sábado, 16 de outubro de 2021

Tamuatá

Hoplosternum littorale (Hancock, 1828)

Ficha Técnica


Ordem: Siluriformes — Família: Callichthyidae (Calictídeos)

Nomes Comuns: Caborja, Tamoatá — Inglês: Atipa

Distribuição: Ocorre em praticamente toda América do Sul

Tamanho Adulto: 26 cm

Expectativa de Vida: desconhecido

Comportamento: pacífico

pH: 6.0 a 7.6 — Dureza: desconhecido

Temperatura: 18°C a 28°C
Distribuição e habitat

Distribuído em quase toda a América do Sul a leste dos Andes e norte de Buenos Aires, incluindo o rio Orinoco, Trinidad, rios Costeiros das Guianas, bacia Amazônica, rio Paraguai, baixo Paraná e sistemas costeiros do Sul do Brasil (Reis, 1997); alto rio Paraná (Agostinho; Júlio Júnior; Gomes; Bini; Agostinho, 1997).

Ocorre em ambientes extremos, desde condições anóxicas a zonas de águas limitadas por vegetação densa. Relatado sua ocorrência em água ligeiramente salobra.

Descrição

Conhecido no Brasil por inúmeros nomes como Caborja, Camboatá, Curite, Tamboatá, Tamoatá e Tamuatá.

Apresenta corpo fusiforme e coloração pardacenta. Seu corpo é coberto por placas ósseas, semelhante a uma armadura. Cabeça deprimida, sendo o focinho arredondado em vista dorsal. A boca é levemente inferior. O barbilhão superior alcança a base da nadadeira peitoral, o inferior alcança a base da ventral. O opérculo é parcialmente exposto, sendo o interopérculo coberto por pele. Os ossos coracóides são expostos ventralmente. A série súpero-lateral contém 25 a 27 placas e a ínfero-lateral possui 22 a 24.

O tamoatá é uma espécie de grande importância comercial na Venezuela e nas Guianas, e é utilizada como alimento por uma grande parte das populações ribeirinhas do norte do Brasil.

Também chamado popularmente de viramorro no Vale do Paraíba – SP, este peixe de aspecto pré-histórico pode se locomover fora da água por distâncias não muito longas, utilizando-se de movimentos arqueados e da textura “de armadura medieval” de suas escamas; daí o nome viramorro.

Esta espécie apresenta respiração aérea facultativa, sendo parte do intestino médio o órgão acessório para a respiração aérea. A região do intestino onde ocorre a respiração acessória caracteriza-se por estar sempre cheia de ar, ser transparente e possuir a parede muito fina e ricamente vascularizada.
Criação em Aquário

Aquário com dimensões mínimas de 100 cm de comprimento e 40 cm de largura desejável.

O substrato deverá ser preferencialmente arenoso e macio para evitar lesões nos barbilhões do peixe, assim como a presença de refúgios para se abrigar, uma vez que possui hábito noturno.

Comportamento

É um peixe pacífico que pode ser mantido em aquário comunitário com peixes igualmente pacíficos.
Reprodução

Ovíparo. O período reprodutivo estende-se de novembro a abril, a desova é parcelada, sazonal prolongada para a cheia. A fecundação é externa, não realizam migrações e cuidam da prole. Atingem maturidade com cerca de um ano.

Os machos constroem ninhos flutuantes na vegetação perto da costa que consistem em bolhas cobertas com material vegetal. Os ovos são liberados pela fêmea abaixo do ninho. O macho fertiliza-os e depois os leva para dentro da boca e os sopra para o ninho flutuante. Os ovos eclodem em cerca de quatro dias.

O macho protege os ovos durante a incubação e se torna muito agressivo
Dimorfismo Sexual

Os machos reprodutores desenvolvem espinhas peitorais vermelhas aumentadas com ganchos nas pontas que são usadas para defender territórios contra outros machos.

Alimentação

Onívoro. Durante a estação chuvosa, os adultos consomem uma grande quantidade de chironomideos (mosquitos) associados com detritos. Durante a estação seca, eles se alimentam principalmente de insetos terrestres, micro-crustáceos, Dipteros aquático e detritos. Absorve uma grande quantidade de bactérias anaeróbias do substrato.

Em cativeiro aceitará prontamente alimentos vivos e secos.

