terça-feira, 10 de abril de 2018

Estrelinha-ametista

Calliphlox amethystina (Boddaert, 1783)

MACHO - ADULTO

Foto de minha autoria, feita aqui no Parque Ambiental, de Arceburgo-MG, em 15.05.2014, as 10.46 horas. A ave estava visitando a flor do Malvavisco - Malvaviscus arboreus , da cor vermelha. Planta esta, que plantei para o Projeto Beija-flor, durante minha estadia na Secretaria de meio Ambiente.

Outros nomes populares: Beija-flor-estrelinha, Besourinho-ametista, tesourinha, beija-flor-mosca e Besouro-zumbidor.

Escasso, de ocorrência localizada (talvez relacionada à estação do ano) em dossel e borda da mata e capoeira, às vezes em áreas abertas vizinhas. Bico reto. O macho é verde-bronzeado por cima,ponto branco atras do olho, manchinha branca no lado do dorso estendendo-se à parte baixa dos flancos. Garganta vermelha, cintilante, orlada por um colar branco que sobe pelos lados do pescoço; barriga verde-suja, leve acanelada nos flancos e crisso. Cauda longa bifurcada, preto-violáceo. A fêmea, por cima como o macho; garganta branco-suja, salpicada de violeta e verde, orlada por um colar branco meio indistinto; canela por baixo, mesclado com branco no  meio da barriga; mancha no flanco como no macho; cauda mais curta, verde-fosca com faixa subterminal preta. Compare com as fêmeas dos topetinhos. Em geral solitário, visita flores e bebedouros; costuma pousar em ramos bem altos. Voo lento e f flutuante, como o de uma mamangava, com cauda meio erguida. O Macho exibe-se diante da fêmea, indo e vindo num voo pendular.
Citação: Aves do Brasil - Pantanal & Cerrado - John A. Gwynne, Robert S. Ridgely, Guy Tudor e Martha Argel.

FÊMEA - ADULTO

Foto de minha autoria, feita na Fazenda Mirante da Serra, dos amigos Claudia e Rodolfo. A fêmea descansa no ramo da Corda-de-Viola --ipomea hederifolia L., após sugar seu néctar

FAMILIA TROCHILIDAE
Subfamília trochilinae
Ordem trochiliformes

Etimologia
Calliphlox - beleza resplandecente, do grego kallos = belo + phlox, do grego = chama
amethystina - do latim amethystinus = cor da ametista, ametístico.
Citação: Aves Brasileiras e Plantas que as atraem - Johan, Christian Dalgas Frisch.


Gênero Calliphlox

Macho
Peso 2,5 g. Medidas ct. 84mm, a. 32mm, b. 13mm

Fêmea
Peso 2,5 g. Medidas: ct. 84mm, a. 32mm, c. 32mm, b. 13mm.

Os jovens se parecem com a fêmea, tendo no entanto a garganta rajada de escuro.

Distribuição geográfica: E-Venezuela, Trinidad, E-Equador, Guianas, N-Bolivia, Peru, Paraguai, NE-Argentina e maior parte do Brasil.

O ninho tem forma de tigela, feito com painas e firmemente envolto com teias de aranha, e ainda revestido com líquens. 
Medidas do ninho: altura 28mm, profundidade 14mm, diâmetro externo 30mm, diâmetro interno 16mm.

ovo: 0,33 - 0,34 g. 13 x 8mm.

O período de incubação é de 13 dias, e a permanência no ninho é de 20 dias.

Época de reprodução: novembro a abril.
Citação: Os beija-flores do Brasil - Rolf Grantsau.

