segunda-feira, 22 de julho de 2013

Pedra da Boca - Teófilo Otoni - Minas Gerais -

Pedra da Boca
Teófilo Otoni - Minas Gerais

Coordenadas Geográficas
S 17º 55' 6.53", W 41º 11' 20.49"
Bioma predominante mata atlântica

Saindo de Arceburgo-MG, rumo a Teixeira de Freitas na Bahia, me deparei com esta pedra, fiquei perplexo


O cavaleiro é uma pessoa muito simpatica, mora na casa ao lado da pedra.
Nesta casa mora o cavaleiro, a pedra ao fundo é outra, estão bem proximas.

Esta bem proxima da Pedra da Boca, porém é menor.

Aproximada.

Detalhes , com foto aproximada.
Fiz esta sequencia de fotos em 03/07/2013 as 11,17 horas.


A pedra da Boca ou pedra da Baleia pode ser vista no trajeto da BR-418, conhecida por estrada do Boi. O inselberg de aproximadamente 970 
metros de altitude fica exatamente às margens dessa BR, dentro da propriedade rural do SrJ osé Rogério Dantas, na divisa dos municípios mineiros de Ataléia e Teófilo Otoni. A montanha recebeu esse nome devido a presença de uma grande fenda horizontal localizada em sua parede, semelhante à boca de uma grande baleia. A pedra da Boca, além de chamar a atenção de vários motoristas que circulam pela BR diariamente e turistas que avançam rumo às praias capixabas e baianas, sendo alvo de inúmeros cliques fotográficos, também já faz parte do roteiro de muitas equipes de escaladores de montanhas espalhados pelo Brasil, atraídas pela beleza natural e pela imponência da rocha. 
mundodasmontanhas.blogspot.com -



Alguns afirmam que esse grande monólito tem o formato de uma baleia, sendo que a fenda frontal em formato de uma boca deu origem ao nome da pedra.
A boca na verdade, é o que restou de um grande desmoronamento, formando uma fenda horizontal em 
forma de arco com cerca de 200m de extensão e um negativo de 20m de altura a 100m da base da pedra.
www.dzai.com.br/paredesdeminas/blog/cascagrossaclimb?tv_pos_id...

terça-feira, 16 de julho de 2013

Abelha Mandaçaia

Melípona quadrifasciata

As abelhas fazem parte da engrenagem que mantém os ecossistemas, são polinizadoras que merecem atenção. Paralelamente ao aquecimento global decorrente das alterações ambientais causadas pela industrialização descontrolada e aumento da população humana na terra, desapareceram aceleradamente inúmeras espécies de abelhas e com elas as espécies vegetais dependentes da polinização cruzada.
Albert Einstein já alertava sobre o desaparecimento das abelhas e comentou ser este fato o ponto de partida para o Homem iniciar seriamente as atitudes para reverter os processos degradantes do Planeta.

As abelhas sociais nativas(Apidae) do Brasil são representadas por mais de 200 espécies de Meliponinae (KEER & MAULE, 1964), 7 espécies de mamangavas (Bombinae) (MOURE & SAKAGAMI, 1962) e muitas de Euglossini. Existem mais de 5.000 espécies de abelhas solitárias que realizam a mesma função polinizadora. 



Entrada da colméia, o barro

O interesse pela criação de abelhas é justificado pelo uso nutricional e terapêutico do:
-mel
-pólen
-cera
-própolis
geoprópolis
-apitoxina
-geléia real

O Brasil é 0 4° produtor mundial de mel

Sabemos que as Melíponas coletam barro misturando-o a resinas vegetais produzindo geoprópolis. O acumulo de geoprópolis nas frestas das colméias, p´rinciplamente entre a tampa e a caixa propriamente dita, aumenta o peso da colonia e isto não quer dizer que esteja com muitas abelhas ou reservas alimentares. O acréscimo de geoprópolis é muito influenciado pelo manejo inadequado do meliponicultor, principalmente quando a caixa é aberta com muita frequência. A cada abertura, novas frestas são formadas e as operárias depositam cada vez mais geoprópolis nessas frestas.

Em Ribeirão Preto-SP e regiões próximas, (caso de Arceburgo-MG) o autor recomenda a Melipona quadrifasciata, Melipona rufiventris e Scaptotrigona postica.

A única forma de coletar enxames de meliponíneos é colocar caixa-iscas preparadas com a cera dessas abelhas como atrativo em locais estratégicos onde existam enxames naturais fortes. De preferência deve-se utilizar a mesma cera da espécie que se deseja coletar. Isto facilita a atração das abelhas batedoras que procuram ocos para fundar seu novo ninho.
Há relatos mais antigos de populações indígenas que praticavam a meliponicultura e dividiam as colonias para  formação de novas.

Arquitetura dos ninhos
Embora não possuam ferrão desenvolvido, os meliponíneos são capazes de defender sua colonia de forma passiva construindo seus ninhos em locais de difícil acesso. A entrada do ninho da maioria das especies é guardada por abelhas que atacam os inimigos que tentam entrar, chamadas abelhas guardas. O ninho apresenta uma entrada, que normalmente é caracteristica para cada espécie ou gênero. A esta segue um túnel construído de cerume, resina ou geoprópolis ( mistura de barro e resina), que vai até a região onde é armazenado o alimento, potes de pólen e néctar.

MORFOLOGIA EXTERNA E FISIOLOGIA DAS ABELHAS
O corpo das abelhas apresenta exoesqueleto de quitina com inúmeras articulações e coberto de minúsculos pêlos. ´é dividido em 3 partes: cabeça, tórax e abdômen. Na cabeça os órgãos de sentido: olfato, visão e audição. No tórax órgãos de locomoção: musculatura das asas e pernas. No abdômen, os órgãos respiratórios, reprodutores e aparelho digestivo.

Manutenção dos Espermatozóides na Espermateca
Uma rainha de abelhas, assim como em outros insetos sociais, pode sobreviver por até 7 anos com suas atividades fisiológicas normais.  Põe ovos e mantém a colonia sempre populosa, pronta para sobreviver as intempéries ambientais e predadores. Como os acasalamentos ocorrem sempre em um só período, é necessário que haja um mecanismo de permanência dos espermatozóides vivos e aptos a fecundar os óvulos dentro da rainha. Durante a cópula o macho deixa seu pênis (capsula genital) e parte do intestino preso à  "Bursa Copulatrix" da rainha, sendo que a ejaculação ocorre segundos depois. Minutos após a cópula, o macho morre e a rainha entra na colméia e ai permanece por longo período pondo ovos.
Citação A Mandaçaia - Davi Said Aidar

Visão da abertura da caixa, potes de mel, polén, crias, resina.
O perfume que exala é uma delicia.

Aqui em Arceburgo-MG, como Secretário de Meio Ambiente, criei no Parque Ambiental um Espaço das Abelhas Indígenas sem ferrão. Também criei um Espaço de Plantas Apícolas de diversas espécies, espalhei pela arborização urbana, mata ciliar plantas apícolas.
Também tenho na minha casa uma coleção desta abelhas, como hobby preservacionista.
Em conjunto com  o professor Rubens Marcelo de Castro, da IFSULDEMINAS -Câmpus de Muzambinho-MG, mantemos um grupo de pessoas que doamos abelhas um para om outro, plantas apícolas, informações. Esta Mandaçaia da matéria foi um presente dele.

Abelhas de Arceburgo-MG - Número 2