segunda-feira, 15 de fevereiro de 2016

Abelhas das Orquídeas


Euglossinae (abelhas das orquídeas) - abelhas solitárias
Ao contrário do que muitas pessoas imaginam, a grande maioria das abelhas não vive em sociedade ou em colônias com rainha e operárias. A maioria das espécies de abelhas é solitária, isto é, vivem sozinhas. Cada fêmea, individualmente constrói e cuida do seu próprio ninho. A fêmea morre antes de sua cria nascer. Ou seja, não há contato entre as gerações. Desta maneira, o modo de vida de uma abelha solitária é bastante diferente do que conhecemos para aquelas abelhas que vivem em colmeia.
Citação: Abelhas do Brasil, Christiano Figueira.


As abelhas das orquídeas: biologia e importância ecológica


As abelhas das orquídeas pertencem a tribo Euglossini e chamam a atenção pela coloração iridescente que pode variar entre verde, azul, roxo, vermelho e até o tradicional preto com a amarelo. São abelhas solitárias, ágeis e robustas com tamanho médio variando de 9 a 28 mm. Elas ocorrem somente na região neotropical e o Brasil é o país que apresenta a maior riqueza em espécies. Já foram descritas mais de 230 espécies distribuídas em cinco gêneros (Eufriesea, Euglossa, Eulaema, Exaerete e Aglae).

Os Euglossini são importantes polinizadores das florestas neotropicais (Ex: Floresta Amazônica) devido a sua capacidade de voar por longas distâncias (superiores a 23Km) forrageando em flores de mais de 200 gêneros de angiospermas. Essas abelhas se alimentam de néctar e apresentam glossas (=língua) longas, que os permite explorar flores tubulares não acessíveis a outros grupos de abelhas. As fêmeas também coletam pólen, misturado ao néctar e servido como alimento para as larvas, além de coletar resinas para a construção de células de cria e dos ninhos.

Machos de Euglossini exibem um comportamento característico de coletar substâncias aromáticas em fontes florais e não florais (fungos, madeira, frutos, fezes), principalmente em orquídeas sendo que muitas delas são polinizadas exclusivamente por eles. O motivo desse comportamento ainda é desconhecido. A explicação mais aceita é de que as fragrâncias provavelmente sirvam como indicador da qualidade genotípica e fenotípica dos machos para as fêmeas. A partir da descoberta desse comportamento, os pesquisadores passaram a utilizar substâncias puras sintetizadas em laboratório idêntica as das flores para atrair os machos, o que permitiu que muitas espécies raras fossem amostradas.

As alterações ambientais, como a fragmentação florestal podem afetar a abundância e a composição das espécies de abelhas das orquídeas e por isso, elas são consideradas como bioindicadoras da qualidade do ambiente natural. A extinção dessas abelhas nativas poderia comprometer a reprodução de diversas angiospermas e consequentemente o funcionamento íntegro dos ecossistemas neotropicais.
CreativeCommons
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Fonte: PORTAL EDUCAÇÃO - Cursos Online : Mais de 1000 cursos online com certificado 



Agradeço ao amigos do Portal ABENA - Abelhas nativas - do facebook

-identificação da especie, Cappas Insectozoo .

-Tribo Euglossini. Os machos são atraídos pelo perfume floral das orquídeas, a hipótese é de que ele coletam esses cheiros afim de realizar leque de cheiros, mistura de cheiros que vão atrair as fêmeas. Pelo fato dos machos serem facilmente atraídos por perfumes florais , eles podem ser vistos muitas vezes em amontoados. São abelhas solitárias, ou seja não fazem colmeia, fêmeas encontram os machos acasalam e constroem o ninhos e poe os ovos. Depois morrem sem ter contato com as crias em fase adulta. Machos se alimentam de néctar e coletam cheiro, já as fêmeas consomem néctar e um pouco de pólen, e coletam pólen, resina, serragem para construir ninhos .
 Ficam grandes aglomerações em antúrios. É uma coisa bem bonita.

- também gostam de antúrios.




Fotos feitas no meu quintal, da abelha visitando a florada da Dicorisandra (dichorisandra thyrsiflora)

ABELHAS DE ARCEBURGO/MG - NUMERO 4




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