terça-feira, 25 de agosto de 2015

Manga

Mangifera indica L.



Angiospermae - Anacardiaceae

Caracteristicas - a mangueira é uma frutífera exótica, originária da Índia e Burma, onde foi trazida ao Brasil pelos portugueses no século XVI e hoje uma das mais cultivadas nas regiões tropicais do país, havendo quase uma centena  de cultivares ou formas em cultivo. É uma árvore frondosa e perinifolia, de 8-18 m de altura, podendo chegar a 40 m quando não enxertada como sucede na arborização urbana de Belém - PA. Folhas aromáticas, subcoriáceas, de 12-38 cm de comprimento. Flores masculinas e andróginas na mesma inflorescência, formadas no inverno. Fruto do tipo drupa, de peso variável de menos de 100 g a mais de 1 kg, amadurecendo de novembro a fevereiro; polpa suculenta e variavelmente fibrosa, de sabor doce-acidulada.


Utilidades - os frutos são consumidos in natura, podendo, serem industrializados.


O jeito gostoso de chupar uma manga. Se lambuzando todo, igual meu afilhado Kainã esta fazendo, na cozinha de minha casa.


Multiplicação - propaga-se por sementes, mas deve ser feita enxertia.

Citação - FRUTAS BRASILEIRAS e Exóticas Cultivadas(de consumo in natura)
Harri Lorenzi, Luis Bacher, Marco Lacerda, Sergio Sartori.


Crônica
No livro da citação, a manga que postei aqui é tratada de "Espada", nós aqui conhecemos como manga comum.
Esta fruta juntamente com jabuticaba, goiaba, marcou minha infância, e de meus amigos.
Nesta época (inverno) elas estão com flores, no final do ano elas se enchem de frutos.
Como me lembro das chuvas neste período, eu ficava debaixo da mangueira esperando que o vento derrubasse aquelas mangas que ficavam lá no alto e eram as "foguinhas", este o nome que dávamos a elas, as mais madurinhas.
Recordo da boca toda lambuzada, e os fiapos de manga nos dentes.
Ainda hoje repito o ritual e vou para as roças,chupar mangas la debaixo da mangueira.
Gosto de sentir o sabor de todas, comer as verdes com sal, as meia maduras, as bem maduras. A mangueira que visito todo ano é do Tonho Miguel, minhas filhas, quando pequenas, enquanto apanhávamos as mangas, brincavam nos galhos mais baixos dela.
Vem na memória os doces que minha mãe fazia de manga verde, da manga "Espada", que delicia, meio azedinho...saudades.
Aqui em Arceburgo-MG, tem um local conhecido por "100 mangueiras", onde alguém no passado plantou 100, isto mesmo. Que alma generosa, quem fez este plantio. Quantas crianças se deliciaram destes frutos, aves...
A mangueira é um planta exótica, mas esta tão inserida no nosso dia-a-dia, que parece ser nativa, bem brasileira.
 
Árvores de Arceburgo - Numero 20

Frutas de Arceburgo - Numero 8 

Planta apícola - Numero 7
Em geral, as abelhas não visitam a flor da mangueira para a coleta do néctar e do pólen. No entanto, do fruto maduro que cai ao chão e se arrebenta elas normalmente colhem o exsudado para levar para a colmeia e elaborar o mel. Contudo, a origem da cor da cera do favo está associada ao tipo de pólen que a abelha coleta em floradas apícolas, podendo gerar tons mais claros.

CONSULTOR: ADEMILSON ESPENCER EGEA SOARES, professor do departamento de genética da FMRP (Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto), da USP (Universidade de São Paulo), Av. Bandeirantes, 3900, CEP 14049-900, Ribeirão Preto (SP), tel. (16) 3602-3155, http://www.fmrp.usp.br/   

domingo, 16 de agosto de 2015

Mapeamento das Abelhas Indígenas sem ferrão de Arceburgo-MG - Ponto 2 -

Colégio Arceburguense
Ponto Número 2
Rua Presidente Vargas


Mandaguari
(Scaptotrigona postica)

 Este enxame esta instalado, em uma árvore  Sibipiruna, na arborização urbana, na calçada do Colégio Arceburguense, na rua Presidente Vargas, há uma altura de 3 metros do solo. É uma árvore alta,adulta com mais ou menos 30 anos. As abelhas se instalaram em várias árvores destas na cidade,pena que estão sendo cortadas.

Coordenadas geográficas do lugar.

S 21º 21' 54.54", W 46º 56' 26.30"
Bioma: Mata Atlântica


Local onde estão  instaladas, observem duas entradas. Aqui são dois enxames.