Etimologia: Hoplosternum; hoplon (grego) = arma + sternon (grego) = peito

Littorale; do latim littoralis = pertencente a praia

Sinônimos: Callichthys littoralis, Callichthys laevigatus, Hoplosternum laevigatum, Callichthys albidus, Callichthys subulatus, Callichthys chiquitos, Hoplosternum stevardii, Callichthys melampterus, Cataphractops melampterus, Hoplosternum schreineri, Hoplosternum littorale Hoplosternum littoralis, Hoplosternum thoracatum

Referências
Reis, R.E., 1997. Revision of the neotropical catfish genus Hoplosternum (Ostariophysi: Siluriformes: Callichthyidae), with the description of two new genera and three new species. Ichthyol. Explor. Freshwat. 7(4):299-326.
Albieri, R.J., M.R. Costa, A.B.I. Santos, R.C. Albieri and F.G. Araújo, 2014. Weight-length relationships of 22 fish species from the Paraíba do Sul River in Rio de Janeiro State, southeastern Brazil. J. Appl. Ichthyol. 30:431-433.
Almeida, L.R. and J.O. Branco, 2002. Aspectos biológicos de Stellifer stellifer (Bloch) na pesca artesanal do camarão sete-barbas, Armação do Itapocoroy, Penha, Santa Catarina, Brasil. Rev. Bras. Zool. 19(2):601-610.
da Costa, M.R., T. Moreti and F.G. Araújo, 2014. Length-weight relationships of 20 fish species in the Guandu River, Rio de Janeiro State, Southeastern Brazil. J. Appl. Ichthyol. 30:200-201.
Mutti Pedreira, J.M., 1971. Dicionário de peixes de couro do Brasil. SUDAM, Belém, Assessoria de Programação e Coordenação Divisão de Documentação. 122 p.
Porto, J.I.R., E. Feldberg and J.N. Falcao, 1988. Estudo citogenético comparativo no gênero Hoplosternum (Callichthyidae, Siluriformes) da Bacia Amazônica. p. 387. In Proc. XV Congresso Brasileiro de Zoologia.
A pesca do tamoatá Hoplosternum littorale (Hancock, 1828) (Siluriformes: Callichthyidae) na ilha de Marajó – Adna Almeida de Albuquerque; Ronaldo Borges Barthem

Ficha por (Entered by): Edson Rechi — Maio/2017
Colaboradores (collaboration): –

Fotos e informações sobre o peixe Tamoatá (Hoplosternum littorale) e sua criação em ... nomes como Caborja, Camboatá, Curite, Tamboatá, Tamoatá e Tamuatá.



Fotos no Parque Ambiental.


Identificação de karsten_s: Tamuatá (Hoplosternum littorale)

iNaturalist



PEIXES DE ARCEBURGO-MG - NUMERO 4





domingo, 10 de outubro de 2021

Joaninha asiática


Morfologia e aspectos biológicos da "Joaninha asiática multicolorida" Harmonia axyridis (Pallas, 1773) (Coleptera, Coccinellidae) predador do"pulgão preto dos citros” Toxoptera citricida (Kirkaldy, 1907) (Hemiptera, Aphididae)

Harmonia axyridis (Pallas, 1773) (Coleoptera; Coccinellidae) é uma joaninha originária da Ásia, utilizada em programas de controle biológico de pulgões de pecan, alfafa, algodão, tabaco e diversas plantas ornamentais. Com o objetivo de conhecer a morfologia e aspectos de biologia e capacidade de pre...
Nível de Acesso: openAccess
Data de Defesa: 2005
Orientador/a: Evoneo Berti Filho
Tipo Documento: Tese
Idioma: por
Instituição de Defesa: Universidade de São Paulo

Programa: Entomologia

Assuntos em Português:

Resumo Português: Harmonia axyridis (Pallas, 1773) (Coleoptera; Coccinellidae) é uma joaninha originária da Ásia, utilizada em programas de controle biológico de pulgões de pecan, alfafa, algodão, tabaco e diversas plantas ornamentais. Com o objetivo de conhecer a morfologia e aspectos de biologia e capacidade de predação da joaninha para as condições do Brasil, foram caracterizados os diferentes estágios de desenvolvimento do inseto e realizados estudos de alguns parâmetros biológicos. Estudou-se: o ciclo biológico em cinco diferentes temperaturas (18, 20, 22, 25, e 28ºC) e a capacidade de consumo de Toxoptera citricida (Kirkaldy, 1907) (Hemiptera; Aphididae) por machos e fêmeas do coccinelídeo . Realizou-se ainda a comparação de dietas natural e alternativa na criação do predador, por meio de tabela de vida de fertilidade.H. axyridis, quando criada a 25 ± 2,0°C fotofase de 12 horas, apresentou o período embrionário de três dias, a fase larval com quatro ínstares, uma fase intermediária de pré-pupa de aproximadamente 24 horas de duração e a fase de pupa de quatro a cinco dias. Os resultados obtidos na criação a diferentes temperaturas parecem sugerir que o coccinelídeo esteja em fase de adaptação às condições climáticas do Brasil. A dieta alternativa testada [pólen + ovos de Anagasta kuehniella (Zeller, 1879) (Lepidoptera, Pyralidae)] serve para manter a população de joaninhas, mas não substitui, de forma satisfatória, a presa natural. No laboratório, observaram-se 16 diferentes padrões de coloração dos indivíduos adultos. Este é o primeiro registro da ocorrência de H. axyridis no Estado de São Paulo.

Harmonia axyridis (Pallas, 1773) (Coleoptera; Coccinellidae) é uma joaninha originária da Ásia, utilizada em programas de controle biológico de pulgões de ...

Identificada no Grupo Insetos do Brasil por Edson Fabro Gasperin
Harmonia axyrides (Coccinellidae)
Joaninha asiática. Uma aliada no controle de pulgões.


JOANINHAS DE ARCEBURGO-MG- NUMERO 1



quarta-feira, 6 de outubro de 2021

Heraclides torquatus



Introdução
O Papilionidae é composto por cerca de 600 espécies conhecidas. Eles são encontrados em todo o mundo em quase todos os ambientes, incluindo desertos, montanhas, pastagens, florestas tropicais, florestas temperadas, prados, pântanos e dunas costeiras. Existem 3 subfamílias. O Parnassiinae consiste em cerca de 50 espécies. Eles são conhecidos como Apollos e se reproduzem principalmente nas áreas montanhosas do hemisfério norte. O Papilioninae compreende cerca de 550 espécies distribuídas em todo o mundo, e inclui os Swallowtails e Dragontails, e os gigantes Birdwings do sudeste da Ásia. A outra subfamília Baroniinae consiste em uma única espécie Baronia brevicornis que é endêmica das montanhas do oeste do México.Heraclides compreende 28 espécies e é o gênero neotropical "irmão" do Holarctic Papilio , ao qual pertencem a machaon European Swallowtail Papilio , e o norte-americano Black Swallowtail Papilio polyxenes . Algumas das espécies de Heraclides são marcadas com manchas e faixas creme e têm afinidades óbvias com suas contrapartes holárticas. Outros, incluindo anacisados e a fêmea de torquatus, são pretos com manchas rosa nas asas posteriores e são mímicos batesianos de Parides .Os machos de Heraclides torquatus e garleppi são virtualmente idênticos na aparência. Em ambas as espécies há variação geográfica quanto ao tamanho e forma das marcações apicais em creme, e das manchas rosa, creme e cinza-azuladas na área externa das asas posteriores inferiores. Heraclides torquatus e garleppi ocorrem em toda a região do Alto Amazonas, mas a variedade de torquatus se estende ao norte até o México e ao sul até o norte da Argentina.

Habitats
Esta espécie ocorre principalmente em áreas de floresta úmida de planície, mas é fortemente migratória e, portanto, pode ser encontrada em uma ampla variedade de habitats florestais e abertos em altitudes de até cerca de 700m.Vida útil. 

O ovo é globular e de cor amarelo esverdeado. É colocado isoladamente nas folhas dos arbustos cítricos .

A larva adulta é mosqueada em tons opacos de marrom, amarelo-esverdeado e esbranquiçado, com uma fileira dupla de tubérculos ao longo do dorso. Ele repousa sobre a superfície superior das folhas com o corpo arqueado e se assemelha a um pássaro caindo. Como todas as larvas papilionídeos, possui um órgão bifurcado extrusível denominado osmaterium, situado atrás da cabeça. Este é evertido se a larva for molestada e emite um feromônio nocivo contendo ácido isobutírico que é usado como defesa contra formigas. A crisálida é marrom escura, marmorizada com verde de forma a se assemelhar a um pedaço de galho incrustado de líquen.


Comportamento adulto
As borboletas são altamente sazonais, o período de voo principal coincidindo com o meio da estação seca.

