Discosura longicaudus
MACHO - ADULTO - COSTAS -
Foto gentilmente cedida para esta matéria por Robson Czaban, feita em Vila de Balbina - Presidente Figueiredo-AM , em 19.03.2006. É a segunda foto mais bem avaliada do WIKIAVES.
Observação do autor: Taí um registro que fiquei muuuuito feliz em fazer. É um beija-flor extremamente delicado, ainda mais com esse detalhe das raquetes na cauda. Desconfio que ele aparece todo ano durante a floração de uma espécie de árvore ( não sei o nome ) e some a maior parte do ano, sabe Deus pra onde.
Gênero DISCOSURA Bonaparte.
Outros nomes populares: Besourinho-de-raquete, Pavãozinho e Coqueta-cola-raqueta.
Distribuição geográfica: Venezuela, Guianas, Brasil.Na Venezuela no Território Amazonas. Nas Guianas, nas serras do Roraima e Tumucumaque. No Brasil: Amapá, serra do Navio, Pará, Amazonas, Maranhão, Piaui, Ceará, Pernambuco, Alagoas, Paraíba, Rio Grande do Norte, Sergipe, Bahia, Minas Gerais e Espirito Santo.
Caracteristicas; medidas: Comprimento do macho 100 mm. Bico 12 mm. Asa 46. Cauda do macho 53. Peso 3,7 g. Femea: 78 mm. 12 mm. 3,0 g. Vibrações de asas 40 p.s. Dimensões e peso dos ovos: 13 X 8,5 mm. 0,37 g. Temperatura 41 C. Dimorfismo sexual, muito diferenciado.
Habitat: Floresta virgem das províncias: Hiléia, central e Atlântica; scrub e savana.
Migração: Pequena Migratória.
Descrição: lado dorsal verde-bronzeado com uma cinta transversal uropigiana esbranquiçada; fronte, ápice e nuca verde-capim-brilhante; retrizes violeta-enegrecido, em parte com bordos cinza ou esbranquiçados, as exteriores com alargamento em forma de raquete na extremidade. Lado ventral com mento e garganta verde-capim-brilhante, seguido no peito por uma faixa e outras laranja-iridescentes, além de outras prateadas e abdômen castanho-escuro e negro; flancos verde-dourado; tufos tibiais esbranquiçados. Infra-caudais acinzentados com disco enegrecido. Bico reto pequeno e negro. Fêmea menor que o macho. Lado dorsal bronze-esverdeado, com cinta uropigiana branca.. Cauda curta, cinza-escuro com negro-avermelhado e branco na extremidade. Lado ventral com mento e garganta negros; lado da garganta branco; peito esverdeado; abdômen cinza-escuro. Jovens, como a fêmea.
Biótopos para nidificação, banho, canto, parada nupcial, descanso e dormir.
Esta espécie nidifica num ramo horizontal, a média altura, 3 a 6 metros do solo. Seu ninho é feito de paina de várias plantas, com Typpha, sementes de bromeliáceas, gramíneas, fibras sedosas de asclépias, chorísia, etc., tendo afixado nas paredes externas alguns pequenos líquenes de coloração acinzentada. Só a femea cuida do ninho da incubação. que é de 13-14 dias, e os jovens deixam o ninho com 20-22 dias. O banho é nesta espécie idêntico ao das espécies Lophornis, ,nas folhas umedecidas pela chuva, neblina ou orvalho, e sua hora preferida é pela manhã, ao despertar e a tarde, após as 15,00 horas. Sempre escolhe um pouso para a higiene da plumagem e também para o banho de sol, que é rico de movimentos, com o abrir da cauda e o erguer da cabeça para que os raios de sol filtrem sua plumagem e assim atinjam a pele. Fica no poleiro de descanso, às vezes, por mais de uma hora e dai saindo para alimentar, etc. Esse poleiro fica em um ramo delgado muito alto, às vezes no alto da copa de árvores, a mais de 30 metros. O dormir é também no emaranhado de ramos e folhagens, bem protegido. a parada nupcial se assemelha bastante a das espécies do gênero Lophornis. As fases de apresentação de exibição da plumagem são as de maior importância para o acasalamento. A fêmea pousada, em seu local preferido, na área territorial, não muito longe do local exato onde construirá o ninho, recebe o galanteio do macho, que em vôo de libração se apresenta, erguendo e abaixando a cauda, com caídas e vôos cegos, parando e circundando a fêmea com vôo calmo e compassado, e cantando ti, ti, ti, ti... Por alguns minutos repete esta cena e em seguida inicia a exibição da plumagem, fazendo movimentos guturais e apresentando a faixa reluzente avermelhada-escura e a cauda em constante abrir de leque e fechar, com ráquis mais escurecido, e ainda rep, rep, rep... que produz com asas e cauda, conseguindo finalmente conquistá-la.
