quinta-feira, 30 de junho de 2016

Paineira-das-pedras

Ceiba erianthos (Cav.) K. Schum.

Nomes populares: rocky silk-cotton, paineira-das-pedras

Sinonímia botânica - Bombax erianthos Cav.,  Eriodendron leiantherum DC.


Características morfológicas - Altura de 4-6 m, dotada de copa com ramos aculeados quando velhos. Tronco curto e engrossado na base, com casca rugosa e provida de muitos acúleos grandes de 40-60 cm de diâmetro. Folhas compostas digitadas com 5-7 folíolos sobre pecíolo glabro de base engrossada e de 3-6 cm de comprimento. Folíolos glabros,membranáceos discolores, de 4-9 com de comprimento por 1,5-3,2 cm de largura, sobre peciólulo de  3-6 mm de comprimento. Flores frequentemente solitárias,axilares, sobre pedúnculos grossos 1,0-1,5 cm de comprimento , com pétalas  tomentosas de cor branca com a garganta vermelha,que se abrem geralmente a noite. Fruto capsula deiscente, cilíndrica, glabra, de 9-12 cm de comprimento por 6-7 cm de diâmetro,que ao abrir-se deixa expor fibras sedosas que envolvem as sementes.



Ocorrência - Bahia, Espirito Santo e Rio de Janeiro,nas formações deciduais rochosas da costa litorânea.

Madeira -  Muito leve (densidade 0,20 g/cm³) macia, de textura média , grã direita, de baixa resistência mecânica e curta durabilidade.

Utilidade - a madeira é emprega apenas localmente para confecção de embalagens. A paina dos frutos é em pregada localmente para enchimento de colchões travesseiros e almofadas.  A árvore é bastante ornamental apesar da grande quantidade de acúleos de seu troncos e ramos, podendo ser empregada com sucesso no paisagismo em geral.



Informações ecológicas - Planta decídua, helófita, seletiva xerófita, pioneira característica e exclusiva dos morros de pedras, muito comuns na costa atlântica do Rio de Janeiro até a Bahia, principalmente nas costas do Espírito Santo. Ocorre preferencialmente junto as fendas das pedras ou dos terrenos pedregosos que fazem a transição com os solos normais, porém , sempre     nas superfícies declivosas. Produz anualmente grande quantidade de sementes viáveis., prontamente disseminadas   pelo vento.

Fenologia - Floresce durante os meses de maio-junho. Os frutos amadurecem de agosto a setembro.

Obtenção de sementes - Colher os frutos diretamente da árvore quando iniciarem a abertura espontânea, o que é facilmente notado pela presença das painas esbranquiçadas. Em seguida deixa-los expostos ao sol cobertos por uma peneira durante mais alguns dias para completar a abertura e facilitar a remoção manual das sementes envoltas pelas fibras. Um kg de sementes contém aproximadamente 17 mil unidades.



Produção de mudas - Colocar as sementes para germinação logo  que colhidas em canteiros de semeadura em pleno sol contendo substrato arenoso. Em seguida cobri-las com uma camada de 0,5 cm de substrato. A emergência ocorre em alguns dias e a taxa de germinação é elevada. O desenvolvimento das plantas no campo é considerado rápido, atingindo até 2 m aos 2 anos de idade.
Citação - Árvores Brasileiras - volume 2 - Harri Lorenzi.  

Para saber mais sobre outras paineiras aqui no Blog:

Blog do Ademir Carosia: Paineira-vermelha-da-India
22 out. 2010 ... A paineira-Vermelha-da-Índia é belíssima e não se parece em nada com aspaineiras que conheço daqui, embora as nossas também sejam ...
ademircarosia.blogspot.com

9 out. 2014 ... Nomes populares: White floss-silk tree, barriguda, paineira-branca. Características morfológicas - Altura de 15-18 m, dotada de copa ampla e ...
ademircarosia.blogspot.com


Espécie que introduzi em Arceburgo/MG
Alimenta Pássaros, fauna terrestre, beija-flores, é ornamental, alimenta abelhas, li em alguns catalogo de viveirista que corre risco de extinção.

Árvores de Arceburgo/MG - Numero 22
Jardim dos beija-flores - Planta Numero 22

quinta-feira, 23 de junho de 2016

Beija-flor-dourado

Hylocharis chrysura

Outros nomes populares: Beija-flor-de-outro e pica-flor-bronzeado.

MACHO - ADULTO - VOANDO -

Foto gentilmente cedida para esta postagem por, Vilde Florencio, feita em Maringá-PR, em 31.12.2012. É uma das fotos mais bem avaliadas do WiKIAVES da espécie.

Distribuição geográfica  Paraguai, Argentina, Uruguai, Brasil e Bolívia. No Brasil: Rio Grande do Sul, S.Catarina, Paraná, Mato Grosso, São Paulo, Goiás, Minas Gerais e Brasília

Caracteristicas: Comprimento 105 mm. Asa 57. Bico 22. Cauda 33. Peso 4,6 g. temperatura 42,5° C. Vibrações de asa 28 p.s. Peso dos ovos e dimensões: 0,50 g. 15 x 9,3 mm. Dimorfismo sexual indiferenciado.