Os machos migram ao longo dos cursos dos rios e são comumente vistos em grupos de 10-20, absorvendo minerais dissolvidos da areia embebida em urina. Números menores podem ser vistos dentro da floresta em chafurdas de caititu, infiltrações e ao redor das margens de pequenas lagoas, onde os sais minerais se concentram à medida que as poças secam no final da estação seca. Em comum com outras espécies de Heraclides e Papilio, os adultos batem suas asas constantemente quando formam uma poça de lama. Eles são de disposição nervosa, de modo que qualquer perturbação faz com que todo o grupo saia imediatamente.

As fêmeas são vistas com muito menos frequência, geralmente quando voam em vãos de luz dentro da floresta. Eles podem ser confundidos durante o vôo com as fêmeas de Parides sesostris , mas quando acomodados, as caudas e as duas fileiras de manchas rosadas na parte inferior das asas traseiras do torquatus podem ser facilmente vistas.


Citação: 

Butterflies of Amazonia - Heraclides torquatus

Butterflies of the Amazon and Andes · Torquatus Swallowtail · Family - PAPILIONIDAE · subfamily - PAPILIONINAE · Tribe - PAPILIONINI · Heraclides torquatus ( or ...
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Espécie identificada por Gustavo de Mattos.

BORBOLETAS DE ARCEBURGO-MG - NUMERO 56









segunda-feira, 4 de outubro de 2021

Garça-moura


A garça-moura é uma ave pelecaniforme da família Ardeidae.

Conhecida também como maguari, socó-de-penacho, baguari (Pantanal), mauari (Amazônia), garça-parda (Rio Grande do Sul), socó-grande, garça-morena e joão-grande.

Nome Científico
Seu nome científico significa: do (latim) ardea = garça; e do (tupi) cocoi = nome ameríndio para esta garça. ⇒ Garça cocoi.

Características
A maior das garças do Brasil, com envergadura de 1,80 m. Vive solitária fora do período reprodutivo, quando reúne-se nos ninhais; no entanto, mesmo nesse período, a maioria mantém-se isolada durante deslocamentos para alimentação. Seus voos, além de solitários, são em linha reta, com lentas batidas ritmadas de asas, muito características. Sua voz é um fortíssimo “rrab (rrab rrab)”, baixo e profundo.

Mede 95-127 cm; peso de 1900–2100 g; envergadura de 1,80 m. Capuz preto, se estendendo até abaixo dos olhos e continuando com longas plumas de crista, também pretas. Partes posteriores e coberteiras das asas cinzas; face superior das rêmiges pretas; com a região dos ombros preta visível em repouso; pescoço branco com listras pretas verticais anteriormente; partes inferiores brancas, exceto a barriga que é preta; coxas brancas. Olhos geralmente amarelos, com lores azuis; bico amarelo opaco, ligeiramente mais pálido abaixo e com base enegrecida; pernas e pés pretos. A plumagem de reprodução é muito semelhante à do restante do ano, distinguindo-se pelo pequeno tufo de penas brancas na base do pescoço, o maior contraste do branco do pescoço com o dorso acinzentado e os lados escuros do ventre. A listra negra da parte inferior do pescoço destaca-se mais nesse período, bem como o negro do alto da cabeça. Ao redor dos olhos aumenta a coloração azulada e o bico fica mais amarelo. Quando saem do ninhal, as aves juvenis possuem a mesma coloração geral dos adultos, embora com menor contraste e sem a listra negra do pescoço ou os lados negros do ventre.
Subespécies

Não possui subespécies.


Alimentação
Costuma ficar pousada nas margens dos rios e riachos, em meio à vegetação, pescando peixes, sapos, rãs, pererecas, caranguejos, moluscos e pequenos répteis.
Captura presas de lugares mais fundos, os quais outras garças não conseguem alcançar. Geralmente solitário e territorial, mas ocasionalmente se alimenta em grandes grupos, incluindo outras espécies, quando a quantidade de presa é abundante, principalmente na época da seca.
Reprodução

