segunda-feira, 22 de agosto de 2016

Derriça do café

Arceburgo/MG.
10.06.2016.
Sexta-feira.
17.27 horas
Café de Arceburgo/MG.
Café do Brasil.


Andando por estradas rurais aqui em Minas Gerais, nas imediações de Arceburgo/MG, deparei com esta cena. Eu estava com meu amigo Ednei F. Faria da Copasa, estávamos indo para a nascente do nosso Rio da Onça. Era o dia 10.06.2016, 17,27 horas, a grande maioria eram mulheres. Fiquei olhando por algum tempo o trabalho delas, fazendo a derriça do café, as fotos iram mostram que tinha um barranco, e para executar o trabalho necessitavam de um bambu. Que preparo físico para executar tal trabalho. Conversei com elas, apesar de estarem com luvas, pedi para ver a mão de uma delas...mãos de brasileiras, que levantam de madrugada, e já eram 17,27 e elas ainda trabalhavam, e ao chegarem em casa outra jornada ainda estava a espera delas...cuidar de marido, filhos, quanta reflexão me trouxe este momento. Olhando as mãos delas, fiquei pensando quanto luta delas para tomarmos nosso cafezinho santo de todos os dias. Mãos das mulheres do campo, poderia ser mão da minha, da sua mãe, da minha filha, da minha irmã...Fica aqui ainda que de maneira singela minha gratidão a estas e a todas mulheres do campo. Mãos da dignidade da mulher brasileira.


A colheita pela derriça do café de forma manual ainda é o tipo de prática mais utilizada nas lavouras cafeeiras.
Esta colheita manual é constituída por três etapas, sendo a primeira pela antecipada arruação e varrição com levantamento dos frutos caídos mantendo sempre limpo o chão, a segunda pela efetivação da própria derriça ou retirada do café da planta sobre panos, no chão e em peneiras e a terceira pelo levantamento, abanação e transporte do café derriçado para o devido preparo.

A derriça cuja etapa consiste no arranquio total dos frutos dos ramos de uma única vez, é mais aplicada no país pelo fato das condições climáticas contribuírem para uma maior tendência na igualação da maturação do café.
A derriça sobre panos é mais adequada, pois evita que os frutos tenham contato com a terra e com frutos caídos, facilita a abanação pela melhor separação de ramos e folhas, e ainda, simplifica as operações de transporte e lavagem por não ter pedras e torrões, contribuindo para melhoria da qualidade do produto. Alguns cuidados deverão ser observados na derriça para evitar prejuízos à planta e aumentar a eficiência do serviço:

· Não forçar a antecipação da derriça, fazendo a mesma com a apresentação do maior índice de maturação dos frutos;
· Não desfolhar totalmente o ramo, fazendo a derriça visando mais o arranquio da aglomeração de frutos existentes;
· Não desfolhar a ponta dos ramos que é responsável pela produção do ano seguinte, derriçando apenas onde houver frutos;
· Não quebrar galhos e ramos produtivos, evitando puxá-los do lado contrário e usando sempre a escada quando for preciso;
· Não deixar frutos caírem no chão, utilizando pano de tamanho e de forma adequada em toda projeção da copa do cafeeiro.

A derriça no chão embora ainda utilizada para aumentar o rendimento do serviço principalmente em cafezais super-adensados e com fechamento, sendo feita através do uso das mãos no arranquio de cafés maduros e de varas para derruba de cafés secos, mostra-se vulnerável a ocorrência de fermentação dos frutos caídos, podendo comprometer a qualidade do café.

