quarta-feira, 31 de dezembro de 2014

Melão-de-são-caetano

Momordica charantia L.



Angiospermae - Cucurbitaceae

Nomes populares - melão-de-são-caetano, melãozinho, erva-das-lavadeiras, fruto-de-cobra, fruto-de-negro.

Características - o melãozeiro-de-são-caetano é fruteira pantropical, originária da África e Asia, que cresce espontaneamente em beira de cercas e terrenos baldios de quase todo país. É uma planta anual, herbácea trepadeira, monóica, muito vigorosa. Folhas membranáceas, variavelmente lobadas, de 4-12 cm de comprimento. Flores solitárias e unissexuais. Os frutos são cápsulas carnosas deiscentes, com sementes envoltas por densa polpa (arilo) suculenta, vermelha, de sabor adocicado.




Utilidades - os frutos são consumidos exclusivamente in natura, porém não muito apreciados. Como são deiscentes, devem ser colhidos antes de se abrirem quando ainda não totalmente amarelos (maduros).

Multiplicação - propaga-se por sementes.

Citação - FRUTAS BRASILEIRAS e Exóticas Cultivadas (de consumo in natura)  - Harri Lorenzi, Luis Bacher, Marcos Lacerda, Sérgio Sartori.



PLANTA MEDICINAL

Usos - a literatura etnofarmacológica brasileira registra o emprego de suas folhas no tratamento caseiro da verminose, hemorróidas inflamadas e diarreias simples ou sanguinolentas, por via oral e aplicação da ramagem verde batida com agua, no banho para eliminar carrapatos de animais domésticos e afugentas pulgas, bem como misturada com agua e sabão para lavagem de roupa no meio rural. A planta asiática tem sido estudada intensamente em seus países de origem com sucesso quanto às suas propriedades como antidiabético, antitumoral pelas momordicinas e os momordicosídios e antiviral para AIDS pela tricosantina, substancia proteica inibidora da replicação do vírus. Em contraposição, a composição química e propriedades farmacologicas da variedade sulamericana tem sido pouco estudadas no Brasil, embora já tenha sido evidenciada a presença de momordicina II na forma tipica. As duas podem ser distinguidas pela natureza química de suas lectinas. O amplo emprego desta planta nas medicinas popular e as numerosas informações cientificas sobre a variedade asiática são motivos para que sejam desenvolvidos estudos da variedade brasileira.

Citação - PLANTAS MEDICINAIS NO BRASIL -Nativas e Exóticas -Harri Lorenzi, F.J.Abreu Matos.


NOTA DO BLOG 
-Tive um infância, pobre, porém rica em contato com a Natureza e brincadeiras de criança.
Jogava bola (bola de meia, meia furada da mãe, irmã), nadava em rios, córregos, subia em arvores, brincava de bate-caixão, salva...andava de bicicleta, carrinho de rolimã, comia frutas da estação nos quintais, nos sítios, fazendas...manga, goiaba, macaúba, coquinho-amarelo Melão-de-São Caetano, desta postagem, que nós crianças chamávamos de caetana.
Eu sempre na rua, minha mãe gritava, Ademir vêem estudar...que nada. rs. Nesta época crianças iguais a mim, eram chamados de "moleques de rua", era pejorativo. Com eu gostava disto e me orgulho deste título.

-No alambrado do Parque ambiental, tinha vários pés do Melão-de-são-caetano, as aves faziam o banquete, um funcionário do Parque cortou todas...falta de conhecimento.

- A sequência das fotos, são de minha autoria, colhidas na Fazenda Santa Rosa, do meus amigos Paulo Filho/Marta, aqui em Arceburgo-MG.



FRUTAS DE ARCEBURGO - NUMERO 5

PLANTAS MEDICINAIS DE ARCEBURGO - NUMERO 1

ALIMENTO PARA AS AVES




sábado, 27 de dezembro de 2014

Quero-quero

Vanellus chilensis

33-35 cm


BATUÍRAS e QUERO-QUEROS (Caradriídeos) São aves pernaltas, de bicos curtos.Não entram na água e algumas especies vivem longe dela. Várias especies são migratórias.


Na primavera, a fêmea põe normalmente de três a quatro ovos.