MACHO - ADULTO

Macho, sem o colorido da garganta, o vermelho cintilante, a iridescência. Basta um simples movimento aí a beleza surge.Foto de minha autoria, feita na Fazenda Mirante da Serra, dos amigos Claudia e Rodolfo. O macho descansa no ramo da Corda-d-Viola --ipomea hederifolia L., após sugar seu néctar

Observações: É esta especie o vertebrado de maior metabolismo que existe no planeta, e por esta razão é digna de estudo e pesquisas da mais alta importância. Sua circulação sanguínea percorre seu corpo 180  vezes por minuto, enquanto em um ser  humano, são empregados cinco minutos para uma circulação completa do sangue.
Citação: Aves do Brasil - Beija-flores - Volume V - Augusto Ruschi.

MACHO -A DULTO

Um simples movimento, começa a aparecer a beleza da iridescência
Foto de minha autoria, feita aqui no Parque Ambiental, de Arceburgo-MG, em 15.05.2014, as 10.46 horas. A ave estava visitando a flor do Malvavisco - Malvaviscus arboreus, da cor vermelha. Planta esta, que plantei para o Projeto Beija-flor, durante minha estadia na |Secretaria de meio Ambiente.

BEIJA-FLORES DE ARCEBURGO-MG - NÚMERO 11

BEIJA-FLORES DO BRASIL - NÚMERO 26

sexta-feira, 6 de abril de 2018

Marisa Trippia

Holambra/SP.
Artista Plástica com conceito realista e pinceladas impressionista.

Vivo da Arte e com ela procuro emocionar positivamente as pessoas fazendo fluir um sentimento de paz e liberdade.



Holambra/SP.
Trabalho expostos na Expoflora de 2017.



Faz 4 anos que eu a conheço, ela mora aqui em Holambra, num sítio lindo.
Ela sempre diz que a convivência com o campo e as flores intensifica seu amor pela Natureza trazendo a vontade de retratá-la através de suas pinceladas em telas.


Lindo painel, beija flores na mão da menina.


Foto aproximada, mostra a riqueza dos detalhes, tido talento da artista.

quarta-feira, 4 de abril de 2018

Orquidário de Otavio Dal Rio Junior - Mococa/SP.

Parte 1

Conheci esta pessoa incrível, em um Workshop, que ele ministrou na Floricultura Exótica na cidade de Mococa/SP. Professor aposentado no transmitiu muito sobre as orquídeas, dai resolvi conhecer este espaço que fica nos fundos da sua residencia.


Sua coleção conta com aproximadamente 2.000 plantas.


Todos os domingos na parte da manhã, sua casa fica repleta de amigos. Alguns veem só para conversar, outros em busca de informações. A todos atende com maior atenção, passando seus conhecimentos adquiridos ao longo do tempo.


As mais antigas estão com ele a mais de 40 anos.


Muito bom gosto na disposição das plantas.



segunda-feira, 26 de março de 2018

Cachoeira do Filó

São João Batista do Glória/MG.


São João Batista do Glória é um município brasileiro do estado de Minas Gerais. Sua população estimada em 2007 era de 6.828 habitantes. Cidade predominantemente rural, onde o leite é o principal produto.Wikipédia
Elevação730 m
Área553,3 km²
Tempo22 °C, vento L a 10 km/h, umidade de 86%


Vegetação do entorno.


Distancia de Arceburgo/MG a São João Batista do Glória/MG.
1 h 53 min (124,6 km) via BR-491 e MG-050


Elaine S
Avaliou em 3 semanas atrás
O acesso fica à margem da MG 050 e não é sinalizado. A decida até a cachoeira é curta, mas um pouco difícil, contudo, por ser estreita e ladeada por "paredes" e vegetação até ajuda as pessoas com dificuldade de locomoção como eu.
O lugar é lindo, mas tem pouca praia, ficando meio cheio se acima de 5 pessoas resolverem ficar na "prainha" principal. A esquerda é possível encontrar outra "prainha" (digamos q chamo de praia, pequenas faixas de areia rss).
A água na margem é dourada e há cardumes de lambaris nos rodeando, adorei!!!!


Citação: Opinião deixada na pesquisa google.