A derriça em peneiras é mais realizada em café Robusta devido a facilidade de vergamento dos ramos e pelo fato dos frutos estarem mais agarrados na planta. Nos cafés Arábica é indicada para cafeeiros de menor porte ou quando da retirada de sementes em cafeeiros adultos. No caso de cafezais em áreas declivosas e cafezais mais fechados ocorre bastante queda do rendimento do serviço.
A colheita a dedo é pouco utilizada pela maioria dos cafeicultores do Brasil, podendo ser feita mais na região nordeste onde se encontra uma desigualada maturação e chuva na época da colheita, ou em cafezais jovens com alta produtividade, fazendo-se um produto de melhor qualidade pelo preparo de cafés descascados ou despolpados, visando a agregação de valor e conquista de mercado.
Julio Cesar Freitas Santos / Pesquisador Fitotecnísta
Embrapa Café / Epamig Patrocínio


Citação

PRÁTICA DA COLHEITA MANUAL DO CAFÉ · Revista Cafeicultura

revistacafeicultura.com.br/?mat=3697
A colheita pela derriça do café de forma manual ainda é o tipo de prática mais utilizada nas lavouras cafeeiras. Esta colheita manual é constituída por três ...




Mulheres do campo de Arceburgo/MG.
Mulheres do campo do Brasil.
Minha gratidão.
Meu respeito.
Fiz esta postagem após tomar meu café, agora são 7,30,.Se fosse época de derriça com certeza, elas já estariam la na lavoura de café. 




sábado, 13 de agosto de 2016

Passarinho e outros pios - Livro de Tietta Pivatto

Leitura gostosa, que nos faz mergulhar no Universo da aves. Me senti parte integrante das narrativas. Contadas com simplicidade, pois assim é o mundo dos nossos amiguinhos, simples, descomplicados.
O livro enfoca o amor que temos que ter para com as aves, sua preservação, abrange o caráter ecológico da necessidade de plantar arvores, capins, sementeiras em geral. Esta edição traz abertura, com belo texto de Guto Carvalho, coordenador do Avistar.


Tietta Pivatto é uma pessoa querida no meio dos observadores de aves, quer seja pela sua competência, generosidade. Se envolve com tudo que esta ligado a Natureza. É assim com o evento internacional realizado em São Paulo anualmente o Avistar.

Também esteve envolvida com trabalho impecável desenvolvido em Bonito/MS, feitos relatados no seu esplendido Blog:

Trecho da entrevista concedida a COAVE:
COAVE - Conte-nos um pouco da sua experiência com o seu blog bonitobirdwatching.



Tietta - Temos ainda pouca informação sobre observação de aves no Brasil, e eu pretendi com este blog criar um espaço para divulgar essa atividade, além de falar um pouco da região de Bonito como um destino em potencial. Tenho recebido muitas visitas e, para minha satisfação, recebi o prêmio Top Blog 2009 categoria Sustentabilidade. Meu objetivo é continuar divulgando a observação de aves nesta região e também abrir espaço para informações importantes sobre o tema e também sobre a conservação das aves. Um resultado muito legal foi que, estimulados pelo meu blog, outras pessoas acabaram criando seus próprios blogs sobre observação de aves!





Bonito BirdWatching

bonitobirdwatching.blogspot.com/

Postado por Tietta Pivatto às 11:04 Nenhum comentário: · Enviar por e-mailBlogThis!Compartilhar no TwitterCompartilhar no FacebookCompartilhar com o ...
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Foto no espaço do Avistar, Butantan, São Paulo.

Leia mais sobre ela e encante-se com seu trabalho.

Tietta Pivatto: a arte de passarinhar em contos | ((o))eco

www.oeco.org.br/reportagens/tietta-pivatto-arte-de-passarinhar-em-contos/

21 de jun de 2016 - Encantamento. Esse é o sentimento da bióloga Maria Antonietta Castro Pivattoquando o assunto são as aves e é esse sentimento que ela ...

Para conhecer lugares encantadores.

Tietta Pivatto - Maritaca Expeditions

maritacaexpeditions.com/pessoa/tietta-pivatto/

Tietta Pivatto. Tietta Cantareira Marco Silva jun15. Por sempre gostar de natureza, me tornei bióloga, especialista em Ecologia e Ecoturismo com mestrado em ...

sexta-feira, 5 de agosto de 2016

Beija-flor-de-topete-verde

Stephanoxis lalandi

Gênero STEPHANOXIS Simon


Outro nome popular: Beija-flor-de-topete

MACHO - ADULTO -

Foto gentilmente cedida para esta matéria por Julio C.Silveira, feita em Intervales, Ribeirão Grande-SP, em 23.10.2011.
É a foto numero 1 na avaliação do WIKIAVES, da referida especie

Observação do autor: Postei uma foto de cada subespécie para aqueles que, como eu, desconheciam essa particularidade! 



