terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

Beija-flor-vermelho

Chrysolampis mosquitus

Gênero CHRYSOLAMPIS  Boie

Outro nome popular: Colibri rubi.


MACHO - ADULTO - VOANDO


Esta foto foi gentilmente cedida para esta matéria por Adams Serra, feita em Governador Valadares-MG, nas Chacaras Braunas em 27.07.2010. É a foto mais bem avaliada no WIKIAVES da espécie, e  já foi visualizada 8.866 vezes. 
Observação do autor: Esta figurinha apareceu e ficou no meu quintal quatro dias, depois de muita briga com o beja-flor-tesoura que se acha o dono do pedaço, ele desapareceu.

Distribuição geográfica: Colômbia, Guianas, Ilhas de Trinidad Tobago, Aruba, Curaçau, Bonaire, Brasil,Venezuela,  Bolívia. No Brasil desde Rio Branco até o Paraná com exceção do Amazonas e Rondônia.

Características: medidas:Medidas:  Comprimento 90 mm. Bico 9-11 mm. Asa 58. Cauda 37. Peso 4,1 g. Vibrações de asa 30 p.s Temperatura 41 C. Dimensões e peso dos ovos: 14,2 mm. x 9 mm. 0,45 g. Dimorfismo sexual, muito diferenciado.


SEXO - IDADE - INDETERMINADO - POUSADO -

Esta foto foi gentilmente cedida para esta matéria por Pedro Ávila, feita em Lajedo dos Beija-flores, Boa Nova-BA, em 25.11.2012. É uma das mais bem avaliadas no WIKIAVES.

Observação do autor: O lajedo dos beija-flores, cujo topo é

 uma vasta extensão (34 ha.) de pedra recoberta por arbustos esparsos e grande quantidade de cabeças-de-frade floridas, é um dos recantos mais fascinantes do parque. 
Guiados por Josafá, em companhia de Marcus Mello e do ecólogo Rafael Furtado.

Habitat: Mata virgem, secundaria, scrub, cerrado e savana.

Migração: Grande migratória.

Descrição: Lado dorsal, marrom-castanho-escuro; parte emplumada do bico, fronte, vértice e nuca,  vermelho-magenta-iridescente. Lado ventral com mento, garganta e peito alto amarelo-topázio-iridescente; restante do corpo marrom-enegrecido; crisso com tufos brancos salientes; infracaudais vermelho-castanho claro. Retrizes vermelho-castanho com uma estreita faixa terminal enegrecida. Fêmea: dorsalmente verde-fosco-bronzeado; ventralmente branco-acinzentada; infracaudais quase brancas; retrizes centrais verde bronzeadas, as demais com base negro-purpura, seguida de faixa avermelhada e pontas brancas. Jovens, como a a fêmea.

FÊMEA - NINHO - CHOCANDO -

Foto gentilmente cedida para esta matéria por Vital Teixeira, feita Estrada do Machadinho, Itagibá-BA, em 07.09.2010.

MACHO - ADULTO - PERFIL -


Esta foto foi gentilmente cedida para esta matéria por Marcos Ribeiro, feita na fazenda Pedra D'Anta, Lagoa dos Gatos-PE, em 13.10.2010. Esta linda foto mostra a beleza também do perfil ave, e é uma das mais bem avaliadas no WIKAVES. Já foi visualizada 1.182 vezes