Cachoeira do Filó (São João Batista do Glória) - O que saber antes de ...

https://www.tripadvisor.com.br/Attraction_Review-g3842994-d11701838-Reviews-Fi...



CACHOEIRAS DO BRASIL - NUMERO 14

CACHOEIRAS DE MINAS GERAIS - NUMERO 12

CACHOEIRAS DA SERRA DA CANASTRA - NUMERO 8

CACHOEIRAS DE SÃO JOÃO BATISTA DO GLÓRIA/MG - NUMERO 1

quarta-feira, 14 de março de 2018

Chapéu-de-couro

Nome científico: Echinodorus grandiflorus



Nomes populares: chapéu-de-couro, chá-de-campanha, chá-do-brejo, chá-mineiro, cegonha-do-brejo, erva-do-brejo, aguapé, erva-do-pântano, chá-de-pobre



Características gerais: herbácea ou subarbusto aquático, perene, acaule, rizomatoso, de 1-2 m de altura, nativo de terrenos brejosos e ácidos de todo o continente Americano, inclusive o Brasil, onde é muito comum em beira de lagoas e terrenos brejosos. Folha simples, coriáceas, com nervuras proeminentes, de 20-30 cm de comprimento, com pecíolo rígido de até 1,3 m de comprimento. Flores brancas, reunidas em inflorescências paniculadas amplas, dispostas acima da folhagem no ápice de longos pedúnculos originados diretamente dos rizomas. Ocorre nas regiões Sudeste e Nordeste do país a espécie Echinodorus macrophyllus ( Kunth) Micheli, que apresenta características, propriedades e nomes populares muito semelhantes, sendo inclusive utilizada para os mesmos fins medicinais.



Usos: é considerada "planta daninha" em mananciais aquáticos e ocasionalmente cultivadas como ornamental em lagos decorativos ou para fins farmacêuticos. É bem conhecida e utilizada na medicina tradicional há séculos, sendo todas as suas partes empregadas, em todo país, na cura de várias moléstias, tanto na forma de chás caseiros como em preparações da indústria farmacêutica de fitoterápicos, embora a eficácia e a segurança dessas preparações ainda não tenham sido comprovadas cientificamente. O chá de suas folhas é um dos mais populares como diurético e depurativo do organismo em uso no interior do país. Seus rizomas são empregados na forma de cataplasma para hérnias, enquanto a parte aérea ou somente as folhas são usadas como diuréticas e tônica, indicadas como depurativa no tratamento da sífilis, doenças da pele, moléstias do fígado e afecções renais (inflamação da bexiga e cálculos renais). Atribui-se ainda à esta planta a capacidade de interromper o progresso de arteriosclerose. O seu chá é preparado juntando-se água fervente sobre uma colher das de sobremesa do pó das folhas secas e moídas em uma xícara das médias, o qual deve ser bebido na dose de uma xícara, duas vezes ao dia. Indicado também para tratar os incômodos do reumatismo, ou usado como gargarejo ou bochecho para afecções da garganta (amigdalite e faringite), estomatite e gengivite. Nos casos de gota reumática e dores nevrálgicas, a recomendação é aplicar compressas bem quentes do mesmo tipo de chá, preparando em quantidade maior, um litro ou mais, que serve também para ser usado em banhos-de-assento duas ou três vezes ao dia, para tratamento da prostatite (inflamação da próstata). A presença de alcalóides, glicosídeos, saponinas, taninos, flavonóides, terpenos e sais minerais é citada em sua composição química, embora sem confirmação segura.



CITAÇÃO: PLANTAS MEDICINAIS NO BRASIL - NATIVAS E EXÓTICAS - HARRI LORENZI - F.J. ABREU MATOS

Colhi estas lindas imagens da referida planta na Fazenda Santa Rosa do amigo Paulo Lima dias Filho.