Esse é o de topete azul, que ocorre de SP pra baixo!


MACHO - ADULTO -
Foto gentilmente cedida para esta matéria por Julio C.Silveira, feita no PNI, Itatiaia-RJ, em 05.11.2011.

Observação do autor: Postei uma foto de cada subespécie para aqueles que, como eu, desconheciam essa particularidade! 



Esse é o de topete verde, que ocorre de SP pra cima!



Distribuição geográfica: Argentina, Paraguai, Brasil.  No Brasil desde o Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Rio de Janeiro, Espirito Santo e Minas Gerais.

Características: Medidas: Comprimento 90 mm. Bico 12 mm. Asa 52. Cauda 35. Peso 4,2 g. Vibrações de asa 33 p.s. Dimensões e peso dos ovos: 14,3 x 8,4. temperatura 41° C. Dimorfismo sexual muito acentuado.

Habitat: Matas e scrub das províncias Central e Tupi ou Atlântica.

Migração: Sedentária.

Descrição: Lado dorsal, verde-capim-bronzeado; topete verde-ouro-brilhante com faixa negra. Lado ventral com mento, garganta, peito e barriga, azul-violeta-intenso e brilhante.

Mácula pós-ocular branca. retrizes centrais verde-bronze, laterais azul-aço com reflexos verde e ponta enegrecida, os demais mais externos, como os subcentrais, tendo à extremidade pontas brancas; infracaudais cinzentas. Bico negro. Fêmea: sem topete; dorsalmente verde: mácula pós ocular branca. Lado ventral cinza-claro. Retrizes centrais como no macho e os três pares mais externos com uma faixa terminal branca. Bico negro. Jovens como a fêmea.

Biótopos para nidificação, banho, canto, descanso, parada nupcial e dormir.

Nidifica nos arbustos do scrub, a uma altura de 0,50 a m de altura do solo. Seu ninho é preso em um ramo delgado, pendente, junto a uma forquilha e é o terceiro tipo da classificação de A.Ruschi. É todo construído de material macilento, geralmente paina de semente de chorísia, bromeliáceas, gramíneas, typha etc., externamente as vezes tem alguns líquenes cinza-esverdeados, fixados o restante com material de teia de aranha. Só a fêmea se encarrega da confecção do ninho, da incubação e dos tratos da prole.A incubação dura 14 dias e os jovens deixam o ninho com 24-28 dias de idade.O banho é sempre tomado nas folhas de pequeno porte, umedecidas pela chuva ou orvalho e neblina. O canto é produzido com um chilreado bem forte e com piados sonoros bem diferenciados dos demais beija-flores. Geralmente para isto se coloca, em pouso a três ou mais metros de altura e por mais de meia hora continuam cantando, principalmente nas altas serras dos Órgãos e da Mantiqueira, como no Itatiaia e Caparaó, e na serra do Mar.Neste mesmo pouso costumam descansar. dorme no emaranhado com proteção, nos scrubs. A parada nupcial é mais interessante nas fases de apresentação e exibição da plumagem. Movimentando  as penas da mácula e da garganta, do peito e do topete muito iridescente e com continuo movimento da flecha, que é a coloração negra, durante o voo de libração, o macho vai circundando a fêmea e, em seu paroxismo, já muito excitado, emite piados fortes e agudos, produzindo um forte com o bater das asas em certos movimentos de recuo e avanço. A fêmea lhe indica, enfim o momento de entregar-se.  