Já tinha pensando em fazer isto quando estava a frente da Secretaria de Meio Ambiente. Inicio agora mais um trabalho voluntário meu, em prol da Natureza. Mapeamento das abelhas indígenas sem ferrão na Natureza. Este trabalho que servirá para estudos do alunos de Arceburgo-MG, para o Estado de Minas Gerais e para o Brasil, num todo.
Já faço isto com Beija-flores, aves em geral, árvores, flores, borboletas, bromélias...além de publicar no Blog, também estão nas redes sociais.

Agradeço ao Felipe Tirelli, e ao Grupo MELIPONICULTURA- ABELHAS SEM FERRÃO, na identificação da espécie.

Agora em Arceburgo-MG, já são dois pontos e duas espécies, porém são três enxames, já que nesta árvore tem dois.


Ação em prol das abelhas
Voluntariado


terça-feira, 11 de agosto de 2015

Caburé ( Glaucidium brasilianum) cantando em Arceburgo-MG.





Caburé
Glaucidium brasilianum 
 
 Fiz este vídeo ontem em uma fazenda de amigos, aqui. Me disseram que ele canta de noite e de dia.. Que canta a noite inteira, e que faz uns 10 anos que ouvem ele...será o mesmo?

AVES DE ARCEBURGO-MG



domingo, 9 de agosto de 2015

Cachoeira dos Escravos

São Sebastião do Paraíso - Minas Gerais
Estância Lobo da Montanha.


Tive o prazer de conhecer esta linda cachoeira,agora no final das férias de julho. Como era fim de temporada, não tinha ninguém. Descanso dos funcionários e da proprietária Rute, que me tratou com muita atenção, peculiaridade de nós mineiros, uai. Após caminhar por uma linda trilha, de mato bem preservado, pisando nas folhas secas...até lembrei da musica do Padre Zezinho, Quietude que diz:
Foi quando as folhas farfalham numa algazarra sem par, foi quando as aves a tagarelar
vão procurar seu abrigo.
Foi quando a tarde se esconde
lá no outro lado do mar,
que eu comecei, de repente, a chorar,
e me tornei Teu amigo.


dai cheguei a esta cachoeira, ela não é grande não, mas um lugar mágico, com fartura de agua, nesta época, sem chuvas. Pássaros, bromélias, paredão rochoso, um lugar encantador. 



Pude ouvir o barulho das aguas...


A beleza das bromélias, da vegetação, longe do barulho das cidades.


CACHOEIRAS DE MINAS GERAIS - NUMERO 4

CACHOEIRAS DE S.S.DO PARAÍSO - NUMERO 1

CACHOEIRAS DO BRASIL -NUMERO 4

sábado, 25 de julho de 2015

Tiê-do-mato-grosso ave rara em Minas Gerais é fotografada em Arceburgo-MG.

Tiê-do-mato-grosso
Habia Rubica  (Vieillot, 1817)

Familia: Cardinalidae
Ridgway, 1901



 Fotografei esta ave, aqui em Arceburgo-MG. Difícil de se fotografar, ela fica voando de galho em galho, exibindo sua beleza. Nota-se que é bem rara ou escassa no nosso Estado de Minas Gerais. No Wikiaves consta somente 43 registros dela, sendo que algumas cidade tem mais registro. Portanto ela  foi fotografada, por observadores do Wikiaves, somente em 14 cidades de Minas Gerais.
Notei que ela foi fotografada  aqui em Guaranésia, cidade que faz divisa conosco. Também foi fotografada em São Sebastião do Paraíso, cidade próxima daqui pela amiga Aline Patricia Horikawa.












quinta-feira, 23 de julho de 2015

Aves do cerrado

Reserva Rio das Furnas
SPVS
Catalogo


O catalogo que ganhei da amiga Aline Patricia Horikawa.

Apoio Institucional Sociedade de Pesquisa em Vida Selvagem e Educação Ambiental
Fontes:Helmuth Sick  - Revisão Bibliografica Gabriel Giovanka - Revisão Cientifica  Vitor de Q.Piancentini -Museu de Zoologia USP
Fotos gentilmente cedidas por - Aline Patricia - Edson Endrigo - Guilherme Freitas - Jarbas Mattos -  João Quental - Margi Moss -Ricardo Mendes.
Design Renato Rizzaro - Santa Catarina -  Brasil -
www.riodasfurnas.org.br

Primeira Edição 2015


Foto de Aline Patricia Horikawaque consta no catalogo, do Petrim - Synallaxis frontalis.


Uma bela ave que consta no catalogo, Uirapuru-laranja - Pipra fasciicauda.