PLANTAS MEDICINAIS DE ARCEBURGO/MG - NUMERO 5

PLANTAS AQUÁTICAS  DE ARCEBURGO/MG- NUMERO 3

quinta-feira, 8 de março de 2018

Jequitibás do Brasil - Numero 2

Guaxupé-MG.
Fazenda Monte Alto.



Local bem preservado, muito verde, tem uma energia incrível.





Caçador de jequitibás tem na preservação da árvore ideal de vida

O engenheiro florestal Luiz Ricardo Zavagli se dedica a recolher sementes e formar mudas para reflorestar áreas do Sul de Minas Gerais.


O mineiro Luiz Ricardo Zavagli é apaixonado pelas árvores desde criança. Tanto que elas o inspiraram na escolha da profissão. Formado em engenharia ambiental, trabalha há 25 anos no Instituto Estadual de Florestas (IEF) e carrega consigo um projeto especial.

Zavagli distribui mudas nativas para produtores rurais com a proposta de reflorestar áreas do Sul de Minas. Para isso, sai à procura de matrizes, chacoalhando galhos e coletando sementes caídas pelo chão.
“Muitos querem somente árvores nobres, como peroba, cedro, jacarandá, jequitibá, mas procuro sempre explicar a importância de outras espécies. Na natureza todas as plantas estão interligadas e uma depende da outra”, diz.

 Apesar disso, Zavagli não esconde sua paixão pelo jequitibá-rosa (Cariniana legalis), também conhecido como jequitibá-rei. A matriz preferida do engenheiro é um majestoso exemplar encontrado na fazenda Monte Alto, em Guaxupé (MG).Na trajetória em defesa da biodiversidade, o “caçador de jequitibás”, como é conhecido, já distribuiu, gratuitamente, mais de 40 mil mudas por todo o sudoeste mineiro.Citação:

G1 - Caçador de jequitibás tem na preservação da árvore ideal de ...

g1.globo.com/.../cacador-de-jequitibas-tem-na-preservacao-da-arvore-ideal-de-vida.ht...








JEQUITIBÁS DO BRASIL - NUMERO 2
JEQUITIBÁS DE MINAS GERAIS - NUMERO 2
JEQUITIBÁS DE GUAXUPÉ - NUMERO 1

segunda-feira, 5 de março de 2018

Som narcejão (Gallinago undulata) por Ademir Carosia | Wiki Aves - Ave rara/escassa em Minas Gerais e no Brasil é registrada em Arceburgo/MG

Era 23,50 horas do dia 02.03.2018, guiado pelo amigo Gustavo Pinto. O som da ave ouve-se a partir dos 25 segundos em diante. Ouvimos no brejo estávamos longe. O que nos deixou alegres foi notar que cantavam em 3 pontos diferentes, portanto esta espécie tão rara/escassa em Minas Gerais e no Brasil, aqui tem alguns indivíduos por aqui. Iremos buscá-los em outros espaços. Registros em Minas Gerais:

Registros/fotos 50 em 25 cidades.

Cantos/sons 22 em 18 cidades.

Registros/fotos no Brasil 300

Cantos/sons 98.



Som narcejão (Gallinago undulata) por Ademir Carosia | Wiki Aves - A Enciclopédia das Aves do Brasil

Beija-flor-marrom

Colibri delphinae, Lesson, 1839.


Foto gentilmente cedida por Gilvan Moreira, feita em 29.04.2013, em Lençóis-BA, no  Centro da cidade.centro da cidade.

Observação do autor: Nem só de Casa-da-Geleia vive o lendário beija-flor-marrom, eu e Sandra os encontramos em diversos pontos da Cidade, inclusive na referenciada casa. 


Esta é uma das raridades procurada e encontrada nesta nossa "Turnê pela Chapada"

Outros nomes populares: Beija-flor-orelhudo-marrom e beija-flor-marrom-de-orelha-azul.


Foto gentilmente cedida por Fábio Olmos, feita em Moyobamba (Peru), em 18.08.2011
Observação do autor: Mais um click no jardim de beija-flores de Quebrada Mishquiyacu, Moyobamba, Peru.