Longo período de nidificação (janeiro a outubro), desde o meio da estação de cheia até a baixa das águas. Ocupa os grandes ninhais coletivos. As colônias podem ter até 400 a 600 casais e ser compartilhada com outras espécies. Seus ninhos, geralmente estão na parte superior e externa das árvores mais altas, com 25 a 30 metros de altura. No entanto, às vezes priorizam arbustos, áreas de junco e até cactos. O ninho é feito de juncos e galhos secos, ligados por lâminas de grama, tem a forma circular e levam em torno de 7 dias para ser construído. A fêmea põe 2 a 5 ovos azul-celeste (mais pálidos). Geralmente nascem 3 ou 4 filhotes por ninhada, a qual é chocada e cuidada pelo casal, com um período de incubação de 25 a 29 dias. O pintinho é felpudo e branco acinzentado.
Hábitos

Habita beiras de lagos de água doce, rios, pequenos riachos, estuários, manguezais pântanos e alagados. Normalmente é solitária e desconfiada, exceto no período reprodutivo. Vive solitária fora do período reprodutivo, quando reúne nos ninhais; no entanto, mesmo nesse período, a maioria mantém-se isolada durante deslocamentos para alimentação. Gosta particularmente de passear em águas rasas e subir nos blocos de pedra que pontilham as correntes dos rios. Seus voos, além de solitários, são em linha reta, com lentas batidas ritmadas de asas, muito características. É a garça mais comum e fácil de ver, pois se alimenta a céu aberto e ocupa uma grande variedade de habitats onde há água.

Voz: emite “croaks” altos e duros; seu principal grito, muito característico, é um “rraahb, rraabb”. O restante do repertório não é amplamente conhecido e requer mais informações.
Distribuição Geográfica

R (Comitê Brasileiro de Registros Ornitológicos). Maior representante da família no Brasil, está presente em todo o País, podendo ser encontrada também do Panamá ao Chile e Argentina, e nas Ilhas Malvinas.
Referências

* SESC - Guia de Aves do Pantanal - disponível em http://www.avespantanal.com.br/paginas/8.htm Acesso em 04 mai. 2009.
Brasil 500 Pássaros - disponível em http://www.eln.gov.br/opencms/opencms/publicacoes/Pass500/BIRDS/index.htm . Acesso em 03 mai 2017.
CLEMENTS, J. F.; The Clements Checklist of Birds of the World. Cornell: Cornell University Press, 2005.
SIGRIST, T. Avifauna Brasileira: The avis brasilis field guide to the birds of Brazil, 1ª edição, São Paulo: Editora Avis Brasilis, 2009.
Sick, Helmut. Ornitologia Brasileira, Editora Nova Fronteira, Rio de Janeiro, 1997.
Citação: WikiAves.


AVES DE ARCEBURGO-MG - NUMERO 49


quinta-feira, 30 de setembro de 2021

Sucuri-verde

Foto feita pelo amigo Diego Martins na Fazenda Alegria-Arceburgo-MG

Eunectes murinus

A serpente que aparece em seu vídeo enviado é de fato de uma Eunectes murinus (nome popular: sucuri verde). Trata-se de uma cobra não venenosa que é a espécie mais pesada do mundo, e também uma espécie que pode alcançar até 7 metros de comprimento. Tem hábitos aquáticos e ocorre em quase todos os biomas brasileiros, exceto caatinga e pampa. É eclética em sua dieta: peixes, aves e mamíferos. Espero ter sido útil,

Citação: Identificação e texto de:

Marcelo Ribeiro Duarte
Biólogo - Assistente Técnico de Pesquisa
Assistant Research Biologist
Laboratório de Coleções Zoológicas
Instituto Butantan
Av. Vital Brazil, 1500
São Paulo, SP - Brasil


TAXONOMIA
ClasseReptilia
OrdemSquamata
FamíliaBoidae

 

Características: As sucuris verdes são animais constritoras e como todas as cobras, elas têm uma língua bifurcada, que as ajuda a localizar presas e parceiros e a navegar em seu ambiente. A coloração desta serpente é verde oliva escuro dorsalmente, mudando gradualmente para amarelo no ventre. Possuem manchas dorsais redondas que são marrons com bordas pretas. As sucuris têm narinas dorsais e olhos pequenos posicionados no topo da cabeça, além de uma faixa pós-ocular preta proeminente que vai do olho até o ângulo da mandíbula. Esses animais podem atingir até 9 metros de comprimento.

 

Distribuição Geográfica: No Brasil só não ocorre nos Pampas Gaúchos, ocorrendo também nas Américas Central e do Sul tropical.


Habitat: Vivem em Pântanos, rios e lagoas.

 

Alimentação: Mamíferos, aves e répteis de pequeno a médio porte.