Biótopos para nidificação, banho, canto, descanso, parada nupcial e dormir. 
Esta espécie nidifica de preferência em scrub e savana, sendo seu ninho apoiado sobre um ramo ou mesmo em forquilha. Em formato de taça, construído totalmente de material macilento, de painas diversas, preso nas paredes externas, constituídas de fragmentos muitos finos de córtex ou raramente de algum pequeno líquen. É de coloração pardo-claro, e esta a uma altura que varia de 1 a 3 metros do solo. Só a fêmea cuida do ninho, incubação e prole. A incubação é de 14-15 dias. O banho é tomada nas folhas úmidas pela chuva ou orvalho, de preferência com folhas de pequeno porte, como certas mirtáceas e folíolos de leguminosas etc. O canto é bastante sonoro, pois seu tliii, tliii, tliii... é repetido por muito tempo em horas de sol, quando esta em seu pouso preferido. O banho de sol é muito apreciado por esta espécie em quase todos os momentos, pois abre toda cauda, vira a cabeça para que o sol o atinja o mento e eriça as penas da cabeça, e virando de um lado para o outro. O dormir  é sempre em local de vegetação densa e emaranhada. A parada nupcial se realiza nas fases de perseguição da fêmea, apresentação e exibição da plumagem com vôos, seguidos de canto. Na fase de exibição da plumagem, o macho, em voo de libração, de cauda aberta em leque e com movimentos seguidos, eriça e abaixa as penas da pterila cefálica, que avança como um baixo topete até as regiões posterior e inferior da nuca. Ainda contrai a mácula da garganta, que forma assim uma nuance iridescente que vai do verde-escuro ao ouro-brilhante. Esse todo e mais a cabeça em magenta-iridescente, formam um jato resplandescente de luz em movimento, rodeando a fêmea, que, pousada, não tarda a se encantar, pois a cauda sempre aberta em leque que o macho exibe o torna espetacularTambém a fêmea, de quando em quando, distende a cauda, enquanto assiste esta exibição do macho, sua cauda também tem várias faixas entre o cinza-metalizado, o castanho e o esbranquiçado. Isto parece excitar ainda mais o macho e este, então, cantando sua frase dissilábica continuamente, acompanha todos movimentos da fêmea em pouso, até que recebe o consentimento de acasalamento.

Reconhecimento em seu habitat:  O canto inconfundível, a coloração vermelho-castanha, com as partes iridescentes do macho, magenta e dourado, o cinza-esbranquiçado da fêmea, com a coloração variada da cauda, os distinguem de imediato logo que pousam à luz do sol, o que sempre fazem distendendo a cauda.

MACHO -ADULTO - BRIGANDO -

Esta foto foi gentilmente cedida para esta matéria por Adams Serra, feita em Governador Valadares-MG, nas Chacaras Braunas em 28.07.2010.

Observação do autor:  Depois de quatro dias no meu quintal, o beija flor vermelho cansou de ser atacado pelo tesoura e não voltou mais. Nesta foto estava focalizando o vermelho que esta pousado tranquilo, quando o tesoura apareceu. Infelizmente tem sempre um galhinho para atrapalhar. 

Observações: Entre as flores preferidas encontram-se as verbenáceas, voquisiáceas, acantáceas, cactáceas, rutáceas, rubiáceas, labiadas, musáceas. eles gostam muito das voquisiáceas...

MACHO - ADULTO - ALIMENTANDO -


Esta foto foi gentilmente cedida para esta matéria por Stephen Jones, feita na Fazenda Pedra D'anta - Lagoa dos Gatos-PE, em 13.10.2010.

Ruschi fez muitos estudo à partir de 1.943, anilhando e acompanhando esta espécie.
Esta espécie é muito belicosa, mas, quando em migração, torna-se tímida e é muito perseguida na área de alimentação das células de repovoamento. Por isso permanecem por poucos dias nessas áreas.
Nos campos floridos, porém, continuam e passam a nidificar nessa área, e , após procriarem, emigram para o Sul, em outubro, e em abril e maio vem do Sul para o Norte.
Citação: Aves do Brasil - beija-flores - Augusto Ruschi


 FÊMEA - FILHOTES - 


Foto gentilmente cedida para esta matéria por Michel Giraud Audine, feita na Guiana Francesa (Fora do Brasil/EX), em 17.08.2008


FAMILIA TROCHILIDAE
SUBFAMILIA TROCHILINAE
Ordem trochiliformes

Chrysilampis - do grego khrysolampis = vaga-lume, pirilampo.
mosquitus    - do espanhol mosquito = mosquito, pequena mosca (referência ao tamanho pequeno e ao zumbido desta ave durante o vôo).
Citação: Aves Brasileiras, Johan, Christian Dalgas Frisch


OVO - NINHO 

Foto gentilmente cedida para esta matéria por Vital Teixeira, feita Estrada do Machadinho, Itagibá-BA, em 12.09.2010
Observação do autor: Quando cheguei o ninho estava sem a ave, quando comecei a fotografar ela chegou, saí para não causar um estresse maior, sem tirar, talvez, uma foto.


Foto de minha autoria, realizada , durante  a visita da ave por aqui. Nos dias 21, 22.11.2016, entre a visita da ave a florada do Pau-de-viola, e descanso.