MACHO - ADULTO - FRENTE -

Foto gentilmente cedido para esta postagem por Mariza Sanches, feita Piraju-SP, em 11.05.2012. . É uma das fotos mais bem avaliadas do WiKIAVES da espécie.

Habitat: Scrub, savana,, cerrado, da Província Central.

Migração: Grande migratória.

Descrição: Lado dorsal, inclusive a cauda, bronze-dourado brilhante. Garganta, peito, parte superior do abdômen e flancos, vermelho-dourado brilhante. Restante do abdômen cinza-avermelhado. Crisso em tufos brancos. Infracaudais douradas com cinza na margem. Bico vermelho carne com ponta negra. Fêmea semelhante, tendo menos brilho na coloração.

FÊMEA - ADULTA - POUSADA -
Foto gentilmente cedida para esta postagem , por Hector Bottai, feita na Estrada para Balneário Mostardense - Mostardas/RS, em 05.01.2013

Observação do autor: Enquanto tocaiávamos a Sanã-vermelha ela deu o ar da graça. Acompanhado por Mirta e guiado por João Batista.

Biótopos para nidificação, banho, canto, parada nupcial, descanso e dormir.
O ninho desta espécie é o terceiro tipo da classificação de A.Ruschi, construído sobre um ramo quase horizontal e é feito de material macilento, constituído de paina de Typha, sementes de gramíneas, bromeliáceas, de fibras de sementes de chorísia, asclépias e outras.
As paredes externamente são ornamentadas com líquens variados fixados com teia de aranha; só a fêmea trabalha em sua confecção, bem como na incubação e nos cuidados com a prole. O período de incubação é de 14-15 dias e os jovens deixam o ninho com 20-26 dias de idade. O banho desta espécie é tomado na água que escorre da folhagem, do orvalho e ainda em poças de pequenos córregos; para isso escolhe um lugar, verificando antecipadamente o local o exata onde vai lançar-se à água, sobrevoando-o, e faz seus mergulhos batendo com o corpo na água e saindo para voltar várias vezes, até que dirige para um pouso onde faz a higiene da plumagem.O banho de sol é feito em local bem exposto e com movimentos preciosos e deixa que os raios filtrados pela plumagem eriçada atravessem até a pele; levantam a cabeça, levando a para trás  abrem em leque a cauda, metade cada vez e eriçam as penas, do mento, fazendo de igual forma para o outro lado. Também o pouso para descanso e o canto é escolhido e utilizado sempre para este mister; o canto dessa espécie como de todos Hylocharis, tem um chilreado bem forte e entremeios de assovios bem agudos e fortes que indicam os lugares onde podem ser encontrados. Para dormir buscam locais no emaranhado de folhagem e scrub, bem abrigados. A parada nupcial é muito rica pelo canto, pois o monomorfismo nesta espécie faz uso da alternativa citada para galanteio tomar o canto como um forte estimulo. A fêmea, pousada em um ramo, após ter sido perseguida em voo, na fase de apresentação, já espera a exibição da plumagem,  e o macho com a cauda aberta em leque, onde a iridescência bronze-dourada é muito impressionante e o bico inteiramente vermelho rosado tem seus pontos mais deslumbrantes da plumagem e de movimento com o bico, que entreabre-se para emitir seu variado e rico chilreado, modulado por assovios; assim por muitos minutos a cena se repete até  a fêmea aceitar o pretendido.

Reconhecimento em seu habitat: O seu colorido uniforme bronze-dourado, com o bico vermelho-rosado, não permite a confusão com outra espécie; ainda o local preferido nos emaranhados de baixo porte, 1 metro ou mais de altura do solo, é onde se encontram.

Observações: Entre as flores preferidas por esta espécie, pude observar nos pomares dos campos rio-grandenses do Sul, nas laranjeiras, Citrus de várias espécies, nas flores de ingá e muitas outras...

JOVEM -

Foto gentilmente cedida para esta postagem , por Hector Bottai, feita na Estrada para Balneário Mostardense - Mostardas/RS, em 05.01.2013

Observação do autor: 

Todo desalinhado assim, com o bico ainda preto e com a mãe 

por perto, só pode ser um jovenzinho.

FÊMEA - NINHO - CHOCANDO -

Foto gentilmente cedida para esta postagem por Hugo Amaral, feita no  Campus UFPel - Capão do Leão/RS, em 01.10.2010



Beija-flor-dourado
Hylocharis chrysura (Shaw, 1812)



No Wikiaves, consta somente 6 registros dele nos 853 municípios do nosso Estado de Minas Gerais.
Cidades onde ele foi visto.
Lagoa Formosa ............2.
Carmo do Paranaíba.. ..2.
União de Minas.......... ..1.
Guaranésia............... ...1.
Nota-se que tem em duas cidades, com  2 registros, portanto, ele foi fotografado em somente 4 cidades mineiras. Agora com Arceburgo/MG,  vai para 5 cidades.





