terça-feira, 31 de janeiro de 2017

Beija-flor-de-bochecha-azul

Heliothryx auritus 
Gmelin, 1788

FÊMEA/FILHOTE/NINHO
Foto de minha autoria, feita aqui em Arceburgo-MG.

Gênero HELIOTHRYX Boie

Outros nomes populares: Beija-flor-verde-branco-bico-de-sabre, beija-flor-verde-branco-de-orelha-preta, beija-flor-fada.

Distribuição geográfica: Colômbia, Venezuela, Guianas, Equador,Peru e Brasil Amazônico, nas margens do Solimões e Amazonas, incluindo boliviana amazônica.

Caracteristicas: Comprimento 105 mm. Asa 61. Cauda 48. Bico 20. Fêmea: Comprimento 120. Peso 6,3 g. temp. 42ºC. Peso e medida dos ovos:0,60. 15 X 9,6. Fêmea bem diferenciada.

Habitat: Floresta amazônica, visitando as abertas limítrofes e scrubs

Migração: Pequena migratória

Descrição: Lado dorsal verde-ouro brilhante, no vértice e lados da garganta a partir da base da mandíbula; loros e coberteiras da orelha, negro com mácula pós-auricular azul brilhante. Lado ventral e retrizes branco-puro, exceto o par central e subcentral negras; bico negro em forma de sabre. Fêmea, com verde-cintilante  dos lado da garganta, sem azul pós auricular, tendo manchas pequenas escuras na garganta e peito; cauda mais longa, tendo as retrizes centrais com 74 mm; retrizes laterais, com barra preta transversal perto da base. Macho jovens, semelhantes às fêmeas.


Biótopos para nidificação, banho, canto, parada nupcial, descanso e dormir.

O ninho é fixado em ramo horizontal a uma altura do solo que varia de 3 a 30 metros de altura, em árvores, e muito difícil de ser encontrado, salvo quando se acompanha a fêmea em busca de material, constituído de painas de bombacáceas, bromeliáceas, Typhaceal. A incubação se faz em 15 dias e os jovens deixam o ninho com 22 dias de idade. A parada nupcial tem seu apogeu na fase de exibição da plumagem, pois os tufos do pescoço são colocados para a frente, enquanto a cauda aberta durante o voo de libração diante da fêmea é enriquecido com seu canto monossilábico e repetido continuamente, dizendo trix, trix, trix, trix, subindo e descendo em voo, para depois seguirem ambos em ascensão até 20 metros ou mais de altura, para retornarem ao local onde a fêmea faz o pouso e o macho continua suas exibições. O banho é sempre tomado em poça de remanso de em córrego ou rio, como outros o fazem sobrevoando o local exato para o mergulho, seguindo ao pouso para higiene da plumagem. É espécie muito belicosa, não havendo nunca dois machos numa mesma árvore para alimentar-se sem que haja luta. O banho de sol, o descanso e o dormir são idênticos aos demais beija-flores de porte regular e grande. As flores preferidas são das famílias: bromeliáceas, voquisiáceas, passifloráceas, leguminosas, bignoniáceas, rutáceas e outras. O reconhecimento em seu habitat é facilitado pelo voo de libração, pelo canto e pelo abrir e fechar constante da cauda.


Reconhecimento em seu habitat: Quando pousado em seu habitat e que é percebido, logo inicia seu piado tliiii, tliiii, tliiii, tliiii, e sua cauda faz um movimento rápido para frente e para traz, repetido por muitas vezes; seu bico longo e reto e sua cor bem distinta o caracteriza; a fêmea é do mesmo aspecto, com mesmo canto e também faz movimentos de cauda, porém tem coloração esbranquiçada, no peito e abdômen, sem iridescência alguma ventralmente, sempre é acinzentada.