 

Reprodução: Vivíparo (aproximadamente 40 filhotes).

 

Expectativa de Vida em Cativeiro: Aproximadamente 15 anos.

 

Status de Conservação (MMA): Não Ameaçado (LC).

 

Curiosidades: As anacondas verdes são as maiores cobras do mundo em circunferência. As fêmeas geralmente são muito maiores que os machos, com machos atingindo uma média de 3 metros de comprimento e fêmeas 6 metros.


Citação: 

Sucuri-verde – ZOO - Zoológico de Brasília


31 de jan. de 2020 — Características: As sucuris verdes são animais constritoras e como todas as cobras, elas têm uma língua bifurcada, que as ajuda a localizar ...

BICHOS DE ARCEBURGO-MG - NUMERO 42

COBRAS DE ARCEBURGO-MG - NUMERO 9


domingo, 26 de setembro de 2021

Perereca-usina


Boana lundii (Burmeister, 1856)


Nome popular : Perereca-usina

Biologia: Espécie de perereca de grande porte e aspecto robusto, pertencente ao grupo faber (Faivovich et al, 2005). É caracteriza por possuir coloração dorsal cinza-claro, esverdeado, com manchas pretas delicadas e sem formas, simulando uma casca de árvore. A cabeça é mais larga do que longa. Tímpanos grandes, porém menores do que os olhos e prega supratimpânica evidente. Saco vocal pouco desenvolvido. Mãos grandes, com dedos unidos por membranas intedigitais.

Flancos e coxas com faixas transversais negras. Presença de prega cutânea anal, no calcanhar, ao longo do tarso e do braço. Ossos verdes. O canto é constituído por 5-8 notas graves (aprox. 1500 Hz) emitidas em sequência (Bokermann e Sazima 1973).

Habitat e Ecologia: Espécie noturna, associada as matas de galerias, primárias ou secundárias, do Cerrado brasileiro. Se reproduz em riachos permanentes de fundo arenoso ou pedregoso e utiliza poleiros de árvores e arbustos que variam de 0,5 a 10 metros de altura. A desova é flutuante e é depositada em tocas na margem arenosa do riacho. Reprodução prolongada, encontrada em atividade reprodutiva durante todo o ano (Bokermann e Sazima, 1979; Eterovick e Sazima, 2004).

Distribuição: Espécie endêmica do bioma Cerrado, ocorrendo nos estados de São Paulo, Minas Gerais, Goiás e Distrito Federal. A espécie pode ser encontrada em praticamente todo o estado do Goiás (Brandão e Araújo, 2001; Brandão et al, 2006; Morais et al, 2011; Mello et al, 2013; Oda et al, 2009; Vaz-Silva et al, 2007; Morais et al, 2012, Frost, 2014). Associada as bacias do São Francisco, Tocantins e Paraná.

Ameaças: Exploração madeireira, construção de reservatórios hidroelétricos e fragmentação de habitats.

Fase larval: Comprimento total 45,78 ± 4,52 milímetros (40,1 - 52,4 milímetros). Corpo deprimido, ovóide em vista dorsal e globular em vista lateral. Focinho oval em vista dorsal e arredondada em vista lateral. Espiráculo esquerdo, lateroventral, longo e largo, abertura no terço posterior do corpo, posterodorsalmente dirigido. Fórmula oral de 2 (2) / 4 (1). Bainhas da mandíbula pequena, com serrilha triangular, sendo a bainha maxilar superior em forma de "arco" e bainha inferior da mandíbula em formatos de "V". Coloração em vida  marrom, com pequenos pontos pretos dispersos por todo o dorso,  barbatanas translúcido, levemente pigmentadas. 

Citação: Boana lundii (Burmeister, 1856) - lafuc


Nome popular : Perereca-usina. Biologia: Espécie de perereca de grande porte e aspecto robusto, pertencente ao grupo faber (Faivovich et al, 2005).

Boana lundiiPerereca-UsinaBoana lundii
iDENTIFICADO NO INATURALIST POR
diogoprov sugeriu uma identificação*


BICHOS DE ARCEBURGO-MG- NUMERO 41

ANFIBIOS DE ARCEBURGO-MG-NUMERO 7

domingo, 19 de setembro de 2021

Peças decorativas de sucata de madeira confeccionadas pelo artista Julio Barbi de Arceburgo-MG.