Comum, de ocorrência ampla em áreas abertas, como pastos e plantações; frequenta o entorno de casas. Inconfundível. Longa crista rala. Bico rosa choque com ponta preta.Cabeça e pescoço cinzentos; com mancha branca na face e linha preta da  testa ao meio do papo. Pardo-escuro por cima, com escapulares bronze e verde e esporão rosa no ombro; rabadilha branca e cauda preta; pernas rosadas. Em voo, vistoso padrão preto, branco e cinza; asas largas e arrendondadas, faixa branca por cima, por baixo contraste entre coberteiras brancas e penas de voo pretas. Em par, trios ou pequenos grupos barulhentos; às vezes ativo à noite. Na reprodução, defende com valentia o entorno do ninho ou filhotes, ataca intrusos com voo rasantes, gritando muito. O grito é um "quéru-quéru-quéru..." estridente, dado à menor pertubação; pode ser bem irritante.

Citação: AVES DO BRASIL - PANTANAL & CERRADO - John A. Gwynne, Robert S. Ridgely, Guy Tudor, Martha Argel.


FAMILIA CHARADRIIDAE
SUBFAMILIA CHARADRIINAE
Ordem Ciconiiformes  [ex Charadriiformes]

Etimologia:
Vanellus - do latim vanellus = ventoinha (referencia ao movimento desajeitada, caido e desengonçado de bater as asas da especie.
Chilensis - referente ao Chile.

Citação: AVES BRASILEIRAS - Johan Dalgas Frisch, Christian Dalgas Frisch


Os filhotes são nidífugos: capazes de abandonar o ninho quase que imediatamente após o descascamento do ovo.

NOTA DO BLOG: Todas esta fotos são de minha autoria. Aves fiz as fotos na Fazenda Brejão, o ninho com ovos em um pasto na Fazenda Capitão (Poço das Antas). O filhote fiz no Jardim Botânico de Curitiba-PR. Como o nosso amiguinho-barulhento tem plumagem linda, somente após fazer estas fotos fui notar isto.


AVES DE ARCEBURGO - NUMERO 18

sábado, 20 de dezembro de 2014

Magnólia-roxa

Magnolia liliflora Desr.


Angiospermae - Familia Magnoliaceae

Nomes populares - Magnólia-roxa, magnólia-preta

Arbusto vigoroso, originário da China e Japão, de 1,5-3,0 m de altura, com muitos ramos eretos, de folhas grandes, elítico-ovaladas, coriáceas e decíduas. Apresenta o hábito de emitir brotos da raiz, gerando uma verdadeira touceira.

Flores grandes, solitárias, internamente de cor branca e externamente arroxeada, formadas durante o inverno após a queda das folhas. Na variedade nigra Rehd., mais rara, as flores são roxo-escuras por fora e róseas por dentro.


É cultivado como planta isolada ou formando grupos, a pleno sol, em terrenos bem drenados. Aprecia o frio e seu florescimento é menos abundante em climas subtropicais.

Multiplica-se por estacas cortadas durante o inverno ou por alporque.

Citação - Plantas Ornamentais no Brasil - Harri Lorenzi, Hermes Moreira de Souza.


Fotos de minha autoria, feitas aqui em Arceburgo-MG, no Parque Ambiental. Gosto muito da magia das estações. O inverno nos remete a uma época onde somos mais calmos, reflexivos, contemplativos. Eu estava em Campos do Jordão, fui a uma floricultora, e adoro garimpo de plantas. Plantas que estão esquecidas num canto, de pouco uso do modismo que impera no Paisagismo. Daí achei e trouxe esta Magnólia para minha cidade e a plantamos ao lado de uma Cerejeira-do-Japão...um pedacinho de Campos do Jordão, Monte-Verde,  Gonçalves, por aqui. O ano que esfria um pouco mais elas ficam lindas.

PLANTAS ORNAMENTAIS DE ARCEBURGO - NUMERO 2









segunda-feira, 15 de dezembro de 2014

Tamanduá-mirim

Gênero Tamandua Gray, 1825

Tamandua tetradactyla  (Linnaeus, 1758)

Nomes populares: Tamanduá-mirim, melete, meleto, michila, jaleco.