Distribuição geográfica:Panamá, Costa Rica, Honduras, Colômbia, Venezuela, Equador, Peru, Bolívia, Guianas e Brasil, no extremo norte do Rio Branco.

Caracteristicas: Comprimento 115mm. Asa 71. Cauda 41. Bico 17. Peso 7g. Temp. 41°C. Vib. Medida e peso dos ovos:0,58g. 16x9. Femea semelhante, tendo coloração geral mais clara e pouco menor.

Habitat: Savana, cerrado de altitude e floresta amazônica e limítrofe ao Roraima.

Migração: Pequena migratória.


Foto gentilmente cedida por Rafael S.Santos, feita em 02.01.2012, em Fazenda - Palmeiras/BA

Descrição: Lado dorsal pardo-oliva-bronzeado, supracaudais pardo-esverdeado-escuro, franjadas de vermelho. Ventralmente pardo-cinza-listrado de negro; garganta ornada lateralmente com leques verde-cobre-brilhante, passando a azul-violeta-escuro. Infracaudais vermelho-canela com pequenos discos cinza ou pardo-oliva. Retrizes bronze-avermelhado dorsalmente e bronzeado-oliva ventralmente, com extremidade amarelada e com faixa enegrecida.

Biótopos para nidificação, banho, canto, parada nupcial, descanso e dormir.
O ninho é do terceiro tipo da Classificação A.Ruschi, fixado em forquilha de arbusto a um metro ou pouco mais de altura do solo, na savana ou  cerrado de altitude. A incubação é de 14-15 dias e os jovens deixam o ninho entre 20 e 25 dias. A fase de parada nupcial mais movimentada é da exibição de plumagem, pois o macho exibe de maneira mais vibrante possível os leques laterais do pescoço, abrindo-os colocados para a frente, e as penas em escamas do pescoço e mento são movimentados, dando uma nuance variável de luz e cores maravilhosas. A isso junta-se ainda a cauda mantida aberta, que baixa e levanta, trazendo sempre o leque bem exposto, e o canto muito rico de silabas em chilreado, entremeado de tonalidades bem graves, assim seu voo vai circundando a femea que continua pousada a espreita-lo, até que após voos rápidos a muita altura, ambos chilreando, vão e voltam a novo pouso, para continuar a dança e galanteio, para configuração da ultima fase, que é a copula. O banho preferido por esta especie é também como acontece com as demais especies do gênero Colibri, nos respingos das cascatinhas ou dos respingos que caem das rochas úmidas; assim passam vários minutos, e seguem por várias vezes pousando em um ramo para regressar à agua e depois fazem a higiene de plumagem. Também costumam chegar ao local do banho vários indivíduos, machos e femeas ao mesmo tempo. Para o canto escolhem um local por vezes além de vinte metros de altura, em ramo bem exposto ao sol e ali e ali permanecem durante mais de meia hora, alardeando seu cantar, que é muito alto, cheio de trinados e com vários assovios tonalidades diferentes, com silabas variadas. Também o pouso para descanso pode ser ao sol ou em local abrigado, em altura e com boa visibilidade. O banho de sol é tomado com os mesmos gestos e movimentos já indicados para outras especies. As flores preferidas são em grande maioria da parte do dossel das grandes arvores da floresta, como certas Voquiziaceas, Leguminosas, Bignoniáceas, mas também frequentam flores e certos arbustos e mesmo herbáceas, com certas Euforbiáceas, Cactáceas, Bromeliáceas, Combretáceas, Verbenáceas e outras. É muito facilmente reconhecido ao voo, face ao seu piado agrave e a sua coloração marrom-pardo com leques no pescoço bem visíveis a certa distancia.
Citação: Aves do Brasil - Beija-flores - Volume  V Augusto Ruschi.