Estas três fotos fiz no meu quintal da minha casa, aqui ele descansa após visitar as flores da odontonema e russélia.

BEIJA-FLORES DO BRASIL - NUMERO 12.

BEIJA-FLORES DE ARCEBURGO/MG -NUMERO 8.




Beija-flor-dourado

Hylocharis chrysura

Outros nomes populares: Beija-flor-de-outro e pica-flor-bronzeado.

MACHO - ADULTO - VOANDO -
Foto gentilmente cedida para esta postagem por, Vilde Florencio, feita em Maringá-PR, em 31.12.2012. É uma das fotos mais bem avaliadas do WiKIAVES da espécie.

Distribuição geográfica  Paraguai, Argentina, Uruguai, Brasil e Bolívia. No Brasil: Rio Grande do Sul, S.Catarina, Paraná, Mato Grosso, São Paulo, Goiás, Minas Gerais e Brasília

Caracteristicas: Comprimento 105 mm. Asa 57. Bico 22. Cauda 33. Peso 4,6 g. temperatura 42,5° C. Vibrações de asa 28 p.s. Peso dos ovos e dimensões: 0,50 g. 15 x 9,3 mm. Dimorfismo sexual indiferenciado.

MACHO - ADULTO - FRENTE -

Foto gentilmente cedido para esta postagem por Mariza Sanches, feita Piraju-SP, em 11.05.2012. . É uma das fotos mais bem avaliadas do WiKIAVES da espécie.

Habitat: Scrub, savana,, cerrado, da Província Central.

Migração: Grande migratória.

Descrição: Lado dorsal, inclusive a cauda, bronze-dourado brilhante. Garganta, peito, parte superior do abdômen e flancos, vermelho-dourado brilhante. Restante do abdômen cinza-avermelhado. Crisso em tufos brancos. Infracaudais douradas com cinza na margem. Bico vermelho carne com ponta negra. Fêmea semelhante, tendo menos brilho na coloração.

FÊMEA - ADULTA - POUSADA -
Foto gentilmente cedida para esta postagem , por Hector Bottai, feita na Estrada para Balneário Mostardense - Mostardas/RS, em 05.01.2013

Observação do autor: Enquanto tocaiávamos a Sanã-vermelha ela deu o ar da graça. Acompanhado por Mirta e guiado por João Batista.

Biótopos para nidificação, banho, canto, parada nupcial, descanso e dormir.
O ninho desta espécie é o terceiro tipo da classificação de A.Ruschi, construído sobre um ramo quase horizontal e é feito de material macilento, constituído de paina de Typha, sementes de gramíneas, bromeliáceas, de fibras de sementes de chorísia, asclépias e outras.
As paredes externamente são ornamentadas com líquens variados fixados com teia de aranha; só a fêmea trabalha em sua confecção, bem como na incubação e nos cuidados com a prole. O período de incubação é de 14-15 dias e os jovens deixam o ninho com 20-26 dias de idade. O banho desta espécie é tomado na água que escorre da folhagem, do orvalho e ainda em poças de pequenos córregos; para isso escolhe um lugar, verificando antecipadamente o local o exata onde vai lançar-se à água, sobrevoando-o, e faz seus mergulhos batendo com o corpo na água e saindo para voltar várias vezes, até que dirige para um pouso onde faz a higiene da plumagem.O banho de sol é feito em local bem exposto e com movimentos preciosos e deixa que os raios filtrados pela plumagem eriçada atravessem até a pele; levantam a cabeça, levando a para trás  abrem em leque a cauda, metade cada vez e eriçam as penas, do mento, fazendo de igual forma para o outro lado. Também o pouso para descanso e o canto é escolhido e utilizado sempre para este mister; o canto dessa espécie como de todos Hylocharis, tem um chilreado bem forte e entremeios de assovios bem agudos e fortes que indicam os lugares onde podem ser encontrados. Para dormir buscam locais no emaranhado de folhagem e scrub, bem abrigados. A parada nupcial é muito rica pelo canto, pois o monomorfismo nesta espécie faz uso da alternativa citada para galanteio tomar o canto como um forte estimulo. A fêmea, pousada em um ramo, após ter sido perseguida em voo, na fase de apresentação, já espera a exibição da plumagem,  e o macho com a cauda aberta em leque, onde a iridescência bronze-dourada é muito impressionante e o bico inteiramente vermelho rosado tem seus pontos mais deslumbrantes da plumagem e de movimento com o bico, que entreabre-se para emitir seu variado e rico chilreado, modulado por assovios; assim por muitos minutos a cena se repete até  a fêmea aceitar o pretendido.

Reconhecimento em seu habitat: O seu colorido uniforme bronze-dourado, com o bico vermelho-rosado, não permite a confusão com outra espécie; ainda o local preferido nos emaranhados de baixo porte, 1 metro ou mais de altura do solo, é onde se encontram.

Observações: Entre as flores preferidas por esta espécie, pude observar nos pomares dos campos rio-grandenses do Sul, nas laranjeiras, Citrus de várias espécies, nas flores de ingá e muitas outras...