Observações.Esta é a única espécie do Brasil que vice nas montanhas mais altas das Províncias Central e Tupi ou Atlântica. Alias, na província Central está pouca representada, uma vez que na Região Sul do Brasil ela é substituída pela subespécie Stephanoxis lalandi loddigesi.
As plantas preferidas desta espécie são Stachytarpeta dichotoma, e outras e outras especies do mesmo gênero; voquisiáceas, caliandra...

Reconhecimento em seu habitat: O macho é reconhecido facilmente pelo canto e silhueta.
Não acontece o mesmo com a femea, que tem algo de parecido com a fêmea de Thalurania glaucopois ou ainda com a fêmea de Chlorostibon aureoventis pucherani, as quais, no entanto, se distinguem, por sua coloração, que é mais clara e esbranquiçada, tendo a parte dorsal também mais clara que as duas referidas.
Ciitação: Augusto Ruschi - Aves do Brasil -

MACHO - ADULTO -

Foto gentilmente cedida para esta matéria por Dario Lins, feita no Hotel fazenda Curucaca, Bom retiro-SC, em 10.10.2010.

Observação do autor: Subespécie - "Stephanoxis lalandi loddigesi" 

Na seleta companhia do amigo Amaro Alves.
FAMILIA TROCHILIDAE
SUFAMILIA TROCHILINAE
Ordem trochiliformes
Etimologia:
Stephanoxis - do grego stephanos = coroa + oxus = afiado, aguçado pontudo(referencia à cirsta pontuda desta ave).
lalandi -homenagem a Pierre Antoine Delalande (1787-1823), explorador frances.
.Ciitação; Johan, Christian Dalgas Frisch 

MACHO - POUSADO -
Foto gentilmente cedida para esta matéria por, Maria Jucá, feita em Rocio - Petropolis-RJ, em 0202.2013. É a terceira foto mais bem avaliada, da espécie, no WIKIAVES.

MACHO - ADULTO - ANGULO MELHOR DO TOPETE -
Foto gentilmente cedida para esta matéria por Francisco Kallen, feita na Pousada 3 Pinheiros, Campos do Jordão-SP, em 30.06.2009.

FÊMEA - ADULTO - ALIMENTANDO -
Foto gentilmente cedida para esta matéria por, Cláudio Timm, feita Pelotas-RS, em 03.10.2010.
Observação do autor: Pode-se observar o pólen na testa do beija-flor.

FÊMEA - ADULTO - POUSADA -
Foto gentilmente cedida para esta matéria por, Elisa Torricelli, feita na Pousada 3 Pinheiros - Campos do Jordão-SP em 11.09.2010
Observação do autor: Outra ação = fêmea mostrando o topete eriçado. 
Gostei desta pose da beija-flor-de-topete neste registro e estou dividindo com vocês amigos wikianos.


FILHOTE
Foto gentilmente cedida para esta matéria por Celi Aurora, feita no Parque Nacional do Caparaó, Alto Caparaó-Mg, em 07.12.2012.
Observação do autor: Dedico ao Francisco Peron, aluno do 6º Período de Ciências Biológicas na passarinhada do mini-curso de Fotografia promovido pela Semana Acadêmica do Curso, cujo professor foi Fabrício Costa ( COA - ES ) que de forma brilhante administrou o evento.

BEIJA-FLORES DO BRASIL - NUMERO 13

segunda-feira, 1 de agosto de 2016

Nossa historia contada no Cristo Redentor - Rj - De Braços Abertos - Pirelli

É com muita alegria que recebo a noticia, que nossa história está entre as escolhidas por pessoas que se dedicam a uma causa nobre, ou fazem o bem.



Lá tem várias historias, tem a do:
Orlando - Carteiro por amor - Rio de Janeiro/RJ.
Moisés Costa - Instituto Ação Reação BJJ (Fortaleza/CE.
Joanna e Lelo - Biblioteca de Caraíva(Caraiva)
Guilherme - Plante o bem - Santo André/SP.
E outras histórias lindas.

Para acessar a pagina clique em:











domingo, 31 de julho de 2016

Primeiro registro do beija-flor Bico-reto-azul Heliomaster furcifer para a cidade de Vargem Bonita/MG.