Por possuir uma ampla distribuição esta espécie se encontra na categoria LC pela IUCN Red List of Threatened Species - 2005 . Ocorre na América do Sul, a leste dos Andes, da Venezuela até o norte da Argentina, sul do Brasil e norte do Uruguai (WETZEL, 1982, 1985a; NOWAK, 1999).

Description
A pelagem é curta e densa e sua coloração é amarela pálida, com duas listras pretas que avançam da região escapular até a porção posterior do animal, lembrando um colete. (Rodrigues et al 2008) O comprimento de corpo é geralmente entre 47 e 77 cm, com uma cauda de 40 a 68 cm, e o peso em torno de sete kg (Rodrigues et al, 2008)


 Biology
 O tamanduá mirim possui a cauda sendo que preênsil sendo sua extremidade desprovidos de pêlos. Os membros anteriores são muito desenvolvidos e cada um apresenta quatro dedos com garras recurvadas, sendo que a garra do terceiro dedo é a maior, mas proporcionalmente não tão longa quanto a equivalente no tamanduá-bandeira. Já o membro posterior apresenta cinco dedos com garras menores. Quando o tamanduá- mirim é atacado, sua defesa consiste em assumir uma postura ereta, sob um tripé formado por suas pernas traseiras e sua cauda, deixando assim as garras dianteiras livres para o combate (Rodrigues et al, 2008)


 Habitat
Esta espécie utiliza de diferentes habitats., como floresta decídua, floresta úmida, cerrado etc. No Brasil, a espécie ocorre em todos os biomas (Amazônia, Caatinga, Cerrado, Mata Atlântica, Pantanal e Campos Sulinos; FONSECA et al., 1996).

Threats
 As ameaças são parecidas com as dos tamanduás bandeira, a destruição dos ambientes naturais é a principal ameaça à espécie, ao longo de toda a sua área de ocorrência. Também são comumente atropelados e as queimadas também é uma grande ameaça para a espécie


Agradeço ao amigo
Luiz Pires, Zootecnista, Diretor do Zoo/Bauru/SP.
Presidente da SZB.
identificação da espécie, texto acima.


Fotos de minha autoria, feitas no Parque Estadual de Vassununga, Santa Rita do Passa Quatro-SP. Fui fotografar este Jequitibá-rosa (Patriarca), após ficar ali admirando-o por um bom tempo, subi a trilha, ouvi um barulho, entrei na mata e deparei com este lindo Tamanduá, que subia lentamente em uma árvore.


As garras servem para defesa e para escavar formigueiros, cupinzeiros e colméias.

O tamanho do território é de cerca de 350-400ha e um individuo em cativeiro viveu 9 anos e 6 meses.

Tamanduás tem sido relatados como presa para jaguatiricas e onças, e os jovens provavelmente estão vulneráveis a outros felinos e raposas. Eles são mortos por seres humanos por sua carne, bem como pela sua pele dura.

O período de gestação é de 130 a 190 dias. Nasce um filhote por parto
Citação: Mamíferos do Brasil - Tomas Sigrist


Exemplar embalsamado existente no espaço do Parque. Vitima com certeza de algum atropelamento. Atropelamento que é um problema para os Tamanduás e outros bichos. Ano passado viajei para o Rio de Janeiro, e achei interessante um bom trecho da rodovia com telas protetoras. Idéia que devia espalhar pelo Brasil afora.Sonhei em fazer isto por aqui, como Secretário de Meio Ambiente. 


BICHOS - NUMERO 12



segunda-feira, 8 de dezembro de 2014

Timbó

Lonchocarpus muehlbergianus Hassi




A sequência de fotos aqui apresentadas, são de minha autoria, veja aqui as beleza das flores purpúreas.


Familia Leguminosae-Papilionoideae (Fabaceae)

Nomes populares: guaianã, embira-de-sapo, feijão-cru (PR), Timbó (MG), rabo-de-bugiu, rabo-de-macaco, rabo-mole, rabo-de-mico.

Caracteristicas morfológicas - Altura 15-25 m, com tronco de 40-.50 cm de diâmetro. 



Folhas compostas imparipinadas, com 7-13 folíolos glabros na face superior e pubescentes e de cor mais clara na inferior, de 6-12 cm de largura. Inflorescências em racemos axilares, com flores purpúreas. Frutos vagens achatadas indeiscentes.