Etimologia:
Colibri - do espanhol colibri = beija-flor (originalmente este nome veio de uma tribo indigena do Caribe)
delphinae - derivado de Delphinios, apelido ou cognome Apolo, deus do Sol, segundo a mitologia grega.
Citação:Aves Brasileiras - Johan, Christian Dalgas Frish.


BEIJA-FLORES DO BRASIL - NUMERO 25

BEIJA-FLORES DO PERU - NUMERO 1

sexta-feira, 2 de março de 2018

Catasetum fimbriatum


CATASETUM
Uma BELEZA que é FERA

Catasetum sabe se defender sozinha, De delicada flor, “ataca” os polinizadores com seu próprio pólen. Confira essa e outras sutilezas desse gênero de atitude.

Por Isis Nóbile Diniz e José Roberto Ciolini.

No século XIX, o inglês Charles Darwin, conhecido mundialmente pela sua teoria da evolução das espécies relacionadas à seleção natural, documentou que algumas orquídeas possuem truques eficazes para fazer a polinização. No caso do gênero Catasetum, sua fundamental peculiaridade é “atacar” os “inimigos” insetos, garantindo sua preservação.

As orquídeas Catasetum são, geralmente encontradas no cerrado brasileiro, mas existem espécie no Sul e Norte do Brasil e dos Países que compreendem do México ao Peru. Elas Preferem ambientes com pouca água, mas luminosos. Uma única planta pode gerar flores masculina e feminina. E este é o segredo do sucesso de sua estratégica.

Catasetum usam seu próprio pólen para enfrentar e servir-se dos polinizadores. As flores masculinas produzem fragrância atraentes e são maiores de tamanho que as femininas. Dessa forma, elas atraem insetos. Como as abelhas, que ficam presos nos labelos da planta. Isso porque esse gênero possuem anteras que prendem os insetos. Dependendo da maneira que eles tocam as flores.

Em seguida, o pólen adere ao corpo do inseto que procura outra flor pos instinto de sobrevivência, pois a estratégia agressiva de prender o inseto faz com que ele não volte para a mesma planta. Próxima à florada masculina, está estrategicamente a feminina da mesma espécie.

Geralmente, após o “ataque” da planta, o inseto passa para a flor feminina de outra planta a ser fecundada. Levando, ao corpo dele, o pólen para outro exemplar da mesma espécie e garantindo a fertilização. Pousando na feminina, o inseto cumpre o maior desejo da flor : se reproduzir. Pode-se afirmar que a estratégia é bem sucedida.

Como citado anteriormente, os Catasetum dão origem a flores femininas e masculinas na mesma planta. AS FEMININAS costumam aparecer nas proporções elevadas, que recebem iluminação intensa, e são menos significativas do ponto de vista comercial. Já as masculinas, mais atraentes, aparecem nas porções inferiores, de menor iluminação. Portanto, o cultivador interessado em plantas mais exóticas deverá reduzir a luminosidade do seu viveiro.

Segundo alguns especialistas, o Catasetum tem considerável quantidade e variedade extravagante de flores e cores. Endêmico do México ao Peru, possue cerca de 100 espécie classificadas. As flores ocorrem, naturalmente, uma vez por ano, e não persistem por mais duas semanas – nas formas não induzidas de crescimento, como, por exemplo, com o uso de hormônio específicos.


Após a florada, a planta inicia-se u,m período de queda de folhas e entra num processo de dormência, passando a viver apenas dos nutrientes acumulados nos espessos pseudobulbos. É importante lembrar que o Catasetum é epífito – vive sobre um vegetal usando-o apenas como suporte,sem retirar nutrimento –consequentemente, a nutrição na dormência deve ser criteriosas e fertilizada com abundante porção de nitrogênio.