Beija-flor
Bico-reto-azul
Heliomaster furcifer
Macho - Adulto

Vargem Bonita/MG.


Nesta semana, estivemos nesta cidade que faz parte do Parque Nacional da Serra da Canastra, com o proposito de encontrar o pato-mergulhão,o que graças a Deus conseguimos. De malas prontas para voltar para casa, tivemos a felicidade de fotografar este beija-flor tão escasso/raro e Minas Gerais , e também com poucas visualizações no Brasil. É o primeiro registro da espécie para Vargem Bonita/MG.
Antes tive o prazer também de fotografa-la , e fazer o primeiro registro dele para minha cidade.


Em Minas Gerais tinha somente 28 registros dele, agora passa para 29.
No Brasil tinha 598 registros, agora passa para 599.

sábado, 30 de julho de 2016

Meu encontro com o pato-mergulhão (Mergus octosetaceus)

Pato-mergulhão
Mergus octosetaceus

Vargem Bonita/MG.



Estive estes três dias em Vargem Bonita-MG. Esta é a terceira vez que vou ao Parque Nacional da Serra da Canastra com a finalidade maior de tentar encontrar esta linda ave, tão escassa, tão rara. Quis fazer isto sozinho, para sentir o rio, a mata, o ambiente onde ele habita. O Rio São Francisco, apesar de todas agressões sofridas, faz seu curso suave, límpido,  peixes a vista. Sol quente, muitas pedras no caminho, terreno acidentado Enfim, ontem 26/07/2016 eu subia a margem do rio, quando ouvi um piado, piado diferente, tipico de pato, meu coração disparou...era 9.14 horas Olhei para cima, mais ou menos distante de mim, avistei dois patos, disparei uma foto, duas, eles me viram e voaram. Nosso encontro durou exagerado 5 segundos. E eles voaram rio acima. Apesar da qualidade das fotos não terem ficado boas, fiquei olhando sem parar. Chegar perto de uma ave rara, ameaçada de extinção, tem uma certa magia. Mas nos traz uma tremenda reflexão. Até quando suportarão o desequilíbrio. Agradeci a Deus, pela oportunidade, de volta para casa, com ele na minha lembrança.



Há de se preservar o rio, a mata ciliar, suas nascentes. Para que todos tenham vida longa...rio, árvores e consequentemente o pato-mergulhão

No WikiAves consta apenas 25 registros dele em Vargem Bonita/MG, agora com os dois meus foi para 27.
Perde apenas para 4 especies de beija-flores, portanto é a quinta ave mais avistada da cidade.

Obs. São 25 registros, porém alguns são da mesma pessoa, Conclui-se que somente 12 pessoas registraram ele em Vargem Bonita/MG; agora comigo somos 13 pessoas.


Já em São Roque de Minas/MG, consta 218 registros dele. Perde para o Galito que vem em primeiro com 368 registros, seguido papa-mosca-do-campo que tem 219. Portanto o pato-mergulhão é a terceira ave mais avistada na cidade



Margem do rio, pedras, seixos, daqui avistei o pato.

Ameaçado de Extinção

Criticamente em perigo. Tamanho populacional reduzido e em declínio, com probabilidade de extinção da natureza. São ameaçadas devido a alterações de seu habitat, tais como redução das matas ciliares, poluição dos cursos d'água por garimpeiros, destruição de florestas ripáricas (mata ciliar) e de galerias, bem como a instalação de hidrelétricas (que transformam rios de correnteza em lagos artificiais). Sua área de distribuição é restrita e suas populações são pequenas.
Fonte: MMA/SINIMA
Fonte Wikeaves.


Perto de onde fiz as fotos do pato, os peixinhos, por aqui o pato se alimenta.