Ocorrência - Minas Gerais, Mato Grosso do Sul até Rio Grande do Sul, principalmente na floresta latifoliada semidecídua da bacia do Paraná.

Madeira - Moderadamente pesada (densidade 0,72 g/cm³), medianamente dura, textura média, grã direita, brilho moderado, fácil de trabalhar, muito sujeita ao ataque de organismos xilófagos.



Olha o beija-flor ai, eles  apreciam muito esta flor. Agora que acabou por aqui a florada do Pau-de-viola, as flores do Timbó, vem fazer a substituição. A Natureza no seu revezamento de alimento, florada...

Utilidade - A madeira é empregada para tabuado em geral, para carpintaria leve, cabos de ferramentas, caixotaria, lenha, etc. A árvore é bastante ornamental principalmente quando em flor, podendo ser usada com sucesso no paisagismo em geral. Planta pioneira e rústica, não pode faltar nos plantios mistos destinados à recomposição de áreas degradadas.



Informãçoes ecológicas - Planta decídua, heliófita, características das florestas semidecíduas (de altitude e da bacia do Paraná). Apresenta larga, porém descontinua e pouco expressiva dispersão, preferindo solos profundos, férteis e úmidos. É considerada padrão de terra boa. produz anualmente grande quantidade de sementes viáveis.

Fenologia - Floresce a partir de meados de outubro, prolongando-se até janeiro. A maturação dos seus frutos ocorre durante os meses de julho-agosto.



Até o caminho, a estrada rural fica enfeitada pelas flores que caem. É a Natureza, adornando a Natureza. Deus não esqueceu de nada. A linda estradinha do Esmeril que vai para o  sitio do João Barreto/Celi... que vai para o Córrego do Moinho...que vai...

Obtenção de sementes - Colher os frutos diretamente da árvore quando iniciarem a queda expontanea, ou recolhe-las no chão após a queda. Em seguida deixa-los ao sol para secar e facilitar a abertura manual para a retirada das sementes. Um quilograma contém aproximadamente 1.160 unidades, cuja viabilidade é curta.

Produção de mudas - Colocar as sementes para germinação, logo que colhidas e sem nenhum tratamento, em canteiros ou diretamente em recipientes individuais contendo substrato organo-argiloso e, mantidos em ambiente semi-sombreado; cobri-las com uma camada de 0,5 cm de substrato peneirado e irrigar diariamente. A emergência ocorre em 15-25 dias e, a taxa de germinação é geralmente alta. As mudas desenvolvem-se rapidamente, ficando prontas para plantio em lugar definitivo em menos de 5 meses. O desenvolvimento das plantas no campo é rápido, alcançando 3,5 m aos 2 anos.
Citação: ÁRVORES BRASILEIRAS, HARRI LORENZI, VOLUME I



Fiz esta foto para mostrar o colorido do Timbó no verde da Mata. Cada época do ano um colorido diferente, tendo como pano de fundo sempre o verde. Gosto até do tom da Embaúba, quando vou para a Mata Atlântica, o verde claro da parte inferior das folhas; que dá um efeito especial nas cores da floresta



ÁRVORES DE ARCEBURGO - NUMERO 18

JARDIM DOS BEIJA-FLORES - PLANTA NUMERO 17

PLANTA APÍCOLA - NUMERO 5






quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

Vespa amassa-barro

Sceliphron fistularium



Esta foto é de minha autoria e aparece na pesquisa Google.


Esta linda amiguinha, se instalou na minha varanda, da minha rede pude contemplar esta maravilha, lidando com o barro molhado, fazendo o passo-a-passo, onde surgirão novas crias. Lá dentro deixará alguma aranhas, para servir de primeiro alimentar, ao que virá.


Local onde a Vespa esta construindo sua casinha. Em um ramo verde, da Trepadeira Sapatinho-de-judia, na parte alta.

Identificação:
www.insetologia.com.br

Vespas/Marimbondos de Arceburgo-MG - Numero 2






terça-feira, 2 de dezembro de 2014

Billbergia alfonsi-joannis

Nomes populares: Poço-de-Jacó, gravatá, monjola e Bromélia.

Billbergia alfonsi-joannis


Bromélias Nativas de Arceburgo-MG.