Reconhecimento em seu habitat: Quando pousado, este beija-flor sempre se coloca no topo dos arbustos ou das árvores. Sua cauda, com retrizes exteriores que tem na extremidade dilatadas em formato de raquete, logo o faz distinguir de todas as outras espécies de beija-flores. A fêmea se parece mais com o macho jovem, pois, só as máculas laterais esbranquiçadas, que descem pela parte lateral, entre o negro do centro e o verde, e as retrizes maculadas do pardo e branco, a distinguem das fêmeas do Gênero Lophornis, porque pelo tamanho, se vista de longe não aparenta ser maior que aquelas, ainda mais que possui no dorso também a faixa branca transversal.
Observações: As flores preferidas por esta especie, entre as observadas destaco: Anacardium occidentale, Leonitis petaefolia, Leonurus sibiricus... É hoje uma especie rara, apesar de sua grande área de dispersão, mas com a derrubada de grandes floresta, onde tem seu habitat preferido a tornará cada vez mais ameaçada de extinção, pois ali tem seus principais biótopos. Para dormir a posição da cauda é como nas espécies do gênero Lophornis, coloca-se obliquamente para a frente.
CITAÇÃO: AUGUSTO RUSCHI - AVES DO BRASIL.
MACHO - ADULTO - ALIMENTANDO
Esta foto foi gentilmente cedida para esta matéria, por Marlos Menêzes, feita no Parque Dois Irmãos em Recife-PE, no dia 03.02.2012. Esta foto é a terceira mais bem avaliada do WIKEAVES.
Observação do autor: Foto para registro. Bichinho um pouco difícil. Aparece pouco(quando aparece) e quase sempre longe ou bem alto. Paciência, ainda consigo foto melhor dele.
MACHO - ADULTO - FRENTE -
Foto gentilmente cedida para esta matéria por Robson Czaban, feita em Vila de Balbina - Presidente Figueiredo-AM , em 19.03.2006. É a quarta foto mais bem avaliada do WIKIAVES.
Observação do autor: Estou enviando mais uma foto, em outro ângulo, onde aparece melhor as raquetes da cauda.
Foto gentilmente cedida para esta matéria por Eduardo Pio Carvalho, foi feita em 05.02.2011, em Porto Seguro-BA.
FÊMEA -ADULTO - ALIMENTANDO
Foto gentilmente cedida para esta matéria por Robson Czaban, feita em Manaus-AM, no dia 06.11.2010.
Observação do autor: Beija-flor bem complicado de ver. Só tinha registro em Balbina, cerca de 130 Km a nordeste deste local.
Discosura - do grego diskos = lâmina, folha, placa + oura = rabo, cauda ( referencia às penas na cauda desta ave, que são terminadas em forma de uma pá oval ou raquete).
Longicaudus - do latim longus = longo, grande + cauda = rabo, cauda.
FAMILIA TROCHILIDADE
SUBFAMILIA TROCHILINAE
ORDEM TROCHILIFORMES.
CITAÇÃO: AVES BRASILEIRAS - JOHAN, CHRISTIAN DALGAS FRISCH.
BEIJA-FLORES DO BRASIL - NÚMERO 6