Para saber mais sobre o pato-mergulhão aqui no Blog:

Blog do Ademir Carosia: Pato-mergulhão

ademircarosia.blogspot.com/2014/06/pato-mergulhao.html
23 de jun de 2014 - Pato-mergulhão talves seja uma das espécies brasileiras mais representativas da resistência dos ambientes naturais ante a destruição ...


sábado, 23 de julho de 2016

Kultana Blue

Vanda Hybrids

Orquidea


Esta orquídea é da minha filha, foi adquirida de um colecionador de São Carlos/SP. Temos poucas informações sobre esta planta. Consta que é da Tailândia, e de ambiente úmido de mata ciliar. Publicarei aqui as datas das floradas para se ter uma noção da incidência de flores. Colocamos ela pendurada em árvore com sol filtrado.


Ambiente em que ela se encontra no meu quintal. Pendurada, debaixo de uma árvore, com outras plantas , sol filtrado.

Floradas:
Abril -          2014
Outubro -    2014
Março -       2015
Setembro - 2015
Fevereiro   2016
Julho -       2016


A outra face da flor, também é linda.


A planta também tem raízes interessantes.

Encontramos ainda flores de diversos matizes e também algumas flores de duas cores, com a sépala dorsal e pétalas de uma cor e as sépalas laterais e labelo com uma tonalidade acastanhada ou com sardas castanhas. Algumas são perfumadas. Hoje em dia já existem muitos híbridos de Vandas criados por produtores de orquídeas, especialmente na Tailândia, de onde muitas espécies são originárias, e que vão ao encontro das necessidades do mercado, com flores muito diversificadas e plantas menos exigentes e mais fáceis de cuidar. A maior parte são Ascocendas, híbridos de Ascocentrum com Vandas, mas praticamente todas são vendidas como Vandas. Assim, quando aqui falo em Vandas, estou a generalizar nos muitos híbridos das orquídeas desta aliança.

As Vandas são das orquídeas que precisam de mais luz. Podem até receber algum sol direto, especialmente de manhã ou à tarde, quando o sol não é tão forte e não corremos o risco de queimar as folhas. As temperaturas ideais para cultivar as Vandas são entre os 18 e os 35ºC. As Vandas não resistem ao frio intenso e prolongado e aí há que ter bastante cuidado. Também a nível da umidade têm algumas exigências. O ideal, cerca de 80%. Nunca inferior a 70% e em locais com boa e constante circulação de ar.

São plantas epífitas. Crescem agarradas a troncos de árvores que lhes servem de suporte e de apoio para chegar mais perto da luz. Têm raízes grossas e aéreas, cobertas de células esponjosas, que lhes permitem absorver rapidamente a água da chuva e mesmo a humidade do ar. São vendidas em cestos de plástico ou de ripas de madeira, de modo a conseguirmos um bom arejamento das raízes. Recentemente apareceram Vandas à venda em jarras de vidro, o que torna mais prático o transporte da planta, no entanto, e pela falta de circulação de ar e facilidade de acumulação de água nas raízes, não devem ser mantidas nesses ou em quaisquer outros recipientes.

As Vandas devem ser penduradas, num cesto com um substrato grosso (casca de pinheiro ou carvão vegetal) cuja finalidade é mais manter a planta direita do que fornecer algum alimento à planta. Podem também estar somente penduradas, sem qualquer substrato. Para muitos cultivadores esse método tem sido mesmo o que ofereceu melhores resultados. Nos dias mais quentes as regas devem ser diárias e as fertilizações frequentes.


CITAÇÃO:

Orquídeas: conheça as Vanda | Portal do Jardim.com

www.portaldojardim.com/pdj/2015/06/17/orquideas-conheca-as-vanda/
17 de jun de 2015 - Orquídea Vanda mais conhecida é, de facto, a Vanda azul ... Têm raízesgrossas e aéreas, cobertas de células esponjosas, que lhes ...

