segunda-feira, 30 de setembro de 2013

Gambá-de-orelha-branca

Didelphis albiventris Lund, 1840

Outros nomes populares: Gambá, raposa, saruê, micurê, raposinha, sarigué-de-orelha-branca, "mucura",  "saruê" e "sariguê.

Fiz estas fotos em uma composteira, acho que a femea escolheu este local por causa do esterco curtido, que com a fermentação fica quentinho, no quintal da Secretaria de Meio Ambiente.

Possuem porte médio, pesam entre 500 e 2.750g. A cabeça e o corpo tem entre 305 a 440 mm e a cauda de 300 a 490 mm. As femeas adultas de maneira geral são maiores que os machos. ocorre em todo Brasil não amazônico, nordeste da Argentina, Paraguai, Uruguai, além de populações isoladas no Norte da América do Sul, na Venezuela, Suriname e Guiana, e outra questionavel população na porção noroeste da América do Sul, passando pela Colômbia, Equador, Peru e Bolívia. Possui a pelagem longa e lanosa constituída de duas camadas, uma mais curta e esbranquiçada e outra de pelos mais longos, com extremidade preta, caracteristica que provoca variações consideráveis na coloração, com tonalidades que variam de cinzenta a negra com a cabeça e o pescoço brancos, ou amarelo-esbranquiçados; com uma faixa preta entre as orelhas e uma mancha negra ao redor dos olhos. A coloração portanto pode ser muito variável, desde indivíduos bem escuros até quase brancos, com alguns indivíduos intermediários. Ainda assim predomina a coloração grisalha. As orelhas são esbranquiçadas com as bases escuras. As mãos, os pés e o terço posterior da cauda são esbranquiçados. A cauda é forte, preênsil e praticamente nua. Ele é muito semelhante ao gambá-de-orelha-preta, porém os adultos são facilmente distinguiveis pela diferença de coloração das orelhas. Cuidados devem ser tomados na identificação de juvenis porque a cor branca da orelha D. albiventris é muito menos pronunciada em animais jovens. Outa distinção é a extensão dos pelos da cauda, que é maior em D. albiventris.


Encontrados em uma grande variedade de habitats, desde formações vegetais abertas, até florestas úmidas densas, e mesmo em formações dos Liamos venezuelanos, Chaco, Pantanal, cerrado, Caatinga, Floresta Atlântica e Campos Sulinos, planícies, pântanos, pradarias, florestas tropicais e subtropicais. Tolera áreas urbanas, terras cultivadas e zonas desmatadas, é comum abrigarem em forro de casas. Na Caatinga, eles são encontrados em zona de alta e baixa vegetação espinhosa, e em áreas perturbadas. Apresenta hábitos crepusculares e noturnos, buscando abrigo em ocos de árvores, entre suas raízes, ou embaixo de troncos caídos. Apesar de serem essencialmente cursoriais, são bons trepadores, utilizando bem todos estratos da floresta; o que aumenta sua capacidade de sobrevivencia. São animais de dieta onívora. Durante a analise fecal, os cientistas descobriram invertebrados em sua dieta e também consomem oportunamente restos de comida e carniça.

Os invertebrados consistiram principalmente de insetos. Na província de Missiones, Argentina, nos estômagos examinados foram encontrados grande numero de vermes em conjunto com formigas, pássaros pequenos, cascas de ovos, e vegetação. No norte da Argentina se alimenta durante o madurecimento de uvas e outras frutas em pomares. Frutos silvestres, sementes e vertebrados também foram encontrados na dieta desses animais, inclusive atacam sistematicamente serpentes venenosas como a jararaca Bothorops jararaca, visto que é imune ao veneno desta, e as matam com uma mordida na região do pescoço ou cabeça. também podem consumir roedores e aves de pequeno porte, rãs, lagartos, insetos, caranguejos. Devido o grande consumo de frutos e ao fato das sementes destes serem capazes de germinar após sua ingestão, a espécie pode ser considerada uma importante agente dispersora de sementes. É solitário , como outros marsupiais, com exceção da época reprodutiva, o que ocorre pelo menos uma vez por ano. A reprodução é sazonal, e varia de acordo com os padrões de chuva entre final de inverno e inicio de primavera; de setembro a maio. as femeas atingem a maturidade sexual ao nove meses e possuem marsúpio, com abertura voltada para a extremidade anterior. O tamanho médio da ninhada é  seis, variando entre quatro e quatorze. A gestação varia  entre 12 e 14 dias e os filhotes se desenvolvem na bolsa das femeas que possuem de 9 a 13 mamas, por aproximadamente 46 dias. As femeas permanecem com seus filhotes na fase do seu desenvolvimento. Após aproximadamente 60 dias os filhotes iniciam o desmame, que completa entre 70 e 100 dias. Os testículos dos machos jovens descem no momento do desmame Pode ocupar uma área de vida de 3,2 ha. Um estudo realizado em Tucuman, Argentina, encontrou uma área de vida média minima de 0,57 ha. para seis animais.
É considerada como baixo risco de extinção pela IUCN (2006), sub-categoria preocupação menor, embora seja um dos animais nativos mais atropelados em nossas rodovias.
Citação: Mamiferos do Brasil - Tomas Sigrist.


BICHOS DE ARCEBURGO - NUMERO 8

Esta semana no exterior o Blog foi visto na Indonésia.
No Brasil nas cidades de:Triunfo-RS, Santo Anastacio-SP, Presidente Prudente-SP e Monte Alto-SP.


4 comentários:

  1. Boa tarde Ademir
    Achei um gracinha os cuidados da mãe em escolher este local quentinho e aconchegante para proteger seus filhotes e bem pertinho de ti.

    Beijos... ❤

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  2. Boa tarde meu filho achou um filhote de sarigue, como ele é muito novinho estou cuidando dele com mingau e frutas amassaadas.mas ainda não descobri se ė macho ou femea pode me ajudar.E saber se ele pode tomar sol.

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    1. Amiga, infelizmente não vou saber te informar. Entre em contato com algum zoo, veterinário. Obrigado pelo contato e amor pelos animais. Enquanto não acha ninguém. De leite , mingau, frutas, água, agasalhe, sol leve.

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  3. Olá, amigo!
    Acabei de achar um no quintal da minha casa.... Já é o segundo q eu e minha mulher achamos, moro no rio de janeiro, no primeiro caso procuramos o Ibama do Rio, mas não nos deram assistência nenhuma.... Como somos de São Paulo, decidimos levá-lo para lá, onde fomos rapidamente atendidos... Agora não sei oq fazer,nesse segundo caso pois tenho medo de deixá-lo no mato!

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