Também esta no catalogo, uma das aves que mais gosto, já tive o prazer de fotografa-lo, no Parque Nacional da Serra da Canastra, Galito - Alectrurus tricolor.

quarta-feira, 22 de julho de 2015

Pimentão e seu Apelo

Pimentão

Saltator fuliginosus



São Sebastião do Paraíso-MG
Vídeo produzido pela amiga Aline Patricia Horikawa, durante nossa observação de aves, ontem.
Até então, nós dois não tínhamos ouvido este tipo de chamado desta ave, somente o canto tradicional. Foi uma surpresa agradável para nós.

segunda-feira, 20 de julho de 2015

Mapeamento das Abelhas Indígenas sem ferrão de Arceburgo-MG - Ponto 1 -

Fazenda Itaguassú
Ponto Número 1


Borá
(Tetragona clavipes)

Este enxame esta alojado em uma árvore Espatódea, há uma altura de 4 metros do solo.
Ponto de GPS
Coordenadas geográficas do local
S 21º 23' 8.85", W 46º 55' 36.73"


Já tinha pensando em fazer isto quando estava a frente da Secretaria de Meio Ambiente. Inicio agora mais um trabalho voluntário meu, em prol da Natureza. Mapeamento das abelhas indígenas sem ferrão na Natureza. Este trabalho que servirá para estudos do alunos de Arceburgo-MG, para o Estado de Minas Gerais e para o Brasil, num todo.
Já faço isto com Beija-flores, aves em geral, árvores, flores, borboletas, bromélias...além de publicar no Blog, também estão nas redes sociais.


Ação em prol das abelhas

63ª Exposição Nacional de Orquídeas de Guaxupé-MG

Considerada uma das maiores do Brasil, a cada melhor.
Aqui algumas das raridades vistas lá.


Dendobrium Smile, Jesu Magalini, Ribeirão Preto. 1° Lugar Ouro, Categoria VI.



1° Lugar-Ouro, Categoria IV. Lymbidium, Dorothy Stockstill, Salto.


Laelia Briegeri, Richard, Limeira.


Pleurotalis Leptotifolia, Lavras-MG.

domingo, 5 de julho de 2015

Papagaio-de-peito-roxo

Parque Nacional das Araucárias


Papagaio-de-peito-roxo

Amazona vinacea

(Kuhl,1820)

Parte 1


Nota do Blog
Conheci  a Vanessa Kanaan, no Avistar deste ano. Logo após minha palestra, tive o prazer de conhecer o trabalho sobre a preservação de mais uma ave brasileira, ameaçada de extinção. Um trabalho, perfeito, que envolve toda comunidade. Educação ambiental, em trabalho de campo, dentro da área urbana, escolas,emissora de radio... estarei divulgando com frequência. Este é a parte 1, outros virão, sempre com o intuito de mostrar  o que esta dando certo, e para que sirva de fonte de inspiração para projetos similares, aqui no Brasil e no exterior, onde o Blog atinge ou seja mais de 100 países. Parabéns a toda equipe. Estão preservando o Papagaio-de-peito-roxo e as Araucárias ao mesmo tempo. Perfeito.
Obrigado  Vanessa, pela colaboração, para esta postagem. Outras virão.

Reintrodução do Papagaio-de-peito-roxo no Parque Nacional das Araucárias

No passado, era comum avistar grupos de papagaios-de-peito-roxo sobrevoando as matas do Parque Nacional das Araucárias, SC. Porém, as ações humanas, como desmatamento e captura de animais para o comércio ilegal, reduziram drasticamente o número dessas aves, que levou à extinção da espécie no local.

Com o intuito de mudar esta realidade, foi iniciado em 2010 o projeto de reintrodução da espécie no parque, oferecendo suporte necessário para a formação de uma população viável à longo prazo. Até o momento, 76 papagaios já foram soltos no local, sendo 13 em Janeiro de 2011, 30 em Setembro de 2012 e 33 em Junho de 2015. Todas as aves passam por um rigoroso processo de reabilitação, que incluem exames clínicos e laboratoriais, além de treinamentos comportamentais que os preparam para a vida na natureza. Após um período de ambientação no parque, os papagaios são soltos e monitorados mensalmente pela equipe do projeto e por membros da comunidade. Para informações técnicas sobre o projeto, confira as publicações. Você também pode acompanhar o nosso dia-a-dia em nossa página no facebook.com/espacosilvestre. 

A educação ambiental também é parte de nossas ações. Atendemos todas as comunidades rurais no entorno do parque e diversos municípios no estado de Santa Catarina. O projeto de geração de trabalho e renda para a comunidade local segue o modelo de economia verde, gerando o desenvolvimento econômico, inclusão social e conservação de espécies ameaçadas.


Parque Nacional das Araucárias - SC

O Parque Nacional das Araucárias é uma Unidade de Conservação (UC) criada em 2005 e como tal tem como objetivo principal a preservação de remanescentes de florestas e de toda a biodiversidade ali existente, ajudando a manter a qualidade de importantes corpos hídricos, como o Rio Chapecó, Chapecozinho, do Mato e Caratuva. 

