domingo, 20 de agosto de 2017

Mapeamento das abelhas sem ferrão de Arceburgo/MG - Ponto numero 9

Ponto 9

Chácara CB - Estrada JLM

Caga-fogo, Tataira
Oxytrigona tataira tataira (Smith, 1863) 


Identificação feita pelos amigos do grupo ABENA.



Alojada na beira da estrada neste tronco de uma árvore nativa.

Para que possamos conhecer as espécies de abelhas sem ferrão -ASF - existentes na natureza em Arceburgo/MG, estamos realizando este mapeamento. Trabalho este que servirá para inventário da nossa cidade, do estado mineiro, do Brasil...saber o numero de espécies, onde constroem seus ninhos, etc.


No ponto numero 1 
Borá
Tetragona clavipes

No ponto numero 2 
Mandaguari
Scaptotrigona postica


No ponto numero 3 
Abelha boca de sapo

Partamona helleri


No ponto numero 4 
Tubuna
Scaptotrigona bipunctata

No ponto numero 5

Borá
Tetragona clavipes

No Ponto 6
Tubuna;
Scaptotrigona bipunctata

No Ponto 7

Jataí
Tetragonisca angustula

No Ponto 8

Tuiuva, tujuba

 Melipona mondury, Smith,. 1863


No Ponto 9
Caga-fogo, Tataira
Oxytrigona tataira tataira (Smith, 1863) 

Portanto agora já são 7 espécies identificadas na natureza, porém são 10 enxames, porque no ponto 2 são dois enxames numa mesma árvore.

Resumo das espécies:
Borá.......................2.
Mandaguari............2.
Tubuna.................. 2.
Boca-de-sapo........1.
Jatai.......................1.

Tuiuva, tujuba........1.

Caga-fogo............  1.

Total...................... 10

Ação em prol das Abelhas.

Voluntariado.

Educação Ambiental

Conhecer para proteger.

quinta-feira, 17 de agosto de 2017

Cutia

Dasyprocta azarae



AMEAÇAS: Caça e perda e fragmentação do hábitat (desmatamentos). É um dos mamíferos mais perseguidos pelos caçadores. A forma mais comum de caçá-las é através de armadilhas, uma caixa com comida (banana, geralmente) cuja tampa se fecha quando a cutia entra. Depois, ela é morta com uma espécie de espeto de ferro, introduzida pelas frestas da própria caixa que serve de armadilha.

DESCRIÇÃO:
 

Mede de 50 a 60cm e pesa de 1 a 3 kg. A cauda é rudimentar como na capivara. A coloração geral é marrom-avermelhada, sendo o lado ventral mais claro. A região próxima à cauda é mais avermelhada. Os membros dianteiros são curtos e têm cinco dedos providos de fortes unhas. Os posteriores são longos e tem três dedos também com fortes unhas. O membro posterior alongado auxilia a cutia a pular.



ALIMENTAÇÃO: 
Herbívora alimenta-se de frutos tais como bacupari (Rheedia gardneriana), cambucá, palmito, ingá entre outros, e talos de palmito jovem. Este animal pode estocar um grande número de frutos, enterrando-os para alimentação posterior, assim acaba por esquecer parte deles, que, desta forma, acabam germinando, o que faz desse animal um ótimo dispersor da floresta. 

REPRODUÇÃO: 
Atinge a maturidade sexual com 1 ano e tem de 2 a 3 filhotes. 

OBSERVAÇÕES: 
A cutia vive em regiões com floresta densa, ou em matas ralas. Ocorre também no cerrado. É mais ativa durante as horas crepusculares, apesar de poder ser vista durante o dia em regiões onde não sofre perseguições. Procura como abrigo tocas que constrói em barrancos, ocos de árvores caídas e sob raízes. Vive praticamente solitária e quando pressente algum perigo costuma ficar parada, tentando passar despercebida. Ao comer, a cutia costuma segurar o alimento com as patas dianteiras, ficando sentada sobre as patas traseiras. Este hábito de usar os membros na alimentação é bastante comum entre os roedores. 

Citação

Dasyprocta azarae - Instituto Rã-bugio para Conservação da ...


www.ra-bugio.org.br/ver_especie.php?id=53



CUTIA Dasyprocta azarae. Foto: Germano Woehl Jr. Na natureza, na RPPN Santuário Rã-bugio, em Guaramirim, SC. AMEAÇAS: Caça e perda e fragmentação ...
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BICHOS DE ARCEBURGO/MG - NUMERO 20


Fotos realizadas pelo autor do Blog.





segunda-feira, 14 de agosto de 2017

Beija-flor-de-veste-verde

Anthracothorax viridigula Boddaert, 1783.

FAMILIA TROCHILIDAE
SUBFAMILIA TROCHILINAE
Ordem Trochiliformes

Anthracothorax - do grego anthrax, anthrakos = carvão, tição + tórax = peito tórax.
viridigula - do latim viridis = verde + gula = garganta, goela.
Citação - Aves Brasileiras - Johan, Christian Dalgas Frisch.


MACHO - JOVEM
Foto gentilmente cedida por Anselmo dAffonseca, feita no Rio Solimões (próximo ao Lago Catalão), Manaus-AM, feita em 03.07.2011. É uma das mais bem avaliadas, da espécie no Wikiaves.


Outros nomes populares: Beija-flor-garganta-listra-verde e e beija-flor-garganta-verde.

Distribuição geográfica: Venezuela, Guianas, Brasil (no Amazonas, Pará, Amapá, Marajó e Maranhão).

Caracteristicas: Comprimento 125 mm. Asa 72. Cauda 40. Bico 27. Peso 7g. Temp. 42ºC. Peso e medida dos ovos: 0,65g. 17 x 9,5. Vib. asa 30 p.s.
Dimorfismo sexual muito diferenciado.