Plantas que atraem beija-flores.

Resgate.


Flora brasileira ameaçada

A flora brasileira é uma das que tem a maior diversidade do mundo, mas apesar disso é muito mal explorada, ocasionando condições desfavoráveis à sobrevivência de muitas espécies, quer pelo mau gerenciamento, quer pela exploração excessiva, ou ainda pela degradação ambiental, o que tem levado a uma substancial lista de espécies ameaçadas de extinção.

Portaria IBAMA Nº 37-N, de 03 de abril de 1992
O Presidente do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis – IBAMA, no uso das atribuições
que lhe são conferidas pela Lei nº 7.735, de 22 de fevereiro de 1989, alterada pela Lei nº 7.804/89 e 7.951/89 e tendo em vista
o Decreto nº 78 de 05/04/91 que aprova a Estrutura Regimental do IBAMA, resolve:
Art. 1º Reconhecer como Lista Oficial de Espécies da Flora Brasileira Ameaçada de Extinção, a seguinte relação:
Art. 2º A presença de determinada espécie na Lista Ofícial de Espécies da Flora Brasileira Ameaçada de Extinção, implica
dizer que todas as suas subespécies - se existirem – estão ameaçadas.
Lista Oficial da Flora Ameaçada de Extinção
Classificação Taxonômica das espécies de plantas ameaçadas de extinção no País, Portaria IBAMA Nº 37-N, de 03 de abril de
1992, de acordo com o Sistema Cronquist (1988):


INSTRUÇÃO NORMATIVA No
 06, DE 23 DE SETEMBRO DE 2008
O MINISTRO DE ESTADO DO MEIO AMBIENTE, no uso de suas atribuições, e tendo
em vista o disposto no art. 27, § 6o
, da Lei no
 10.683, de 28 de maio de 2003, e
Considerando os compromissos assumidos pelo Brasil na Convenção sobre Diversidade
Biológica-CDB, ratificada pelo Decreto Legislativo no
 2, de 8 de fevereiro de 1994 e promulgada pelo
Decreto no
 2.519, de 16 de março de 1998, particularmente aqueles explicitados no art. 7o
, alíneas “b” e
“c”; 8o
, alínea “f”; 9o
, alínea “c”, e 14 e na Convenção sobre o Comércio Internacional das Espécies da
Flora e Fauna Selvagens em Perigo de Extinção-CITES, ratificada pelo Decreto Legislativo no
 54, de 24
de junho de 1975 e promulgada pelo Decreto no
 92.446, de 7 de março de 1986;
Considerando o disposto nas Leis nos 4.771, de 15 de setembro de 1965, 9.605, de 12 de
fevereiro de 1998 e 11.428, de 22 de dezembro de 2006 e no Decreto no
 3.179, de 21 de setembro de
1999;


Billbergia alfonsijoannis Reitz LC

Data: 04-04-2012
Criterio:
Avaliador: Miguel d'Avila de Moraes
Revisor: Tainan Messina
​Billbergia alfonsijoannis é endêmica do Brasil e possui distribuição ampla (EOO=243.946,38 km²). A espécie ocorre em áreas de Floresta Ombrófila Densa, Floresta Ombrófila Mista, Floresta Estacional Semidecidual e Afloramentos Rochosos da Mata Atlântica, nos Estados do Espírito Santo, Minas Gerais, Paraná e Santa Catarina. A espécie está protegida por unidades de conservação (SNUC) e foi classificada como "Menos preocupante" (LC).

Especialistas Botânicos: , Andrea Costa, Elton Martinez Carvalho Leme, Leonardo Versieux, Maria das Gra, Rafael Louzada, Rafaela Campostrini Forzza, Raquel Fernandes Monteiro.
Analistas de Dados: Diogo Marcilio Judice, Eduardo Pinheiro Fernandez, Rafael Augusto Xavier Borges, Thiago Serrano de Almeida Penedo.
Analistas SIG: Nina Pougy Monteiro.



