O parque fica localizado nos municípios de Passos Maia e Ponte Serrada, SC, com uma área de 12.841 hectares. Seu nome remete à floresta de araucárias lá existente, sendo que a espécie predominante, a araucária, integra a lista de espécies da flora brasileira ameaçadas de extinção. Outras plantas ameaçadas também estão presentes no parque, como o xaxim e a imbuia.

Diversas espécies animais podem ser encontradas no parque, entre elas várias ameaçadas e algumas que se encontram com população reduzida como o bugio (Alouatta guariba clamitans), o gato-do-mato-pequeno (Leopardus tigrinus), o puma (Puma concolor), o veado-poca (Mazama nana), a jaguatirica (Leopardus pardalis). 

No entorno do parque existem comunidades rurais que desenvolvem atividades agrícolas, a maioria focada na agricultura familiar. Observa-se a monocultura de espécies florestais exóticas, como o Pinus e o Eucalipto, tanto por pequenos produtores como por grandes indústrias. Também no entorno do parque pode-se observar barramentos dos rios para produção de energia hidrelétrica (PCHs).

O Parque Nacional das Araucárias ainda está em fase inicial de desapropriação das áreas em seu interior, e por isso ainda não existe previsão de abertura para uso público, embora ocorram atividades de educação ambiental e pesquisa científica. 

O parque também dispõe de um conselho consultivo, formado por instituições públicas e sociedade civil local (prefeituras, órgãos ambientais, associações, ONGs e sindicatos, entre outros), que colabora na gestão da unidade.

Importantes pesquisas científicas têm sido desenvolvidas neste Parque Nacional. Uma delas é o projeto de reintrodução do papagaio-de-peito-roxo (Amazona vinacea). Trata-se de uma espécie que ocorria na região, mas foi extinta dentro do parque e que agora tem uma oportunidade de povoar novamente essa floresta protegida. Outras pesquisas importantes são as que envolvem diversas espécies exóticas invasoras, como a rã-touro (Lithobates catesbeianus) e o javali (Sus scrofa). Essas espécies, que não são nativas da região, assim como os pínus e eucaliptos, causam diversos problemas ambientais e econômicos, devendo ser retiradas da área do parque para que não interfiram mais na biota nativa.

As principais vias de acesso para quem se desloca partindo da capital do Estado, vindo do litoral, são as BR-282 e BR-470. A BR-153 também é um acesso importante para que vem de outras regiões.O aeroporto localizado no município de Chapecó é o mais próximo do Parque Nacional das Araucárias, distante aproximadamente 100 km.

Para saber mais sobre o Parque Nacional das Araucárias, SC, e ter acesso ao Plano de Manejo, mapas interativos e outras informações, clique aqui. Veja também o termo de apoio do parque ao projeto



Vanessa Kanaan, PhD
Diretora técnica 



É pós- doutora em Ecologia pela Universidade Federal de Santa Catarina (2012), doutora em Ciências Animais pela Purdue University, USA (2008) e Psicóloga e Bióloga pela Campbellsville University, EUA (2002). Especializada em Etologia, Bem-Estar animal e Conservação, atuando principalmente nos seguintes temas: reabilitação, soltura e monitoramento de animais silvestres; comportamento social, condicionamento e enriquecimento ambiental. Idealizadora, responsável técnica e coordenadora do projeto de reintrodução do papagaio-de-peito-roxo (Amazona vinacea) no Parque Nacional das Araucárias, SC e diretora técnica do Instituto Espaço Silvestre.



Vanessa Tavares Kanaan e Élen Soares
Hoje os roxinhos receberam anilhas de soltura do Cemave Icmbio. Cada ave poderá ser identificada por anilhas, microchip e rádios-colares! Rumo à terceira soltura! 

Educação Ambiental

O programa de educação ambiental foi criado para atender a população residente do entorno do parque com o objetivo de educá-los sobre a importância do papagaio-de-peito-roxo para a região , as principais ameaças que sofre por conta das ações humanas e do projeto como um todo.

Além de visitas às propriedades, palestras são ministradas mensalmente em escolas e empresas em mais de 15 comunidades rurais em Passos Maia e Ponte Serrada. Atendemos também diversos municípios no estado de Santa Catarina.

Uma campanha de proteção ao papagaio-de-peito-roxo também foi iniciada com a distribuição de panfletos explicativos, histórias em quadrinho e adesivos. 

Alguns papagaios que visitam áreas próximas às comunidades, se tornaram embaixadores do projeto, permitindo que os moradores visualizem as aves e demonstra a importância do programa para o sucesso do projeto. A espécie, que foi extinta do local devido às ações humanas, hoje é protegida pelos moradores.