Hoje irei mostrar lindas peças feitas pelo nosso artista, o amigo Júlio Barbi. Ele é descente de familia tradicional de Arceburgo, oriundos da Italia, a familia Barbi. Profissional de primeira grandeza, faz belos trabalho com moveis
O trabalho aqui exposto, das peças sobre a mesa, é realizado com madeiras de descarte. 

 Amor pela minha cidade.

Respeito pelos nossos talentos.

Divulgação dos trabalhos deles para s municípios Brasileiros e países do mundo. Até agora o Blog já foi visto em 126 países, além de milhares municípios do Brasil.

Igual a tantos outros que tem por aqui, e a grande maioria, artistas anônimos

Estas madeiras são descartes, Mostrando aquilo o zelo com a natureza



ARTISTAS DE ARCEBURGO-MG - NUMERO 2


Para saber mais sobre os artistas de Arceburgo-MG, aqui no Blog acesse:

10 de mai. de 2016 — Alessandro Nicolau, mora em Arceburgo-MG, é um artista nato. ... Grande Ademir Carosia , muito obrigado pelo carinho e divulgação do meu ...


sábado, 11 de setembro de 2021

Ortilia ithra


Nome científico: Ortilia ithra (W. F. Kirby, 1900)

Família: Nymphalidae

Nome popular: Bataraza (espanhol)

Distribuição: Brasil, Argentina, Paraguai, Uruguai e Bolívia

Características: Possui cerca de 3 cm de envergadura e não apresenta muita diferenciação entre os sexos.

Observações: Apesar de ter pequeno porte é muito territorial sendo capaz de perseguir ou tentar afastar borboletas com até o dobro de seu tamanho. Costuma planar em seus voos, apesar de ser lenta e irregular. Normalmente habita áreas abertas, bordas de florestas, locais de arbustos baixos, florestas montanhosas e ambientes urbanos.

No Horto: Foi observada visitando flores de Coccoloba declinata.


Ortilia ithraOrtilia ithra. Nome científico: Ortilia ithra (W. F. Kirby, 1900). Família: Nymphalidae. Nome popular: Bataraza (espanhol).

Espécie identificada pelo ornitólogo Carlos Otávio Gussoni.


BORBOLETAS DE ARCEBURGO-MG - NUMERO 55

sábado, 4 de setembro de 2021

FLORES SILVESTRES DE ARCEBURGO-MG - NUMERO 6


A ESPERA DE IDENTIFICAÇÃO E TEXTO


Nas minhas andanças pelas matas da minha cidade, fazendo observação de aves, sempre me chama atenção as flores silvestres. Também por onde vou, quer seja do Parque Nacional da Serra da Canastra, Parque Nacional de Itatiaia...lá estão elas dando colorido, e vida na paisagem local. Interessante que muitas são rasteiras, dai a necessidade de se agachar como uma criança, ou ajoelhar, como se fosse uma reverencia a planta, a natureza, ao próprio Criador. Isto para entrar em contato com a planta, e consequentemente fotografar. Nesta ação vejo, sinto DEUS.

Resolvi escrever no Blog sobre elas, muitas sem a identificação, a espera que alguém que lendo estas postagens possa ajudar neste quesito, de falar algum detalhe sobre elas.


Para saber mais, e sobre outras espécies, clique no link abaixo:
2 de mai. de 2019 — Flores silvestres de Arceburgo/MG - Numero 1. Nas minhas andanças pelas matas da minha cidade, fazendo observação de aves, sempre me chama ..

1 de jul. de 2019 — Flores silvestres de Arceburgo/MG - Numero 2. Nas minhas andanças pelas matas da minha cidade, fazendo observação de aves, sempre me chama ...

24 de jul. de 2020 — sexta-feira, 24 de julho de 2020. Flores Silvestres de Arceburgo - MG - Numero 3 -. A ESPERA DE IDENTIFICAÇÃO. FLORES. FOLHAS. SEMENTES.

27 de dez. de 2020 — Flores silvestres de Arceburgo/MG - Numero 4. A IDENTIFICAR. Nas minhas andanças pelas matas da minha cidade, fazendo observação de aves, ...

12 de abr. de 2021 — Flores silvestres de Arceburgo/MG - Numero 5. A ESPERA DE IDENTIFICAÇÃO. Nas minhas andanças pelas matas da minha cidade, fazendo observação ...
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FLORES SILVESTRES DE ARCEBURGO-MG - NUMERO 6