, tendo de 2 a 4 ninhadas por temporada. Os filhotes nascem após 13 dias. Faz na ramagem um ninho esférico com entrada lateral; consta que às vezes constrói uma segunda entrada falsa, obstruída e mais visível que a primeira, aparentemente uma adaptação contra predadores.

Distribuição Geográfica

Pernambuco ao Paraná, Minas Gerais e Mato Grosso. Há registros recentes no DF e em Goiás .
Citação:
Wikiaves

Referências

Nota do Blog:
Esta ave é rara, e difícil de se avistar. Fiz a foto deste macho aqui em Arceburgo-MG, da fêmea ainda não consegui.
Para se ter uma ideia da dificuldade de se fotografar.
No Wikiaves, as fotos feitas no Brasil inteiro somam 545, e em Minas Gerais nos seus 853 municípios, tem apenas 156 registros.
Bioma de Arceburgo-MG Mata Atlântica,fotos feitas na Fazenda da Grama em 07.01.2014.

AVES DE ARCEBURGO - NUMERO 20