Habitat: Floresta da hiléia nas imediações da savana e cerrado, onde nidifica.

Migração: Pequena migratória.

FEMEA - FILHOTE
Estas 3 fotos da sequência foram gentilmente cedidas por Michel Giraud Audine, feitas na Guiana Francesa (fora do Brasil/EX)  

Descrição: Lado dorsal verde-bronzeado-brilhante, supra-caudais e uropígio, verde-bronze-dourado. Retrizes centrais negro-aço. Retrizes laterais castanho-avermelhado terminado em azul-escuro, com ponta branca. Garganta verde-esmeralda-brilhante. Peito e barriga negro -veludo, com flancos verde-brilhante. Femea tendo o lado ventral branco, flancos verdes e na parte central com uma listra negra. A Parte dorsal é mais clara no macho.

FEMEA - NINHO
Estas duas fotos foram gentilmente cedida  por Danilo Almeida, feitas em um povoado, com nome de Santa Maria do Tapará, em Santarém-PA, Bioma Predominante da Amazônia Várzeas de Monte Alegre)

Biótopos para nidificação, banho, canto, parada nupcial, descanso e dormir.
O ninho é do terceiro tipo da Classificação A. Ruschi, e se assemelha as demais espécies do mesmo gênero, sendo ricamente ornamentando com liquens. É fixado em ramo horizontal de arbusto ou árvore e muito comum em bambu, a altura variável de dois a dez metros do solo. A incubação é de 14-15 dias e os jovens deixam o ao vinte dias de idade. A parada nupcial é mais destacada na fase de exibição de plumagem, quando a cauda é aberta durante o voo ao redor e frente a femea. O canto é muito pouco perceptível, pois o som emitido é muito surdo e serrilhado, parecendo o zumbido de um inseto cerambicideo, quando seguro na mão. tem assovios, mas estes são de tonalidades grave. O banho é mais frequente em respingos e nas folhas úmidas de orvalho, na parte da manhã, e mais raramente em poças de agua e dos córregos e rios. O pouso de descanso e dormir é feito em local abrigado. As flores preferidas são das famílias: leguminosas, voquisiaceas, bignoniáceas, bombacáceas, malváceas e outras rubiáceas em que se destaca a Genipa americana, onde muitas especies de beija-flores frequenta,m aos mesmo tempo, e travam constantes lutas pela invasão do território ou área de cada indidividuo. O reconhecimento desta especie no campo , em voo ou no pouso é facilitada pela coloração ou pelo seu ruido do canto surdo e grave, emitido durante o voo.
Citação:  Aves do Brasil -  Beija-flores - Augusto Ruschi.

BEIJA-FLORES DO BRASIL  - NUMERO 20

terça-feira, 8 de agosto de 2017

Pau-Brasil - Parte 2 - Madeira


Caesalpinia echinata Lam.

Madeira - Muito pesada, dura, compacta, muito resistente, de textura fina, incorruptível, com alburno pouco espesso e diferenciado do cerne.

Citação: ÁRVORES BRASILEIRAS, VOLUME 1 - Harri Lorenzi.


O que é a madeira?

    A madeira, do ponto de vista anatômico, é denominada xilema secundário, sendo constituída por um conjunto heterogêneo de diferentes tipos celulares com propriedades específicas. As células que formam a madeira são adaptadas para desempenhar funções como condução de líquidos, transformação, armazenamento e transporte de substâncias nutritivas, além da sustentação do vegetal.
    A condução ascendente de líquidos na madeira é feita através de vasos constituídos por elementos de vaso que se sobrepõem. São verdadeiros "tubos" por onde circulam líquidos no sentido raízes-folhas. A quantidade, tamanho, arranjo e agrupamento dos vasos têm papel importante na eficiência do transporte de água e interferem nas propriedades da madeira como matéria prima.
   O armazenamento de substâncias na madeira é feito principalmente no tecido denominado parênquima axial. As células do parênquima apresentam paredes mais finas e dimensões menores, quando comparadas aos elementos de vaso. Existem diferentes tipos de parênquima axial, que podem ser divididos em três grupos principais: paratraqueal - com células distribuídas ao redor dos vasos, apotraqueal - com células distribuídas entre as fibras e sem contato direto com os vasos e em faixas, que variam quanto à largura. 
    As funções de armazenamento, transformação e condução transversal de substâncias nutritivas são realizadas nos raios. Estes se estendem desde a casca até a região central do tronco.
    Além de vasos, parênquima axial e raios, a madeira é formada por fibras que se distribuem longitudinalmente no tronco e desempenham a função de sustentação. As fibras são células alongadas, de extremidades afiladas com paredes que variam quanto à espessura. 
   Elementos de vaso, parênquima axial e fibras dispõem-se horizontalmente. A madeira é originada a partir de um tecido com capacidade multiplicativa (meristemático) denominado câmbio vascular. Este tecido origina novas células que se dividem e se diferenciam, formando para o interior da árvore os componentes do xilema secundário (ou madeira) e para o exterior as células que formam o floema secundário.
   O floema é o tecido responsável pela condução de substâncias foto assimiladas produzidas nas folhas, que descem pelo tronco em direção as raízes. Detalhes sobre a atividade cambial, a formação e diferenciação do xilema e do floema serão apresentados adiante.

Para maiores informações veja pag.135, do Livro Pau - Brasil da semente à madeira.

CITAÇÃO: PAU - BRASIL DA SEMENTE À MADEIRA - GOVERNO DO ESTADO DE SÃO PAULO - SECRETARIA DO MEIO AMBIENTE - INSTITUTO DE BOTÂNICA.


Material encontra-se exposto na Secretária de Meio Ambiente de Arceburgo/MG.