JOVEM -
Foto gentilmente cedida para esta postagem , por Hector Bottai, feita na Estrada para Balneário Mostardense - Mostardas/RS, em 05.01.2013
Observação do autor: Todo desalinhado assim, com o bico ainda preto e com a mãe por perto, só pode ser um jovenzinho.

FÊMEA - NINHO - CHOCANDO -
Foto gentilmente cedida para esta postagem por Hugo Amaral, feita no  Campus UFPel - Capão do Leão/RS, em 01.10.2010



Beija-flor-dourado
Hylocharis chrysura (Shaw, 1812)



No Wikiaves, consta somente 6 registros dele nos 853 municípios do nosso Estado de Minas Gerais.
Cidades onde ele foi visto.
Lagoa Formosa ............2.
Carmo do Paranaíba.. ..2.
União de Minas.......... ..1.
Guaranésia............... ...1.
Nota-se que tem em duas cidades, com  2 registros, portanto, ele foi fotografado em somente 4 cidades mineiras. Agora com Arceburgo/MG,  vai para 5 cidades.





Estas três fotos fiz no meu quintal da minha casa, aqui ele descansa após visitar as flores da odontonema e russélia.

BEIJA-FLORES DO BRASIL - NUMERO 12.

BEIJA-FLORES DE ARCEBURGO/MG -NUMERO 8.




terça-feira, 14 de junho de 2016

Bicho do Cesto

Oiketicus kirbyi Guilding 
(Lepidoptera: Psychidae)


Pertencente à ordem Lepidoptera, a família Psychidae abrange cerca de 1000 espécies descritas e 300 gêneros distribuídos no planeta (sATTLer, 1991). um exemplar desta família é o Oiketicus kirbyi (Guilding) (Lepidoptera: Psychidae), um inseto conhecido como bicho do cesto, cuja presença tem sido descrita em vários países da América Central, Caribe e América do sul, atacando plantas silvestres e cultivadas (COrIA et al., 2011). esta espécie é altamente polífaga, se alimentando de várias espécies florestais, ornamentais e de importância agrícola, podendo provocar danos econômicos (eLLIs et al., 2005).

 A existência de prejuízos econômicos causados pela alimentação de O. kirbyi foi registrada em abacateiro Persea americana Mill. (Lauraceae) (rHAINDs & CABrerA, 2010), bananeira Musa spp. (Musaceae) (PONCe et al., 1979), cafeeiro Coffea sp. (rubiaceae) (GrAveNA & ALMeIDA, 1982) dendezeiro Elaeis guineensis (Arecaceae) (rHAINDs et al., 1996), laranjeira Citrus spp. (rutaceae) (GrAveNA & ALMeIDA, 1982), videira (principalmente, em Vitis labrusca L. (vitaceae), cvs. Bordô e Niágara) e em pessegueiro Prunus persica (L.) Batsch (rosaceae) (BArONIO et al., 2012). este inseto também se alimenta de nespereira Eriobotrya japonica (Thunb.) Lindl. (rosaceae), Eucalyptus spp. (Myrtaceae), teca Tectona grandis L. (Lamiaceae), amendoeira Terminalia catappa L. (Combretaceae), Lagerstroemia speciosa (L.) Pers. (Lythraceae) e pata-de-vaca Bauhinia forficata Link (Fabaceae) (GArA et al., 1990; PereIrA et al. 2001; rHAINDs et al., 2008;. rHAINDs & sADOF, 2009; MeNDes et al., 2010; TAvAres et al., 2011). 

O bicho do cesto é assim chamado porque suas larvas confeccionam um abrigo em forma de cesto a partir de pedaços de ramos, folhas e outros detritos e um fio de seda secretado pelo próprio inseto (FIG. 1) (eLLIs et al., 2005; COrIA et al., 2011). O cesto é muito resistente, o que lhe protege do ataque de inimigos naturais e das aplicações de inseticidas. Inicialmente, o tamanho do abrigo é de 4-5 mm, de cor marrom escuro e consistência parecida com serragem (COrIA et al., 2011).

 Com crescimento da larva, pedaços maiores de madeira são incorporados no cesto, e este pode medir até 120 mm de comprimento e 65 mm de largura, em formato fusiforme, com a parte anterior de maior largura que a posterior (BArONIO et al., 2012). O ciclo biológico de O. kirbyi é diferente dos demais lepidópteros. O macho se transforma em mariposa quando alcança a fase adulta, já a fêmea continua com a forma imatura, vivendo durante todo o ciclo no interior do cesto (rHAINDs et al., 2009). esse fenômeno é denominado de neotenia e acontece quando as características da fase jovem permanecem no estágio adulto.