Dados Espaciais

Endêmica do Brasil
Espécie endêmica do Brasil, de ocorrência em Cerrado e Mata Atlântica, nos Estados de Minas Gerais, Espírito Santo, Paraná e Santa Catarina (Forzza et al, 2010; Martinelli et al, 2008).
Extensão de ocorrência243.946,380km²
Área de ocupação56km²
AltitudeEntre 600m e 1100m


Dados ecologicos

Forma de Vida; Herbácea
Domínios fitogeograficosMata Atlântica
FitofisionomiasFloresta Ombrófila Densa, Floresta Ombrófila Mista, Floresta Estacional Semidecidual e Afloramentos Rochosos (Martinelli et al, 2009). Espécie ocorrente no interior das florestas da Serra Geral, no alto Vale do Itajaí (Reitz, 1983).

Ações de conservação

4.4 Protected areas
Situação: Em andamento
Observações: Ocorre no P.E. Ibitipoca, Lima Duarte - MG (Lima, 2008).

Usos

Ornamental
Observações: Considerada a bromélia mais ornamental de Santa Catarina, é cultivada pelos bromeliógos do estado e de outros lugares do país (Reitz, 1983).

Bibliografia

  • KLEIN, R. M. Espécies raras ou ameaçadas de extinção do estado de Santa Catarina. IBGE, Diretoria de Geociências, 1990. 287 p.
  • FORZZA, R.C.; COSTA, A.; SIQUEIRA FILHO, J.A.; MARTINELLI, G. Bromeliaceae in Lista de Espécies da Flora do Brasil. Jardim Botânico do Rio de Janeiro. Disponivel em: <http://floradobrasil.jbrj.gov.br/2010/FB005921>.
  • MARTINELLI, G.; VIEIRA, C. M.; GONZALEZ, M. ET AL. Bromeliaceae da Mata Atlântica Brasileira: Lista de Espécies, Distribuição e Conservação, Rodriguésia, Rio de Janeiro, v.59, 2008.
  • REITZ, R. Bromeliáceas e a Malária - Bromélia Endêmica. 1983. 808 p.
  • THAIS TRINDADE DE LIMA. Bromeliaceae da Serra da Mantiqueira: Distribuição Geografica e Conservação. Dissertação de Mestrado. São Paulo: Instituto de Botânica da Secretaria de Estado do Meio Ambiente, 2008.
  • KLEIN, R.M. Ecologia da flora e vegetação do Vale do Iajaí. Sellowia, v. 31, 1979.
  • MARTINELLI, G.; VIEIRA, C. M.; LEITMAN, P. ET ALSTEHMANN, J. R.; FORZZA, R. C.; SALINO, A. ET AL. Bromeliaceae. 2009. 186 p.
  • MINISTÉRIO DO MEIO AMBIENTE. Instrução Normativa n. 6, de 23 de setembro de 2008. Espécies da flora brasileira ameaçadas de extinção e com deficiência de dados, Diário Oficial [da] República Federativa do Brasil, Poder Executivo, Brasília, DF, 24 set. 2008. Seção 1, p.75-83, 2008.
Citação:


  1. BROMELIACEAE Billbergia alfonsijoannis Reitz - CNCFlora

    cncflora.jbrj.gov.br/plataforma2/book/pub.php?id=5921

    Data: 04-04-2012. Criterio: Avaliador: Miguel d'Avila de Moraes. Revisor: Tainan Messina. ​Billbergia alfonsijoannis é endêmica do Brasil e possui distribuição ..

Identificação:
Boa tarde, Ademir.
Segundo o consultor Valerio Romahn, essa bromélia é um Billbergia alfonsi-joannis.
É nativa da costa brasileira e pode ser encontrada entre o Espírito Santo e Santa Catarina.
Atenciosmente,
Equipe Natureza

Bromélias de Arceburgo-MG - Numero 2
Plantas que atraem Beija-flores - 16

-A sequência de fotos são de minha autoria, feitas aqui em Arceburgo-MG, no Sitio do Tonho Mineiro.
-Nota-se o beija-flor tesoura. Que esta ao lado da planta, vigiando seu território de alimentação, e volta e meia vai lá sugar o néctar.
Nota-se nas duas portarias do Ibama de 1.998. e 2002, na Bromélia na lista das especies ameaçadas, por aqui vi ela em dois sítios. Aqui no do Tonho Mineiro e na Ponte Preta do Tuniquinho Terra.
-Coordenadas geográficas do lugar:
S 21º 18' 44.48", W 46º 58' 14.59"