Aconselha-se o transplante das plantas quando estão em fase de crescimento. A REGA pode se tornar mais regular à medida que o crescimento também aumente.Contudo, quanto maiôs o uso de água, maior deve ser o emprego de FERTILIZANTES, preferencialmente, na formulação 20-20-20 e aplicado semanalmente. O uso de torta de mamona e farinha de osso complementa e nutrição da planta. E uma forma de controlar as PRAGAS que atacam o gênero é empregar inseticidas ecológico como o “Óleo de Nim”, extraído da árvore Azadirachta indica.

A MULTIPLICAÇÃO da planta pode ser feita por divisão de bulbos. O processo de sementeira ocorre por quatro anos até a produção da primeira florada. Para o êxito do CULTUVO, Marcio Borsi explica que, preferencialmente, as plantas devem estar cobertas por lona para evitar o EXCESSO da água da chuva. O SUBSTRATO mais usado por Borsi é composto de fibra de coco e casca de pinus.

Ao CULTIVÁ-LA, no caso de cobertura com sombrites é aconselhável suporte com pouco substrato e abundante drenagem, pois se trata de planta que aprecia pouca água e bastante luminosidade. O uso do sombrite pode ter luminosidade de 50% e temperatura variáveis em torno de 26ºC e com 40% até 60% de umidade.

MATURIDADE

No Brasil, OS Catasetum podem ser encontrados com maior freqüência nas regiões amazônicas, no cerrado de Mato Grosso e Brasília. A região da floresta amazônica abriga dois terços das espécies conhecidas como Catasetum do Pais. Nessa área, elas crescem rapidamente e florescem produzindo abundante quantidade de sementes. No cerrado elas escolhem as copas das árvores para se desenvolver. A espécie aprecia sol e retém água nos seus bulbos espessos. Seu sistema de enraizamento com extremidades voltadas para cima é outra estratégia de acúmulo de água. Algumas raras espécies de Catasetum podem ser semiterrestre e provenientes da América Central.

CADA UM NA SUA

Os Catasetum fimbriatum estão difundidos e florescem com abundância anualmente. Suas flores são verde-amareladas com manchas vermelhas escuras consideravelmente perfumadas. Seu labelo banco pigmentado é franjado e atraente ao polinizador. Algumas floradas chegam a produzir vinte flores numa só planta. Aparece do Pará ao Rio Grande do Sul e é muito resistente. Já o Catasetum pileatum tem pse3udobulbos cilíndricos com cerca de 20 cm de altura, grande haste floral arqueada que por vezes dá origem a até dez flores com cerca de 7 cm cada. São perfumadas e considerados por muitos a orquídea preferida da Venezuela. Algumas das espécie cultivadas são : Catasetum fimbriatum, Catasetum spitzi, Catasetum trulla e Catasetum cemosii.


Crédito : Revista O Mundo das Orquídeas
Ano 9 – nº 43
Foto e cultivo : Elisabete Delfini

Informações sobre a espécie:
Nome popular: Orquídeas catasetum – catassetos
A catasetum é uma das várias orquídeas endêmicas das matas ciliares do Centro Oeste brasileiro.
A família Catasetum é bastante diversificada:
– Catasetum fimbriatum,
-Catasetum pileatum,
-Catasetum Cernuum,
– Catasetum barbatum,
– Catasetum macrocarpum, entre outras.
Curiosidades:
  • Apresentam por volta de 170 espécies desde o México até a Argentina e aproximadamente 100 espécies no Brasil.
  • Apresenta cores discretas, mas com rara beleza.
  • Propagação feita geralmente por sementes, dispersas pelo vento. ou,  através de seus pseudo bulbos, quando destacado da planta matriz e, amarrados em troncos de árvores, brotam, formando novas plantas.
  • Suas flores apresentam gatilhos que disparam políneas aos serem tocados por insetos polinizadores que cumprirão o papel de polinizar outras flores, ajudando a reprodução da orquídea Catasetum (genial!!!).
Aqui em Arceburgo/MG, ela é muito frequente no alto das macauveiras.

ORQUÍDEAS DE ARCEBURGO/MG - NUMERO 2