 A fêmea permanece dentro de seu cesto e atrai os machos, liberando cerdas impregnadas com feromônio (rHAINDs & sADOF, 2009). O macho copula com a fêmea através da inserção de seu 32 MG.BIOTA, Belo Horizonte, v.5, n.5, dez./jan.2012/2013 abdômen extensível que fica até, duas vezes maior, que o tamanho inicial no cesto (rHAINDs et al., 1994; eLLIs et al., 2005). A maioria das fêmeas procura as folhas mais jovens presentes no ápice da planta para passarem à fase de pupa, o que facilita o acasalamento após sua emergência (BArONIO et al., 2012). Porém, os machos preferem acasalar com fêmeas maiores, por causa da maior quantidade de feromônio liberado por elas e pelo seu maior potencial reprodutivo, independente da posição delas na planta (MeXZÓN et al., 2003). Depois da cópula, que dura cerca de trinta minutos, o macho morre e a fêmea inicia a postura, depositando uma única massa de 3.500 a 6.000 ovos dentro de seu abrigo (CAMPOs-ArCe et al., 1987; rHAINDs, et al., 1994), envoltos por escamas ou pelos existentes no último segmento abdominal do inseto misturados com feromônios sexuais (MArICONI & ZAMITH, 1971).

 Os ovos de O. kirbyi são cilíndricos, com arestas arredondadas, de coloração branco-creme quando recém-colocadas e depois escurecem com a proximidade da eclosão das lagartas (BArONIO et al., 2012). O período de incubação é de 22 a 35 dias (COrIA et al., 2011). em regiões tropicais, a fase de ovo da espécie tem menor duração, indicando a sua adaptação às condições climáticas destes locais, o que resulta em maior fecundidade na região Neotropical (MIsHrA, 1978). Oiketicus kirbyi não é muito encontrado em regiões temperadas (MOrDeN & WALDBAuer, 1980) e nestes locais, hiberna na fase de ovo (NeAL et al., 1987). Após eclodirem, as lagartas de O. kirbyi saem do cesto através de uma abertura no fundo deste e se dispersam para novos pontos da planta hospedeira, por um fio de seda e com o ajuda do vento, em um processo conhecido como balonismo, dando início a confecção de novos cestos (MeXZÓN et al., 2003). As lagartas recém-eclodidas apresentam coloração amarelada e cerca de 1,5 mm de comprimento (CAMPOs-ArCe et al., 1987).

 Mas em poucos dias adquirem coloração castanho escura, que depois se altera para manchas escuras espaçadas, com listras da mesma coloração presentes na parte posterior do corpo (MArICONI & ZAMITH, 1971), que servem como camuflagem, protegendo-as de predadores. Apresentam cabeça muito quitinosa e com mandíbulas fortes, além de três pares de pernas no tórax e cinco pares de falsas pernas, localizadas nos primeiros quatro segmentos do abdômen, e no segmento anal (COrIA et al., 2011). à medida que se desenvolvem, as lagartas vão adicionando material vegetal e fios de seda para a expansão do cesto (rHAINDs & sADOF, 2009). quando vão trocar de estádio, estes insetos se prendem em locais protegidos do ataque de predadores e fecham o casulo na parte anterior. O número de estádios larvais é oito e nove, para machos e fêmeas respectivamente (BArONIO et al., 2012). uma das características de O. kirbyi é o longo período larval, fase que causa MG.BIOTA, Belo Horizonte, v.5, n.5, dez./jan.2012/2013 33 danos às plantas, sendo de mais de 200 dias (KrIsHNAN, 1977). em bananeira (Musa sp.), este período dura de 207 a 382 dias (sTePHeNs, 1962); no abacateiro (Persea americana), de 206 a 238 dias (vILLANuevA et al., 2005; rHAINDs et al., 2009; COrIA et al., 2011) e em eucalipto (Eucalyptus spp.), varia entre 140 e 151 dias (BArONIO et al., 2012). quando a fase larval termina, o inseto fecha o cesto na parte anterior para transformá-la em pupa (MArICONI & ZAMITH, 1971). A fase de pupa apresenta dimorfismo sexual acentuado. Nessa fase, os apêndices não são distinguíveis nas pupas fêmeas que, ao contrário das pupasmacho, não apresentam a cabeça e o tórax diferenciados, com anéis abdominais pouco marcados.

 A duração do período pupal é de 23 a 31 dias para as fêmeas de O. kirbyi, já para as pupas-macho, tem duração de 29 a 36 dias (CAMPOs-ArCe et al., 1987). Além disso, o comportamento de pupação é distinto para as lagartas dos dois sexos, o que pode ser devido ao dimorfismo sexual na fase adulta (rHAINDs & sADOF, 2009). A distribuição de pupas na planta hospedeira varia para machos e fêmeas, tendo maior abundância de pupas fêmea na copa, por causa da dispersão ativa de larvas fêmeas (rHAINDs et al., 2002). Após a emergência, as fêmeas permanecem dentro do seu cesto, aguardando a chegada dos machos (rHAINDs, et al., 1994). As fêmeas possuem uma cabeça relativamente pequena, peças bucais muito pequenas, não têm antenas e nunca deixam o abrigo (COrIA et al., 2011). O macho adulto é uma mariposa com cerca de 42 mm de envergadura, de coloração marrom, com antenas bipectinadas e escamas recobrindo o corpo. A cópula ocorre entre 17 e 19 horas após a emergência dos adultos e o período de oviposição dura de 1,8 a 2,1 dias.