Sobre o autor

O Autor
O C.O.P. – CLUBE DOS ORQUIDÓFILOS DE PORTUGAL é uma associação sem fins lucrativos que tem como objetivo juntar os portugueses que gostam de orquídeas divulgando estas jóias botânicas, tanto no seu cultivo como plantas ornamentais, como também na sua história e em todos os aspetos em que as orquídeas estão presentes na sociedade e cultura. Aberto a gente de todas as idades, o clube tem já associados spalhados por Portugal continental e ilhas. A partilha de experiências terá lugar em encontros, workshops, cursos, presença na internet (Webpage, Blog, Facebook, Youtube, etc), publicações, exposições e concursos, pequenos passeios pela natureza e grandes viagens pelo mundo. Onde houver orquídeas, nós estaremos lá! Website Clube Orquidófilos Portugal

Plantas da minha casa - Numero 4










sexta-feira, 22 de julho de 2016

Primatas no Brasil Cada Macaco no Seu Galho

Primates in Brazil.

Livro da amiga Cristia Rappa, Heloisa Bruhns & Livia Botár.


De valor artístico, Primatas no Brasil – Cada macaco no seu galho apresenta, com ricas imagens e ilustrações, os caminhos trilhados pelas diferentes espécies encontradas em nossos biomas e a relação delas com o homem e a natureza, além de suas ameaças e exemplos de conservação.

Fruto de um trabalho de pesquisa, observação e vivência, a Avis Brasilis lança Primatas no Brasil – Cada macaco no seu galho, de autoria de Cristina Rappa, Heloisa Turini Bruhns e Lívia Botár. A obra, que tem o patrocínio da Tetra Pak®, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura (Lei Rouanet nº 8.313/91) do Ministério da Cultura, é o único registro editorial no País sobre o assunto. Ricamente ilustrado, o livro conta com 200 fotografias de Luciane Salete Panisson, Adriana Cruz e Fabio Colombini, além de 200 ilustrações de Tomas Sigrist.
Dividida em quatro partes, a publicação convida o leitor a viajar nesse universo por meio de um passeio na floresta, ativando e estimulando os sentidos a fim de explorar detalhes e atentar-se às curiosidades dos macacos que habitam nossas matas. Sendo assim, no primeiro capítulo, o viajante depara-se com um diálogo entre a natureza e a cultura e como isso é determinante na relação que estabelecemos com o mundo natural e com os animais.
No capítulo seguinte, o leitor segue viagem pelos nossos biomas, conhece as características das diferentes espécies que os habitam e caminha sob a ótica das primeiras observações aos primatas realizadas por naturalistas. Em seguida, é apresentado à complexidade de ameaças, como incêndios, caça, comércio ilegal, rodovias etc., e às doloridas consequências decorrentes de nossa dificuldade em dividir o território com outros seres. E, por fim, a caminhada se encerra com as iniciativas e os cases de sucesso realizados aqui no trabalho para a preservação dessas espécies.
O livro, editado em duas línguas – português e inglês, possibilitará que amantes da natureza, estudantes, educadores, pesquisadores, profissionais do setor, e claro, o público em geral, tenham acesso a uma série de informações e conheçam mais de perto o universo de seres tão fascinantes e semelhantes a nós.



SINOPSE
Daqui em diante, caro leitor, você fará um passeio pelo universo dos primatas no Brasil. Tal como um macaco muriqui que, hábil e graciosamente, vai brincando pelos galhos das árvores enquanto cruza a floresta, convidamos a percorrer os capítulos deste livro, explorando detalhes e curiosidades sobre os macacos que habitam nossas matas. Acomode-se no galho, concentre-se e escute o diálogo entre a natureza e cultura, cuja relação é determinante na maneira como nos relacionamos com o mundo natural e com os próprios animais. Ainda no galho, olhe ao redor e perceba os diferentes biomas brasileiros e a vida que neles aflora. E, se puder, estique os braços até alcançar o questionamento sobre a nossa humanidade e nossa suposta superioridade em relação às demais espécies.

Outros livros de Cristina Rappa.
2 fev. 2015 ... Depois do sucesso do livro infantil, Topetinho Magnifico. Que trata do trafico de animais, e fala sobre o beija-flor, em risco de extinção, agora a ...
ademircarosia.blogspot.com