Observações: É espécie belicosa entre indivíduos da mesma espécie, porém dócil para com as demais de sua área e território. As suas flores preferidas são as representantes das famílias: voquisiáceas, liliáceas, bignoniáceas, lorantáceas, leguminosas, Zingiberáceas, bromeliáceas, lobeliáceas, verbenáceas, acantáceas, canáceas, cactáceas, crassuláceas e euforbiáceas. Esta especie como todas desse gênero, possui uma particularidade que lhe é exclusiva, entre os demais representantes de toda a família Trochilidae; é relacionada com a muda, pois só as espécies desse gênero tem a fase neutra, na qual o macho adulto ao realizar a muda pós-nupcial perde a plumagem iridescente de todo o corpo, inclusive as máculas cefálica e gutural, e fica com a plumagem inteiramente como a da fêmea adulta; depois disso e fora da época da muda nupcial, veste-se novamente com a plumagem iridescente. Como os demais beija-flores cuja plumagem do macho é iridescente e também possui dimorfismo sexual bem diferenciado, na ocasião da muda, o que ocorre para todos os Troquilídeos, uma aves por ano, perdem a plumagem, mas a nova plumagem que a substitui é sempre iridescente igual a perdida. Seu reconhecimento no habitat é como a especie precedecente.
Citação; Aves do Brasil - Augusto Ruschi.

Familia Trochilidade
Subfamilia Trochilinae
Ordem Trochiliformes

Etimologia:
Heliothryx - do grego helios = sol + thrix = cabelo, pêlo.
aurita - do latim auritus = com orelhas (auris = orelha, ouvido).
Citação: Aves Brasileiras - Johan, Chrisitian Dalgas Frisch.

MACHO - ADULTO - VOANDO
Esta foto foi gentilmente cedida para esta matéria por Lindolfo Souto, feita em Serrinha do rio azeite, Itariri-SP, em 05.05.2012. É a foto mais bem avaliada da especie no WIKIAVES, com 2076 visualizações.
Observação do autor: Em homenagem aos amigos Almir Almeida e Flavio Guglielmino (grandes parceiros). Realmente Almir voce veio só pra fotografar esse bicho, e ele merece é muito lindo. Detalhe para a parte branca do rabo que parece se mover independente.


                                                  MACHO - ADULTO - POUSADO
Outra foto de Lindolfo Souto, feita no mesmo lugar da foto acima, só que em 20.04.2012, também é uma das mais bem avaliadas da especie no WIKIAVES.

                                             FÊMEA - ADULTO - POUSADA -
Foto gentilmente cedida para esta matéria por Marco Barbosa, feita em Cachoeira Três Bacias, Itatiaia-RJ, em 06.06.2010.

                                                           FÊMEA - NINHO - FILHOTES
Foto gentilmente cedida para esta matéria por Betoramos, feita na Cascata das Antas, Poços de Caldas-MG, em 06.01.2009. Vejam a beleza deste ninho, é uma obra de arte, e Cascata das Antas é um lugar lindo.

                                                  FÊMEA - VOANDO -ALIMENTANDO
Foto gentilmente cedida para esta matéria por Marco Guedes, feita na trilha da Mata, Pacaraima-RR, em 18.11.2012. Linda foto a ave se mostrou toda e sua beleza ficou a mostra, deslumbrante.

BEIJA-FLORES DO BRASIL - NÚMERO 15

BEIJA-FLORES DE ARCEBURGO-MG - NUMERO 9

segunda-feira, 30 de janeiro de 2017

Abricó-de-praia

Mimusops commersonii (G.Don) Engl.


Sin.: Imbricaria commersonii G.Don, Imbricaria coriacea A. DC., Mimusops coriacea (A. DC.) Miq.

Angiospermae - Sapotaceae



Características - o abricoteiro-da-praia é uma frutífera subtropical originária de Madagascar e amplamente cultivada na arborização urbana de cidades litorâneas, ocasionalmente em pomares domésticos nas regiões Nordeste e Sudeste do Brasil. É uma árvore perenifólia  lactescente, de 7-10 m de altura muito tolerante a solos salinos. Folhas coriáceas, glabras, de cor verde mais clara na face inferior, de 5-15 cm de comprimento, com pecíolo de cerca de 3 cm. Flores solitárias ou agrupadas em 2-4 em fascículos axilares, formadas de julho a setembro. Os frutos são bagas globosas, de casca lisa, com polpa cremosa e doce, com 1-2 sementes; maturação no verão.


Utilidades - os frutos são consumidos exclusivamente in natura (frescos) e pouco apreciados.