 Assim que ocorre a postura, a fêmea cai no solo e morre (BArONIO et al., 2012). A vida dos adultos é curta (MeXZÓN et al., 2003), sendo que os machos apresentam duração de 3,5 dias e as fêmeas 3,9 dias (CAMPOsArCe et al., 1987). surtos do bicho do cesto geralmente aparecem em paisagens depauperadas, onde os hospedeiros estão isolados, sendo que a explosão populacional destes insetos é rara em ambientes conservados, como os parques naturais (KuLMAN, 1965), a menos que sofram distúrbios. Isto pode ter ocorrido na reserva ecológica equatoriana de Churute, equador, onde O. kirbyi provocou grande desfolha das florestas de mangue desta reserva em fevereiro do ano de 1989 (GArA et al., 1990). Populações de bichos do cesto ficam equilibradas quando em ambientes adequados para a sobrevivência de seus inimigos naturais. em locais com cultivos de monoculturas, no entanto, devido às constantes perturbações, as populações de inimigos naturais de O. kirbyi podem ser prejudicadas, resultando no aumento populacional deste inseto, que pode se tornar uma praga. Silma da Silva Camilo Bacharela em Agronomia, Mestranda em Produção vegetal, universidade Federal dos vales do 34 MG.BIOTA, Belo Horizonte, v.5, n.5, dez./jan.2012/2013 Jequitinhonha e Mucuri, Diamantina/MG. e-mail: dsilma@yahoo.com.br Marcus Alvarenga Soares* engenheiro Agrônomo, Doutor em entomologia, professor do Departamento de Agronomia, universidade Federal dos vales do Jequitinhonha e Mucuri, Diamantina/MG. e-mail: marcusasoares@yahoo.com.br *autor correspondente Elizangela de Souza Pereira Graduanda em Ciências Biológicas, Departamento de Biologia, universidade Federal dos vales do Jequitinhonha e Mucuri, Diamantina/MG. e-mail: elizzsouza@yahoo.com.br Referências BArONIO, C.A.; sILvA, A.; PHILIPPus, r.L.; BOTTON, M. Bioecologia e controle do bicho do cesto Oiketicus kirbyi (Guilding, 1927) (Lepidoptera: Psychidae) em pessegueiro e videira. Bento Gonçalves: embrapa uva e vinho, 2012. Disponível em . Acesso em: 29 abr. 2013. CAMPOs-ArCe, J.J.; Peres, O.; BerTI, e. Biologia do bicho cesto Oiketicus kirbyi (Lands – Guilding 1827) (Lepidoptera: Psychidae) em folhas de Eucaliptus spp. Anais da ESALQ, v. 44, p. 341- 358, 1987. COrIA, A.v.M.; LArA, C.M.B.N.; MuÑOZ, F.H.J.; ÁvILA, v.T.C.; TeJeDA, J.A.G. el “gusano canasta” Oiketicus kirbyi Guilding (Lepidoptera: Psychidae) en huertos de aguacate de Minhoacán, México. In: WOrLD AvOCADO CONGress, 7., 2011, CairnsAustralia. Anais… Cairns: [s.n], 2011. p. 1-6. eLLIs, J.A.; WALTer, A.D.; TOOKer, J.F.; GINZeL, M.D.; reAGeL , P.F.; LACeY, e.s.; BeNNeTT, A.B.; GrOssMAN, e.M.; HANKs, L.M. Conservation biological control in urban landscapes: Manipulating parasitoids of bagworm (Lepidoptera: Psychidae) with flowering forbs. Biological Control, v. 34, p. 99-107, 2005. GArA, r.I.; sArANGO, A.; CANNON, P.G. Defoliation of an ecuadorian mangrove forest by the bagworm Oiketicus kirbyi Guilding (Lepidoptera: Psychidae). Journal of Tropical Forest Science, v. 3, p. 181-186, 1990. GrAveNA, s.; ALMeIDA, J.C.v. Inimigos naturais de Oiketicus kirbyi Lands Guilding, 1827 e Oiketicus geyeri Berg, 1877 no agroecossistema citrícola. Cientifica, v. 10, p. 99-104, 1982. GrOss, s.W.; FrITZ, r.s. Differential stratification, movement and parasitism of sexes of the bagworm, Thyridopteryx ephemeraeformis on redcedar. Ecological Entomology, v. 7; p. 149–154, 1982. KrIsHNAN r. Larval biology of Crematopsyche pendula Joannis. Planter, v. 53, p. 381–94, 1977. KuLMAN, H.M. Natural control of the bagworm and notes on its status as a forest pest. Journal of Economic Entomology, v. 58, p. 863–866, 1965. MArICONI, F.A.M.; ZAMITH, A.P.L. um dos caprichos da