BEIJA-FLORES DE ARCEBURGO-MG - NUMERO 13

BEIJA-FLORES DO BRASIL - NÚMERO 7



Esta semana no exterior o Blog foi visto no Egito.

No Brasil nas cidades de: Muzambinho-MG,  Pirajuí-SP, Pereira Barreto-SP, Resende-RJ  e Serra Azul-SP.


terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

Jaracatiá

Jaracatia spinosa (Aubl.) A. DC.



Família Caricaceae

Nomes populares - jaracatiá, mamãozinho, barrigudo, chamburu, mamão-de-veado(PA), mamão-do-mato, mamoeiro-bravo, mamoeiro-de-espinho, mamãozinho-da-mata

Caracteristicas morfológicas - Planta lactescente, dióica e espinhenta, de 10-20 m de altura, com tronco de 70-90 cm de diâmetro. Folhas compostas palmatilobadas, com 8-12 folíolos glabros.

Ocorrência - Sul da Bahia até Rio Grande do Sul e, Minas Gerais e Mato Grosso do Sul, em várias formações florestais.

Madeira - Leve, mole, de baixíssima durabilidade sob quaisquer condições.

Utilidade - Sua madeira não tem nenhuma utilidade, entretanto seu lenho foi outrora muito utilizado para confecção de doces caseiros. Os frutos são comestíveis e avidamente procurados por pássaros e macacos. A árvore é bastante ornamental pela forma bizarra de seu tronco 

e ramos, podendo ser usada com sucesso no paisagismo em geral. Com planta pioneira adaptada a luminosidade direto e de muito  rápido crescimento, deve ser presença obrigatória em qualquer reflorestamento heterogêneo destinado a recomposição da vegetação de áreas degradadas de preservação permanente.

Informações ecológicas - Planta decídua, heliolita, pioneira, caracteristica de solos férteis de fundo de vales  e de planícies aluviais da floresta pluvial. Ocorre tanto no interior da mata primária densa com em clareiras, beira de matas e em formações secundárias em estágios adiantados da sucessão vegetal. Apresenta dispersão  ampla e regular, porém sempre em baixa densidade. É particularmente frequente na floresta semidecídua da bacia do Paraná. Produz anualmente regular quantidade de sementes viavéis.

Fenologia - Floresce a partir de meados de setembro, prolongando-se até outubro. Os frutos amadurecem nos meses de janeiro-março.

Obtenção de sementes - Colher os frutos diretamente da árvore quando maduros ou recolhe-los no chão após sua queda. Em seguia abri-los manualmente para a retirada das sementes, que devem ser lavadas em agua corrente e deixadas secar a sombra. Um quilograma de sementes contém aproximadamente 28.700 unidades.


Produção de mudas - Colocar as sementes para germinação, logo que colhidas e sem nenhum tratamento, em canteiro semi-sombreados contendo substrato organo-argiloso. A emergência ocorre em 10-20 dias e, a taxa de germinação geralmente é elevada. Transplantar  mudas para embalagem individuais quando atingirem 4-5 cm, as quais estarão em condições de serem plantadas no local definitivo em 3-4 meses. O desenvolvimento das plantas no campos é rápido.

Citação: Arvores Brasileiras - Volume 01 - Harri Lorenzi

Da mesma família do mamão . Ontem fui fotografar aves e colhi estes frutos das fotos. Um mamão em tamanho pequeno, muito saboroso.

Trabalho Acadêmico:
Jornal O estado de Minas Gerais
Caderno Agropecuário
21.03.2011
Pesquisadores da Esalq fazem levantamento com fruta exótica da mata atlântica para fazer doce.
Jaracatiá no foco de estudo

A A jaracatia spinosa, arvore originaria do bioma da mata atlantica em risco de extinção em muitos estados brasileiros, cujo latex são usados pelos indigenas para fins medicinais, foi alvo de pesquisa na Escola Superior de Agricultura Luiz  de Queiroz (USP/Esalq)
....  A fruta e o doce na forma de compota do jaracatiá apresentavam-se em risco de extinção há 15 anos e, com envelhecimento das doceiras antigas que dominvama a técnica, o doce parou de ser confeccionado.


ARVORES ARCEBURGO - NUMERO 16
FRUTAS DE ARCEBURGO - 3

Esta semana no Exterior o Blog foi visto no Uruguai , e no Brasil em Uiraúna-PB.