Multiplicação - propaga-se por sementes.


Citação - Frutas Brasileiras e Exóticas Cultivadas ( de consumo in natura) - Harri Lorenzi , Luis Bacher, Marco Lacerda, Sergio Sartori.


Nota do Blog - Conheci esta árvore em Ubatuba/SP, na Praia de Santa Rita. Descansei sob a sombra dela e alimentei dos seus frutos, e gostei. Utilizei ela na arborização urbana, e no Parque Ambiental.

 Arborização urbana de Arceburgo/MG. Árvore com frutos.

Árvores de Arceburgo/MG - Numero 24

Frutas  de  Arceburgo/MG - Numero  9

Espécie introduzida.

domingo, 22 de janeiro de 2017

Avenida Doutor Afonso Celso Patelli.

Praças/Áreas Verdes de Arceburgo/MG.

Área verde deste projeto 9.330 m²


Linda avenida de Arceburgo, local escolhido por muitos para caminhada. Como uma das laterais é margeada por um córrego, plantamos neste espaço árvores de mata ciliar. Na frente diversas outras árvores, que alimentam aves, e fornecem néctar para os beija-flores. Portanto aqui também é um ponto de observação de beija-flores, um jardim dos beija-flores.
Além de Palmeiras Washingtonia, com lindo gramado, banco, mesas para convivência


Frente da avenida.


Para os beija-flores lá estão: Grevílea-anã, duranta, mini flamboaiã,, Ipês, Mulungu, malvavisco, caliandra...enquanto fazia estas fotos, além do 

beija-flor-de-orelha-violeta (Colibri serrirostris) 

 da foto, outras dois de especeis diferentes também estavam lá.

Para as aves em geral: Calicarpa, aroeira salsa...

Para consumo humano: Pitanga, cabeludinha...


Mata Ciliar:Sangra-d'Água, Ingá...

Ornamentais: Palmeira Washingtonia, Algodão de praia.


Num dos espaços da avenida plantamos 50 jerivás, que além da beleza, já estão produzindo frutos. Tucanos, abelhas e outro bichos se beneficiam com a versatilidade desta palmeira brasileira.

Coqueiro-jerivá atrai: Arara, mutum, jacu, tucano, saíra, sabiá, sanhaço, jandaia...


ÁREA VERDE ANTERIOR.............. 44.588 m²

ÁREA VERDE DESTE PROJETO.... 9.330 m²

TOTAL....................................      53.918 m² 

PRAÇAS E ÁREAS VERDES DE ARCEBURGO/MG - NÚMERO 14

sábado, 14 de janeiro de 2017

Abelha mirim

Plebeia droryana (Friese, 1900)


Nome popular : MIRIM
Taxonomia

· Hymenoptera
. Apoidea
. Apidae
· Meliponini
Nome científico: Plebeia droryana (Friese, 1900)
Nome popular: Mirim (Nogueira-Neto, 1970).

Distribuição geográfica
Bahia, Espírito Santo, Minas Gerais, Paraná, Rio Grande do Sul e São Paulo (Silveira et al., 2002).

Referência
Silveira et al., 2002. Abelhas Brasileiras. Belo Horizonte.
Ecologia
Abelhas sociais, inteiramente mansas, cujos ninhos são encontrados em diversos lugares, sendo que utilizam desde árvores até barrancos, desde que os ocos sejam de tamanho apropriado e não aquecidos pelo sol em demasia. A entrada do ninho é feita com própolis e é geralmente curta no exterior do ninho, não sendo fechada à noite. Os favos de cria são horizontais ou helicoidais e ocorrem células reais. O invólucro está presente nos favos de cria e é construído com cerume (Nogueira-Neto, 1970). As colônias podem ser constituídas por 2.000 a 3.000 abelhas (Lindauer & Kerr, 1960). A construção dos favos de cria é suspensa no inverno ou em uma parte dele no Estado de São Paulo (Nogueira-Neto, 1970). Nesta espécie, ocorrem machos normais e gigantes, ambos são tratados da mesma maneira pelas operárias (Cortopassi-Laurino, 1978).