natureza o “bicho cesto”. Correio Agrícola Bayer, v. 11, p. 13-15, 1971. MeNDes, D.; reIs, T.; sOAres, M.A.; vIeIrA, G.T.; sOAres, B. Avaliação fitossanitária em árvores na área urbana de João Monlevade/MG. In: sIMPÓsIO De MeIO AMBIeNTe, 2010, viçosa. Anais... viçosa: uFv, 2010. MeXZÓN G.r.; CHINCHILLA, C.; rODrÍGueZ, Y.r. el gusano canasta Oiketicus kirbyi Lands Guilding (Lepidoptera: Psychidae) plaga de la palma aceitera. ASD Oil Palm Papers, v. 25, p. 17-28, 2003. MIsHrA, s.C. Observations on the biology of bag worm: Clania cramerii Westwood (Psychidae: Lepidoptera). Indian Journal of Forestry, v. 104, p. 135-141, 1978. MOrDeN, r.D.; WALDBAuer, G.P. Diapause and its termination in the psychid moth, Thyridopteryx ephemeraeformis. Entomologia Experimentalis et Applicata, v. 28, p. 322-333, 1980. NeAL, J.W.; rAuPP, M.J.; DOuGLAss, L.W. Temperature-dependent model for predicting larval emergence of the bagworm, Thyridopteryx ephemeraeformis (Haworth) (Lepidoptera: Psychidae). Environmental Entomology, v. 16, p. 1141-1144, 1987. MG.BIOTA, Belo Horizonte, v.5, n.5, dez./jan.2012/2013 35 PereIrA, J.M.M.; ZANuNCIO, T.v.; ZANuNCIO, J.C. Lepidoptera pests collected in Eucalyptus urophylla (Myrtaceae) plantations during five years in Três Marias, state of Minas Gerais, Brazil. Revista de Biologia Tropical, v. 49, p. 1073-1082, 2001. PONCe, T; INes PeLAeZ, H.; De LA CruZ, L. estudio Biológico del gusano canastra Oiketicus kirbyi Lands-Guilding (Lepidoptera: Psychidae) em plátano y reconocimiento de sus principales parasitóides. Acta Agronômica, v. 29, p. 41-46, 1979. rHAINDs M.; GrIes, G.; JIANXIONG, L.; GrIes, r.; sLessOr, K.N.; CHINCHILLA, C.M.; OeHLsCHLAGer, A.C. Chiral esters: sex pheromone of the bagworm, Oiketicus kirbyi (Lepidoptera: Psychidae). Journal of Chemical Ecology, v. 20, p. 3083-3096, 1994. rHAINDs, M.; CABrerA, L.J.C. Oiketicus kirbyi (Lepidoptera: Psychidae), a key pest in Peruvian orchards of avocado. International Journal of Pest Management, v. 56, p. 103-107, 2010. rHAINDs, M.; DAvIs, D.r.; PrICe, P.W. Bionomics of Bagworms (Lepidoptera: Psychidae). Annual Review of Entomology, v. 54, p. 209-226, 2009. rHAINDs, M.; GrIes, G.; CHINCHILLA, C. Development of a sampling method for first instar Oiketicus kirbyi (Lepidoptera: Psychidae) in oil palm plantations. Journal of Economic Entomology, v. 89, p. 396-401, 1996. rHAINDs, M.; GrIes, G.; HO, C.T.; CHeW, P.s. Dispersal by bagworm larvae, Metisa plana: effects of population density, larval sex, and host plant attributes. Ecological Entomology, v. 27, p. 204- 212, 2002. rHAINDs, M.; LeATHer, s.r.; sADOF, C. Polyphagy, flightlessness, and reproductive output of females: a case study with bagworms (Lepidoptera: Psychidae). Ecological Entomology, v. 33, p. 663- 672, 2008. rHAINDs, M.; sADOF, C.s. Fitness consequence of pupation site for bagworms (Lepidoptera: Psychidae) on arborvitae. Applied Entomology and Zoology, v. 44, p. 323-329, 2009. sATTLer K. A review of wing reduction in Lepidoptera. Bulletin of the British Museum (Natural History) Entomology, v. 60, p. 243-88, 1991. sTePHeNs C.s. Oiketicus kirbyi (Lepidoptera: Psychidae): a pest of bananas in Costa rica. Journal of Economic Entomology, v. 55, p. 381- 86, 1962. TAvAres, W.s.; serrãO, J.e.; BArBOsA, r.A.; ZANuNCIO, J.C. scientific note: Lagerstroemia speciosa (L.) pers. (Lythraceae), a new host for the defoliator Oiketicus kirbyi Guilding, [1827] (Lepidoptera: Psychidae). Tropical Lepidoptera Research, v. 21, p. 100-104, 2011. vILLANuevA, r.T.; rODrIGues, J.C.v.; CHILDers, C.C. Larval Cryptothelea gloverii (Lepidoptera: Psychidae), an arthropod predator and herbivore on Florida citrus. Experimental

Citação:
O bicho do cesto MG.BIOTA, Belo Horizonte, v.5, n.5, dez./jan.2012/2013 31 Foto: Marcus Alvarenga soares. FIGurA 1 - Bicho do cesto: Oiketicus kirbyi (Guilding) (Lepidoptera: Psychidae). 

Agradeço ao amigo João Angelo Cerignoni (Esalq-USP, Piracicaba/SP), por identificar este bicho, bem como fornecer dicas sobre ele

Bichos de Arceburgo/MG - Numero 13

terça-feira, 7 de junho de 2016

Palestra na Escola Cel. Lucas Magalhães - Dia Mundial do Meio Ambiente - Ação 3

Tema: Meio Ambiente.


Tivemos a honra de estar falando com os alunos sobre o tema Meio ambiente. Agradeço o convite que me foi feito  pelos professores e amigos Dayana e Reginei Marcelo.  Os alunos participaram de forma efetiva, fazendo perguntas inteligentes, o que demonstra interesse por este tema tão atual, e necessário nos dias atuais. Obrigado.



Queridos amigos e professores Dayana e Reginei Marcelo.


segunda-feira, 6 de junho de 2016

Meu Jardim dos Beija-flores - Dia Mundial do Meio Ambiente - Ação 2

Postei ontem aqui no Blog, minha ação 1 em comemoração a esta data. Agora estou postando esta ação 2. Faço isto para servir de inspiração para outras pessoas, em especial crianças e escolas que tanto pesquisam aqui neste blog.

Trata-se do Jardim dos Beija-flores que fiz na minha casa.
Meu quintal tem uma área de 134m²,  neste espaço estão alocadas as plantas que atraem Beija-flores. Porém ainda tem duas jabuticabeiras cada uma com 6x6 de diâmetro e um pé de Jerivá. O que deduz que é um espaço pequeno, mesmo assim aloquei 26 plantas para atrair os beija=flores



Uma das plantas do jardim. Sálvia-azul - Salvia guaranitica

Estas plantas são:
1- Helicônia-papagaio – Heliconia psittacorum
2-Alstroeméria - Alstroemeria psittacina Lehm.
3-  Afelandra-coral – Aphelandra sinclairiana
4-  Lágrima-de-cristo - Clerodendron thomsoniae
5-  Ipomeia-rubra Ipomoea horsfalliae 
6-  Odontonema - Odontonema strictum 
7-  Escova-de-macaco – Combretum fruticosum
8-  Ixora – Ixora coccinea
9-  Diadema - Sttiffia chrysantha
10- Justícia-amarela - Justicia aurea Schltdl
11- Sálvia-azul - Salvia guaranitica
12- Caliandra-vermelha Calliandra harrisii
13- Bananeira-ornamental - Heliconia rostrata
14- Capota Vermelha - Megaskepasma erythrochlamys
15Afelandra vermelha - Aphelandra tetragona 
16- Sanquésia - Sanchezia nobilis Hook
17- Tumbérgia-azul Thunbergia grandiflora
18- CIPÓ DE SÃO JOÃO Pyrostegia venusta
19- MalvaviscoMalvaviscus arboreus
20-  Russélia - Russelia equisetiformis
21-  Hamélia Hamelia patens
22-  Escova-de-garrafa callistemon-viminalis
23Chapéu-chinês-roxo.- Holmskioldia tettensis
24- Hibisco - laterninha Hibiscus schizopetalus 



Especies avistadas diariamente, com frequência e com facilidade

1- Beija-flor-tesoura - Eupetomena macroura
2- Besourinho-de-bico-vermelho  - Chlorostilbon lucidus
3- Beija-flor-de-peito-azul flor - Amazilia lactea
4- Rabo-acanelado - Phaethornis pretrei

Estes abaixo aparecem em floradas especificas: Flor-de-são-joão,Chapéu-chines...

5- Beija-flor-preto - Florisuga fusca
6- Beija-flor-de-veste-preta - Anthracothorax nigricollis
7- Bico-reto-de-branda-branca - Heliomaster squamosus



Esta amiguinha além de visitar meu jardim, ou melhor de visitar o jardim dela; resolveu fazer também morada,digo ninho.

besourinho-de-bico-vermelho (Chlorostilbon lucidus)


8 - Beija-flor-dourado - Hyloxharis chrysura

Este ultimo coloquei com destaque, porque é a minha mascote.
Apareceu por aqui durante uma semana mais ou menos.
No Wikiaves, consta somente 6 registros dele nos 853 municípios do nosso Estado de Minas Gerais.
Cidades onde ele foi visto.
Lagoa Formosa ............2.
Carmo do Paranaíba.. ..2.
União de Minas.......... ..1.
Guaranésia............... ...1.
Nota-se que tem em duas cidades, com  2 registros, portanto, ele foi fotografado em somente 4 cidades mineiras. Agora com Arceburgo/MG,  vai para 5 cidades.
WA2086
















Dai se concluí a importância de se fazer espaços para as aves. Por menores que sejam, irão atrair, ser fonte de alimento , e abriga-las. E também pensemos que vários pequenos espaços, somados uns aos outros, se tem uma floresta, pequena, média, grande ou gigante...depende de nós.

Ofereço esta postagem a duas amigas queridas, que tanto divulgam nosso trabalho, bem como são parceiras incansáveis, na luta pela preservação dos Beija-flores são elas:
Vilminha Art e Maria Isabel Zimmermann.