Referências
Cortopassi-Laurino, M. Contribuição para o conhecimento dos machos de Plebeia droryana Friese (Apidae, Meliponinae). Dissertação, IB-USP, 1978.
Nogueira-Neto. A criação de abelhas indígenas sem ferrão. Tecnapis. 1970.
Lindauer, M, Kerr, WE. Communication between the workers of stingless bees. Bee World 41: 29-41 & 65-71.1960.
Citação:Plebeia droryana - USP
www.ib.usp.br/beesp/plebeia_droryana.htm
Plebeia droryana (Friese, 1900). Nome popular : MIRIM. Taxonomia. · Hymenoptera . Apoidea . Apidae · Meliponini Nome científico: Plebeia droryana (Friese, ...


 Frequentemente há duas entradas no mesmo pito, uma menor e circular, logo acima da entrada principal, e outra, que fica abaixo, com formato de fenda, que possibilita a passagem de 3 abelhas por vez, o que facilita a sua identificação

Paulo Sirks Vou na mirim droryana...
Ângelo E. Maciel Droryana com certeza. Se tu colocares o dedo perto da entrada, elas começam a andar na tua mão de curiosidade.
Júlia Galheigo Plebeia droryana (veja o douradinho em volta do dorso dela), pela carinha e mais veja as duas entradinhas dela.


Citação: Agradeço os amigos acima descritos, do Grupo MELIPONICULTURA- ABELHAS SEM FERRÃO, pela ajuda na identificação da espécie.

Abelha nativa de Arceburgo.

O prédio onde esta instalada a Secretaria de Meio ambiente foi construído com blocos de cimento. Com um prego fiz vários furos em pontos diferentes, e coloquei um pouco de cera alveolada, dai este enxame se alojou num destes pontos. Vários outros enxames também se alojaram, de outras espécies.Também acredito que tenha mais desta mesma citada aqui.


ABELHAS DE ARCEBURGO - NUMERO 5

quinta-feira, 5 de janeiro de 2017

Os 5 beija-flores mais fotografados no WikiAves

São os 5 Beija-flores mais fotografados, no maior site do Brasil e um dos maiores do mundo, o WikiAves.
Quero acreditar, também que por ser um site de tamanha credibilidade, ele traduz a realidade do Brasil.
Poderia assim afirmar que são os 5 espécies beija-flores mais fotografados do Brasil, neste momento.

PRIMEIRO
Com 4.333 fotos.

Beija-flor-tesoura
Eupetomena macroura (Gmelin, 1789)
Foto gentilmente cedida para esta matéria, por Celi Aurora, feita em Meaípe (Praia do Boqueirão) Guarapari-ES, em 14.10.2010. É a segunda foto mais bem avaliada da especie, no WikiAves
Observação do autor: Fez vários voos para retirar fios deste entulho e levar para o ninho perto dali.

SEGUNDO

Com 3.368 fotos

Besourinho-de-bico-vermelho
Chlostilbon lucidus (Shaw, 1812)
Macho - adulto
Fiz esta foto aqui em Arceburgo-MG, no Parque ambiental, em 09.10.2010


TERCEIRO

Com 3.130 fotos

Beija-flor-de-fronte-violeta
Macho - adulto -
Thalurania glaucopis (Gmelin, 1788)
Foto gentilmente cedida para esta matéria por Daniel Mello, feita em Limoeiro, Guapimirim-RJ, em 13.03.2011
É a segunda foto mais bem avaliada do WIKIAVES.

QUARTO

Com 1.730 fotos

Beija-flor-preto
Florisuga fusca (Vieillot, 1817)
Foto gentilmente cedida para esta matéria por Sergio Motta, feita em Itapecerica da Serra-SP, em 16.09.2012, em uma chácara. É a terceira foto mais bem avaliada do WIKIAVES, da espécie.


QUINTO


Com 1.589 fotos

Beija-flor-de-garganta-verde
Amazilia fimbriata (Gmelim, 1788)
Esta foto foi gentilmente cedida para esta matéria por Lucia Calvet, feita no Canal de Marapendi, Rio de Janeiro-RJ, feita em 13.12.2010. É uma das fotos mais bem avaliadas no WIKIAVES, da espécie